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O caso absolutamente chocante do estupro coletivo que aconteceu numa favela do Rio de Janeiro ganhou destaque nacional graças ao Twitter. Após a divulgação do vídeo por um dos estupradores (), um grupo de pessoas horrorizadas com o estupro denunciou o caso às autoridades.

Apesar de o caso ter chegado à grande mídia, os heróis que jogaram luz à brutalidade e ajudaram a polícia a prender já quatro suspeitos ainda não foram mencionados por nenhum jornal.

Quem primeiro chamou a atenção das autoridades para o material apresentado foi @l0en_, um dos perfis mais vigorosamente contrários ao PT e à esquerda na internet. L0en é criador da página Humans of PT, que posta prints de comentários de petistas antes e depois das eleições, da crise, dos escândalos de corrupção e compra de poder e do impeachment de Dilma Rousseff, mostrando as contradições no pensamento da esquerda. É um trabalho fácil: não é preciso nem comentar, basta citar petistas no modelo “antes e depois”.

L0en também possui a loja Oprestore, que vende camisetas com temática conservadora através do humor. Várias referências ao deputado Jair Bolsonaro aparecem na loja.

L0en vasculhou os criminosos, encontrou alguns dados que poderiam ajudar a identificá-los e avisou seus seguidores (praticamente todos chamados de “reaças”, os típicos fãs de Bolsonaro, leitores de Olavo de Carvalho, gente que odeia a esquerda e o feminismo) para denunciar os estupradores à polícia.

Após a denúncia de @l0en_, quem tomou ação foi @TheMartorelli, que tirou prints dos dados, imprimiu e levou à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) no Rio de Janeiro.

Sérgio Martorelli também é fã de Bolsonaro, de Olavo de Carvalho, tem orgulho de ser reaça e não cansa de postar vigorosamente contra o feminismo. Após denunciar o estuprador, Martorelli voltou à delegacia mais tarde para levar mais prints, e descobriu que mais dois homens já tinham ido à delegacia levar prints do mesmo caso.

Quem também tomou partido foi o perfil @SargentoFAHUR, policial que cuidou de ajudar na investigação que encontrou os estupradores. Não é preciso visitar o perfil do Sargento para imaginar que seus posts são a favor da lei, da ordem e da polícia, defensor da família e pouco conivente com a idéia esquerdista-revolucionária de que a fronteira entre a vida escorreita e a criminalidade violenta seja culpa da “sociedade”.

Ou seja: foram os “reacionários”, aqueles xingados dia e noite pela esquerda, pelas feministas, por gente que acredita em uma “cultura de estupro” que denunciou o caso e começou a fazer com que os estupradores fossem identificados e presos. Nenhuma feminista arregaçou as mangas e ajudou as autoridades a puni-los.

Despiciendo dizer que todos, simplesmente todos estes homens que cuidaram de punir estupradores e tornarem uma barbárie numa favela algo mais do que uma possível nota de rodapé em jornal são sempre chamados de “machistas”, “misóginos” e até “estupradores” pelas feministas.

Feminismo, estupro e criminalidade

Conforme explicamos aqui, o feminismo ganhou algum “protagonismo” na esquerda depois de a causa operária se revelar um falhanço brutal: operários são culturalmente conservadores e buscam enriquecer, não aceitando o roubo e a revolução como metas de vida. Apesar do movimento sindical tentar criar pasto e circunstância para a revolução, ele conseguiu muito êxito criando os fascismos (inspiração das leis trabalhistas brasileiras) do que o socialismo. A primeira grande revolução “operária” acabou ocorrendo num país quase sem operários.

E assim sucessivamente. Sem o operariado como “motor da história”, a esquerda precisou de uma inversão em sua “dialética materialista”: não mais a classe produtiva, mas o lumpesinato, os párias urbanos que não produzem – de prostitutas a traficantes, de mendigos a assassinos. Se os operários não tinham “ódio revolucionário” o suficiente para a carnificina revolucionária, que entrassem em seu lugar os mais histéricos.

Com a visão psicanalítica dos humores tendo como eterna causa a insatisfação sexual, foi a hora de sair a “classe trabalhadora” de cena e entrarem os jovens e frustrados sexualmente. As mulheres, numa sociedade mais puritana, ganham protagonismo por serem consideradas histéricas e raivosas, não por serem “produtivas” ou por seus méritos intelectuais. É quando o feminismo começa a ganhar fama.

 

As feministas, seguindo o comando do “movimento” (mais uma mentalidade do que um movimento de fato), seguiram à risca a cartilha: ao invés de denunciar criminosos à polícia, consideram a polícia o mal em si.

Em todo caso de criminalidade, feministas defendem o bandido, e não uma noção de ordem. Sempre consideram que um assalto é causado por “desigualdade”, que um seqüestro é causado pela “falta de oportunidades”. Estupros, apesar de comentado dia e noite por feministas, lhes causa um bug no cérebro: apenas podem afirmar que é causado por “machismo” (ou, no caso de feminismo avançado, por “homens”, todos eles, genericamente) do que por estupradores.

E, claro, nunca podem denunciar o estuprador à polícia: podem no máximo pedir para “não estuprar” em blogs lidos por feministas universitárias ricas, e afirmar que é preciso “educar” as pessoas com aulas anti-“machismo” (aulas que tratarão @l0en_, @TheMartorelli, @SargentoFAHUR e tantos outros como verdadeiros nazistas) e que, após um estupro, a punição adequada é “ressocialização”.

Ao invés de algo contra estupros, tudo o que fazem são textos de indignação. Novamente, mostrando que a esquerda estava certa: as mulheres feministas funcionam como propaganda histérica, infantaria revolucionária, e não como coerência que busque uma ordem protetora – apenas o “holocausto revolucionário”.

A noção de mal, de pessoas que cometem o mal, está completamente distorcida para quem crê na ideologia do feminismo. Um crime anexo (e já há motivos para se desconfiar que o estupro em questão foi questão de dívida de drogas) é tratado de maneira completamente distinta. Uma feminista costuma usar drogas e defender traficantes (além de assaltantes, seqüestradores e assassinos) como fatalidades sociais, mas trata o estupro inversamente – embora culpando “machismo” ou “homens”, e nunca um indivíduo que estupra.

A dessubstancialização da realidade, o apelo ao genérico, ao coletivo, à terceira pessoa do plural, à massa informe, com requintes de palavras acadêmicas da beautiful people achando que se ganha em noção de verdade com isso (e não se perde qualquer contato com a vida concreta) geram este pensamento. Enquanto justamente os que são chamados de “machistas” e garantem que o feminismo nada fez pelas mulheres (quod erat demonstrandum) fazem algo de fato pelas mulheres.

Fica-se uma dúvida final. Quem denunciou o caso foi a turma da reaçosfera, os chamados de “machistas” dia e noite por não verem nada substancial no discurso feminista (nem mesmo para proteger as mulheres), apenas propaganda.

Mas e se ao invés de páginas como “Bolsonaro Zuero” tivessem sido, por exemplo, feministas fãs de psolistas como Marcelo Freixo e Jean Wyllys? Será que os heróis anti-estupro já não estariam sendo entrevistados pro 11 em cada 8 jornais brasileiros, será que os parlamentares não estariam dando entrevistas coletivas no Roda Viva e em todas as revistas? Será que haveria uma única reportagem, fosse na Folha ou na Record, na Carta Capital ou no Fantástico, na Superinteressante ou no seu blog feminista preferido, que não citaria os deputados, não estivessem rasgando as vergonhas em troca de uma entrevista, que não os incensasse como heróis nacionais?

Basta lembrar que Flávio Bolsonaro, também deputado, impediu um assalto no mesmo Rio de Janeiro, salvando uma família de bandidos armados, e obteve manchetes como “Flávio Bolsonaro saca arma e atira na barra”, ou a inacreditável “Flávio Bolsonaro coloca cidadãos em risco em troca de tiros com bandidos”. Se fosse com Marcelo Freixo ou Jean Wyllys, pode-se imaginar quais seriam as manchetes afirmando que o Brasil possui novos super-heróis esquerdistas.

É assim que se molda a opinião pública, é assim que spin doctors pensam por você o que você pensa que pensa. É assim que feminismo não significa nada senão propaganda socialista.

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