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jair bolsonaro bocejando

O pronunciamento do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que dedicou seu voto a favor do impeachment ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, como “o terror de Dilma Rousseff”, ainda causa celeuma. Além das redes, onde Bolsonaro é figura carimbada, o voto de Bolsonaro fez com que a OAB carioca protocolasse pedido de cassação do mandato do deputado.

Não se sabe ainda qual exatamente o motivo. Uma razão possível seria a cusparada que o socialista ex-BBB Jean Wyllys lhe dedicou, e ele fascistamente não se forçou a ser atingido.

Mas talvez a OAB se atenha à letra de lei e critique o fato de o deputado ter homenageado o coronel Ustra após deputados homenagearem o terrorista Carlos Marighella, autor de um manual do guerrilheiro com capítulo especial sobre execuções, que usava carros-bomba que explodiam inclusive civis, como terroristas modernos. No Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, onde ficava o Consulado Americano, o jovem Orlando Lovechio, então com 22 anos, teve uma perna amputada pela primeira bomba da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização de Marighella.

Ou o assaltante de bancos, assassino, seqüestradore outras coisas Carlos Lamarca, que matou lentamente junto com seu grupo o tenente da PM Alberto Mendes Júnior com coronhadas de fuzil, após torturá-lo.

Ou então o escorregadio Luiz Carlos Prestes, comunista da velha guarda (não os jovens, sonháticos e atrapalhados terroristas de esquerda que faziam guerrilha contra a ditadura militar para instaurar a ditadura do proletariado em modelos leninistas-stalinistas com apoio moral de Cuba, mas um comunista que era treinado pela própria União Soviética), que só na intentona matou 33 pessoas. Stalinista e posteriormente maoísta, só faltou Kim Il-sung e Pol-Pot como ídolos. Embora seu partidão comunista até hoje idolatre até a eterna dinastia de totalitários da Coréia do Norte.

Ou o ditador Getúlio Vargas, que se inspirava no nazismo (e é inspiração de Lula), que torturou e matou muito mais do que toda a ditadura militar junta, mandava homossexuais para campos de concentração e criou nossa legislação trabalhista, a CLT, de onde se fala hoje em “conquistas trabalhistas”, inspirando na fascista Carta del Lavoro, de Benito Mussolini (nada de “fascismo” como xingamento, aqui é fascismo original, camisa parda, Estado total etc).

Vargas, aliás, manteve relação com os nazistas, entregou a mulher de Prestes a Hitler (coerência não é o forte da esquerda) e, se não fosse uma manobra americana, teria feito o Brasil ser aliado do Eixo na Segunda Guerra. Fascismo o suficiente?

Ou ainda o tiranete Che Guevara, racista que dizia que negros não deveriam esperar nada da Revolução Cubana (Cuba possui 88% de população negra, qual foi o último membro do governo negro que você viu em Cuba?), que fuzilava crianças, matou um jovem por comer um pedaço de pão, também mandava homossexuais (e cabeludos e roqueiros) para campos de concentração, matou sozinho mais do que toda a nossa ditadura militar, chamava Stalin de “papai” e afundou tanto a economia que foi expulso pela própria Revolução que liderou.

Enfim, a OAB parece ter reclamado de o deputado Bolsonaro homenagear o coronel Ustra, que foi acusado por uma testemunha em primeira instância de ter reconhecido sua voz e, graças a isso, é chamado de “torturador”.

Você já viu um motor à combustão de um carro? Certamente sabe ver um carro em funcionamento e entender que algo o faz se mover, mas apenas os especialistas em mecânica sabem deslindar todo o processo do que ocorre diante de nossos olhos. O mesmo vale para tudo, inclusive para a política.

Vemos muitas coisas, mas só conseguimos trabalhar racionalmente com o que estudamos e apreendemos da realidade racionalmente, formando algo mais do que dados sensíveis da realidade cujo funcionamento não captamos, mas vivemos muito bem sem entendê-los (até hoje não sei como um teto pode não cair na nossa cabeça com tão pouca conexão com a parede, por que o gás do fogão fica sempre perto da boca, ao invés de ir queimando tudo até a última ponta e só há pouco descobri como a parte grande da chave passa pela parte pequena da fechadura).

É o que a filosofia perene, calcada em Platão, Aristóteles, Agostinho e Aquino (também chamados de os Filósofos) chama de esquematologia, a forma como criamos hierarquias mentais a partir da realidade.

Sem um termo não apenas claro, mas de uso freqüente, para se assentar na memória, vemos a realidade como um não-mecânico vê um motor de automóvel (ou um comum-mortal olha para um quadro de Rembrandt ou Claude Lorrain). Assim é que se dá a nossa política, não importa quantos sobrenomes famosos e faculdadezinhas de Jornalismo façam nossos colunistas, comentadores, repórteres e demais membros do palpitariado político brasileiro.

Acompanhar o devir histórico, as forças políticas, o motor de uma Ferrari F2002 ou o curioso e complexíssimo efeito de luz do Mortlake Terrace de Turner: algo que podemos ver e até nos admirar, mas não podemos trabalhar mentalmente, criticar, avaliar, apreender, evoluir, desconstruir, reformar, consertar, reconfigurar, nem mesmo imitar.

Mal conseguimos fazer isso com as infernais atualizações do Windows, que dirá com estas obras primas da complexidade humana. Falta-nos técnica. Noções básicas. Conceitos fundamentais. Princípios sólidos. Fins e fins últimos.

Entretanto, graças à fábula da “representação democrática”, qualquer um acha que pode palpitar sobre política. Que entende a técnica. Que sabe esquematizar noções. Que sabe diferenciar à perfeição um conceito de outro. Que averiguou a fundo os princípios terçando armas. Que conhece os fins últimos até mesmo daqueles que mais buscam escondê-los, ou que nem sequer o apreenderam para si próprios.

No caso da história, como se vê, nem sequer os personagens são conhecidos. Basta que Bolsonaro vá à tribuna para todos os jornalistas já se aboletarem e se acotovelarem para serem os primeiros a criticar, quando nem mesmo sabem algo a respeito dos personagens desta trama, que dirá de seu enredo.

Ustra, que foi ainda menos “condenado” do que as contas de campanha de Dilma Rousseff (contra ele, há uma testemunha interessada no caso, que hoje está negando os crimes de Dilma; contra Dilma, há números, tribunais com juízes indicados por ela própria, leis e mais leis infringidas uma atrás da outra), é imediatamente chamado de “torturador” por quem nunca estudou história, senão o discursinho pronto e irrefletidamente repetido do Ministério da Educação, que nos faz amargar os resultados mais pífios de educação no mundo (a conexão entre um e outro também exige um traquejo com noções muito acima da capacidade dos palpiteiros de Facebook e colunismo jornalístico). A mera idéia de averiguar a verdade do seu processo nunca é aventada, quando o de Dilma, muito mais avançado e factual, é posto em xeque por eles a priori e a posteriori.

Enquanto chamarmos a ditadura militar simplesmente de “ditadura” (saboreie por uns minutos a força emotiva desta palavra, sobretudo num jantar de família com sua vovózinha), sem que nunca ou quase nunca as expressões “terrorismo de esquerda”, “guerrilha comunista” ou “ditadura do proletariado” sejam colocadas não apenas como inimigas, mas como causa da ditadura, que nunca teria existido se não fosse a existência de comunistas assassinando pessoas nas ruas antes do golpe de 1964, a esquerda vai continuar podendo acusar qualquer um de “ditador”, para a seguir homenagear Lamarca, Marighella, Che Guevara, Vargas e Prestes (tudo junto e misturado, sem picles e embrulhado pra viagem, sem nunca formar uma noção, que dirá um conceito) sem medo de ser feliz e sem receber uma notinha mínima de crítica em jornal nenhum.

Enquanto não forem palavras realmente usadas pelas pessoas, as pessoas “morais”, com sua moralidade terceirizada pela Globo News e pela Folha, vão continuar sempre condenando alguém com menos acusações nas costas, para defender ou nem enxergar o horror da defesa explícita do terrorismo, do totalitarismo, da morte e tortura de inocentes. Palavras usadas apenas tecnicamente não perfazem uma noção de realidade.

Para não falar das ditaduras aliadas do PT – algumas de pé desde a ditadura militar. Multiplicados por 100, os mortos de nossa ditadura não chegam aos pés de nenhuma delas.

É incrível ver como pessoas se dizem “contra a ditadura” e recusam até mesmo a existência de Jair Bolsonaro, mas nunca se ofendem, se incomodam, nem sequer percebem o horror que é ver a defesa de assassinos, seqüestradores, torturadores, tiranos, genocidas e psicopatas declarados se eles não forem os nomes que seus professores e jornalistas preferidos mandaram que eles odiassem sem parar.

Alguém precisaria avisar a OAB disso – embora a mera existência de um “Partido Comunista”, ou do paradoxal “Partido Socialismo e Liberdade” discursando livremente já faça água demais no barco que tente atingir alguma verdade, ao invés de algum sentimento de manada.

Jair Bolsonaro merece sim um belo puxão de orelha por citar o coronel Ustra num momento em que ele nem tinha de aparecer – que dirá ter de ser ele o escolhido para ser citado nos 10 segundos a que tinha direito. Mas ainda falta ver quando veremos o mesmo comportamento quando se defende coisa muito pior sem gerar nem um memezinho de internet.

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  • Carlocarlus

    Acho que não se pode discutir com admiradores de Marighella. É perda de tempo. O que é preciso é divulgar cada vez mais as mentiras implantadas pela esquerda nos últimos 40 anos.

  • Eliezer Fonseca

    Melhor ler do que ser cego!

  • Genumano

    Magnífica explicação sobre os reais intentos da esquerda ao idolatrarem líderes terroristas.

  • Pingback: ORDEM DOS ADVOGADOS BOLIVARIANOS QUER CASSAR BOLSONARO POR CITAR USTRA, MAS COMUNISTA ASSASSINO PODE CITAR À VONTADE / Vista Direita()

  • André

    Ótimo texto.

  • Foi importante a citação sobre o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ( um dos que ajudaram a impedir a implementação do comunismo no país, e que ninguém tem prova alguma de que ele tenha cometido crimes, NINGUÉM ! o processo esta parado por falta de provas … então ate que se prove o contrario ele é um herói, que evitou que nosso país fosse uma Cuba hoje ), feita pelo candidato Jair Messias Bolsonaro. Despertou a curiosidade de muita gente, aliás nunca se procurou tanto sobre o assunto do Regime Militar de 1964 ! agora poderão se informar dos fatos reais, dando a devida importância a verdade, ignorando versões esquerdistas que são propagadas por ignorantes comunistas de esquerda, que publicam as mentiras que melhor lhes convém, como característica principal de petistas perdedores e frustrados. Aliás, se apenas ‘provas’ testemunhais valem para condenar Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, como sendo um torturador assassino ( sim porque na realidade não á nenhuma prova concreta de fato )…
    Logo, provas testemunhais de o que houve no passado foi uma guerra entre o Regime Militar contra Guerrilheiros armados que queriam implementar a Ditadura do Proletariado, e não uma luta pela democracia ( mentira contada a décadas ) também tem que valer… Não acham esquerdistas ? Ou são 2 pesos duas medidas para vocês ?
    Aos desinformados sugiro que antes de se pronunciarem, se informem, para não serem duramente ‘torturados’ por sua própria ignorância.
    Quanto ao Cunha, ficou muito claro no discurso que ele elogiou a forma como o Presidente da Câmara conduziu o processo de impeachment, não se referiu a pessoa e sim o que ela representa no meio político ! Hora nenhuma ele elogiou seu caráter ou moral …tem que saber separar as coisas, política é isso.
    #BOLSONARO2018
    https://www.youtube.com/watch?v=nMiELBPvLgI&feature=youtu.be

    • Gisa

      Concordo contigo Mônica Queiroz, Jair Bolsonaro ao ter citado o nome de Carlos Alberto Brilhante Ustra despertou curiosidade no povo brasileiro, o que fez com que procurassem saber qual era a verdadeira história em relação a ditadura, graças aos militares não estamos hoje feito Cuba, Venesuela.
      Sugiro que leiam o livro “A Verdade Sufocada”, lá está relatado todas as falacias da esquerda.
      #BOLSONAROPRESIDENTE2018

  • Eric Hobsbawm

    Pensamento sobre o genocídio: https://www.youtube.com/watch?v=kXe7WBVWdbk

  • Pingback: O absurdo que é comemorar o Dia de Tiradentes - Senso Incomum()

  • Luigi

    Muito bom o texto. Inclusive o puxão de orelha, poderia também ser dado pela incoerência do próprio Jair Bolsonaro ao citar o coronel Ustra como “terror da Dilma”, correto? Grande Abraço!

  • André Serrano

    Parabéns, Flávio, ótimo texto!

  • Abell Demether-Achtervolgd

    Além dos livros indiretamente citados por Morgenstern no texto, eu recomendaria, por exemplo “Camaradas” de William Waack que mostra, entre outras coisas, o treinamento e os planejamentos da tchurma de Prestes na União Soviética. O livro, lançado pela Companhia das Letras, está já a algum tempo esgotado, mas pode-se tentar a sorte em sebos e afins.

  • Ótimo texto.

  • Pingback: Anônimo()

  • Maurício

    “Jair Bolsonaro merece sim um belo puxão de orelha por citar o coronel Ustra num momento em que ele nem tinha de aparecer”

    Foi mal, não sei se entendi direito, mas o Bolsonaro tinha que aparecer sim, pra dar o voto…

    • Arthur Dias

      Quem não tinha de aparecer era o Coronel Ustra, não o Bolsonaro…

    • Adenilson

      Bolsonaro citou Ustra, quando ele (Ustra) não precisava estar no comentário. Assim entendi.

  • Eduardo

    Mas de todo o texto uma frase chamou a atenção: “discursinho pronto e irrefletidamente repetido do Ministério da Educação, que nos faz amargar os resultados mais pífios de educação no mundo”. Aparentemente, o autor esquece que mais 80% da educação básica é responsabilidade dos estados e municípios, que tem livre escolha sobre o material didático. Outros elementos residem nas pseudo-políticas públicas para a educação, agora sim em todas as esferas, referentes a qualificação dos professores, melhores condições de trabalho, PPPs das escolas adequados, …

    • Flavio Morgenstern

      “Livre escolha sobre o material didático”? Agora o MEC não serve pra nada, não é?

      • Eduardo

        Claro que serve. Mas atribuir essa “conta” somente a eles além de injusto, é desvirtuar a questão.

      • Adenilson

        Vamos com calma. De certa forma, sim. Uma vez que o conhecimento atual não abrange de uma forma imparcial, dando margem apenas pra pensar como um “esquerda”, se é que me entende.

    • Douglas

      Não há livre escolha sobre o material didático. O material deve necessariamente ser aprovado pelo MEC, que tem um controle absurdo do currículo escolar e da bibliografia que é aceita no ensino fundamental e médio.

      • Eduardo

        Então me explica as apostilas do Estado de São Paulo, por favor.

      • allure

        Exato. E além disso certos livros são “apadrinhados” pelo MEC. Esses vão ter maior incentivo e consequentemente maior circulação e alguns até preço mais acessível.

  • Eduardo

    Interessante é o fato de atribuir o surgimento do regime militar à existência do socialismo. Mais interessante ainda é apresentar uma série de informações sem as devidas comprovações.

    • Flavio Morgenstern

      É só ler os livros a respeito. Pode clicar e comprar.

    • Eduardo

      Entendo. Então, o texto serve de marketing para comprar os livros

      • Flavio Morgenstern

        Tenho orgulho em divulgar conhecimento.

  • Rota historiador

    O texto está completamente errado. Ele se apropria de dados falaciosos e constrói uma narrativa anacrônica.
    Carlos prestes nunca recebeu treinamento militar na URSS, mas sim diplomático-politico. Ele era um militar de alta patente q combateu no movimento tenentista, apartir de 1925. Ele também n participou militarmente do movimento de 1935, que teve foco em sp e no nordeste. Prestes ficou no seu AP no Rj. As 33 mortes citadas no texto, se deram entre os próprios militares de baixa patente intitulados erroneamente de comunistas.
    Vargas era simpático ao nacionalismo dos estados fascistas, mas sua matriz politica é o positivismo borgista-castIlhista do RS. O que lula invoca do “mito” Vargas não tem na a ver com isso, mas sim a CLT.
    Marighella lutou contra um estado ditatorial e pagou sua vida, enquanto Ustra tinha a máquina pública ao seu favor e viveu até os 93 anos, sem pagar pelos crimes.
    Paro por aqui, porque o texto é inteiro desonesto. Recomendo a leitura de teses de mestrado e doutorado de qualquer universidade, do Brasil ou do exterior.

    • Flavio Morgenstern

      Para quem quer tentar “corrigir” o texto, usando palavras como “falacioso” (BEEEP! Isto é completamente errado, aposto que o senhor não sabe nem definir o que é uma falácia, usada como errado sinônimo do que o senhor queria que fosse um erro: http://papodehomem.com.br/manual-compacto-de-como-foder-por-completo-uma-discussao-na-internet/), o senhor conseguiu um comentário bem mais curto com tantos erros que dá dó. Não surpreende que o senhor considere teses de mestrado e doutorado “de qualquer universidade” do país com os piores índices de educação possíveis como fontes críveis – ou seja, se refugia entre quem regurgita os mesmos clichês que o senhor, sem cotejamento à realidade.

      Não apenas Prestes, como vários de seus cupinchas receberam treinamento e moraram na União Soviética para estudar táticas de tomada de poder. Curioso negar o óbvio de um camarada que fez logo a coluna Prestes. Prestes era o mandatário do movimento de 35. Ordens para matar e torturar partiam dele – e também da queridinha de quem acredita em filme da Globo, a senhora Olga Benário.

      Quando o senhor acerta sobre a matriz de Vargas (o que não é uma correção ao texto, já que nunca neguei isto – basta ler o livro de Bruno Garschagen), cai na bobageira na frase seguinte ao falar sobre a ligação de Lula a Getúlio com a criação da CLT, que é fascista (e olha que Garschagen, por exemplo, mostra que ela não é tão “cópia” fascista assim).

      Tudo o que o senhor tem a defender de Marighella é que ele “lutou contra um estado ditatorial e pagou sua (sic) vida”? Companheiro, Adolf Hitler também “lutou contra um Estado ditatorial e pagou com sua vida”, já pensou se negassem seus crimes por lutar contra uma ditadura pior do que a dele?

      O senhor, em poucas linhas, prova por que historiador brasileiro tem uma produção acadêmica e, o que é muito mais do que a Academia, intelectual digna de rir e de se refugiar na revista Fórum.

      • bill

        Nuuuuuuuuuss… eu teria vergonha, não usava mais Internet e ficava escondido em casa durante 20 anos dps dessa…
        HahahA

      • Pedro Sousa

        …mas é falacioso sim. Tenta indiretamente defender o Bolsonaro, colocando o Marighela, Prestes , Vargas , Lula, Fascismo(você também deve ser um daqueles que acha que o fascismo é de esquerda),no mesmo saco, para justificar a bizarrice do discurso bolsonariano. Como se isso o inocentasse. Ou ao Ulstra.
        Mesmo que falácia e erro não sejam sinônimos, você usa os dois em profusão neste texto constrangedor.
        PS: você precisa rever suas fontes históricas críveis.

        • Flavio Morgenstern

          Acho que você precisa rever seu português, para começar. Se te pedir o nome de uma falácia usada, você vai passar 5 horas no Google e aposto que vai tentar considerar algum adjetivo como ad hominem (que nem sempre é falácia) para tentar se salvar. Não tentei “indiretamente defender” Bolsonaro, o que defendo e o que critico no Bolsonaro está clara e diretamente exposto no texto, quase brilhante (sem ser Ustra, que não é “Ulstra”). Não chamo o fascismo de esquerda, por ser um movimento sindicalista contrário à esquerda. Já chamá-lo de direita é burrice de quem nunca estudou nem o que é fascismo, nem o que é direita (pedir o nome do mais importante filósofo de direita para esses comentadores de internet é garantia de fazer alguém desmaiar, e olha que o cara passa o dia inteiro falando mal da direita e querendo ensinar alguém de algo). Pedir para você apontar um erro ou, pior ainda, uma falácia, será hilário.

          PS: Você precisa rever tudo. Depois de aprender a ler direito, aí pense em discutir fontes. Grande abraço, pode começar com os livros aí em cima. 😉

          • Curiolllso

            Sr.Morgenstern, me deixou muito atiçado a sua colocação “o nome do mais importante filósofo de direita”, me considero de direita mas também não sei a resposta, passa essa referencia pa nóis chefe

          • Flavio Morgenstern

            Caríssimo de nome irreprodutível, a brincadeira é justamente que a direita não possui exatamente um Marx, como é a direita. Mas entre os filósofos, difícil escapar de Voegelin, Chesterton, Lewis, Lonergan, Russell Kirk e, dos vivos, Ellis Sandoz e Roger Scruton. Só para ficar nos nomes mainstream, embora praticamente nenhum seja lido (ou sequer conhecido) no Brasil.

            Recomendo muito essa compilação:

            http://www.amazon.com.br/gp/product/B00C0JE9BA/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=9325&creativeASIN=B00C0JE9BA&linkCode=as2&tag=flavmorgpag02-20&linkId=SZXR5LDFPDCRSU33

          • marcio waluce

            realmente, nao conheço nenhum dos nomes citados acima, vou começar a ler, grato pelas referencias

    • Carlocarlus

      Marighella era um terrorista. Ponto final.

  • Rafael

    Eu como Advogado fiquei decepcionado com essa indignação seletiva da OAB do Rio. Fiz mais do que minha obrigação de enviar um email pedindo coerência da mesma. É revoltante como eles agem de forma parcial.

  • André C.L

    A postura da OAB/RJ é prepotente e ditadora! Critica o Bolsonaro por elogiar a ‘ditadura” ao mesmo tempo que tenta coibir e oprimir a liberdade de um parlamentar fazer seu direito de uso de usa voz!
    O repúdio ao Brilhante Ustra é ideológico, não somos obrigados em aceitar isso! Que respeitem também os nossos pontos de vista e a forma oposta de pensarmos acerca do assunto.

  • Felipe Mafra

    Bom digamos que os militares tenham combatido grupos que queriam instaurar uma ditadura. Beleza. Daí os caras me passam 20 anos no poder e me ferram com a educação do país? E prosseguem com a pancadaria aos críticos do regime? Bolsonaro não “merece um puxão de orelhas” meu caro. Bolsonaro cagou no pau. É preciso não confundir as coisas. Não sou admirador de Che ou Fidel, não sou Psolista e meu último voto foi em Eduardo Jorge, mas mais uma vez, é preciso não confundir as coisas. Você não combate uma ditadura com paz. Não há como. Imagine o povo da Coréia do Norte tirando aquele louco do poder no papo? Então beleza. os militares combateram os grupos ditadores, e aí… instalaram ditadura e tortura. E me vai Bolsonaro e exalta o maior torturador dos caras. Desculpe, mas seu texto está parcial quando diz que a ditadura aconteceu por culpa dos grupos comunistas. Não, amigo. Cabia apenas enfrentá-los, estabelecer a ordem, e ponto. Enfrentaram, e passaram 20 anos mamando na teta. VINTE ANOS.

    • Flavio Morgenstern

      Não entendi, você diz que não se combate uma ditadura com paz, e fez um comentário desse tamanho para reclamar de Bolsonaro elogiar Ustra? Escolha um ou outro, amigo.

    • pedro

      me perdoe a intromissão, nem sou de comentar na net, creio não valer a pena.
      imagine q um grupo sequestra um ente querido seu e vc consegue pegar um deles, o q faria caso ele não dissesse onde é o cativeiro? sacou?

  • Ótimo texto.

  • Hely Heck Jr

    Para mim o Bolsonaro é um elemento útil dentro de um parlamento democrático com diferentes ideologias, ele serve como contra peso aos radicais de esquerda, não tem papas na língua ao se opor aos extremistas…mas não deve ter um papel além desse se desejamos uma República mais liberal e com menos Estado. O discurso fora de contexto do Bolsonaro prestou um grande desserviço ao processo e só deu motivos para os que defendem este desgoverno inflamar o discurso de que o impeachment é um “retrocesso”, um “golpe conta a nossa “jovem” democracia”. Quanto ao pedido de cassação do Deputado feito pela OAB concordo com você, é um duplo padrão de julgamento moral e demonstra que ela escolheu apenas um lado do mal.

    A continuação dessa polêmica Bolsonaro x Jean Wyllis também comprova o que eu comentei num outro post, eles precisam desta disputa para alimentar os radicais de cada lado. Um é a muleta politica do outro.

  • DANILO

    Parabéns pelo Texto, lucido e de uma honestidade que faz inveja a qualquer jornal, mídia ou blogs sujos;

  • Ewerton

    Se não tivesse acontecido o regime militar muito provavelmente estaríamos em um Cuba da vida, quem tiver em dúvida busque informações na fonte, daquele tempo, como vídeos e noticiários, verá que o Brasil não virou comunista por pouco, eles exageraram em ter torturado mesmo, não se faz isso com ninguém, eles tinham muito ódio de comunistas.

  • Alexandre de B. Peixoto

    Parabéns!!! Acima de excelente o texto. Compartilhado como de leitura obrigatória.

  • Perfeito. Ótimo texto. Bolsonaro vacilou…. em vez de brilhar, deu motivos para ser criticado.

  • Rafael

    Perfeito, mais uma vez. Não acho que Bolsonaro errou, apenas foi o momento errado e tinha um zilhão de coisas que ele poderia falar. Entretanto, vejo como uma forma de rebater o discurso dos esquerdistas que defendiam bandidos, só que ele podia ter feito de outra forma..

  • A Verdade Sufocada

    Leiam “A VERDADE SUFOCADA – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”. São mais de 500 páginas mostrando os assassinatos, roubos, atentados terroristas e toda a impunidade qie fez com que bandidos anistiados fundassem o PT e entrassem na política. A mesma tática Lula hoje sugere para as FARC adotarem na Colômbia.

  • Marcus

    Quais as fontes de quando você cita essas atrocidades de Che Guevara e cia?

    • Flavio Morgenstern

      Um dos livros está citado, pode comprar. 🙂

    • Marcus,

      Leia “O VERDADEIRO CHE GUEVARA”, do Humberto Fontova (Editora É).

  • Everton Luis

    Acontece mesmo de nos livros didáticos beatificarem a, olhem lá, ‘Revolução de 30’ ou, alguns professores, dar-lhes o nome de Ditadura Branca.
    Obviamente você deve ter alguma fonte para evocar o que evocou. Sobre mortes na época de Getúlio (que na época jurava ser a ditadura do bem). Se puder indicar as fontes usadas sobre os fatos evocados, ficaria muito interessado.
    Mas, logo adianto uma pergunta: como diabos saberei quem está a contar a verdade?

    • Henrique

      No caso do Che Guevara e suas atrocidades, ele mesmo é a fonte, basta procurar o video dele assumindo que fuzilavam e continuariam fuzilando em um discurso na ONU. (Fonte primaria, não há como questionar a veracidade)

  • Vitor Colivati

    Parabéns Flávio!
    Está dando nojo essa moral seletiva dessas pessoas do face e da mídia. Fazer homenagem a Che Guevara na Câmara é lindo, maravilhoso (sic).
    Infelizmente, o período de 64 é complexo, e falta muitos dados. Só temos praticamente a narrativa da esquerda. Carlos Lacerda, que apoiou o regime militar, logo rompeu, virou inimigo e foi procurar Jango. Que doidera. Mas tem muita informação oculta ainda, eu não conhecia o Ustra até Bolsonaro tocar em seu nome, e continuo ainda sem saber quem ele foi.

    • Miriam

      Rompendo o silencio, só baixar pela internet, livro q Ustra escreveu por causa da Bete Mendes te-lo “reconhecido” como seu torturador!

  • Não são apenas aos representantes do povo que falta conhecimento. A OAB não fica atrás. Em situação pior, visto que seus letrados têm obrigação de conhecer os fatos. Ou os autos. Querer cassar JB deve ser uma espécie de mea culpa por apoiar o impeachment.

  • Recomenda algum livro sobre o Estado Novo?

    • Flavio Morgenstern

      Não creio ser o melhor recomendador sobre o assunto…

  • E ainda tem o Zumbi dos Palmares.

    • Leonardo

      Zumbi foi um lixo, não leve ele como herói.

      Leia o livro do Cabo Anselmo – Minha verdade. Não irá se arrepender, garanto.

  • Vinícius F. de Oliveira

    Perfeito!

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