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* Por Guilherme Macalossi

Já faz quase uma semana que o país se encontra paralisado discutindo o escabroso caso de estupro coletivo ocorrido em uma favela do Rio de Janeiro. Tudo o mais constante tornou-se lateral, até mesmo a crise política. Mas se justifica. Quando 33 criminosos se revezam para violar uma vítima, é natural que a coisa vire assunto não apenas no noticiário, mas nas redes sociais e nas rodas de bar.

Conjuntamente ao desenrolar dos detalhes horrendos do crime, surgiram, é claro, aqueles se propõe a explicar as razões por trás dos fatos.

A esquerda em peso, espalhada no jornalismo, na classe artística e na academia, fez um tal esforço retórico que conseguiu escamotear o caso concreto, substituindo as notícias da investigação pelo debate em torno de suas próprias plataformas de luta ideológica.

É importante dizer o seguinte: Nenhum dos sedizentes humanistas de esquerda está lá muito interessado na segurança ou na integridade das moças que são obrigadas a viver em áreas dominadas por marginais e criminosos.

Essa gente, esses tais pensadores, lá no fundo de suas almas, veem um caso desses como a oportunidade de ouro para vender sua ideologia. Além de ser estuprada pelos bandidos do morro, a moça, sem jamais saber, vira objeto do abuso narrativo dos pervertidos intelectuais, e que são muito mas do que apenas 33.

O que se viu desde que o crime veio ao conhecimento público foi uma verdadeira histeria coletiva que deu eco a toda sorte de idiotices, vigarices e teses das mais estúpidas e vagabundas. A gritaria corrente foi a da socialização da culpa. Os criminosos individuais seriam apenas o resultado de algo mais amplo e coletivo. Veja só o que disse o Sr. Leandro Karnal, no Jornal da TV Cultura:

Karnal culpa uma abstração: a tal sociedade. Ela seria a responsável pela situação. Ela, em um conluio secreto, e em virtude de seus supostos preconceitos, teria estuprado a moça.

Onde estão os indivíduos? Onde estão as mentes autodirigidas que escolheram cometer o crime? Karnal jamais as menciona. Vai ver eles também seriam vítimas desta mesma sociedade, que teria os obrigado, pela força de uma circunstância imposta, a agir assim.

O mais engraçado na fala de Karnal, o Tio Chico da historiografia, é sua completa contradição. Ele começa seu comentário dizendo que vivemos em uma sociedade machista e, vejam só, “falocentrica”, para terminar alertando para o tratamento que os estupradores tem na cadeia.

Ora senhor Leandro Karnal, mas se a vida dos estupradores na cadeia é um inferno, e sabemos que é, como pode dizer que há uma cultura machista? A sociedade, mesmo aquela parcela que comete crimes, vê no estupro a mais vil das violências.

O raciocínio básico é o seguinte: A sociedade, contaminada pelo machismo, gerou uma cultura do estupro. E ai Karnal e outros tantos passam a fazer comparações das mais absurdas, como se piadinha de mulher fosse o mesmo que rasgar-lhe o canal vaginal até o útero. Em meu Facebook, cheguei a comentar:

“Tudo o que os estupradores querem é que sua ação seja confundida com a do pedreiro que eventualmente chama uma mulher na rua de gostosa. Obviamente que mulheres podem achar desconfortável, constrangedor, lamentável e até ofensivo esse tipo de comentário. Mas vejam só: Se diante de uma obra a tal mulher chamada de gostosa for abordada por um estuprador, é bem provável que o meliante acabe tendo sua cabeça esmagada a tijoladas pelos pedreiros.”

Não, a sociedade brasileira não tolera o estupro. Nem nas obras e nem nas celas dos presídios.

Mas tomemos a tal cultura do estupro como uma tese válida. E o façamos a partir da definição que a própria esquerda lhe dá.

Segundo o blog de Maria Fro, hospedado no site da revista de esquerda Fórum, a cultura do estupro “tem a ver com a impunidade, com a naturalização da violência contra a mulher, com a relação de poder estabelecida na sociedade entre os gêneros, onde o sexo feminino é visto como objeto sexual e não como ser humano dotado de direitos.”

Já, segundo a professora Márcia Tavares, integrante do Núcleo de Estudos  Interdisciplinares da Mulher (NEIM) e coordenadora do observatório da lei Maria da Penha “à medida em que o corpo da mulher é objetificado, que você considera a mulher uma propriedade do homem, por omissão, você termina sendo conivente. Essa cultura do estupro é o que deixa essas coisas aconteceram, porque fecha os olhos.”

Objetificação  do corpo da mulher? É essa a origem da cultura do estupro segundo os próprios ativistas de esquerda? Então é necessário dar uma boa olhada em quem de fato promove isso, para além do discurso fácil de tipos como Leandro Karnal.

Se há hoje uma objetificação explícita do corpo da mulher, ela é feita em larga escala por meio da sexualização e da vulgarização disseminada sem a menor cerimônia por coisas como o Funk, por exemplo. Funk que é visto pela esquerda e pelos seus entusiastas como uma manifestação típica do empoderamento da periferia, para usar a esse vocabulário afetado e ridículo das chamadas minorias ideológicas.

Vejam só o projeto 4124/2008, que tem como objetivo dar ao funk o status de “manifestação cultural”. A autoria da proposta é do indefectível deputado Chico Alencar, do PSOL.

Diz o projeto de lei:

Art. 1º Fica definido que o funk constitui forma de manifestação cultural popular, e enquanto tal, digna do cuidado e proteção por parte do Poder Público, na forma da Lei.

Art. 2º Os artistas do funk são agentes da cultura popular, e como tais, terão seus direitos respeitados e assegurados conforme a legislação em vigor.

Art. 3º Compete ao Poder Público assegurar ao movimento funk a livre realização de suas atividades e de manifestações próprias, como festas, bailes e reuniões, na forma da Lei.

Art. 4º Os assuntos relativos ao movimento funk integrarão a pauta de trabalho e de fomento regular dos órgãos públicos ligados à cultura, submetendo-se às mesmas normas regulatórias de manifestações de natureza similar.

Em suma, o Funk passa a ser encarado como uma manifestação cultural oficial, cujos promotores tem direitos e o estado o dever de disseminar.

Debatendo sobre o PL, vejam só o que disse o senhor Jean Wyllys, colega de Chico Alencar e pretenso defensor das mulheres:

Temos ai, nas palavras do nobre relator, uma manifestação cultural com um caráter de elevada importância. E por isso eu convido vocês a prestarem atenção nas letras de tais obras:

Peguemos a letra do famoso hit “Baile de Favela”, notório nas baladas de norte a sul do país:

“Ela veio quente, e hoje eu tô fervendo
Ela veio quente, hoje eu tô fervendo
Quer desafiar, não to entendendo
Mexeu com o R7 vai voltar com a xota ardendo (vai)

E os menor preparado pra foder com a xota dela”

Querem mais um exemplo edificante? Eis ai o trecho de “Roça Roça”, de autoria de um fedelho chamado MC Brinquedo:

“É que agora novinha me quer
Por que eu virei morador da cidade

Ela roça na minha
Roça, roça, roça com vontade
Ela roça na minha
Roça com vontade”

E que tal essa, do MC Fluup?

“Bonde da zona leste, máquina de fazer sexo
Toda mulher gosta de putaria
Se ela não faz, ela imagina
Eu por baixo, tu por cima
Tu sentando na minha pica
Tu sentando na minha pica”

Trata-se de objetificação do corpo da mulher? Trata-se de cultura do estupro?

E não adianta dizer que se tratam apenas de musicas isoladas. O funk dos “bailes de favela” é composto integralmente de batidões que não passam de putaria vil, e que se popularizou nas zonas mais pobres do país por meio da ação influente de gente como o próprio Jean Wyllys.

Alias, cabe uma nota sobre isso: Há uma ideia de que a periferia criou um modo próprio de agir e portar. Como se a falta de condições sociais e a pobreza gerassem  um comportamento padronizado. É a cultura do gueto, que no show business tem em Regina Casé e Netinho de Paula seus principais promotores.

Mas, voltando ao assunto principal, como é que disse a ativista Maria Fro sobre a origem da pretensa cultura do estupro?

o sexo feminino é visto como objeto sexual e não como ser humano dotado de direitos.

E aqui chegamos então ao ponto central: a esquerda e seu velho duplo padrão moral.

Por um lado ela inocula na sociedade um espírito de baixeza moral que reduz a humanidade a um bando de macacos bonobos. Ao mesmo tempo, aponta como se fosse inerente a tradição da própria sociedade a corrupção e os efeitos que são advindos da própria contaminação que ela mesmo premeditou.

Só há 33 responsáveis pelo referido estupro. São os 33 criminosos que decidiram estuprar a garota. O resto é discurso rasteiro e intelectualmente criminoso de quem prefere culpar uma coletividade abstrata, que serve de pau para toda obra, a responsabilizar os agentes individuais que cometem crimes.

Por fim, a cultura do estupro não passa de um mito perverso, feito para tornar todo e qualquer homem de família em um bandido em potencial. É uma teoria que não se sustenta a um exame minimamente sério, e que se submetida à própria descrição que a sustenta só leva a um responsável: a esquerda em si.

ADENDO: Há tempos venho procrastinando, mais ou menos como o José Eduardo Cardozo fazia em relação ao impeachment, a publicação de um texto aqui no site do meu amigo Flavio. Finalmente tomei vergonha na cara. Aproveito a ocasião para agradecer o convite que muito me honrou. Aqui no Senso Incomum a gente encontra algumas das mais talentosas penas do Brasil. Não poderia estar em melhor companhia.

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Saiba mais:








  • Rodrigo Buss Back

    Excelente

  • Denise Dalledone

    Excelente!

  • Sobrevivente Alternativo

    Ótimo texto!

  • João Bosco

    Excelente, parabéns pelo texto.
    Sempre bom poder ler algo com coerência.

  • Cultura e patrimônio cultural “brasileiro”, que piada de péssimo gosto. Há aí uma dupla alienação. Importar o rap de Miami e todo o seu “modus operandi” e rebatizá-lo de funk em terras brasileiras e rebatizá-lo de funk, só endossa a ignorância de quem assim o fez. Chamar isso de “patrimônio cultural brasileiro” já nem dá náusea de vômito, mas já nos faz vomitar e encher o vaso sanitário. Já que é assim, gostaria que o heavy-metal fosse considerado um patrimônio cultural e imaterial brasileiro, já que Belo Horizonte foi chamada outrora de capital brasileira do heavy-metal, ou mesmo o reagae em São Luís do Maranhão. Tudo que compete para o rebaixamento do espírito é enaltecido nos dias de hoje. “A periferia é o centro”, bradou Regina Casé, então devemos dar status cultural à mendicância e à indigência se assim for.

  • O MESMO de SEMPRE

    Portanto, não me surpreende que esquerdistas (socialistas que preconizam o Poder absoluto p/ hierarquia estatal) considerem que há tolerância ao estupro na sociedade. Afinal, eles, esquerdistas, convivem com seus pares que toleram tanto os estupros quanto os assaltos, sequestros e assassinatos.
    Uma prova é esse relato de Darcy Ribeiro gabando-se de ter estuprado um mocinha (vide site Janer Cristaldo). Um antropólogo esquerdista (socialista) rindo com seus amigos ao relatar como estuprou uma mocinha que o admirava por seu esquerdismo.

    Porcos vivem em meio a porcos e imaginam que todos demais pensam como seus parceiros de esquerda/socialismo, já que não têm contato ou não se relacionam com pessoas que não sejam socialistas. Daí acharem que todos pensam como os integrantes de seu grupo de pulhas.

  • O MESMO de SEMPRE

    Carlos foi PERFEITO e merece repeteco:

    “Esquerdista combatendo estupro = Comunista defendendo democracia”

    Show de bola!!!

    Temos em varios textos de Janer Cristaldo a citação de DARCY RIBEIRO (foi vice governador do pulha Brizola) quando este (Darcy) se gabou, em entrevista, de ter estuprado uma tola admiradora.
    Aí está!!! …Um pulha esquerdista que não só praticou um REAL estupro, confesso, como também se gabou de ter estuprado a vítima.

    Eis aí um ÍDOLO da ESQUERDA: Darcy Ribeiro, UM ANTROPOLOGO, que se gabava, com seus amigos, de ser estuprador e por estes amigos esquerdistas era bem aceito e quiçá admirado por sua confessa covardia e baixeza.
    Janer Cristaldo escreveu várias vezes sobre o caso.

  • Esquerdista combatendo estupro = Comunista defendendo democracia = kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Carlos

    Estorinha mal contada + Histeria feminista = Esquerda Totalitária

  • Moacir

    E sua opinião tem o tom do mais básico senso comum. A objetivação do corpo feminino está na favela também, ela claro, não é uma zona de pureza em meio ao mundo consumista e machista. Têm machismo lá, e tem como em outros lugares, empoderamento feminino em movimentos paralelos e por vezes em combate. Eu realmente tenho dificuldade em entender qual seu argumento. No caso dessa garota, a politização partiu dos dois pólos em paralelo, e a direita fez a mesmíssima politização, com pouca atenção ao fato de que a garota era o mais importante. Cara, você pensa e escreve de forma mais grotesca que os mais conservadores do século XIX, talvez mais semelhante aos nazifascistas do pré-guerra. Sem falr da mania persecutória…

  • Moacir

    Mas Karnal não é de esquerda

  • Jenny Batista

    GOSTEI … CONCORDO! É MESMO TUDO PASSOU SER CULPA DE TODOS … MAS, AS MESMA FEMINISTAS APROVAM A “CULTURA DO FUNK” QUE FAZ APOLOGIA A MULHER OBJETO A MULHER CACHORRA E VAGABUNDA QUE TRANSA COM QUALQUER UM SÓ PORQUE É MULHER E PODE! SENDO MANIPULADA, SUBJUGADA, VIOLADA, CARREGANDO FILHOS SEM PAIS E QUASE SEMPRE SEM FUTURO …ESSAS MESMAS HIPÓCRITAS E INTELECTUAIS MIDIÁTICOS QUEREM CONVENCER A TODOS QUE AQUI TEMOS UMA CULTURA DO ESTUPRO? … PELO AMOR DE DEUS! CULTURA DO ESTUPRO?? HISTERIA PURA E BEM PENSADA PARA ESCONDER SUAS REAIS INTENÇÕES. MAS, NADA FALAM DA FORMA QUE VÁRIOS PAÍSES AFRICANOS, ORIENTAIS E DO ORIENTE MÉDIO FAZEM COM AS MULHERES, EXTIRPANDO SUAS GENITÁLIAS, AS FAZENDO DE ESCRAVAS SEXUAIS, INFORMANDO SEU PÉS A FERRO E FOGO, AS ARGOLANDO ATÉ TEREM PESCOÇOS DE MEIO METRO COMO AS MULHERES GIRAFAS, AS APEDREJANDO ATÉ A MORTE, QUEIMANDO-AS VIVAS POR SE NEGAREM A SE CASAR, OU CASANDO-AS COM 8, 9 10 11 ANOS DE IDADES … AÍ ME PERGUNTO: PORQUE AS FODAS FEMINISTAS NÃO PEGAM ESSAS BANDEIRAS, ESSA MISSÃO PORQUE NÃO ENFRENTAM O QUE REALMENTE ESCRAVIZA E MUTILA O SEXO FEMININO … PELO QUE SEI AS MULHERES QUE LUTAM CONTRA ISSO SÃO UM OU DUAS DOS PRÓPRIOS PAÍSES NÃO VEJO E NEM NUNCA VEREI FEMINISTAS OCIDENTAIS ATRÁS DESSA CAUSA? PORQUE AÍ É VÁLIDA! DIGO ENTÃO, NÃO IRÃO PORQUE SÃO HIPÓCRITAS E BATEM EM CACHORRO MORTO, E PORQUE SÃO COVARDES! SOMENTE ISSO AÍ PEGA UM PAÍS FEITO O NOSSO CHEIO DESSES OPORTUNISTAS PARA TENTAREM NOS CONVENCER QUE HÁ UMA CULTURA DO ESTUPRO OU QUE HOMENS SÃO ESTUPRADORES EM POTENCIAL … RIDÍCULO. ESSA PRÁTICAS CITADAS ACIMA SÃO INCLUSIVE EM PAÍSES ESQUERDISTAS! MAS… AQUI TEMOS LEIS PRA TODOS! NÃO TEMOS CULTURA DO ESTUPRO! NUNCA ! TEMOS CULTURA DA IMPUNIDADE. MAS, IMPUNIDADE PARA TODOS E TODAS! LEANDRO KARNAL COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER QUER APARECER NESSE MOMENTO TÃO PROPÍCIO. ME FEZ LEMBRAR NO INÍCIO DESSA SEMANA AS SENADORAS FAZENDO MANIFESTAÇÃO NO SENADO FEDERAL … FIQUEI PASMA EM VER MARIA DO ROSÁRIO AQUELE SEM VERGONHA … FALANDO PARA QUE? PARA SE TER MAIS PUNIÇÃO PARA ESTUPRADORES??? NÃO PODE SER ELA MESMA DISSE QUE “CHAMPINHA” AQUELE BANDIDO ESTUPRADOR, ASSASSINO DEVERIA SER TRATADO COM HUMANIDADE … E A GRAZZIOTIN ELA SEMPRE FALOU CONTRA A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES MAS NADA DISSE QUANDO UM HOMEM E AÍ DEVERIA ESTÁ O GRANDE PROBLEMA CUSPIU NA CARA DE UMA MULHER (AQUELE EPISÓDIO DO ATOR DA GLOBO JOSÉ ABREU ) FALÁCIA, MENTIRA, INCOERÊNCIA, HISTERIA … CANALHAS!

  • Escrevi sobre isso e comentei no video do Karnal. Triste ver essa homogeneidade na imprensa e esse ímpeto de criar espantalhos para o crime.
    https://sognarelucido.wordpress.com/2016/06/01/bizarrices-da-marcha-das-vadias-em-recife/

  • Barbosa

    Lixo! Sem um pingo de base de conhecimento sobre o assunto. Analfabetismo funcional.

  • Wellington P

    “Mas se justifica. Quando 33 criminosos se revezam para violar uma vítima, é natural”
    *cultura do estupro triggering intensifies*

  • Tem razão, não é “culura do estupro”, é mesmo a TRADIÇÃO do Estupro, já tão arraigada que é HÁBITO do estupro, ao ponto de que a cada hora SEIS mulheres, sobretudo as meninas, são estupradas, sendo mais de 1/3 DENTRO de casa por familiares e conhecidos. Tão naturalizada que mesmo ADULTOS ainda acham ok desqualificar a condição HUMANA de uma mulher em uma propaganda pra vender a porcaria de uma cerveja batizada com milho. Repara que bom exemplo esse artigo é, para o como ser o grande macho de direita privilegiado da sociedade da cultura do estupro, te torna CEGO e indiferente ao tormento DIÁRIO de mais da METADE da população do país. Ao ponto de vir aqui falar asneiras sobre uma questão que você NUNCA sofreu na pele, e não se vê bombardeado por mensagens, linguagens, propagandas, narrativas, transporte urbano inadequado, que a cada onze minutos legitimam um estupro contra uma pessoa por ela ser “uma coisa consumível e descartável, objeto de posse de alguém cuja anatomia sexual difere da dela”. Caramba, é tão impossível assim para você sair de sua poltrona de reizinho? Quanto a esse ser um discurso de esquerda, é óbvio que tem de ser, pois cabe a esta a proteção do que é humano em contraponto a direita de prioriza privilégio pra meia dúzia, que pra aumentar seus lucros não se preocupa em destruir vidas humanas e promover a barbárie social. É estratégico pra direita criar o ódio do homem pela mulher, dividindo forças que se unidas não aceitariam a submissão. Assim, a direita poupa energia, pois o homem, submisso à direita, submete e oprime a mulher, servindo de lacaio e cachorrinho de guarda para a elite capitalista. A mulher transformada em objeto de consumo capitalista traz muito lucro e privilégio para essa meia dúzia cujo egoísmo beira a psicopatia.

    • Flavio Morgenstern

      Dá pra reconhecer a psicopatia de um ser humano ao não ler nada, afirmar que mais da metade da população é estuprada (o que talvez signifique todas as mulheres, e mais um bom percentual de homens) e dizer que o texto foi feito para deixar “CEGO e indiferente ao tormento DIÁRIO de mais da METADE da população do país” (caps lock do original), sem nem ler e não perceber que se está justamente querendo diminuir uma “manifestação cultural” defendida pela esquerda caviar psolista que permite tantos estupros.

    • Helber Lessa

      “Um problema que vc nunca sentiu na pele”

      Porra, vc foi estuprada ou acha msm que a maioria das mulheres foi ?

      Ou acha que ter o msm sexo da maioria das vítimas vale como experiência?

      O número de mortos por ano é de 50 mil, o mesmo de estupros oficiais.Quem concorda com isso?Só quem mata.

      Aliás, vc sabia que há mais homens denunciando que foram estuprados no Brasil que que mulheres sendo mortas?Dá 9000 X 5000.M

    • Eduardo Araújo

      Só uma dose cavalar de imbecilidade para dizer que uma propaganda de cerveja “desqualifica uma mulher”. Qual??? A que por livre e espontânea vontade firmou contrato com a agência publicitária e recebeu cachê para ATUAR na propaganda?
      Mas é claro que há iniciativas que desqualificam – e muito! – as mulheres. Exemplo: as marchas das vadias, que muitos adultos acham ok um bando de feministas agressivas seminuas pra vender a porcaria de uma ideologia estúpida.

    • N.

      Em vez de cultura escreve TRADIÇÃO e como demonstrado no texto trocou 6 por meia dúzia.

  • Fábio

    “Não, a sociedade brasileira não tolera o estupro. Nem nas obras e nem nas celas dos presídios.”

    Bem, em cima desta afirmação, ñ superficial, é que o debate e a reflexão deve ganhar força. Explico; será q somos contra o estupro, mas só com o estupro dos outros? Será que somos contra a corrupção, mas só a corrupção q outros cometem? Uma coisa é certa, somos a cultura do “jeitinho brasileiro”, queremos, e somente nós, levarmos vantagem nas coisas. O problema ñ estaria aqui? Abçs

  • Debora

    Ainda há outro agravante, caro Guilherme: o Catar usado nas fotos, este símbolo ao lado do Karnal, faz parte do Coletivo afro e não pode ser usado por pessoas brancas e muito menos por homens. Até pelos símbolos esses pseudos alguma coisa do pensamento se estapeiam. O que muito me aflige é eleger o funk uma manifestação cultural de pessoas pobres e negras. Como se as pessoas pobres não tivessem raízes de fato a serem reagatadas. A cada dia o assunto se torna cansativo e pejorativo. A essência se contamina e nunca os verdadeiros culpados são responsabilizados.

  • Eu li o texto ouvindo a voz do Macalossi. É uma mistura de Alborghetti com Olavo, ou seja Alborghetti²! hehehehe =D

    Texto incrível! Parabéns!

  • leo

    Ótimo texto. Uma sugestão, ver entrevista do historiador no programa radioatividade da jovem pan. Nessa entrevista ele diz existir 7 bilhões de gêneros. Seria muito bom um texto ou vídeo demostrando essa conduta líquida e incoerente.

  • A constituição de 88 faz uma meleca gigantesca ao legislar sobre cultura no aspecto antropológico. Prato cheio para esquerdistas desocupados.

    • Na verdade, cultura nem deveria fazer parte da Cf.

      • Moacir

        Por que minha cara? Gostaria de entender sua opinião.

    • Moacir

      Espero que você encontre um significado de cultura mais refinado que o antropológico. rsrsrs. Curioso que a “maldita” antropologia foi feita em sua grande maioria, não em sua totalidade, por conservadores ou liberais. E que toda a orientação marxista-leninista foi afastada de todos os programas de Antropologia que conheço. MAs se levar a sério a discussão sobre cultura, e viver anos a fio trabalhando, fazendo pesquisa de campo, e burilando isso é ajudar a fazer meleca pra esquerdista ver, fico a espera de qual é então o profissional que falaria melhor de cultura. Até porque, em qualquer sentido utilizável que hoje conheço, há que se obrigatoriamente adotar alguma perspectiva que algum antropólogo propôs em algum momento.

  • danir

    De cara, eu sou contra a criação de leis e regras tratando de um determinado grupo social, quando no código civil estas práticas estão definitivamente clarificadas. Estupro está previsto e pode acontecer tendo como vítima uma mulher ou um homem. E por aí vai. Cada vez que são separados grupos e criadas leis voltadas para sua diferenciação, abre-se uma porta para a desidia e para o uso político. Tudo de acordo com a cartilha gramsciana. Isto não implica que não possam existir entidades voltadas para o atendimento específico de um determinado grupo. Por exemplo existir nas delegacias uma policial (ou delegada) para atender certas particularidades femininas sejam tanto físicas como biologicas ou psicológicas, pode ser uma boa idéia; mas o perigo desta situação, como temos visto é o uso político que muito provavelmente será feito. Mesma coisa para o estatuto do menor. Pode ser uma idéia muito razoável se vivermos numa sociedade consciente onde os atos políticos não são ideológicos ou desagregadores. Matéria muito difícil de ser analisada e cheia de armadilhas. Seres humanos são homens e mulheres, que embora sejam iguais do ponto de vista biologico (mesma espécie) e da lei (aplicação de um código moral), se diferenciam biologicamente em diversos aspectos específicos. Entretanto continuam sendo seres da mesma espécie e a visão quanto à preservação de sua integridade e direitos (principalmente os direitos naturais) deve ser igual; ou o mais igual possível. O estupro na minha percepção é uma deformação moral, e só é coletivo, quando nos deparamos com grupos de pessoas sem uma base moral forte e com uma personalidade vacilante e insegura. Uns instigam os outros como numa torcida organizada, Forma mais primária de associação humana nos dias atuais como os muçulmanos do ISIS. Quanto ao Sr. Leandro Karnal, já tive a oportunidade de ouví-lo e ler alguns textos, e o considero uma pessoa perigosa. Ele tem uma articulação mental muito boa, tem acesso á cultura e é alfabetizado. Com isto, argumenta de forma insidiosa, sob a bandeira de isenção e superioridade intelectual, pegando os incautos, que acabam aceitando sua condução politicamente correta para o caos intelectual. Não é um esquerdista típico dos nossos dias, que são muito primários, mas com sua fala mansa é talvez mais perigoso a longo prazo. Estupradores têm que ser coibidos e punidos exemplarmente. Num episódio como este ocorrido no Rio de Janeiro, tudo deve ser apurado com cuidado. Cultura de estupro? Além de ver o estupro como algo abominável, se um canalha qualquer tocar as mãos em minha familia, ou em alguem que me seja próximo, ele vai perceber o que penso sobra a cultura de estupro.

  • Análise rasteira do Leandro. Dissolver a culpa de criminosos na “sociedade falocêntrica” é parte do problema, não da solução. Ao colocar todo homem como estuprador em potencial como o movimento feminista vem fazendo com essa ideia de “cultura do estupro” – um conceito completamente ideológico, afinal ninguém fala em cultura do assalto, cultura do homicídio, e esses crimes ocorrem aos milhares – o efeito que se tem é que você castra exatamente aqueles homens que seriam os defensores das mulheres contra os que eventualmente cometessem estupro. Estes últimos, infelizmente, existirão, não por serem homens, mas sim por serem pessoas más, criminosas, sem bússula moral e sem escrúpulos. Por isso sua culpa não deve ser atribuida à aqueles, ou a “sociedade”, e sim às suas ações. Aliás, a figura do macho alfa é essencial exatamente para isso, para ser a reserva física e moral da sociedade e lutar contra os demais que constituem ameaça aos fisicamente mais fracos. Quando os alfas são castrados por abuso verbal contínuo e acusados de serem parte de uma “cultura machista do estupro” eles vão se retrair, mas os criminosos, por definição, vão continuar atuando, pois criminoso não dá a mínima para discursinho e abuso verbal. E ai você vai ter o pior cenário possível: o caminho livre para aqueles que agem apenas por seus impulsos, sem nenhuma reserva para defender os mais fracos. É assim que epidemias de crime acontecem, é assim que ditadores chegam ao poder. É assim que civilizações inteiras colapsam. O movimento feminista europeu que o diga: durante décadas ficou castrando os homens locais. Agora, com o avanço do islamismo dentro da europa (e uma cultura do estupro real por parte dos radicais) estão sem saber o que fazer, submissas aos agressores e sem ninguém para defende-las.

  • Redigi um artigo correlacionando a formação de preços no mercado e a formação de casais em nossa cultura:
    https://bordinburke.wordpress.com/2016/05/30/como-formam-se-os-precos-e-os-casais/

  • Perfeito! Pelo entendimento desses, e dessas, imbecis, todo homem é um estuprador em potencial, esquecendo-se que ele tem mãe, irmãs, filhas…Esse pensamento rasteiro, primitivo, equivale a dizer que “toda mulher é puta”, o que é uma óbvia mentira. Como você bem disse, o estupro deve ser tratado como qualquer outro crime: individualizado na pessoa do estuprador, e não em abstrações inócuas, que só servem às ideologias manipuladoras de esquerda.

    • Ignoras o fato de que a maioria dos estupros é feito por pais, irmãos, padrasto e esposos contra suas familiares. Rateiro é seu nível de entendimento e mesmo assim criticas um senhor que ao menos procurou saber o básico sobre o assunto antes de vir aqui palpitar. E , NENHUMA mulher é puta. É uma mulher, uma pessoa. Quando muito pode ter o sexo como atividade remunerada. Assim, pessoas como você podem ter a oportunidade de encostar nela, ainda que apenas pagando e jamais como digno do afeto ou admiração dela.

      • Flavio Morgenstern

        Então as mulheres que se dizem putas não são putas, apenas têm o sexo como atividade remunerada? Sabe, isso explica bastante as falhas do seu pensamento. Aliás, da esquerda mundial de cabo a rabo.

        • Xande Figueiredo

          hahaha, show! Só na porrada para combater o exército de zumbis que nos rodeia! Parabéns pelo artigo.

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