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Nos últimos dias no cargo, Obama dificulta entrada de cubanos. Onde estão todos falando de refugiados, contra o muro? Cadê a Meryl Streep?

Nos últimos dias de seu último mandato como presidente americano, Barack Obama mudou a lei de imigração do país para um maior controle das fronteiras americanas e a aplicação de um pente fino na aceitação de refugiados, e vindos de um país específico: os verdadeiros refugiados cubanos, que fogem do totalitarismo da ilha onde todos são propriedade privada de Raúl Castro, usando até geladeiras como botes para chegar a Miami após atravessar um dos pontos com mais tubarões no planeta.

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A política americana, desde a época da Revolução Comunista em Cuba, era a de facilitar o visto para cubanos, visto que fogem de um totalitarismo socialista em busca da liberdade capitalista da América. Barack Obama, sem nenhuma consulta à população e sem coragem para realizar tal ato antes de sua reeleição, ou após algum anúncio público, escolheu os últimos dias de seu mandato para acabar com a geopolítica americana de imigração de cubanos com décadas de existência. O ato lembra o de Bill Clinton, que perdoou os crimes do terrorista de extrema-esquerda Bill Ayers na manhã em que entregaria o cargo.

A partir de agora, cubanos fugindo da ditadura de Raúl Castro terão o mesmo tratamento burocrático dado a imigrantes de outros países. Caso refugiados cubanos cheguem à América sem toda a complexa documentação necessária exigida de um país livre como o Brasil, o imigrante cubano poderá ser extraditado de volta para a ditadura socialista de Cuba, onde ele e sua família poderão sofrer conseqüências terríveis por “traição”.

A medida fere mortalmente o discurso do Partido Democrata de open borders, de um mundo “sem fronteiras” com poderes cada vez mais globais e soberanias nacionais cada vez mais diluídas. A canetada na calada da noite destrói o discurso a favor de “refugiados” que, na prática, significa quase que integralmente encher a América de muçulmanos vindos sobretudo da Síria, país em guerra civil onde mesmo o Departamento de Estado chefiado por Hillary Clinton não teve a mais remota idéia de como diferenciar quem matava de quem morria. Fere de morte a histeria contra Donald Trump por prometer construir um muro para proteger as fronteiras americanas de uma invasão de imigrantes. E quem se lembra do discurso choroso de Meryl Streep na semana passada lembrando de maneira torta que a América é uma nação de imigrantes, e que não se deve praticar bullying contra eles?

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As pessoas que passaram os últimos meses em uma campanha fanática contra Donald Trump baseada em boatos, historietas falsas e histeria coletiva dizendo que refugiados sírios merecem ter entrada livre na América, sem nenhuma averiguação de suas atividades em um país tomado pelo salafismo jihadista, se calaram vexaminosamente a respeito da medida de Barack Obama nos últimos dias de sua administração. Não se falou sobre o humanismo de aceitar refugiados, não se comentou que apenas estão fugindo de uma situação ruim, não se defendeu que são pacíficos. Barack Obama só não construiu um muro porque Cuba é uma ilha.

O sentimento difuso no ar propagado pela campanha de mídia faz com que pessoas fugindo de uma ditadura socialista querendo se integrar e trabalhar na América livre tenham menos direitos do que islâmicos que, em sua maioria, prefere seguir a shari’ah, ou mesmo praticar a jihad, ao invés de seguir a Constituição americana.

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Para quem conhece o islamismo, há motivos sobejantes para se entender que uma imigração em massa é usada pelo islamismo como método de conquista, para instaurar uma teocracia em terras que antes não eram muçulmanas.

Barack Obama tem um ranço terrível com cubanos por um fator óbvio: ao contrário de muçulmanos, cubanos votam em peso nos Republicanos, por saberem que as políticas de esquerda dos Democratas são uma espécie de socialismo a conta gotas (Michael Moore defendendo o Obamacare e o sistema de saúde cubano em Sicko que o diga). Até mesmo um pré-candidato Republicano era filho de cubanos, Marco Rubio.

Como foram um dos principais grupos a garantir a acachapante vitória de Donald Trump em um dos estados-chave, a Flórida, mereceram ser “punidos” por Barack Obama sem um pio de lamúria pelos defensores de “fronteiras livres” e “refugiados”, mesmo de publicações claramente anti-socialistas. Nenhuma razão foi apresentada por Obama – não é preciso, pois nenhum jornalista mainstream o questiona no planeta.

Aliás, o que dizia O Globo assim que Donald Trump foi eleito? Chega a ser hilário ler a manchete: Trump coloca benefícios a cubanos em risco, dizem analistas. Não se sabe se houve muitas vezes na humanidade em que a verdade esteve na posição tão diametralmente oposta ao que dizem os “inteligentes” e “antenados” de plantão.

Ao contrário da imigração islâmica, também conhecida como hégira, que tem o objetivo de conquistar e islamizar, não há motivo para Barack Obama acreditar que há algum perigo com cubanos fugindo de Cuba quererem instaurar um totalitarismo socialista modelo cubano na América: já há jornalistas, professores universitários, artistas e políticos o suficiente na América defendendo a cubanização totalitária americana. Inclusive Barack Obama.

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  • Luciano Gomes

    Obama fez um favor ao Trump, o proprio partido republicano já queria acabar com essa lei de ajuste Cubano, os cubanos vem, entram, recebem ajuda do governo inclusive status legal para poder trabalhar e após um ano se tornam residentes, porém diferente de muitos outros países, querem estar nos Estados Unidos, com beneficios, sem trabalhar. Após um ano pega o dinheiro que conseguiram juntar, sua residência e voltam a Cuba de férias, eles não são imigrantes que querem contribuir.

    Acho muito válido, os republicanos já iam fazer isso cedo ou tarde, o próprio Marco Rubio citado abaixo, já queria isso, e com a aproximação e o possivel fim do embargo, não tem sentido manter essa lei.

  • Ilbirs

    Essa é uma casca de banana boa para o Trump e lá colocada de propósito: se Trump revogar o ato executivo de Obama, poderá dar margem a que outros imigrantes ilegais, incluindo aí jihadistas, tentem entrar nos Estados Unidos pedindo refúgio, alegando estarem sendo perseguidos por ditaduras e exigindo o mesmo tratamento dado a cubanos. Também poderiam falar que o governo americano não está agindo com isonomia e só se preocupa com cubanos, meio naquela base de querer fazer as pessoas esquecerem que quem assinou o ato foi alguém alinhado com Cuba. Se o presidente eleito dos Estados Unidos não revogar o ato de quem deixa de ser presidente depois de amanhã, irão dizer que ele está sendo xenófobo e não permitindo que perseguidos pela ditadura cubana consigam sair de onde estão para a liberdade. Como se pode observar, é um caso claro em que os democratas alinskyanos pensaram dialeticamente para ferrar um opositor: se não ferram por ele revogar o ato, ferram por ele não revogar.
    Como se fazer para desarmar essa bomba-relógio? Espero eu que haja gente sábia o suficiente na equipe dele para arrumar uma solução que não dê margem a essas narrativas que na prática já estão escritas e só esperam mesmo um desencadeante para serem emplacadas.

  • João Marcos

    Importante: o primeiro obstáculo a imigração cubana foi colocado por…BILL CLINTON. Em 1995, durante seu mandato começou a política “Wet feet, dry feet” (pés molhados, pés secos), que tratava os refugiados cubanos de maneira diferente conforme o modo que chegavam aos EUA (pelo mar seriam deportados, por terra seriam asilados).

    Desde 1966, qualquer cubano conseguia o visto permanente, independente do modo como chegou aos EUA. Em 1995 o Bill Clinton restringiu o benefício aos cubanos que são capturados em terra, e em 2017 o Obama acaba de vez com qualquer benefício.

    Democratas (e esquerdistas) não perdoam.

  • PHSA

    Uma questão: ouvi dizer que essa medida era parte do acordo feito pra diminuir os efeitos do embargo. Então já estava previsto ou foi algo de supetão mesmo?

  • Le Zuero

    Flávio, peça para o programador web do teu site trocar o CSS daquela seção em vermelho depois do nome do autor. É feio e não renderiza muito bem em tablets.

  • Ricardo Bordin

    Trump pode perfeitamente fazer deste limão uma limonada: como trata-se de um ato executivo de Obama – ou seja, uma canetada – ele pode ser revogado tão logo o novo presidente assuma. Aliás, deveria ser sua 1° providência no dia de sua posse, só pra ir aquecendo a revogação do “legado” do Hussein.
    https://bordinburke.wordpress.com/2017/01/18/taca-lhe-pau-nestes-neonazistas-mesmo-mas-e-os-comunistas/

    • Ilbirs

      Meu caro, eis que li a postagem que você fez em seu blog e o primeiro parágrafo chamou-me a atenção:

      A polícia andou desbaratando grupos brasileiros ligados ao Neonazismo nos tempos recentes. Diversas notícias como esta foram observadas nas páginas policiais de periódicos neste início de 2017 (coincidentemente, logo após o pior ano da esquerda neste século), relatando a detenção de pessoas ligadas a movimentos de “extrema-direita”

      Por que digo isso? Porque eis que hoje esta reportagem da BBC Brasil que foi replicada em diversos outros meios nacionais está parecendo a mim muito desse lance de “coincidentemente” de que você disse em seu texto. Aliás, verá que a matéria da BBC Brasil fala muito de “nos últimos seis meses” e já levantei várias questões ao ler a referida:

      1) Por que apenas nos últimos seis meses o Decradi notou movimentação acima do normal por parte de neonazistas?

      2) Quem financia esses neonazistas?

      3) Fala-se na matéria de serem 110 neonazistas divididos entre Kombat Rac, Front 88 e Impacto Hooligan. Essas ações violentas tendem a ser contra anarquistas, punks e black blocs, estes últimos usando a bandeira antifascista (“antifa” como corruptela) e também organizados em gangues. A própria matéria diz que se tornaram raros ataques a homossexuais, negros e judeus que estejam andando normalmente em uma rua e que agora é mais mesmo briga de gangue e resolvida entre as próprias, o que significa algo apartado do cotidiano civil normal. Portanto, qual está sendo a real dimensão do impacto desses neonazistas em comparação a black blocs tão mais numerosos que eles?

      4) Novamente temos a associação de neonazistas à direita, aqui querendo insinuar haver ligação entre Donald Trump e esses caras, mas também ao falar de “ascensão de políticos que adotam discurso radical de direita no Congresso”, fica na cara de mais uma vez quererem jogar no colo do Bolsonaro a culpa por esses neonazistas e aqui querendo encaixar aquela narrativa mais do que batida, independente de o Bolsonaro ter como sogro um cara conhecido por “Zé Negão” e recentemente ter ido a Israel;

      5) Temos aí também depoimentos de gente mais acadêmica que também reforça a narrativa de querer associar nazismo à direita e sem que se veja o pano de fundo deles. E aí descobrimos que Adriana Dias, antropóloga, usa um discurso eivado de jargões gramscistas, como se pode ver neste artigo dela para a Revista Fórum no qual chama o governo Temer de “golpista”, o que por si só já permite saber muito.
      Já sobre Thiago de Oliveira, presidente da SaferNet e cujo nome completo é Thiago Tavares Nunes de Oliveira, por vezes pode aparece sob o nome de Thiago Tavares ou outras combinações, temos este vídeo:

      Portanto, se ele apoiou e participou do extinto Humaniza Redes, não podemos tomar como simples relato da realidade quando a reportagem atribui ao mesmo que “a tendência começou há cerca de dois anos com o fortalecimento de políticos brasileiros que usaram discursos contra minorias com os quais os neonazistas se identificaram” e novamente falando de um suposto recrudescimento da atividade neonazista nos últimos seis meses. Aliás, por que só nos últimos seis meses? Que se note inclusive no mesmo texto a discordância de Maria Luiza Tucci Carneiro, especialista em pesquisa sobre judeus e nazismo, quando lembra que tais grupos existem há mais de 30 anos, tempo esse muito maior do que meio ano.

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