Liberais liberando

Se o PSL não usar fundo partidário para o CPAC, o dinheiro vai para partidos de esquerda

Está na lei, é uma obrigação: ou se usa o dinheiro público do fundo para formação, ou o dinheiro é redistribuído entre partidos inimigos

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Uma narrativa bem burrinha tem feito exatamente o efeito que narrativas bem burrinhas causam: convencem pessoas bem burrinhas de algo pela mera impressão imediata, irrefletida como um chute pós golpe no joelho. É a narrativa de que o CPAC Brasil, maior evento conservador do mundo, foi “financiado com dinheiro público” e, portanto, teria “os mesmos métodos” da esquerda e seu criminosíssimo Foro de São Paulo.

Ora, o evento, dentre outros financiadores, foi pago com dinheiro da Indigo, a fundação do PSL. Todo partido é obrigado por lei a ter uma fundação.

Esta verba, também por obrigatoriedade da lei, tem de ser destinada para fins específicos. De acordo com a lei 9.096/95, art. 44, inciso IV, é obrigatório que este dinheiro seja aplicado:

IV – na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política, sendo esta aplicação de, no mínimo, vinte por cento do total recebido.

Ora, podemos (e nós, particularmente, somos) contra o fundo partidário obrigatório. Ou seja: dinheiro público. Mas afirmar que o CPAC “tem os mesmos métodos da esquerda” é ou desonestidade, ou burrice.

Foi a narrativa que o MBL, aquele que terá Michel Temer no próximo Congresso, tentou emplacar. Observe o que escreveu um MBLista:

Rubinho Nunes do MBL mentindo sobre fundo eleitoral

É uma mentira descarada: o gasto do partido não pode, por lei, ser utilizado para nada disso. Portanto, o partido não “preferiu torrar dinheiro público”. Como o MBL é signatário e defensor da infame LeiKim, a primeira lei totalitária do Brasil (nem o PCdoB conseguiu criar uma lei que acabasse com a privacidade no país), cabe perguntar se essa tentativa de fake news não merece uma devassa completa no sr. Rubinho.

Aliás, o sr. Rubinho Nunes, do MBL, torra dinheiro público para falar mal de desafetos no Twitter. É parte de uma seita política (o MBL, que nem estatuto tem, não mostra suas contas, podendo ser o maior antro de lavagem de dinheiro no Brasil depois do jogo do bicho, do narcotráfico e do MST). Recebe ordens de Renan Santos, com dinheiro público. Foi candidato a vice-prefeito de Vinhedo pelo PMDB (sic). O custo-Rubinho ao Brasil é de mais de meio milhão por mandato. Faz parte do gabinete do ódio do centrão. Uma pressão popular deve ser feita para ser investigado, inclusive por CPMI. E, ao contrário do PSL, o seu cargo de secretário parlamentar poderia muito bem ser cortado, e o MBL recusado a grana.

Ah, não é brincadeira. É para fazer pressão mesmo. Ordens que recebemos diretamente do chefe da milícia, lá do gabinete do ódio no Planalto. Levem Rubinho para a CPMI. Foi fake news. Ele precisa ser punido. Perder o emprego. Investigado. E, como defende a Lei Kim, merecia inclusive 8 anos de cadeia. Se você não fizer pressão, eles continuarão com sua seita.

O ataque coordenado incluiu uma sub narrativa, que além de estupidamente burra, é coisa de criminoso, que fez exatamente o que narrativas estupidamente burras, coisas de criminosos, fazem: convenceram pessoas estupidamente burras, que fazem coisas de criminosos, a saírem manipulando informações por aí. Deve ser coisa do gênio da “guerra política” que não consegue 5 RTs postando a cada 2 minutos.

O perfil “Left Dex” postou um resumo em uma frase do que expomos acima: seria lícito questionar a existência do fundo partidário. Não o seu uso, como se o PSL tivesse “escolhido” pagar o CPAC ao invés de construir um hospital. O que o MBL, a maior seita fanática, lobotomizada, radical, extremista e, repetimos, sem contas abertas do país fez? Cortou a frase, tirou um print, e toda a milícia MBLista saiu repetindo não o que Dex disse, mas uma suposta narrativa de que ele teria “negado” que fundo partidário é dinheiro público (o que o tweet inteiro nega). Clique no tweet abaixo para ver o método.

A tentativa de “igualar ao PT” é dar a entender que é um gasto de dinheiro público corrupto. Queiram ou não, é o que está na lei. Mas enquanto ninguém vê a “formação política” de coisas como o PSDB ou o DEM (o partido de Kim), o primeiro uso do PSL (que é um lixo de partido que deveria ser extinto) já foi tema para o Brasil inteiro. Ao invés de simplesmente “formarem militância”, trouxeram o maior evento conservador do mundo para o Brasil, deram um evento gratuito ao público (já viu isso vindo da fundação do DEM?) em um simpósio que foi assunto por dias e dias no Brasil e no mundo.

Há mais! E se o PSL, seguindo o que falam liberais, se recusasse a gastar o dinheiro com formação política? Poderia, como diz Rubinho, comprar macarrão, leite e arroz? (seu cargo, naturalmente, pode ser trocado por isso) Não. Em 2017, o NOVO, num raro momento de sensatez, tentou devolver o dinheiro: o TSE definiu que, caso o partido assim agisse, a verba seria redistribuída entre outros partidos. Ou seja: se você não utilizar, dará dinheiro para seu inimigo.

Um dos que passaram o dia batendo nessa tecla foi o gênio do Direito, Rodrigo Constantino. O sonho de seu melhor amigo, que vive falando mal de Consta pelas costas com vergonha dos comentários do liberal, era trazer o CPAC para o Brasil. Não foi ele o responsável. Após dizer que o CPAC foi um fracasso, que ninguém relevante quis ir (como o casal fundador do CPAC, ou Ana Paula Henkel), Rodrigo Constantino repetiu a lorota de que seria uma “desculpa”.

Vamos fazer a pergunta correta a Rodrigo Constantino: você, grande nome da direita que não palestra em qualquer porcaria, acha que seria melhor dar o dinheiro para o PT? Ou não vale trazer o maior evento conservador do mundo se não convidarem você e seus “amigos” que morrem de vergonha dos seus posts nos grupinhos de Zap nos quais você não é convidado? Inveja é uma merda.

Para mais detalhes técnicos, ler essa imprescindível thread de nosso querido Taiguara Fernandes, um homem que realmente entende de Direito. Basta clicar para ler todos os tweets. Divulguem: são ordens diretas do chefe da milícia, lá no gabinete do ódio do lado do presidente. E leia e compartilhe também a thread compilada.

Último “detalhe”: tudo isto faz parte da narrativa do centrão, com o MBL como grande “articulador”, para unir do DEM ao PSOL em um plano para derrubar Bolsonaro e controlar as redes com Lei Kim e CPMI de fake news. Leia tudo em nossa revista. Estamos adiantando o que vai acontecer no ano que vem, e você precisa saber de tudo antes.

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