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Ditaduras

Bolivarianos rompem relações com o Brasil. Comemorem!

Os ditadores bolivarianos aliados ao PT romperam relações diplomáticas com o Brasil. Sem mesada, pode ser o começo do fim do bolivarianismo.

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Dilma Rousseff, Nicolás Maduro, Evo Morales

Evo Morales, o caudilho da Bolívia que se diz índio sem o ser, ameaçou romper relações diplomáticas com o Brasil caso o impeachment se confirmasse no Senado. Rompeu. Em sua esteira veio Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela que fez qualquer reacionário sentir saudade até de Hugo Chávez. Logo atrás, Rafael Correa, ditador bolivariano do Equador.

As ameaças são sérias. O que o Brasil perde sem relações com ditaduras bolivarianas? Não teremos apito, nem cocaína e nem comunismo. Como viver sem isso?

Sentiremos muita falta dos apitos.

O impeachment se saiu melhor do que o esperado. A esquerda latino-americana, consubstanciada em figuras patéticas e medonhas como os socialistas bolivarianos Maduro, Morales e Correa, que não conseguem ser publicamente defendidos nem pela esquerda que não seja 100% cabeça dura e oca, perdeu junto com Dilma.

Nada mais comemorativo: o Foro de São Paulo, maior think tank do mundo, que lutou pela transformação da América Latina na “Pátria Grande” socialista voltada para Cuba, começa a se esfacelar. Toda a “ameaça” que estes gigantes da tecnologia, da ciência, do comércio e da importância cultural podem fazer é… retirar seus embaixadores.

É ainda uma ameaça leve: Evo Morales, por exemplo, pode muito bem ameaçar o Brasil com a poderosíssima Marinha da Bolívia, causando um choque militar entre as duas potências que exigirá muitos estilingues do Brasil para evitar um confronto pesado.

Os venezuelanos, bolivianos, equatorianos e afins no Brasil provavelmente se sentem mais seguros longe dos esbirros das ditaduras das quais fugiram, trocando-as por um país de socialismo menos avançado.

Mantínhamos relações de pornográfica proximidade – dir-se-ia, de cumplicidade com os atentados aos direitos humanos nestes países – não por questões diplomáticas de fato, mas simplesmente pela ideologia do PT, o mais das vezes escamoteada e escondida do grande público, com silêncio obsequioso e cúmplice da mídia.

A esquerda revelou sua face no impeachment: é uma coisa vergonhosa, ideologia ultrapassada que só provocou miséria, sempre falando em “social” e, hoje, “distribuição de renda” (ou seja, economia controlada por um ditador). No dizer de Joseph Sobran, só é possível corrigir a desigualdade social com uma brutal desigualdade de poder político. Pergunte a qualquer cubano.

Sem o PT no poder, a “cara limpa” para o mundo que financia ditaduras moribundas e assassinas por debaixo do olhar da imprensa, acabou a mesada e a fonte inesgotável, como seus contratos com a Odebrecht para financiar portos em Cuba que a própria população cubana não pode usufruir (do contrário, a população da única ilha do mundo sem pescadores usaria o porto para fugir para Miami).

Pode significar, e tudo leva a crer que significa, a primeira peça do dominó do Foro de São Paulo caindo, levando consigo todas as outras peças em questão de anos, talvez meses. Basta ver as projeções de continuidade do poder de ditadores totalitários como Maduro, Morales e Correa.

O impeachment, afinal, se saiu ainda melhor do que as pessoas que defendem um mundo livre esperavam.

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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record).

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