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Não há grandeza fora do senso de universalidade e dentro do apego atávico à raça, demonstrado em aberrações como o "Dia da Consciência Negra". A sobrevivência da cultura brasileira depende de novos Aleijadinhos e de novos Machados de Assis, não de Emicidas e Djamilas Ribeiro.

O Dia da Consciência Negra é celebrado no Brasil anualmente, no dia 20 de novembro, consagrando um apego atávico a origens raciais e à comunidade de sangue que, levado às últimas consequências, pode fechar para toda uma geração de brasileiros o acesso à cultura universal e ao senso de universalidade de que dependem a alta cultura e a consciência de uma nação. Contra essa data infame e nociva, resgatamos o artigo “A verdadeira cultura negra” publicado em 1997 pelo filósofo Olavo de Carvalho na Folha de São Paulo. Boa leitura! — F.G.M.

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A VERDADEIRA CULTURA NEGRA

Olavo de Carvalho, 1997

Quando ouço falar de “cultura negra”, saco do meu exemplar da “História da Inteligência Brasileira”, de Wilson Martins, e esfrego-o na cara do interlocutor:

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“Cultura negra? Cultura negra para mim é o Aleijadinho, é Gonçalves Dias, é Machado de Assis, é Capistrano de Abreu, é Cruz e Sousa, é Lima Barreto. Quer Vossa Senhoria me explicar como esses negros e mulatos puderam subir tão alto, numa sociedade escravocrata, enquanto seus netos e bisnetos, desfrutando das liberdades republicanas, paparicados pela ‘intelligentsia’ universitária, não conseguem hoje produzir senão samba, funk e macumba e ainda se gabam de suas desprezíveis criações como se fossem elevadíssima cultura?”

O interlocutor, aterrorizado ante a perspectiva de ter de raciocinar por uns minutos fora da área de segurança dos chavões estabelecidos, fica mudo. Então, dou eu mesmo a resposta.

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É que aqueles ilustres brasileiros não tinham bebido o veneno do establishment acadêmico norte-americano e conservavam seus cérebros em bom estado. Entendiam que suas remotas origens africanas tinham sido neutralizadas pela absorção na cultura ocidental, que sua condição de raça era apenas um fato biológico sem significação cultural por si, que a cultura a que tinham se integrado não era branca, mas universal, que era mais útil e mais honroso para o negro vencer individualmente no quadro da nova cultura mundial do que ficar choramingando coletivamente as saudades de culturas tribais extintas.

Ao afirmar-se como valores da cultura ocidental, esses homens ainda prestaram a ela o mais relevante serviço: cobraram dela o compromisso universalista firmado na cruz do Calvário, libertando-a das amarras do falso compromisso, acidental e transitório, que ela firmara mais tarde com a raça branca. Elevando-se, elevaram-na.

Quem eram, afinal, ante os negros, os portadores dessa cultura? Eram portugueses — uma raça céltica, tardiamente cristianizada por invasores imperialistas. E de onde vinha a força dos portugueses? Vinha da desenvoltura, do otimismo, da pujança com que, em vez de cair no ressentimento saudosista, em vez de revoltar-se contra a perda de suas “raízes” locais e raciais, em vez de buscar falsos consolos no ódio aos colonizadores, souberam se integrar criativamente no mundo cristão e tornar-se, mais que seus porta-vozes, seus soldados e seus poetas.

Coisas análogas podem dizer-se dos franceses, dos ingleses, dos dinamarqueses, dos suecos e, enfim, de todos os povos europeus: todos abandonaram seus cultos primitivos para integrar-se na nova cultura. Transfigurados pela cultura universalizante que os absorveu, puderam por isso mesmo tornar-se nações grandes e poderosas, ganhando com a renúncia e recuperando sua identidade num plano mais alto.

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E de onde veio a tragédia cultural do povo alemão senão de sua cristianização imperfeita, de sua deficiente universalização, que, deixando à mostra as doloridas raízes da velha cultura bárbara, ocasionou a crise de regressão uterina que foi o nazismo?

É precisamente por não ter se libertado de seu apego a origens raciais e a cultos mitológicos que a Alemanha jamais alcançou, no mundo, o posto de liderança a que tão ardorosamente aspira: não há grandeza fora do senso de universalidade, que exclui por definição o apego atávico à comunidade de sangue. O destino da Alemanha é uma lição para os negros. E o anti-semitismo do sr. Louis Farrakhan não é, definitivamente, mera coincidência.

Se os portugueses, em vez de agir como agiram, tivessem dado ouvidos ao saudosismo rancoroso, apegando-se a cultos bárbaros e abominando o cristianismo como “religião dos dominadores”, teriam sido varridos do cenário histórico e hoje teriam de viver da caridade dos museus de antropologia. A máxima expressão de sua cultura não seria Luís de Camões, mas alguma coisa como o sr. Pierre Verger.

E Portugal mesmo, mais tarde, ao abdicar da vocação universalista para cair no culto atávico do passado, saiu da história…

Os negros de gênio que se ocidentalizaram galhardamente, sem um gemido de rancor impotente, e que enriqueceram a cultura ocidental com suas criações imortais fizeram mais pelos seus irmãos -da sua e de todas as raças- do que os demagogos e palhaços que hoje querem não apenas escravizar os negros na adoração regressiva de cultos museológicos, mas africanizar todo o Brasil.

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  • Eduardo Amaral

    Esses pseudo vikings são um porre, se acham a nata da perfeição nada que nenhum outro povo fez foi tão foda qto eles. Convivo com alguns brazucas fãs dos nórdico e chega a ser ridiculos a babaçao de ovo deles. Juram que tudo de bom na Europa vem dos viking, que era os melhores guerreíris, que tiveram mais impacto cultural que Roma (kkkkk) que navegavam melhor que os portugueses (kkkkkk2) que eram mais desenvolvidos e complexos que os astecas. Só não sabem responder se os viking eram tão fodas pq foram engolidos por uma outra cultura? Aí nessa hora partem pra xingamento e mimimi fomos reprimidos pelo cristianismo

  • Marcos Lorite Lopes

    ótimo texto indicando o caminho de uma verdadeira e possível “cultura negra”, mas muitos leitores ficam estagnados ao lerem algo que nos leva a reflexão, e grande parte dos jovens começam a entender por exemplo, a questão da “cota racial”, textos como esses e outros de interesse pedagógico ajudam em muito a pensar e ter a liberdade de opinião. Levo para a sala de aula, bem como a própria legislação pertinente e seus argumentos. Parabéns.

  • Fernando Moulin

    Excelente artigo. #SomosTodosFlavioMorgenstern

  • Diego Borges

    Os portugueses eram uma raça céltica?

  • Rosa Mattos

    Esse tipo de gente,envergonha aos negros. Tenho uma velha amiga(27 anos de amizade),que domingo,falando dessa coisa da midia encher o saco com ‘preconceito’,genero,racismo,e até separar crimes contra negros,de crimes contra branco,como se não fossemos todos brasileiros,falou-me de sua indignação. Disse que ela e sua familia,trocam de canal,não leem mais nada em jornal ou revista,sobre esses temas.Que tem vergonha alheia,por esses que ganham dimdim, tratando desses temas,incutindo mais racismo e fazendo todos os dias o negro e o branco,nunca esquecerem que NÃO SÃO INCOLORES.Portanto tem que se degladiar. Concordo com ela! Falou que aos 59 anos,e nunca teve que sentir medo por seus filhos.O unico medo,era que não se interessassem em vencer por si mesmos,estudarem. Sua familia é composta de 5 mulheres e 3 homens. Apenas 2 mulheres casaram com negros,as outras com branco.Os homens 2 casaram com negra,1 com branca. Vivem em paz,brincam e brigam como qualquer familia. Chamar uns aos outros de negão canela grossa,ou fina,e branco leite azedo e ‘fraquinho’,é comum. Todos,tem amigos brancos e negros,são empresários ou empregados,não escolhem patrão,nem funcionario pela cor,mas competência. E pelo que conheço,assim é no Brasil inteiro!Essa midia podre,esquerdista e seus patrocinadores iguais,tem que bater tanto na mesma tecla,justamente para ver se causam divisão mas não estão conseguindo,graças a Deus! Temos que nos unir ainda mais,e SEMPRE que a TV começar com esse papo em seus programas e jornais,mudarmos de canal.Pode ser que o IBOPE lhes faça calar a boca com tanta besteira.

    • Renato Lorenzoni Perim

      Apoiadíssimo, Rosa, é por aí mesmo. Boicote a essa mídia podre, que pra mim tem tanta culpa pela nossa situação quanto os próprios políticos.

  • Ilbirs

    Sobre as diferenças biológicas citadas por Olavo de Carvalho no texto, elas são em nossa espécie bem menores do que as que veríamos em raças caninas, felinas ou bovinas, por exemplo. A coisa aqui não só não tem significação cultural como também a significação biológica é mínima, uma vez que características decorrentes do aspecto externo de um indivíduo são insuficientes para a caracterização de raça, uma vez que para que houvesse esse conceito seria preciso haver mais variáveis envolvidas, como um grau de fechamento de pool genético que jamais existiu entre humanos. Também seria preciso haver uma previsibilidade comportamental e aqui deixo o exemplo dos cães para que entendamos a coisa: qual desses dois tende por regra a ser mais sociável?

    http://www.petvale.com.br/imagens/guia_de_racas_cachorros-lulu-da-pormerania.jpg

    https://http2.mlstatic.com/filhotes-de-fila-brasileiro-ninhada-p-breve-D_NQ_NP_620101-MLB20252319096_022015-F.jpg

    Também a caracterização de raça pressupõe um certo nível de inteligência e iremos perguntar qual dessas duas raças tende a ser mais inteligente por regra:

    https://2.bp.blogspot.com/-PlXWbie-EqA/VvKzIj3UQaI/AAAAAAAAAvQ/qLsTZi5UijQIu3cSMaK11-p-DhVYpPUSQ/s1600/rust-9.jpg

    http://justadogg.info/wp-content/uploads/2013/07/dogue-de-bordeaux.jpg

    Assim como perguntaríamos qual desses dois têm por regra entre seus indivíduos uma especial afabilidade com crianças que gerou uma das famas da raça, além de saber ser feroz o suficiente para proteger essas crianças em caso de necessidade e qual deles costuma ser mais antissocial mas especialmente bom de guarda a despeito de ser um tanto burrão:

    http://2.bp.blogspot.com/-zjpLdqJa22M/UNiw3d_CTfI/AAAAAAAAAGI/jsaFICWnCFY/s1600/sedona+(2).jpg

    https://a-z-animals.com/media/animals/images/original/rottweiler1.jpg

    Como se observa, não dá para falar que seres humanos, por sua aparência, têm as características que denotariam a presença de raças. Somos tão variáveis como indivíduos quanto são os vira-latas. É mais um daqueles casos em que um equívoco com verniz científico no passado acabou ganhando vulto a ponto de as pessoas terem tido seu pensamento formatado a ponto de por vezes internalizarem a coisa baseando-se em estereótipos, em alguns casos chegando a extremos como as pessoas que se dizem transraciais:

    O que aconteceu com essas pessoas é um extremo de consequência de um pensamento surgido pelo século XVIII e que com o passar do tempo foi criando um pensamento que persiste até hoje ao ponto de as pessoas fazerem ouças moucas quando se explica que a biologia já comprovou não existirem raças em nossa espécie. E esse é um extremo que na prática tem alcance limitado, pois outro extremo desse pensamento gerou o que conhecemos bem e gerou genocídios, regimes de poder assumidamente discriminadores e outras tantas coisas que prejudicaram milhões de pessoas por não serem aquilo que um determinado “iluminado” ou grupo de “iluminados” dizia que deveriam ser.
    Portanto, que este 20 de novembro sirva para que reflitamos sobre o quanto que pensar em raças na nossa espécie na prática é desumanizar uma pessoa e pressupor que ela teria características de temperamento, inteligência e grau de fechamento genético, na prática sendo análogo a tratar alguém como animal. Que também sirva como oportunidade para mostrarmos as coisas que a esquerda faz, como criar falsos heróis (vide Zumbi dos Palmares, que tinha escravos e matou o próprio tio) e incentivar a divisão entre as pessoas incluindo dizer que quem faz parte de um determinado grupo que eles dizem existir tem de agir de um determinado jeito, aqui novamente querendo supor que entre pessoas com determinado fenótipo deveria haver também uma previsibilidade comportamental como há em raças de animais.

    Também podemos lembrar que pessoas de origem subsaariana fizeram parte da formação do Ocidente desde seu início, como podemos ver por santos católicos de grande devoção popular:

    https://img.elo7.com.br/product/original/62B0EB/sao-benedito-clarissa.jpg

    https://encontrocomcristo.com.br/wp-content/uploads/2013/06/Santa-Efigênia.jpg

    Isso para não falar de casos como o de um cartógrafo do império português que era oriundo daquela parte do planeta (fico aqui devendo o nome dele, mas me lembro de o Loryel Rocha falar desse cara) e outros tantos que mostram haver essa presença já na gênese do tripé envolvendo ética judaico-cristã, lei romana e filosofia grega. Assim sendo, quem tenta tirar as pessoas de ancestralidade subsaariana disso para pô-las contra isso via diversos meios insidiosos também está querendo privar as mesmas desse legado e enganá-las sobre a realidade.

    PS: quando o Flavio Morgenstern voltará a escrever aqui? Aviso para ele que o pessoal aqui está do lado dele.

  • Júlio Cardoso

    Você escreve muito bem. Parabéns.

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