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O deputado estadual Flávio Bolsonaro foi vítima de assalto nesta terça-feira, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O parlamentar, que possui porte de arma, trocou tiros com os bandidos (segundo a Wikipedia extremamente manipulada do deputado, foram “dois assaltantes que praticavam roubo em um carro a sua frente”), ferindo um deles.

É a segunda vez apenas neste ano que a família Bolsonaro sofre tentativas de assalto que culminam com tiros disparados na direção de seus veículos. Em janeiro, o vereador Carlos Bolsonaro estava em um táxi no Túnel Rebouças quando foi alvo de três tiros. O táxi em que estava disparou e nenhum dos tiros atingiu o deputado.

Ou devemos crer que o Rio de Janeiro se tornou realmente um lugar tão violento em que dois irmãos políticos são alvos de tiros com um intervalo de quatro meses por pura coincidência, ou há algo ainda mais estranho acontecendo no cartão postal do Brasil.

Um assessor de Eduardo Bolsonaro, terceiro filho de Jair, mostra algo que deveria ser mais investigado pelo jornalismo interessado em informar a população sobre fatos relevantes e dados a se refletir. O dono da página Carteiro Reaça mostra que a dita tentativa de assalto teve seis tiros disparados apenas do lado do passageiro:

https://www.facebook.com/carteiroreaca/photos/a.262818413916382.1073741829.252862488245308/453025074895714/

https://www.facebook.com/carteiroreaca/photos/a.262818413916382.1073741829.252862488245308/453025074895714/

Os tiros podem ter sido dados pelo próprio deputado, de dentro para fora. Mas ainda assim, é algo que talvez ajude a elucidar se Carlos e Flávio foram vítimas de assaltos por mera coincidência ou se o sobrenome em comum de ambos foi um maior ímã de tiros. Digamos, no mínimo, que é um assalto quase único este com seis tiros ao lado do passageiro, se o segurança do deputado e candidato à prefeitura do Rio também trocou tiros com os assaltantes.

Ao invés destas informações de nítido interesse público e que mostram algo à população que lhe ajude a pensar por si própria, as manchetes (o único item do jornalismo lido por 99% de quem trava contato com os jornais e sites) apenas falaram que Flávio Bolsonaro “trocou tiros” na Barra da Tijuca.

Um simples tiro é ocorrência policial, mesmo quando um policial que dispara, tal a gravidade do caso. Apenas se afirmar que um deputado e pré-candidato à prefeitura de uma cidade com a importância do Rio de Janeiro “trocou tiros” com alguém dá um nítido caráter de culpa à notícia, como se Flávio Bolsonaro estivesse brigando ou tentando matar alguém.

É o que chamamos de netwar, a forma de criar sentimentos sobre uma pessoa, como uma casca sobre ela antes de atingirmos seu núcleo, através de manipulação de manchetes, artigos de Wikipedia e gerando notícias, sobretudo pela internet. Buscadas as informações originais, quase sempre se nota que são praticamente opostas à forma como são noticiadas.

Mas o pior ficou para o G1, o portal da Globo (tão considerada “golpista” pela esquerda), que cravou a manchete “Flávio Bolsonaro saca arma e atira na Barra, RJ”. Os moradores da Barra, que aparentemente podem ser tão vítimas de assalto quanto qualquer Bolsonaro, se este sobrenome não atrai balas por mágica, são tentados a acreditar que o deputado estava simplesmente andando por aí quando, de repente, sacou a arma e atirou a esmo em pessoas inocentes e indefesas na rua. Nenhuma referência à tentativa de assalto, que pode afligir a qualquer um quando é simplesmente uma tentativa de assalto, Bolsonaro ou não.

Não se vê notícias como “segurança de Chico Alencar saca arma e atira em restaurante” ou “Marcelo Freixo saca arma e atira em Ipanema”. Claro, estas pessoas não parecem possuir porte de arma. Mas também parecem não-visadas por assaltos no mesmo Rio de Janeiro.

Parece que ser pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro afeta muito mais a própria segurança quando se é uma pessoa que quer diminuir a criminalidade e punir os criminosos.

Basta ver o que dizem os jornalistas elencados na página do maior especialista em Segurança Pública do país, Bene Barbosa:

jornas flavio bolsonaro

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