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Em nosso podcast, analisamos por que o Ocidente decaiu de Sócrates para Leandro Karnal: será falta de leitura, ou a crise é mais embaixo?

Gguten Morgen, Brasilien! Neste episódio de nosso podcast, comentamos a crise intelectual pela qual passa o Ocidente. Afinal, como uma civilização de valor universal, invejada por quem a vê de fora, criada por intelectuais eternos como Sócrates, desconstruída por intelectuais históricos como Voltaire, pôde decair ao nível intelectual de Leandro Karnal, Mario Sergio Cortella ou Clóvis de Barros Filho?

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Não se trata, ao contrário do que se divulga, de mera decadência de poderio sináptico de nossos intelectuais. Menos ainda do famoso “vá estudar!” que permeia as discussões de Facebook, com sua patética tentativa de serem intelectualmente relevantes. Se a quantidade de leituras fosse determinante para um bom nível intelectual, quem passasse o dia inteiro lendo “debates” no Facebook já teria resolvido o problema mente-corpo.

É muito mais uma questão do que subjaz ao discurso intelectual: antes de destreza mental, a crise intelectual concerne muito mais às virtudes que homens precisam possuir para avançar na sua existência, como a coragem. Ao invés de dizer respeito tão somente a soldados, um simples fato da vida, que parece até “engraçado” no Maligno Reino das Redes Sociais, como o apagamento da foto de Leandro Karnal com o juiz Sérgio Moro, permite antever nas ribaltas um ser humano apavorado, aspirando ao aplauso fácil de uma platéia que teme, tentando antes cumprir um papel social, paparicado pela intelligentsia, do que usar seu cérebro para chegar a idéias que representem a verdade, muito mais importante do que likes de Facebook.

Ninguém mais apropriado neste momento do que o intelectual anti-intelectual Nassim Nicholas Taleb. Em seu livro Antifrágil, um dos vários que recomendamos nestes links abaixo, o gigante sírio-americano aplica seu anti-academicismo ao mostrar que as boas idéias transcendem a “pele”, como na curiosa vã vaidade de Leandro Karnal diante de sua platéia, e atingem o valor da “alma”. Idéias que valem mais até mesmo do que o corpo: como poderemos dar valor a intelectuais que têm medo de deslikes, perto do valor das idéias de Sócrates, de Jesus Cristo, de Joana d’Arc, dos combatentes que não abjuram de suas crenças nem mesmo diante das navalhas do Estado Islâmico, de quem resiste aos totalitarismos para dizer a verdade, sabendo que ela lhes custará a vida, ao invés de se subordinar à sombra das maiorias de supostas minorias?

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Por que será que as Universidades no mundo cada vez mais produzem burocratas e leitores de papers, mas não produzem coragem, inteligência, sabedoria, verdade, alguma tenacidade mental, uma âncora espiritual, algo pelo qual valha a pena morrer para defender, ao invés de meros títulos acadêmicos?

A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora. Nossas recomendações livreiras seguem abaixo. Guten Morgen, Brasilien!

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