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Economia doméstica

Fernando Caruso (Quem?) quer matar os 20 homens mais ricos do Brasil

O ator global pretende distribuir a riqueza dos homens mais ricos do país entre os mais pobres. Só não explica o que a população pobre vai fazer seis meses depois

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Fernando Caruso-pateta

O ator global Fernando Caruso – credencial que já é um alerta de “lá vem merda” – resolveu propor uma saída inusitada para a crise que se instalou no ocidente depois da pandemia de coronavírus. Com sua lógica econômica que deixaria constrangido até o mais solitário leopardo-das-neves, Fernando propõe matar os 20 empresários mais ricos do país e distribuir suas fortunas entre os mais pobres.

Como todo ator sensível, Fernando deve ter ficado muito irado quando empresários disseram que o colapso financeiro pode ser muito mais cruel que o vírus. Infelizmente, no Brasil, a sensibilidade está totalmente descolada do resto do intelecto. Em geral, uma inteligência medíocre tende a alocar suas emoções na região do estômago. Fernando, menos que medíocre, acumula sensações e raciocínios entre as pregas anais.

A nevrose verbal de Fernando se deu no Instagram. Com sua invejável indiferença pelo ridículo, Fernando nos brindou com uma sucessão de expressões que a zoologia costuma chamar de grasnado. A mesma zoologia explica que o objetivo final desse tipo de grasnado é atrair o maior número de fêmeas da espécie, mesmo que só as menos aptas captem esse tipo de sutileza pré-verbal.


Os elementos irônicos do raciocínio mostram que Fernando os estudou a fundo na escolinha de atores do Wolf Maia. O movimento da câmera captando sua imagem de baixo pra cima, construindo na tela uma aparência sedutora que faria corar de vergonha o mais mirrado fox paulistinha.

A biografia do ator, apenas disponível na Wikipedia, impressiona. Fernando é um dos criadores de um espetáculo de improvisação. Fernando também é ator, diretor, músico, autor de teatro e humorista, justiceiro social e genocida de mentirinha. Que currículo! Comparável a isso, só mesmo quem não repetiu nenhum ano da pré-escola à quarta série.

Como ele mesmo frisa, está muito bem de vida, mas está longe dos mais ricos. Já tirou o corpo fora. A nossa classe artística é uma beleza. É claro que o sr. Fernando não pensa em partilhar sua casa com necessitados, afinal, isso pode atrapalhar o Feng Shui. Então, pede para que alguém faça o trabalho sujo.


No artigo O Cartaz, José Osvaldo de Meira Penna, diz que “o brasileiro muito comumente, sobretudo se exerce cargo ou função pública, revela especial prazer em se sentir aquecido pelas luzes da ribalta”. O prazer se revela ainda mais intenso e vital se o sujeito é alguém que alimenta sua vaidade NO palco.

No comportamento ruminante da nossa classe artística, todos sentem-se chamados ao tablado. Querem seu momento de brilho ante uma platéia que está mais interessada em observar o formato da pipoca. Por isso, arriscam-se cada vez mais no show. Não se espantem se mais atores, sobretudo os globais, que formam a nata da estupidez radical brasileira, propuserem assassinatos de adversários que eles sentem como malvados.

Porque, na inclinação moral dessa gente mimada, tudo é mera sensação.

Fica nossa dica também. Quando a comida e os mantimentos essenciais acabarem, peçam ao sr. Fernando Caruso que os receba e divida seu arsenal de comida vegana, chás malaios e papéis-higiênicos amanteigados. Se alguém, por descuido, mordiscar as nádegas de Fernando, que ninguém se faça de surpreso.

 


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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