A hashtag #PrecisamosFalarSobreAborto dominou o Twitter. Por que a esquerda, que começou defendendo "proletários", hoje tanto prega o aborto?

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Hoje bombou no Twitter a hashtag #PrecisamosFalarSobreAborto. A temática do aborto deixou de ser periférica ou juízo de valor em meio a propostas mais concretas, por seu apelo popular quase nulo, para estar sob os principais holofotes dos debates políticos. A esquerda empurrou a agenda progressista do aborto para o proscênio, dando a impressão hoje de que não há tema político mais urgente na boca do povo do que a legalização do aborto.

O maior filósofo político de todos os tempos, Eric Voegelin, recomendava o exercício da Anamnese, o “esquecimento” das nossas próprias convicções e idéias estabelecidas, para conseguirmos enxergar a realidade de maneira mais pura, buscando a origem de nossos pensamentos – aquilo que Thomas Sowell demonstra bem sobre idéias de direita e de esquerda em Conflito de Visões. Parece que o caso com o aborto nunca foi feito no Brasil.

Proletários vendem a prole

A esquerda surge da idéia de que a Revolução Industrial permitiu um avanço em relação à aristocracia feudal, mas gerou uma nova classe social: os proletários, pessoas que só tinham a prole para “vender” como força de trabalho, na miséria associada à Revolução Industrial.

O mundo anterior à industrialização, contudo, era um mundo em que tais crianças nasciam e morriam às pencas no ambiente agrário e de “harmonia com a natureza” sem penicilina e tantas invenções da Revolução Industrial, sem as quais uma simples infecção ou virose geraria uma morte lenta e dolorosa.

A mortalidade infantil pré-Revolução Industrial em algumas regiões européias ultrapassava os 80%. Aquelas crianças que vemos em filmes que formam nosso imaginário (e, por conseguinte, nossos sentimentos) sobre o “horror” da Revolução Industrial eram, na verdade, sobreviventes. A industrialização e suas benesses permitia que a tradicional extensa prole campesina sobrevivesse, o que nunca foi esperado pelas camadas desassistidas da população.

É a primeira lição que Ludwig von Mises, o maior economista do mundo, ensina em suas palestras para não economistas, compiladas no opúsculo As Seis Lições. Com a definição correta dos termos, a mágica do sentimentalismo da visão até hoje ainda derivada do marxismo se obnubila. Ao contrário do apocalipse profetizado por Marx, ao invés de os ricos ficarem mais ricos e os pobres mais pobres com o capitalismo, a renda média do trabalhador inglês foi multiplicada por 40 em um século de Revolução Industrial.

Contudo, o apelo psicológico em falar de “proletários”, mesmo quando eles rapidamente deixaram de existir (não sendo sinônimo de “pobres”), permanece. Até Ernesto Laclau, marxista argentino envolvido nos modelos de agitação política como junho de 2013, hoje preconiza que é o discurso que cria a classe, já que elas não existem na vida real. Assim, qualquer rico pode se considerar “proletário” para manter a propaganda.

Mas como uma ideologia que nasceu com o apelo ao sofrimento da prole pode, no golpe seguinte, defender o aborto como uma causa progressista?

O Estado se torna maior do que a família

Mesmo naquilo que foi chamado de Absolutismo pelos historiadores, o núcleo da sociedade permaneceu sendo a família. Já no Manifesto Comunista, Karl Marx e Friedrich Engels diagnosticam que a nova sociedade progressista precisa retirar o poder da família, com todos os seus valores tradicionais, para transferir toda a organização social para o Estado. Os filhos não seriam mais criados por pai e mãe, amando avós e parentes, mas sim em barracões, coletivamente, como “companheiros”.

O “modelo de gestão” tentou ser aplicado já no início da Revolução Russa: Orlando Figes, talvez o maior estudioso contemporâneo do período soviético, conta em Sussurros: A vida privada na Rússia de Stalin, que a tentativa de aplicar o socialismo na Rússia agrária sempre esbarrava na família, famélica, mas rigorosamente contrária ao totalitarismo socialista:

Como viam os bolcheviques, as famílias eram o maior obstáculo à socialização das crianças. “Por amor a criança, a família a torna um ser egotista, encorajando-a a ver-se como o centro do universo”, escreveu a pensadora educacional soviética Zlata Lilina. Teóricos bolcheviques concordavam com a necessidade de substituir esse “amor egotista” pelo “amor racional” de uma “família social” mais ampla. O ABC do comunismo (1919) vislumbrava uma sociedade futura na qual os pais deixariam de utilizar a palavra “eu” em referência a um filho, pois se importariam com todas as crianças na comunidade. (…)

A noção pedagógica de hoje, como o debate público brasileiro escancarou, voltou ao modelo soviético que nem mesmo a União Soviética conseguiu consubstanciar. Pedagogos do porte de Marilena Chaui repetem o que apenas a China maoísta e a Coréia Norte dos Kim conseguiram levar a cabo.

Em uma sociedade em que o Estado, e não o núcleo familiar, é controlador e diretor, a empatia pelos entes e pelos infantes e mais fracos, o “amor egotista”, é substituída pelo pragmatismo do planejamento central, o “amor racional”. Nesta sociedade, o valor do indivíduo não é mais sentimental, como na aristocracia ou no romantismo: o indivíduo é visto como peça de uma engrenagem, pela sua utilidade para o sistema.

Se um indivíduo não poderia ser produtivo – por exemplo, nascesse com deficiências de mobilidade – seu destino era ser abortado da sociedade. Ao invés da empatia, do pathos – a paixão cristã, o “Vinde a mim, todos cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei” (Mt 11:28) –, tratava-se antes de auferir o indivíduo pelo seu valor para o Estado, como ser produtor e trabalhador para a sociedade comum.

O racionalismo da Revolução Francesa até a Revolução Russa esquece-se que racionalmente, há argumentos para mandar deficientes físicos, filhos indesejados, idosos e doentes para a vala comum. O que os mantém vivos nas sociedades judaico-cristãs não são argumentos: é a empatia.

Da mesma forma que a escravidão permitia condições sub-humanas para os escravos negando sua vida, o Estado diretor pode negar o valor de “vida” a qualquer “amontoado de células” que julgar conveniente, escorraçando a família a uma cria do capitalismo – para Marx, a família só existe para proteger a propriedade; a Escola de Frankfurt que nota o erro e inverte a noção marxista de infra-estrutura e superestrutura, passando a atacar a família, e não a propriedade, ao perceber corretamente que esta que só existe para proteger aquela.

Rapidamente, com a noção de sagrado e profano imiscui-se em uma só, a vida se torna matéria-prima (“força de trabalho”), gerenciada em planilhas e os Estados totalitários e seu controle social absoluto legalizam o aborto com rapidez espantosa. Esta é uma das críticas de Nassim Nicholas Taleb em Antifrágil: coisas que ganham com o caos: sistemas baseados em alma, e não apenas em pele, acabam possuindo uma moralidade e um arranjo social incrivelmente superior.

Nossa pedagogia, que de Zlata Lilina a Marilena Chaui (ambas ainda em nível pré-Escola de Frankfurt) se foca tão fortemente na destruição da família para o controle estatal absoluto, acha estranho a noção de que o nazismo, mesmo sendo abreviação de nacional-socialismo, seja uma espécie de socialismo (foi apelidado a posteriori de “extrema-direita” justamente por socialistas como E. P. Thompson, um dos que notou ser impossível distinguir na realidade proletários de burgueses).

O nazismo, “gêmeo heterozigoto” do socialismo, segundo feliz expressão do historiador Pierre Chaunu, praticou exatamente o mesmo que o socialismo com sua sociedade dirigida, apenas seguindo o “princípio do nacionalismo”, como explica o fascista convertido do socialismo Robert Michels.

Para os nazistas, os “elementos estrangeiros”, como judeus e ciganos, seriam uma não-vida, algo inútil e improdutivo (ciganos) ou êmulo do sistema (judeus e seu capitalismo mercantil burguês). Como mesmo “arianos” com deficiências físicas, no sistema de guerra, eram vistos como pouco menos do que cartas a serem descartadas, a “solução final” para judeus e ciganos não poderia ser muito diferente de um aborto coletivo, uma eutanásia en masse.

Socialistas e nacional-socialistas, voltando à adoração aos rituais de sacrifício de Moloch, passam à admiração exabundante do corpo. Uma das primeiras medidas de ambos é a legalização do sacrifício de “fetos”, considerados “não pessoas” para o sistema. O aborto, ao contrário do que a propaganda de esquerda tenta fazer crer, nasce como uma proposta racista.

Aborto e racismo

Se o Estado deve gerir a sociedade, e não mais o “amor egotista” da família e seus valores ultrapassados geridos pelo “capital” e pelo “ópio do povo”, a pragmática de uma “vida profissional” se sobrepõe à sacralidade de uma vida. Além dos argumentos hedonistas, que determinam a tônica do debate político contemporâneo, o argumento é defendido pela ótica de que uma mulher não é obrigada a dar continuidade a uma gravidez indesejada.

É a linguagem totalitária, como estudada por Viktor Klemper sobre a Linguagem do Terceiro Reich, com um eufemismo forçoso para “matar uma criança no útero”, transmutada para um agradável e singelo “interromper uma gravidez”, como se interrompe uma música desagradável no rádio.

Pesquisa no Google sobre "interromper a gravidez" (aborto)

O paradigma para o aborto no Ocidente, contudo, não poderia se espelhar no totalitarismo socialista ou nacional-socialista. Prefere-se então olhar para o mundo livre, usando-se sempre como exemplo da “normalidade” do aborto a sua prática no coração do capitalismo: a América.

O aborto nos Estados Unidos é permitido até qualquer momento até o nascimento. Estima-se que mais de 1 milhão de abortos são realizados anualmente. Como lembra a página Escolástica da Depressão,

O aborto foi extensamente legalizado depois da farsa Doe x Bolton e Roe x Wade, onde Mary Doe, que era de origem humilde e sem instrução, foi pressionada pela advogada e por sua mãe a abortar seu quarto filho. Já Jane Roe mentiu ter sido violentada e foi militante abortista por anos, hoje trabalha para esclarecer as mulheres sobre as conseqüências de se fazer um aborto.

Roe x Wade é um caso estudado no mundo inteiro não pelo seu conteúdo, mas pela forma: foi o maior caso de ativismo judicial da História, quando juízes inventam leis de estro próprio, que não foram debatidas, eleitas e decididas pela população.

O que pouco se comenta é que a farsa, nunca “desfeita” mesmo depois de o público descobrir a tramóia que permitiu a jurisprudência para o aborto ser legalizado, tinha como objetivo o aborto de negros, para que se diminuísse seu percentual na população. Continua a página:

A Planned Parenthood é a maior clinica de aborto do mundo e foi acusada recentemente de vender as partes do corpo de bebês abortados, inclusive preferiam abortos cujo crânio do feto fosse preservado, pois o valor era mais alto.

A Planned Parenthood foi criada pela feminista Margareth Sanger. Sanger era membro da Klu Klux Klan, declaradamente racista, tinha como objetivo em fundar a clinica de abortos para reduzir a população negra americana. Hoje a maioria das clinicas da PP se encontra nas periferias onde predomina negros.

A esquerda americana, com o mesmo vezo pelo controle da sociedade que os soviéticos ou os nazistas e suas ganas pelo aborto, também queria controlar a população.

Sem os floreios “multiculturalistas” que a propaganda revolucionária ganha no exótico Terceiro Mundo, a esquerda americana, que já foi contra o fim da escravidão (o Partido Republicano foi criado para abolir a escravidão, o que conseguiu com Abraham Lincoln), os indivíduos “improdutivos” da sociedade dirigida, do “amor racional” e da “causa social” eram reconhecidos como a população negra, sempre se focando na alta criminalidade encontrada em bairros negros.

Para a massa falante brasileira, acostumada a associar “racismo” imediatamente à direita conservadora (sem perceber que Lincoln aboliu a escravidão na América e o maior conservador brasileiro, Joaquim Nabuco, foi o líder abolicionista no Brasil), ainda acreditando que o nazismo é uma “extrema-direita” (como se eles próprios assim se enxergassem e se definissem), é chocante perceber que a Ku Klux Klan era e é, na verdade, um braço paramilitar do Partido Democrata, que enxerga nos negros “parasitas” de um sistema social, algo como “não merecedores do Bolsa Família” que querem para si. Tal como os nazistas, são chamados de “extremistas de direita”, sem terem qualquer conexão com a direita, os conservadores ou o Partido Republicano.

O historiador George C. Rable define que a KKK só foi “descartada” pelo Partido Democrata quando falhou como braço armado para derrotar os sulistas Republicanos, e sua apreciação por God, Family, Country.

O historiador Eric Foner declara sem meias palavras que a Ku Klux Klan é “uma força militar servindo aos interesses do Partido Democrata”. O líder da KKK Nathan Bedford Forrest declarou ainda no século XIX que os principais inimigos da Ku Klux Klan eram as Union Leagues do Partido Republicano na Guerra Civil ou o governador republicano William Gannaway Brownlow. Desconhecendo completamente a verdadeira história, a esquerda brasileira, que tanto grita “vá estudar História”, acredita que basta associar “racismo” à direita e crer que a KKK é um grupo de extrema-direita, a um só tempo em que defende o aborto, a tônica da própria KKK.

Para a moralidade esquerdista, dessacralizada e racionalista (ao contrário do que seus críticos usualmente afirmam, a esquerda é mais “intelectual” do que a direita, mas tenta intelectualizar e “problematizar” até o valor indiscutível da vida), tudo se resume a uma injustiça de poderosos privilegiados contra oprimidos explorados. Daí surge a grita por feminismo, ou contra preconceitos, cada vez menos delimitados.

É normal hoje ver o movimento negro, anti-racista, gritar que o aborto deve ser legalizado pois muitas mulheres negras morrem fazendo abortos clandestinos. Sem notar que ignoraram a vida de seus filhos, acabam comprando uma propaganda que veio diretamente da Ku Klux Klan para fazer o controle populacional da população negra, aquela que seria “mais criminosa” por ter mais filhos.

Entre o feminismo e o racismo, quando colocados na realidade lado a lado, como fica o discurso progressista para defender o aborto?

Aborto e o globalismo de George Soros

A idéia da sociedade dirigida e controlada pelo Leviatã moderno em escala global não é estudada no Brasil. Trata-se do globalismo, que já apresentemos no 10.º episódio de nosso podcast: Não é você que pensa o que pensa – George Soros pensa por você.

Uma hashtag como #PrecisamosFalarSobreAborto não dispara para o primeiro lugar dos Trending Topics do dia para a noite sem planejamento, pela “horizontalidade” das redes. Basta ver quem teve um planejamento estratégico para usá-la e repeti-la, para o público em geral crer que ele próprio é que pensou na questão e foi protagonista de seu destino e dono de suas próprias idéias. Mais uma vez, a página Escolástica da Depressão:

George Soros, um metacapitalista americano, financiador a PP, da candidata à presidenda dos EUA Hillary Clinton, financia também grupos militantes pela legalização do aborto, como “Católicas” pelo direito de decidir, Mídia “Independente” Ninja e Quebrando o Tabu. Qual o interesse dele na legalização do aborto no Brasil?

Sob argumentos “científicos” como “se não há sistema nervoso desenvolvido, pode abortar”, pesquisas financiadas por fundações globalistas, como a Open Society, sempre chancelam a prática do aborto como normal, natural e mesmo saudável. Seu linguajar é sempre eufemístico, ultrapassando as raias do ridículo, como falar em “controle geracional” para não usar a temível palavra aborto. Suas “conclusões” científicas são aquelas que aparecem coincidentemente em sites e blogs progressistas antes de qualquer publicação científica onde possa haver debate.

Por fim, mais um parágrafo da Escolástica da Depressão:

Dr. Bernard Nathason, conhecido o Rei do Aborto, responsável por mais de 50.000 abortos nos EUA, ele afirmou que eles mentiam dados, inflavam o número de aborto para afirmar que era caso de saúde pública.

A sociedade de controle total pode não ter mais a forma soviética: planificação total da economia (George Soros não é senão um hiperinvestidor), Gulags e o totalitarismo aberto. Mas basta analisar a linguagem moderna, “livre”, que sabe o quão ridículo é se definir como “comunista”, mas defende ainda o mesmo que os pedagogos soviéticos cada vez mais desabridamente na sociedade para pregar rigorosamente o mesmo.

É uma nova forma de 1984, de George Orwell. O ministério da Verdade de 2016 é feito pela própria Rede Globo, para que a esquerda grite no segundo seguinte que “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”, que divulga o mesmo globalismo de George Soros.

Enquanto a esquerda usa pais de família pobres como propaganda, prega entre os seus a destruição da família para seu objetivo de controle social total.

Enquanto a esquerda grita contra o racismo, prega um modelo de controle populacional para diminuir o percentual de negros, até apoiando-se no argumento racista da criminalidade futura.

Enquanto a esquerda fala em “feminismo”, ignora a feminilidade mais suprema: a maternidade e a empatia por um filho.

Enquanto a esquerda prega a defesa do oprimido sem privilégio, prega a matança da minoria mais desprotegida que existe: uma criança na barriga da mãe, enxergada apenas como um “amontoado de células”, como os nazistas enxergam os judeus.

Veja também:

Blood Money, documentário sobre a indústria do aborto e a ideologia eugenista e racista do feminismo abortista:

– Lula mentindo sobre o números de aborto:https://goo.gl/dX0XA5

– Isabella Mantovani – Dados sobre o aborto:https://goo.gl/T1k5H1

– Dados aborto nos EUA: https://goo.gl/mFri9s

– A farsa do Roe versus Wade e Doe versus Bolton https://goo.gl/9r5iPE

– Dr. Bernard Nathanson expõe as mentiras pró-aborto https://goo.gl/Frjvwj

Desejo de Matar: http://www.olavodecarvalho.org/semana/980122jt.htm

Lógica do Abortismo: http://www.olavodecarvalho.org/semana/101014dc.html

– Abortion and Race – For decades, abortion has disproportionately targeted minority babies: http://www.abort73.com/abortion/abortion_and_race/

– Remembering Planned Parenthood’s racist founder on the anniversary of Roe v Wade: http://poorrichardsnews.com/remembering-planned-parenthoods-racist-founder-on/

– The racist roots of Roe v. Wade: https://www.lifesitenews.com/opinion/the-racist-roots-of-roe-v.-wade

– The Truth About Roe v. Wade: http://www.toomanyaborted.com/roevwade/

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  • Enéas Carneiro

    PQP tem que ser muito FDP pra ser abortista.

  • Rafael Guzzo

    Flávio, boa noite!
    Pesquisei a história de margareth sangerr e é errado afirmar que ela era membro da Kkk.
    Ela descreve na sua autobiografia que deu um discurso para o braço feminino da kkk de uma cidade americana, e conta como foi levada até o local, como achou tudo muito estranho etc. Óbvio que isso diz muito sobe o caráter moral dela, mas ela definitivamente não era membro da organização.
    Ela tem no entanto vários comentários racistas, ou pra ser mais específicos eugenistas, sobre birth control para a construção de uma raça mais forte. Principalmente no seu livro woman and the new race.

    Abraços!

    • Rafael, achei estranha a afirmação de que eu tivesse dito que a Sanger era da KKK. Agora que notei que é a citação de uma página. O erro é verdadeiro, mas como é uma citação, manterei no texto, com a sua correção para avisar. Muito obrigado!

      • Rafael Guzzo

        De nada Flávio, muito embora eu me identifique mais com o libertarianismo, acompanho regularmente o site, até por me alinhar moralmente com o conservadorismo.
        Gosto muito do trabalho de todos aqui, e leio quase todos os seus textos. Uma pena que não tenho tempo pá ler todos os livros que cita!
        Mas nesse artigo, achei um pouco forçada a relação Kkk com o aborto! Não me oponho a ideia de que a kkk era realmente muito próxima dos democratas durante a guerra civil. E obviamente os movimentos feministas pro aborto também eram estreitamente relacionados com os democratas, e como vemos nos escritos de Sanger, bastante eugenicos, e preconceituosos.
        Até consigo entender que membros da kkk se é encantassem com as ideias de Sanger, pelo teor eugenicos delas. Mas de modo geral os representantes da kkk iam mais para o lado de ante aborto não? Cito como exemplo o partido dos cavaleiros(visto como derivado da kkk) que é contra o aborto americano.
        Por isso gostaria de perguntar:
        Temos evidências do posicionamento da kkk em relação ao aborto?
        Temos coisas que mostrem a relação dos democratas com o kkk tirando o caso a favor da escravidão, e mais importante de lá pra cá?
        Abraços!

        • Rafael, há evidências sim. Ainda pretendo escrever mais a respeito. Sugiro que veja o filme Hillary’s America, do Dinesh d’Souza, que apesar de ter uma linguagem muito, digamos, caps lock, é ótimo em referências. Mas eles realmente fizeram até mesmo campanhas para esterilização de negros. Vou escrever e deixar mais algumas referências depois.

  • Camila

    Por que eu demorei tanto para ler esse texto??
    Uau!!!
    Foi arrasador!
    Semana passada o STF decidiu que uma padre teria que indenizar as mães por impedir um “parto antecipado”

  • Flavio

    Ludwig von Mises, o maior economista do mundo? O homem que achava que a depressão dos anos 1930 foi causada por sindicatos, e que modelos econômicos e econometria são inferiores às suas ideias a priori? Meus Deus…

    • Sugiro que vocês tentem ao menos disfarçar as palavras. Qualquer um nota que vocês não leram Mises. Afinal, se incomodam loucamente com um economista com uma teoria profundíssima e toda hora citam só o resumão que se lê em 2 minutos na Wikipedia. Podem enganar seus amiguinhos que tampouco lêem algo, mas não quem conhece Mises. 😉

      • Flavio

        Eu não sou vocês (socialista, petista, mav, etc). Pelo contrário.

        Sou apenas um cara que estudou economia de verdade, inclusive modelos matemáticos, não o trabalho risível de do Mises. Se tu quiseres ler um economista de verdade que seja conservador, tente Greg Mankiw ou Milton Friedman, ou mesmo o Robert Lucas. Sem ler um livro texto básico, como por exemplo o do Mankiw, você não saberá a razão do Mises não ser levado a sério por nenhum banco central ou ministério da fazenda do mundo, instituições das quais ele nem sequer reconhecia a necessidade.

        Abraços e continue o bom trabalho

  • Vasco Moreira

    Em Portugal o número de abortos tem vindo a diminuir de ano para ano. Só houve um aumento nos primeiros tempos após a legalização. Depois foi sempre a diminuir:
    https://www.publico.pt/sociedade/noticia/abortos-feitos-ao-abrigo-da-lei-voltaram-a-diminuir-em-2013-1635600

  • Denilton

    Nem Mises, nem Keynes. Myrdal e Kahneman.

  • leonardolnm

    Não ofendeu. Tenho nenhum MIMIMI não hahaha.

    Entendo seu ponto de vista. Mas no jogo dos argumentos devemos, com leveza, abrir espaço à contestação dos nossos também.

  • Suelen

    mm

  • Suelen

    Eu adoraria vir aqui e ler algo que fugisse realmente do senso comum e me fizesse acreditar que a legalização não é a melhor solução, mas infelizmente não foi dessa vez.
    O que você fez foi basicamente pegar discursos superficiais da esquerda, do movimento feminista e mostrar os seus contra argumentos. Eu concordo que o jargão “meu corpo minhas regras” de certa forma deixa o discurso sobre aborto/legalização muito artificial. A mulher que realiza, tá longe de ser a do tipo: vou fazer pq o corpo é meu e eu faço o que bem entendo dele. Se existe mulheres assim? Bem provável, mas acredito ser uma porcentagem quase que insignificante. A mulher periférica realiza o aborto por diversos motivos bem mais profundos do que isso. Motivos que estão muito mais ligados com questões sociais como questões financeiras, falta de apoio da família, abandono do parceiro etc, do que algo tão egoísta que representa essa frase. A mulher periférica se quer tem acesso e tá levando em consideração as ideias feministas, essa frase representa e muito menos o que é Klu Klux Klan, Planned Parenthood etc. O buraco é bem mais em baixo. Eu adoraria que ninguém precisasse passar por tal procedimento e que as pessoas fossem conscientes o suficiente pra se prevenirem, mas a realidade é outra. Se a não legalização é a solução, o que vem junto com isso? Pq só a não legalização nós já temos e devemos concordar que não tá sendo nada eficiente. O texto é interessantíssimo, trouxe informações que nunca tinha ouvido falar, mas me pareceu academicista e muito distante da realidade.
    Obs: Parabéns pelo site, tenho acompanhado assiduamente.

    • Primeiro, este debate político nunca aprofundou-se seriamente, pelo contrário, costuma ser imposto de cima para baixo (da mesma forma como, por exemplo, foi o marco civil da internet). Mesmo nos EUA isto foi fruto do fiat de um escalão de juízes.

      E a “profundidade” de tais questões está longe de ser razão suficiente para liberar aborto on demand.
      Primeiro, porque estritamente de acordo com a lei e com os próprios princípios da Constituição brasileira, matar não é uma solução válida para a diminuição das disparidades sociais.
      E segundo: este tipo de atitude implica limpeza étnica. Costumo sempre citar: na Alemanha nazista, a lei permitia aborto a judias ou ciganas, mas punia com prisão o aborto de ‘arianos’. E hoje em dia a população negra é a que mais aborta. Não tem como não ver isso como uma agenda de destruição do povo negro – e o aborto não vai fechar esse ciclo, não adianta.
      E terceiro: quer mesmo algo que vai contra o “senso comum”? Eis: o aborto está diretamente ligado ao aumento das taxas de miséria e criminalidade.

  • Luciano

    “Parei de ler quando ”
    “li em algum lugar que ” ,
    “primeiramente” ,
    “fora temer”,
    “meu corpo, minhas regras”,
    “é gópi”
    não vai ter clichê!
    e, finalmente,
    “vai estudar história”
    !

  • Poxa, belíssimo argumento. A propósito, tradutor e prefaciador de Ludwig von Mises desde bem antes dessa notícia, prazer.

    • Arnold Silva

      Legal, fera. Quer um parabéns por isso?

  • Ricardo Bordin

    Esquerdistas apoiam a estimulação sexual desde a mais tenra infância; que gera gravidez precoce indesejada; que vai levar a adolescente a abortar. Lógica e Esquerda são como água e óleo mesmo…
    https://bordinburke.wordpress.com/2016/09/29/duas-declaracoes-de-campanha-polemicas-mas-nem-tanto/

  • Felipe de Paula

    Esse ótimo e necessário artigo serve de modelo para provar que as causas esquerdistas são em si mesmas as próprias provas contra a sua “estrutura criminosa”. É tanto esperançoso quanto também o é triste saber que é necessário um artigo dessa magnitude para ensinar que o que é mau/mal na verdade é mau mesmo.

  • Luar de Morais

    Muito bom! Um texto que aprofunda o tema, indo muito além do óbvio.

  • leonardolnm

    Compreendo o ponto de vista de quem – por convicções morais, religiosas ou políticas – se posiciona contra a ampliação das possibilidades legais de aborto.

    Por outro lado, não concordo que se demonize ou trate com desdém o drama sem tamanho das mulheres ou famílias que optam por esse caminho.

    Falam como se as mulheres que abortam fossem todas umas loucas irresponsáveis que saem dando por aí, engravidando e fazendo o procedimento em série [“ahh, goza na cara dela” como disse um comentário aqui]. Mas a mulher que vai abortar, ou um dia abortou, é principalmente sua irmã, sua tia, sua, sua mãe, sua namorada… pessoas, do mundo real e comum.

    Não penso que elas devam estar em um açougue, sofrendo, sendo multiladas e depois perseguidas, pela polícia, por nós aqui. Ou na pior das hipóteses morrendo.

    Obviamente é preciso situar que o bebê que está ali também é um ser humano, frágil e que, SIM, vai ser morto. Não tem como relativizar isso. Por isso entendo os conservadores e religiosos, mas talvez fosse possível estabelecer critérios minimamente humanos que conservassem tanto a dignidade do feto (adotando um espectro que considerasse um nível de desenvolvimento impeditivo do procedimento, nunca maior que 1 mês, por exemplo), quanto o apoio à saúde da mulher durante e após o procedimento.

    Sempre vai ser problemático, mas em última análise, pra mim, trata-se de uma questão totalmente de foro íntimo e que tem que ser vista caso a caso. Mas não é lícito ao Estado virar as costas para essas mulheres, pessoas comuns do mundo real.

    • Ricardo Bordin

      “Foro íntimo” é quando só envolve um indivíduo. Não é o caso, viu – ninguém consultou a vontade do feto. Se não tem mesmo como criar, dá pra adoção que tá cheio de casal infértil querendo adotar. Faz esse textão pra defender “pessoas reais”; adivinha só feministo: o abortado também é uma! Pelo teu critério, posso matar um parente meu que tenha ficado vegetando por um derrame, correto? Agora vai lá comprar comprar uma agulha de croché e corre socorrer tuas amigas que engravidaram “por azar”, ou pior, por acidente – tropeçaram e caíram peladas em cima de um………

      • leonardolnm

        Ricardo, eu não sou feministo, concordo com com algumas das reivindicações mais sérias das feministas, mas vejo que grande parte do que elas propugnam é pura besteira.

        Pela sua resposta, vi que você tem uma visão já bastante formada sobre assunto. Então, acho que não vale muito a pena discutir, já que o direcionamento da conversa rumou pra ofensa pessoal, porque penso diferente.

        Para finalizar, apenas reforço o argumento de que o Estado não pode dar as costas a essas mulheres (mães, irmãs, primas, tias, namoradas), independentemente da minha ou da sua opinião.

    • Rafael Guimarães

      Amigo, você diz que não tem como relativizar que o bebê que está ali também é um ser humano e que, sim, vai ser morto, para imediatamente em seguida você mesmo relativizar estes dados e sugerir um método de aborto. No mais, argumentar que não é lícito ao estado virar as costas para “essas mulheres” quer dizer duas coisas: 1) “essas mulheres” não têm mais qualquer dever de arcar com as consequências de seus atos, tornado-se o Estado um garantidor de uma estilo de vida no qual as pessoas não tenham mais qualquer responsabilidade pessoal ou moral por um ato que naturalmente gera outro ser humano. 2) “Mundo real”, até onde sei, é onde vivem os fetos, já que os mesmos não existem como abstração ou ente imaginativo (a menos que você considere que “mundo real” é só aquilo que está fora dos úteros das mulheres, sendo o interior destes ou a existência concreta do feto algo que possa ser ontologicamente suprimido da existência). 3) “Foro íntimo” é algo que não pode, por definição, ultrapassar a fronteira existencial de alguém, sendo que por definição o aborto é suprimir a vida de outrem.

      • leonardolnm

        Oi Rafael,

        Penso que existe um limite para o humanamente aceitável, nessa matéria. Seu limite é zero, o meu vai um pouco além, o de outras pessoas não sei.

        Estou falando do alto de um ponto de vista pessoal, não estou dizendo que o mundo tem que ser assim, mas acho que a decisão tem que ser de quem vive a situação na prática.

        Em relação ao seu argumento 01, não acho que se trate categorizadamente de pessoas inconsequentes. Recuperei uma pesquisa de 2010 da UnB, que traz alguns dados interessantes, se não quiser ler tudo veja apenas os gráficos que mapeiam a situação: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3404

        Quanto ao argumento 02, usei a expressão “mundo real” não no sentido filosófico, mas apenas pra contrapor a ideia de que a mulher que porventura aborte é um fornicadora safada que fica sentando em paus o dia todo, a ideia é que a mulher do mundo real é “minha mãe, namorada, tia” etc, como mostra a pesquisa da UnB.

        A abordagem ontológica sobre a vida também é interessante, mas eu teria que estudar mais pra falar disso com você. Mas não podemos deixar de considerar alguns outros prismas do debate, os quais inicialmente penso nos seguintes termos:

        – abordagem religiosa cristã: totalmente contra

        – abordagem moral: discutível
        – abordagem da saúde: aceitável
        – abordagem política: discutível
        – abordagem filosófica: discutível
        – abordagem científica: discutível

    • Urlan Salgado de Barros

      Mencionar saúde da mulher em relação a uma criminosa que mata um bebê tem tanta coerência quanto pedir saúde para um assaltante que pode ser morto por entrar numa casa do cidadão de bem. Quero saúde às mulheres que estão sofrendo nos hospitais por causa desse Sistema Único de Saúde horrível, que só consome os impostos da população de baixa renda.

  • Jo Maia

    Somente uma pessoa com propensão a sentimentos inferiores é capaz de ser a favor de prática tão desumana.

  • Arnold Silva

    Parei de ler no momento no momento em que li “Ludwig von Mises, o maior economista do mundo”.

    • Ah, sim, argumentaço, agora fiquei até com vergonha de Mises, já que você, que leu toda a obra do cidadão, o considera do segundo maior economista do mundo pra baixo. Desculpa, já estou me chicotando.

      • Arnold Silva

        Tá boa, santa?

        • Lucas Monteiro

          Parei de ler quando percebi que os argumentos eram contrários à minha crença política e fiquei putinho, assim consigo preservar meu posicionamento, claro, sem nunca testá-los com o contraditório e sair inteligentão. Boa campeão!

          • Samarone

            Vcs acham mesmo que são páreos para a frase “Parei de ler no momento…”. Toda a pesquisa feita é derrubada, todos os dados coletados são inúteis. Enfim, todo argumento cai por terra quando uma frase como essa é utilizada. Tolinhos!

      • Stella Mota

        Só uma pergunta, para Misses, existe o conceito da necessidade? Ou ele acha que demanda é inerente ao ser humanos (ninguém cria demanda?)?

  • Jonny Hawkye

    Ótimo texto!
    O mais engraçado é que tem um monte de mulheres que defendem o aborto querem transar sem se preocupar em usar contraceptivo na hora!
    Ou seja, não tem problema se o cara não tem camisinha, é só meter!
    Queria ver se o SUS comece a dar operação de graça de “laqueadura” e “vasectomia” para quem é a favor do aborto.
    Aposto 80% dessa ladainha iria parar afinal esses poderiam transar sem se preocupar em procriar!
    Aliás esses não procriando até fariam um favor para a humanidade….

  • Hely Heck Junior

    A maior incoerência nesta polemica é quando encontro “liberais” defendendo o aborto em nome de uma suposta “liberdade de escolha”…não percebem que estupram a lógica e a razão defendendo justamente o oposto: “a tirania da vontade”, legitimando a imposição do desejo de um indivíduo mais forte sobre um mais fraco, incapaz de se defender. Liberdade só pode existir se for igual para todos, quando o outro tem a mesma liberdade de escolha que eu. “Minha liberdade termina onde começa a do outro”. Como liberal, serei contra o aborto até que a ciência comprove, sem sombras de dúvidas, que um feto não é um ser humano, que não passa de um apêndice ou de um tumor que pode ser extirpado sem ferir um outro valor universal: O Direito à Vida.

    • A Ciência é incapaz de demonstrar tal coisa, por dois motivos:
      * A Embriologia já diz desde sempre: a fusão entre os gametas é o marco zero de um ser daquela espécie. Isso vale para porcos, papagaios, macacos, caracóis, minhocas, o que seja.
      Então a Ciência jamais poderia afirmar que aquele ser não é humano;
      * Principalmente: não há meios de a Ciência realizar questionamentos morais. É impossível colocar um assassinato numa lâmina histológica.

  • João Marcos

    Flavio,
    As informações sobre a origem da KKK (um MST/CUT/PSOL dos Democratas americanos) são INÉDITAS aqui no Brasil. Parabéns!

    Um dia você poderia entrevistar algum especialista em embriologia para nos contar qual o estado atual das pesquisas sobre a vida embrionária, quem são os maiores financiadores e sobre planejamento familiar FORA do tradicional “pílula, camisinha”. Dá até pra falar da suspeita de contaminação ambiental causada por EE-2 (o hormônio sintético da maioria dos anticoncepcionais). É um assunto intrigante.

  • Juliana Amato

    Consegui finalmente terminar de ler. Vou compartilhar!
    Ótimo texto, obrigada.

  • Vitor Sacramento

    Certamente um dos melhores artigos do site. Parabéns pelo trabalho.

  • Diego Web

    Seus textos são fodasticos.

  • Diego Web

    fgsdf

  • Mas essa é uma das honras mais gigantescas que já tive por escrever! 🙂

  • Obrigado, Juliana, ficou mesmo muito melhor. Já corrigi!

  • Ricardo Bordin

    Eu acompanhei alguns minutos a evolução dessa hashtag no twitter. Eis a contribuição que deixei lá para aquele debate:

    “Comprovadamente o melhor método contraceptivo já inventado: gozada na cara! Esquece aborto e vai lavar o rosto!”

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/09/28/armas-matam-e-spray-de-pimenta-e-fascista/

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