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Lembrando: Glenn Greenwald advogou de graça para neonazista por cinco anos

Se frase plagiada de Alvim faz a esquerda chamar o governo de "nazista", como chamar pessoas, incluindo jornalistas, que defendem o autor da "Vaza Jato", o cara que apoiou um neonazista de graça em nome do Estadodemocráticodedireito?

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Glenn Greenwald, por volta dos anos 2000, foi advogado – sem cobrar um tostão – de Matthew “Matt” Hale, líder neonazista e fundador da igreja Mundial do Criador.

Entenda o caso:

Matt Hale foi o fundador e líder máximo da Igreja Mundial do Criador, uma seita neonazista que tinha por objetivo propagar ideais da supremacia branca. Um dos fiéis mais ardorosos da seita, Benjamin Smith, cometeu toda sorte de crimes e assassinatos contra negros, asiáticos e judeus.

Smith baleou nove judeus ortodoxos quando saíram de uma sinagoga, assassinou um negro na frente de seus dois filhos, matou um coreano que estava a caminho da igreja Metodista e, no dia 04 de julho de 2000, cometeu um atentando que feriu nove pessoas.

Preso e processado pelas vítimas do atentado, Smith declarou à polícia que era um mártir da guerra santa racial, convocado por Hale:

“Ele me guiou espiritualmente… Quando o encontrei pela primeira vez, eu não tinha certeza do que eu queria fazer com a minha vida, em que direção eu iria.”

Greenwald, à época advogado dos neonazistas, criticou as ações judiciais e achou repugnante os processos contra Hale e Smith:

“Eu acho que essas pessoas por trás dessas ações judiciais são tão odiosas e repugnantes. [Os grupos de direitos civis querem] falir esses grupos de ódio ao forçá-los a gastar recursos com ações judiciais para que não tenham dinheiro para qualquer outra coisa, que é um abuso do sistema legal.”

Matt Hale só foi preso por volta de 2005, quando um informante do FBI, infiltrado no grupo neonazista, reuniu vídeos e áudios que comprovavam que o líder da igreja Mundial do Criador estava tramando o assassinato da juíza Joan Lefkow.

Motivo: a magistrada havia ordenado que o líder neonazista não usasse a marca “Igreja do Criador”, pois estava registrada por um outro grupo, na cidade de Oregon.

Não conseguiram aniquilar a juíza, mas simpatizantes de Hale entraram em sua casa e assassinaram sua mãe e seu marido.

Matt Hale foi condenado por colaborar no assassinato dos familiares de Lefkow e ficará preso até 30 de dezembro de 2037.

Na ocasião, Greenwald disse ao New York Times que o líder nazista fora preso injustamente, que advogou gratuitamente porque acreditava na “liberdade de expressão e religiosa“. Depois de um tempo, o defensor do fundador da Igreja Mundial do Criador abandonou a advocacia, abriu um blog na internet e iniciou sua carreira de jornalista.

De advogado voluntário de neonazista a jornalista.

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