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Diogo é minha anta

Fake News: Mainardi mente e diz que Osmar Terra comemorou mortes por corona

Poupe um clique no Anta. Poupe todos. Apesar do título sensacionalista, Osmar Terra comemorou a DIMINUIÇÃO das mortes

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A notícia é pra lá de ordinária. Jornalista profissional mente para atingir um governista. Já estamos calvos de saber qual é a estratégia da imprensa jeca brasileira. O que chama a atenção é que o autor da balela é ou era um dos nossos bons cronistas: Diogo Mainardi. 

Diogo, em seu Twitter, alegou que o deputado Osmar Terra havia comemorados 120 mil mortes. A cretinice foi logo desmontada. No áudio, o deputado comemora a diminuição do número de mortes, coisa, aliás, muito positiva. Mas, para quem quer lucrar com a crise, vale tudo contra o governo e seus apoiadores.

Seu portal de fofocas, O Antagonista, vem se destacando na sordidez e baixeza com que conduz suas matérias e opiniões. Recentemente, o site fez troça da situação grave pela qual passava a avó de uma apoiadora do governo, Camila Abdo.

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A coisa era pior, mas como a reação foi rápida, os covardes por trás da redação de O Antagonista trataram de mudar o título. 

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Mainardi, ao abrigar afrescalhados ressentidos, parece disposto a sepultar sua sólida carreira. 

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Alcebíades, a Toalha, num livro imerecidamente esquecido¹, disse que são as musas que fazem o poeta (musa poetae). Ao longo dos séculos, elas, as musas, invadiram as casas dos mais célebres poetas, da Jônia ao Bois de Boulogne. Homero, mesmo cego, sentiu a presença das musas, embora a princípio as tenha confundido com pó de mirra. 

As musas, na atualidade, talvez por cansaço, talvez porque estejam esperando o auxílio emergencial da Caixa, deixaram de visitar a intimidade dos poetas. Há quem as procure em lives do Jorge Vercillo ou do Leo Jaime. E há aqueles que, procurando-as por todos os cômodos da casa, acabam encontrando apenas uns clipes e um ou dois botões.

Esse é o caso de Diogo Mainardi. Não achando musa alguma entre suas camisas de fio 70, acabou por elevar uma anta ao estro. Luís Inácio Lula da Silva foi sua musa por muitos anos na extinta revista Veja. 

Dotado de talento genuíno e densas sobrancelhas, Diogo publicava boas crônicas na ex-revista. Mas se a moral rígida, incapaz de adaptar as regras ao mundo corriqueiro, já causa muitos erros, o apego fanático a uma frase de efeito produz a ruína total da esplêndida estrutura celular outrora conhecida como “nossa mente”.

Fez do “hay gobierno? Soy contra” seu mantra inabalável. Fez de suas perversões anarquistas uma lei rígida destinada a alimentar seu ego duro.

Diogo deve ter afogado seu talento num dos canais de Veneza. Ou sua anta favorita, Lula, dissolveu-se melancolicamente num papel ridículo demais para ser cantado. 

¹ A Toalha, Alcebíades. “Acasalamento Numa Pata Só – Como os Gansos de Helsinque Xingam-se Uns aos Outros“, 87 D.C. Éditions Gallimard, 1919.


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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