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Hermenêutica: Felipe Neto diz que direita usa bobajada pra atrair jovens (sim, ele)

Nosso Marighella versão Muppet vasculha as estratégias internas de "partidos liberais e conservadores" e faz alerta: eles fazem muita chacota

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Atenção para a denúncia! Ela foi feita no dia 13 de novembro de 2020. Nela, um proeminente intelectual de esquerda – que, quando não está se divertindo em sua sala private de cinema, atende pelo nome de Felipe Neto – adverte que há uma estratégia por parte de “partidos liberais e conservadores” de querer fazer da política um show do Sea World, com direito a focas e tudo. 

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Ele está assustado e com razão. Calculo a extensa pesquisa feita pelo menino prodígio da intelectualidade esquerdista e o esforço atroz para encontrar sob a espessa camada de detritos políticos o que ele chama de partidos liberais e conservadores – Quem são eles? Onde vivem?

E o que é ainda pior: esses partidos querem “atrair o jovem pela chacota, estardalhaço, bobajada, pra depois colher os frutos de virar referência”. Colher os frutos e virar referência no quê? 

O idioma falado por Felipe, embora parecido com o português, carece daquilo que Platão, Euclides da Cunha, Sá, Zé Rodrix e Guarabyra chamavam de sentido. De modo que cabe a nossa insaciável vontade, destrinchar tais faíscas de linguagem.

Pelo que entendi, Felipe Neto está considerando a possibilidade de uma estratégia elaborada por partidos liberais e conservadores – quais são suas siglas, por Deus? – de transformar a política em entretenimento. Embora eu concorde que Roberto Jefferson se chamando de “leão conservador” seja uma autêntica bobajada, não posso admitir que pessoas com dois, talvez treze, quinze, quarenta pontos de QI considerem isso um plano recreativo para consolidar o tal conservadorismo.

A despeito de achar o liberalismo comércio de órgãos e drogas do senhor Joel Pinheiro da Fonseca uma chacota plena, daquelas feitas nas horas mais impróprias, sem nenhuma possibilidade de defesa, tampouco não me parece justo classificar isso como uma artimanha de sucesso contra o enfado que a política nos causa. 

Se for essa a estratégia conservadora, que seja liberal, comprarei hoje mesmo um iPhone, uma camiseta gola V esgarçada de algum ícone da esquerda (Anitta é uma boa) e colocarei minha edição de 12 xelins d’O Capital de Groucho Marx no púlpito para ser adorado todas as manhãs.

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Estardalhaço é, segundo o Caldas Aulete Online: 1. Muito barulho ou gritaria.

2. Fig. Jactância, ostentação de algo com muita agitação, barulho, propaganda etc. Não seria isso precisamente o que nosso bebê prodígio trintão, uma espécie de Marighella versão Muppet, faz o tempo todo? Trata-se, pelo jeito, do monopólio do estardalhaço. 

O que Felipe não percebe é que os partidos liberais e conservadores – embora pouco se conheça sobre eles: o que comem? Onde guardam as vitaminas? Quais são seus bichos de estimação? – não possuem a seriedade, o arrojo, suficientes para emular convincentemente os trejeitos de um focídeo durante a cópula, sobretudo a fêmea.

Tripudiar sobre a ausência dessa peculiar habilidade que lhe sobra me parece, essa sim, uma chacota, uma zombaria. O muso teen dos órfãos de Stalin não se dá conta da dificuldade que os partidos liberais e conservadores – Onde levam as amantes pra dançar? Usam peruca? – encontram em montar um elenco minimamente talentoso para segurar um fio de cuspe por mais de 8 segundos ou alguém que saiba grudar chiclete nas próprias madeixas sem parecer um adolescente mocorongo. São coisas que só o apuro e a abertura da alma possibilitam.

Espero que Felipe reavalie suas considerações que me parecem um tanto injustificadas. Não há evidência, nem o mais tênue vestígio de que haja uma estratégia em curso para tornar, por exemplo, Joice Hasselmann a nova gata molhada do Sabadão Sertanejo, nem o mais fino indício de quererem, os partidos liberais e conservadores, transformar Alexandre Borges e Nando Moura na versão menos glamurosa dos carismáticos ET & Rodolfo.

Felipe Neto mesmo, que hoje se engaja firmemente na política, militando para radicais de extrema esquerda, fez fama com uma vasta obra destinada a ser uma espécie de versão pro YouTube do sushi erótico do Domingão do Faustão, utilizando bambuchas de água sanitária no lugar dos sashimis, bolas de geleca como hot rolls e um imenso zumbi aranha minecraft fazendo as vezes de modelo.

Quanto aos partidos liberais e conservadores: cantam no banho? Limpam a casa? Conversam com um rabino chamado Ben Kaddish? Já se casaram com uma senhora ruiva chamada Dóris? São muitas questões!


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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