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Ressentimentos

Philip Roth é acusado de misoginia pelo movimento Me Too

Toda cultura ocidental é misógina. A única coisa que presta é o movimento de peludas com 220 arrobas que odeia carne e ama matar bebês

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Philip Roth is retiring from writing.

A tentativa de desqualificar toda a cultura ocidental por gente que alimenta pavores psicológicos contra o mundo está só começando. Estimulada por uma mídia jeca e sem critérios além da manchete chamativa, a turba de ofendidinhos ameaça colapsar todas as relações humanas, transformando-as num grande circo de fingimentos.

De um lado, há o esforço de descaracterizar todos os ícones da cultura pop; do outro, destruir os símbolos da cultura mais elevada. Desse modo, Platão se torna machista, Dante, um fanático religioso e Philip Roth, um misógino obcecado consigo mesmo.

Conforme noticiou o portal Breitbard, Roth agora é alvo do movimento Me Too, que se diz contra o assédio e agressão sexual (sempre um motivo nobre por trás). É próprio de gente com atraso mental confundir autor e obra, como tentou fazer a novelista Dana Horn, que disse que Roth sabia bem descrever tipos como ele, mas não tinha imaginação para representar a alma das mulheres.

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O próprio Philip Roth, falecido recentemente, já alertava em A Marca Humana sobre a cultura de cancelamento.

Ignorando a natureza humana, esses movimentos pretendem abolir todos os conflitos, se colocando como tutores das relações, transformando adultos complexos em crianças desorientadas. A punição ainda é o cancelamento, mas em breve, podem anotar, será a morte.

Cabe à sociedade que ainda consegue estabelecer uma relação entre causa e efeito barrar essas tentativas bárbaras de aniquilar os pilares da única cultura que dá, não só liberdade, mas também poder a seus próprios inimigos.

É como disse Michael Walsh, no livro A Escola de Frankfur: “Ao substituir a religião por seus próprios rituais e despejar sua ira assassina na noção de indivíduo, ela [a filosofia cultural da Escola de Frankfurt] se disfarçou de força libertadora e revolucionária, quando na verdade sua gênese é tão antiga quanto a batalha no céu.”


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Assuntos:
Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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