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Você acreditou que alguém propôs a "cura gay"? Não seja tapeado pela mídia: basta saber do que se trata para apoiar vigorosamente o projeto.

Há alguns assuntos que se repetem com extensa maestria: ninguém se importa com o genocídio que o Boko Haram está promovendo em escala industrial na Nigéria, por exemplo, mas basta algo que não promova (repetindo: não promova, não se trata de aceitar, admitir, conviver, mas não promover) a chamada “causa gay” que ataques de pelanca, faniquitos e chiliques mimimi em massa ocuparão o Twitter em no máximo meia hora. Vide a gloriosa fake news dizendo que um juiz permitiu a “cura gay” no país.

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As pessoas têm confiança quase nula na mídia, a um só tempo em que acreditam em tudo o que ela faça em troca de cliques. Basta ver o furdunço gerado hoje, tal e qual aquele contra Marco Feliciano em junho de 2013, por algo que só pode ser chamado de fake news.

Vivemos uma época espalhafatosa: do espalhafato em sentido vernacular. É como jornalistas controlam a opinião pública. Ninguém fazendo as piadinhas manjadas (“quero licença para não trabalhar, acordei meio gay hoje” ou “meu amigo é gay e ele não precisa de cura, precisa de piroca”) se preocupou com fatos, ou, digamos, em duvidar da mídia, se dizem que não são “manipulados”. Ninguém hoje é mais massa de manobra acéfala e voluntariamente ordenado em obediência absoluta pela mídia do que os promotores das causas progressistas.

Cura gay: "Não fui trabalhar hoje pois estou gay"São justamente estes que querem controlar o que se diz na internet, jurando que foram “fake news” que elegeram Donald Trump, por exemplo, sem nenhuma prova ou notícia falsa de respaldo a dar de exemplo. O que fazem dia e noite, entretanto, é justamente promover fake news, como a suposta “cura gay”, que ninguém defendeu – e muito menos passou a tratar homossexualismo como “doença”. Não seja um manipulado pela modinha e não saia repetindo bordões lobotomizados, nem quando parecem “científicos” como o da suposta e fake cura gay.

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Uma Ação Popular foi impetrada contra o Conselho Federal de Psicologia, como descrito na Ata de Audiência. Tudo isto se deve à Resolução nº 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia. Seu texto caiu em um limbo jurídico que precisa de correção. Não tem nada a ver com “cura gay”.

Atendendo a demandas de órgãos globalistas como a OMS e entidades progressistas, o CFP incluiu no texto de sua resolução normas de conduta para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual. Trata-se da redação do parágrafo único do art. 3.º e do art. 4.º da dita Resolução n.º 01/1999.

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mesmo trecho foi alvo de celeuma em junho de 2013, quando o Projeto de Decreto Legislativo 234 (PDC 234/11) do deputado João Campos (PSDB-GO) – rapidamente, lobotomizados de plantão jurariam de pés juntos tratar-se de um projeto de lei do deputado Marco Feliciano. Um jornalista tratou o caso como o “projeto da ‘cura gay'”, o nome ficou e não peça para ninguém no Twitter questionar.

Foi o que analisei no capítulo A tal da “cura gay” em meu livro sobre os protestos de 2013/14, Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil.

Pelo texto da Resolução, fica definido que:

Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

Ou seja, segundo as determinações em voga na época, ficaria vedado aos psicólogos “colaborar em eventos e serviços que proponham tratamento e cura” das homossexualidades (o plural logo ficará claro, pois a linguagem técnica quase nunca é igual à nossa vã linguagem cotidiana – vão onde desinformantes jornalísticos gostam de trabalhar). É assim que surge boatos fake news como a tal “cura gay”.

Cura gay: "Não há cura para quem não está doente" / "O que tem que curar é a homofobia"A causa vai ao encontro de uma tendência de relaxamento do tratamento psicológico dado aos homossexuais, com vasta literatura nas áreas psi (psicologia, psiquiatria e psicanálise). Sigmund Freud, tão adorado pela esquerda, por exemplo, vê o homossexualismo como algo terrível, tal como via a masturbação. Se feminina, pior ainda: como o clítoris fica rijo, uma mulher se masturbando teria então conflito de identidade sexual (sic).

Um seu discípulo, Wilhelm Reich, cuja terapia é ministrada livremente no mercado, acreditava, por exemplo, que o homossexualismo era uma perversão do capitalismo (sic³). Um regime em que a família seria apenas guardiã da propriedade (a superestrutura da infraestrutura, no cacarejo marxista) só poderia render frutos “degenerados” como os homossexuais. Assim que o socialismo se concretizasse, pensava Reich, homossexuais não mais existiriam e todo o sexo seria voltado para a produção da fábrica. Uma cura gay pela luta de classes.

Uma espécie de Levy Fidelix que vota no PSOL. Basta ver como homossexuais foram perseguidos em Cuba ou na União Soviética: não era exatamente preconceito, mas criticava-se a sua incapacidade de manter a revolução. Com um detalhe ainda mais curioso: Wilhelm Reich é justamente o pai da revolução sexual, a tese do “sexo livre” que marcaria maio de 1968.

Sigmund Freud e Wilhelm Reich continuam sendo ministrados (e tratados como, digamos, “ciência”) sem o menor sobrepeso nas preocupações do Conselho Federal de Psicologia. Ninguém reclama da ânsia de ambos pela “cura gay”.

Na verdade, o CFP tem mais preocupações em atender aos queixumes de órgãos globalistas como a OMS, mais preocupada com causas como o decoro: por exemplo, trocar a palavra homossexualismo, ligada a tantas doenças, por homossexualidade (seria curioso aplicar o mesmo princípio a outras questões; por exemplo: feminilidade = normalidade; feminismo = DOENÇA).

Cura gay: "Eu quero a cura para o fundamentalismo religioso"Pode-se notar que as resoluções do CFP são muito mal redigidas: o texto critica a “promoção”, e não o que de fato tem alguma pretensão de “cura” dos homossexuais. Não há clareza sequer sobre se um homossexual que peça acompanhamento psicológico ou “tratamento” para a sua condição pode ser atendido, caso seja diagnosticado que o seu comportamento é derivado de um trauma (alguém que se torne gay por ter sido abusado sexualmente, por exemplo; caso não seja convincente o suficiente para um progressista, acrescente “por um padre” e logo ele estará berrando de quatro pelo projeto da “cura gay”).

E muitas linhas analisam o comportamento, incluindo sexual, como “construção social”. A teoria sócio-histórica de Lev Vygotsky, de linha marxista, é só a mais famosa delas. Muito bem catalogada pelo CFP, com aulas obrigatórias em toda faculdade de Psicologia. É muito recorrente em cadeias. Alguém que acreditou em “cura gay” reclamou do marxista preferido da psicologia?

Aqui na vida real, ao contrário do que pensam nossos vãos progressistas, nem todos os homossexuais estão satisfeitos felizes com sua condição de homossexuais (leiam qualquer biografia de Freddy Mercury para lembrar que nem todo gay é viciosamente monotemático como Jean Wyllys). Já no pré-histórico ano de 1990 a CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) elencava alguns casos:

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F66.0 Transtorno da maturação sexual

O paciente está incerto quanto à sua identidade sexual ou sua orientação sexual, e seu sofrimento comporta ansiedade ou depressão. Comumente isto ocorre em adolescentes que não estão certos da sua orientação (homo, hétero ou bissexual), ou em indivíduos que após um período de orientação sexual aparentemente estável (frequentemente ligada a uma relação duradoura) descobrem que sua orientação sexual está mudando.

F66.1 Orientação sexual egodistônica

Não existe dúvida quanto à identidade ou à preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere), mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência, e pode buscar tratamento para alterá-la.

F66.2 Transtorno do relacionamento sexual

A identidade ou a orientação sexual (hétero, homo ou bissexual) leva a dificuldades no estabelecimento e manutenção de um relacionamento com um parceiro sexual.

Aqui entende-se que não há, para a Psicologia, a “homossexualidade” em si, e sim várias manifestações – mais “naturais” ou traumáticas.

Uma proibição da promoção da cura, ou de “ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”, como está no texto da Resolução 01/1999, é quase uma obviedade: tal como obesidade é uma “doença” apenas em um sentido menos rígido da palavra e ninguém pode promover (e prometer) a cura da obesidade, muito menos algo lógico como usar de uma “ação coercitiva” para um “tratamento não solicitado”. Ou seja: ninguém da ciência levou a sério a historieta de “cura gay”, a não ser quem se informa pela mídia. Tsc, tsc.

Entretanto, se o PDC 234/11 de João Campos apenas abolia a frase, o texto do CFP, há muito, traz problemas que a turminha do meme mongolóide não pára para pensar: se a homossexualidade não é um “transtorno” (sobretudo após o lobby globalista que confunde linguagem técnica com linguagem do populacho), tampouco o CFP se preocupou, em seu texto, em lidar com casos que não são puramente chamados de “homossexualidade”, mas envolvem insatisfação com a própria orientação sexual, como a personalidade egodistônica (F66.1). Viu como chamar de “cura gay” é só para quem não faz idéia do que está dizendo?

Já pensou em perguntar para alguém falando em “consenso científico” e “charlatanismo” ou em “fanáticos religiosos obscurantistas” gritando que “homossexualismo não é doença” como se tivessem se tornado verdadeiros Einsteins repetindo um bordão, sobre o que fazer com as personalidades egodistônicas num momento em que eles não podem consultar o Google? “Ciência”.

É assim que se fazem fanáticos robóticos instantâneos. E ainda se achando os “científicos” por isso. O limbo jurídico em que o CFP erroneamente jogou pessoas que buscam elas próprias tratamento, e estão em sérios riscos. O estudo Sexuality and Gender: Findings from the Biological, Psychological, and Social Sciences, dos Drs. Lawrence Mayer e Paul McHugh da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, revelou que 41% das pessoas com transtornos de identidade de gênero, como cada vez mais eufemisticamente vão sendo chamados, tentaram o suicídio. O índice no total da população não chega a 5%.

O editor do The New Atlantis descreve o Dr. McHugh como “sem dúvida, o psiquiatra americano mais importante do último meio século.

Outro estudo de 2014, de Mazaheri Meybodi, descobriu que 62,7% dos pacientes diagnosticados com disforia de gênero tinham pelo menos mais um outro transtorno, entre os quais depressão (33,7%) e fobia (20,5%).

Até mesmo o site do PSTU (!), culpando eternamente o capitalismo, é capaz de reconhecer os fatos.

Era focando-se em tais pessoas que a redação culposa e dolosa do CFP precisava ser revista: se não para retirar a “promoção”, que ao menos houvesse uma decisão judicial clara dizendo que o psicólogo pode, sim, tratar uma miríade de pessoas buscando tratamento.

Nada de “homossexualismo é doença”. Nada de “cura gay”. Nada de forçar gays a se tornarem héteros: apenas uma correção a um texto infeliz do CFP para obedecer cegamente o lobby da OMS, preocupada com tudo quanto é política e em praticamente nada com ciência.

Cura gay: Bolsa ViadaAs pessoas buscam psicólogos por levar um fora, que dirá por um transtorno de maturação sexual. Divirta-se perguntando sobre isso nas redes sociais antes de avisar para o lacrante que é catalogado no CID 10 na linha F66.0, e que há casos chocantes de arrependimentos que levaram ao suicídio. O Google está lotado de casos, como até o ultra-esquerdista The Guardian reconhece. Há até o site Sex Change Regret.

É claro: quem lida com a realidade, a vida concreta e real, que é mais difícil do que fazer meme sobre tratar homossexualismo como doença porque não tem coragem de dizer que uma manchete de jornal sensacionalista está errada (exige aquelas nozes que nenhuma ideologia de gênero dá), se preocupa com essas pessoas. Não importa o quanto a OMS e o CFP queiram trocar suas “leves inquietações” suicidas por nomes mais fofinhos.

Já a turma da lacrosfera, preocupada só em ganhar RTs e pagar de bacana pros amiguinhos, vai deixar esse contingente de pessoas sem acesso a tratamento adequado, apenas para fazer uma piadinha, ganhando berros por piadas sem conexão com o que está sendo discutido, como “não há cura para o que não é doença”. Pessoas que fazem sua vida baseadas em manchete, e não estudo.

Se quer ajudar transexuais (e aprenda: também pessoas com transtorno de maturação sexual, egodistônicos e quem tenha transtorno de relacionamento sexual, apenas para ficar em casos óbvios), dê acesso a tratamento a quem busca. Do contrário, estará jogando-os na depressão mórbida sem nunca ver algum deles na sua frente, enquanto você se diverte no Twitter.

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  • Eliana De Souza Gavioli

    Sensacional seu raciocínio. A isto quero acrescentar que a ideologia de gênero e a militância gay, apoiada pela grande mídia, que por sua vez cede vergonhosamente ao poder econômico, estão causando uma enorme confusão em nossos jovens, adolescentes e, deploravelmente, em nossas crianças.
    Precisamos nos conscientizar que para o poder econômico, se torna muito conveniente estimular movimentos de transexualidade, homoafetividade, homossexualidade, adultério e todo o tipo de comportamento que traga desagregação familiar.
    Famílias desfeitas, processos de transição de gênero, aumento de solteiros e de casais homossexuais, para o poder econômico, significam alterações drásticas de padrões de consumo, que alcançam todo o mercado, atingindo bens e serviços de todos os setores, da industria e comércio.
    Isso se traduz em novos nichos, altamente lucrativos:
    Indústria farmacêutica – medicamentos que apoiam a transição de gênero, manipulados ou não, além de todo o tipo de fármacos adotados para o enfrentamento das mudanças, seja pelo indivíduos ou familiares, que passam pelo intenso sofrimento causado por famílias que são desfeitas e por laços que se rompem.
    Indústria química – cosméticos que alteram características físicas de transgêneros e dos novos solteiros em busca de novos parceiros.
    Indústria do bem estar – aumento na busca por academias e tratamentos estéticos, que auxiliem nas alterações de características físicas de transgêneros e tornem os novos solteiros mais atraentes.
    Indústria e calçados e confecções – novos nichos de mercado, uma vez que este público apresenta características e preferências peculiares.
    Indústria do turismo e entretenimento – aumento sensível da público, pois sem a responsabilidade de uma família, possuem disponibilidade financeira para viajar e se divertir à vontade.
    Indústria da gastronomia – sem uma família se torna muito mais conveniente fazer as refeiçoes num restaurante.
    Indústria da saúde – cirurgias plásticas de toda sorte e procedimentos médicos que promovam o processo de transexualidade (alguns deles oferecidos pela rede pública de saúde as custas dos nossos impostos) e dos novos solteiros.
    Área de Psicologia e Psiquiatria – agendas de psicólogos e psiquiatras sempre em alta, para apoiar o sofrimento de quem se sente inadequado, de quem faz a transição e dos novos solteiros, além dos familiares, pais, mães, irmãos, avós, filhos e ex-cônjuges.
    Como vocês podem perceber, trata-se de uma lista longa, com impacto devastador em nossa sociedade.
    Pensando sobre isso, não é difícil imaginar, o motivo pelo qual toda a mídia, se posta ao lado desta insanidade, uma vez que se mantem por meio do poder econômico. Assim, como também é muito fácil avaliar os motivos pelos quais o poder público (que dependem dos impostos gerados pela máquina capitalista), em especial, os ministérios da Educação, Cultura e Saúde adotam políticas de desagregação familiar e de apoio a transexualidade, promovendo todo o tipo de imoralidades e degradação.
    É preciso entender que este discurso mentiroso impetrado pela militância gay sobre a ideologia de gênero tem raízes mais profundas e menos nobres do que se tenta demonstrar.
    A luta para diminuir o sofrimento destes indivíduos, por meio da aceitação é uma fraude cativante, que nos desvia do verdadeiro propósito estabelecido pelo poder econômico.
    No entanto, se assim for, como explicar a novas adesões à ideologia de gênero a cada dia? Qual o motivo de tantos profissionais respeitados se renderem a ela?
    A modernidade líquida e a superficialidade das relações intensifica o vazio existencial drasticamente, que por outro lado promove o senso de inadequação, que conduz à indagações:
    Quem sou eu? O que há de errado comigo? Por que me sinto tão inadequado e incompleto? Qual seria o propósito da minha vida?
    Indagações que criam um terreno fértil para florescer a confusão de identidade, promovida pela ideologia de gênero, que tanto mal tem trazido à sociedade, mesmo porque, as maiores taxas de depressão, transtornos, ansiedade e suicídio concentram-se neste público, mesmo em países que apoiam esta mudança consistentemente, estando livres de qualquer manifestação pre-conceituosa (não deixem de conferir a matéria http://esplanada.org.br/…/225-consequeencias-medicas-do-com…)
    A inteligência emocional deveria ser a pauta da educação, juntamente com mecanismos de autoconhecimento e autodesenvolvimento, dedicados ao fortalecimento da identidade dos indivíduos, saúde emocional e relacionamentos alicerçados em relações de confiança, na busca de uma sociedade muito mais feliz, fundamentada na família, nos princípios espirituais e nos valores ancestrais.
    Vivemos num tempo em que moral se tornou xingamento, arte virou avacalhação e o respeito a tudo o que é puro, bom, belo e verdadeiro saiu de moda.
    Um tempo em que a inocência está sendo roubada de nossas crianças. Pense nisso antes de hastear bandeiras em favor de uma causa que não resiste a uma análise mais profunda.

  • Marcelus, só pra te avisar, o retardado desse artigo também estudou psicologia. Mas, ao contrário de você, ele investiga e cita fatos que geram as decisões POLÍTICAS de órgãos como a OMS, ao invés de dizer “a OMS determina, e eu estudei pra calar a boca e obedecer sem discutir”.

    • Marcelus

      claro, OMS globalista, esquerdista, comunista mimimi

  • Ilbirs

    Complete-se a oferta com o vídeo do Click Time:

  • Oi, cientistão. Então você me “cobra” algo que nem faz sentido, já que em nenhum momento foi falado que algo “funciona” (ainda nessa, criatura? já descobriu a cura do câncer e da depressão aí pra gente?), só foi falado que é possível fazer pesquisa. Mas, novamente, você acha que a pesquisa será necessariamente anti-ética, porque você tem medinho (afinal, não apresentou nenhuma razão pra isso além dos seus sentimentos). Tudo bem, muita gente tem medinho de ciência, mas só na era moderna essa turma se acha cientista e fala em “respaldo científico” e “consenso científico” e outros jargões de internet. Se te jogar um livro de método científico além daquela versão reduzida pra adolescente do Popper tenho medo de você ter um AVC. Acho que suas discussões cabem mais em comunidade de libertários de 20 anos no Facebook. Um abraço!

  • Ilbirs

    Segue de complemento também o vídeo de Paula Marisa:

  • 1) Sim, há tratamentos para câncer. Eficazes e ineficazes. São descobertos testando-se em cobaias humanas.

    2) Pesquisa ocorre o tempo todo. Quem não gosta é quem odeia ciência.

    Não sei que raio de “respaldo científico” me pede que “comprove que reorientação sexual funciona”. Não é disso que se trata o texto nem a decisão do juiz. Ela só fala sobre pesquisa. Mas já sabemos que você odeia pesquisa.

  • Ilbirs

    Em complemento ao comentário, segue um vídeo de Juliana Ferron, ela própria ex-lésbica distônica que teve de buscar a solução por si própria, falando de que as coisas poderiam ter sido diferentes e ela se livrado da egodistonia antes se não houvesse proibição do tratamento pejorativamente chamado de “cura gay”:

    Antecipando a grita de feministas (aqui incluindo a vertente do lesbianismo político anteriormente mencionada) e a militância gay, esses esquerdistas provavelmente levantariam o fato de ela ser evangélica e hoje em dia fazer palestras Brasil afora e que ela estaria imersa em lavagem cerebral e todo aquele discursinho de operador de telemarx que conhecemos. Porém, ninguém faz a pergunta sobre por que ela foi para o lado religioso justamente porque o lado secular da vida fechou-lhe as portas. Observe-se que Juliana Ferron é do tipo de pessoa que a militância esquerdista perseguiria e tentaria desmerecer justamente porque ela própria foi militante (além de também ter trabalhado promovendo festas do “mundinho”). No caso dela, e quem tiver uma hora e 20 minutos livres poderá ver este hangout dela com a Marisa Lobo e irá notar o tanto de eventos traumáticos que ela sofreu na vida e que geraram egodistonia.

    Observem que é hangout que, apesar de envolver duas evangélicas conversando e tendo momentos mais relacionados à fé, tem conteúdo importante para que tentemos entender o porquê de alguém chegar à egodistonia. Quem pesquisar sobre o caso específico de Juliana irá ver que:

    1) Ela diz ter sido recusada pelo pai quando nasceu, pois este esperava um menino;

    2) Ela diz ter sofrido abuso sexual aos quatro anos de idade por parte de um tio. Hoje em dia é ativista contra a pedofilia;

    3) Ela diz ter brigado muito com a mãe e a irmã a ponto de ter sido recusada por elas (pelo que vi, se reconciliaram)

    4) Ela diz que sua mãe não teve aquele grau de maternidade para com ela (não saberei aqui se seria filha de mãe narcisista, pois rebentos dessas costumam ter muitos problemas quando adultos);

    5) Ela afirma que os anos homossexuais dela começaram pelos 18 anos e que passou 12 anos com tal comportamento, cinco deles sendo militante gay (ainda que possa haver intersecções com o lesbianismo político, esse tipo de militância parte do pressuposto de que as pessoas nasceram assim, mesmo que a ciência até hoje não tenha descoberto o que causa a alguém tal comportamento);

    6) Sentiu-se deprimida em um determinado momento da vida e resolveu ir buscar respostas para aquilo que sentia.

    7) Chegou a ser classificada como transgênero e houve momento em que pensou em fazer aquela cirurgia.

    Pelo que ela diz, acumulou muitas culpas em sua mente e que acabou internalizando alguns padrões comportamentais, podendo ter sido sua egodistonia um tipo de fingimento histérico, que é quando a pessoa internaliza de tal forma a crença no que é dito em vez daquilo que seus olhos veem que acaba transformando aquilo em sua personalidade. Como ela diz que o comportamento homossexual começou em seu caso aos 18 anos, é preciso perguntar se ela foi “aquendada” como diz este texto cujo link volto a lhes passar e que estava no comentário anterior, cujo tema é o de ensinar o que uma lésbica deve fazer para trazer à “irmandade” uma heterossexual por quem tenha atração, passo a passo tal qual uma revolução gramscista vira de ponta-cabeça uma sociedade inteira em suaves prestações. Observe-se aqui que isso pode trazer a alguém que tenha sempre sido alvo de desprezo uma sensação que seja de pertencimento a algo, podendo aqui inclusive ser um “toque por algo em troca” que a própria Juliana explica ser comum no comportamento de quem se prostitui ou mesmo de quem tem trauma causado por abuso sexual. Se transbordarmos essa dinâmica para outros aspectos da vida, o Bolsa Família é talvez o maior “toque por algo em troca” que temos neste país.
    Se alguém ainda tiver tempo para ver mais vídeos, que veja os que passarei agora sobre a mesma Juliana. São vídeos de palestras em igreja evangélica e, portanto, com um contexto bem claro, mas o que quem não for evangélico tem de extrair dessas exibições é justamente o tal conteúdo que ela fala sobre o que está por trás de alguém poder ter transtorno da maturação sexual, orientação sexual egodistônica e transtorno do relacionamento sexual:

  • Phillip, pior que já fui acreditador de “estudo científico” até estudar de fato epistemologia desde Aristóteles e ver como hoje chamam QUALQUER COISA de ciência, desde que tenha outro idiota falando a mesma coisa. Reparou como todo cientista tem a MESMA opinião sobre qualquer assunto? Esse negócio de acreditar em faculdade é pra quem nunca pisou em uma. Ou não consegue duvidar de professor. E estou acompanhando bem a degradação e islamização no Reino Unido, na Alemanha e mesmo na América, apesar de haver menos muçulmanos, mas ainda muito mimimi anti-“islamofobia” por lá.

  • fabricio, não postei os links pra divulgar o PSTU, e sim justamente para mostrar que até sites que discordam radicalmente de mim citam estudos. E não só o único com o qual você tem obsessão. Há outros que você ignorou. E continua apostando na mesma tecla.

    Como você não entende nada sobre metodologia científica, como ficou provado na citação da Pew by Reason (sempre os libertários e seus monotemas…), entenda AO MENOS que disforia é o distúrbio, reorientação seria um tratamento. Você confunde os dois e quer me “ensinar” que eles não são a mesma coisa. Duh. E sobre não haver “tratamento científico”, também não o há para depressão. E personalidade egodistônica, que não tem NADA A VER com cura gay ou igreja evangélica ou qualquer coisa da mídia na qual você acreditou, está ligada à depressão, consumo de drogas, suicídio etc. É ISTO que se trata. Aprenda com quem sabe e pare de acreditar em manchete manipulada de estudo ridículo propaganda por revistisnhas querendo convencer o mundo de que o cristianismo é Lúcifer na Terra.

    • fabricio

      Há incertezas quanto à depressão, devido aos seus inúmeros tipos e variações, mas isso não quer dizer que existem tratamentos já comprovados que NÃO funcionam (vamos dizer, tratamento de choque, homeopatia, etc), como no caso da reorientação sexual (já comprovada que não funciona e danosa para o bem-estar da pessoa).

      É somente isso. O que está sendo discutido, apesar de manchetes hiperbólicas, é só o trecho “aprofundamento de estudos científicos relacionados à re (orientação sexual)” (texto tirado direto da ata). Isso é danoso e inexistente em qualquer lugar cientificamente alfabetizado do mundo. É como querer aprofundar estudos pondo em dúvida o dano do tabaco na saúde, ou se vacinas causam autismo. Já passamos desse ponto cientificamente.

      • Ah, então não pode fazer estudo sobre o que não tem cura. Vamos avisar isso pros pesquisadores do câncer.

  • Tomas

    O que mais me deixa assustado, sim, a palavra é assustado, sem exageros são os cartazes que pedem a cura do fundamentalismo religioso e do preconceito, isso implica em uma normalização e adequação ao discurso que impõe vigente, verdadeira caça aos privados de senso de “tolerância” ao outro. Reler o conto O Alienista de Machado de Assis ajuda a entender isso.

  • fabricio, você que disse que o CFP busca “respaldo científico”, senão é coisa de mosteiro. Como está provado, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Pare de se confundir e entenderá que a decisão foi correta.

  • Hahahahah, esses malucos de internet aparecem às dúzias por dia aqui. Quem acredita em democracia não tem uma caixa de comentários na internet, sério. Pior que o cara acusa inimigos do Reinaldo de serem o Reinaldo disfarçado… É pra ver como essa gente tá bem informada. Ao invés de sentar e refletir…

    • Ilbirs

      Introduzindo também outro assunto aqui e pensando na mudança de servidor, sigo batendo naquela tecla de falar com o pessoal que cuida da página para que deem um jeito de os links que publicamos aqui no fórum via Disqus fiquem destacados no texto para que o resto do pessoal saiba que há algo a ser clicado. Como você viu bem, estou com o hábito de deixar as tags de sublinhamento para destacar, mas nem todo mundo faz isso e muita coisa interessante pode estar ocultada de quem lê os comentários por aparecerem no mesmo tom de preto sobre fundo branco do resto do texto corrido. Em outros lugares que usam Disqus os hyperlinks em texto aparecem em uma cor diferente que facilita a identificação. Fica a sugestão.

  • Ilbirs, seus comentários são verdadeiros artigos! Excelente pesquisa, muito interessante! Algo a se aprofundar ainda mais.

    • Ilbirs

      @flaviomorgen:disqus, só para avisar que o braço midiático do marxismo cultural já passou a atacar quem trabalha com egodistonia. Como não quero que ninguém dê mais cliques para a “matéria” em questão, vou deixá-la abaixo para quem quiser ler:

      Funciona? Repórter gay busca psicólogo para virar hétero “de novo”

      https://conteudo.imguol.com.br/blogs/172/files/2017/10/3cenas.jpg
      Adriano Lima, em explanação na Câmara Municipal de São Paulo (Foto: Luiz Mendes/CMS)

      Disposto a me submeter à reorientação sexual, marquei uma consulta com o psicólogo Adriano Lima, 33 anos, um dos que defendem a possibilidade do “retorno à heterossexualidade”. Primeiro conversamos ao telefone, eu me identifiquei como um homossexual com dificuldade de se aceitar, ele se mostrou desconfiado: disse que costuma ser vítima de “pacientes fake” que pregam nele “pegadinhas”. Mas acabou concordando em me atender.

      Na consulta, ele se manteve na defensiva. Suspeitou da minha abordagem, afirmando que os pacientes que o procuram “não fazem perguntas desse tipo”. Que tipo? Existe um tipo de pergunta certo para se fazer em um set psicoterapêutico?

      Durante todo o tempo, o que houve não foi propriamente um atendimento, mas um embate. Ao fim, quando ele me perguntou “Qual a sua área profissional?”, eu disse que trabalhava em uma editora. “É jornalista?” Sim. “Você foi antiético.” Discordei, alegando que se eu me apresentasse como jornalista, ele não me atenderia como homossexual em conflito. Pela reação dele, concluí, inclusive, que um homossexual em conflito não poderia ser jornalista.

      Liminar Cristã

      Adriano integra o grupo de profissionais cristãos que entrou na Justiça com uma ação popular contestando a resolução 01/99, na qual o Conselho Federal de Psicologia (CFP) determina que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.

      Em 15 de setembro, o juiz Waldemar Claudio de Carvalho, da 14a. Vara do Distrito Federal, aceitou parcialmente o pedido de liminar. Manteve a resolução, mas liberou o grupo do doutor Adriano a promover “atendimento pertinente a reorientação, de forma reservada, sem possibilidade de censura ou de licença prévia”. Isso pareceu paradoxal, pois era justamente o que a resolução proibia.

      Em maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de transtornos mentais do Código Internacional de Doenças; a Associação Americana de Psicologia já havia feito o mesmo em 1975; e o Conselho Federal de Psicologia, no Brasil, em 1985.

      Abre Parêntese

      Há mais de 35 anos, quando comecei a entender que era homossexual, não tive uma acolhida exatamente calorosa no ambiente social em que vivia. Naquela ocasião, ninguém cogitava promover uma parada LGBT, muito menos criar uma sigla para designar o movimento gay. Sequer se falava em militância. Eu buscava identificação na literatura e, com menos possibilidades, no cinema.

      Um pouco mais tarde, passei a perder amigos em série, vítimas da Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), doença que chegou a ser chamada de “peste gay”. Mais um motivo para evitar homossexuais. Eles causavam a morte. Passado o momento mais tenebroso, o bullying clássico permaneceu. Quem é gay sofre até hoje, direta ou indiretamente.

      Entretanto, nunca passou pela minha cabeça “virar hétero” (muito menos “voltar a ser hétero”). Talvez por ser muito teimoso, eu preferi destrinchar a questão. Eu sabia que me forçar a um determinado comportamento não daria certo; busquei a via do autoconhecimento. Na época, meus pais me encaminharam a um psicanalista, que eu frequentei durante cinco anos, quatro vezes por semana. Por maior que fosse meu sofrimento, ele jamais tentou me reorientar. Fecha parêntese.

      Terapia ou bullying?

      Assim, foi movido por uma enorme curiosidade que procurei o doutor Adriano Lima. Eu me perguntava: como, justamente agora que o mundo se mostra tão disposto a aceitar a diversidade, reabilita-se uma terapia que é quase um bullying em si?

      Quem me deu o celular dele foi a psicóloga Rozângela Justino, uma missionária evangélica que respondeu a um processo ético em 2009, no Conselho Federal de Psicologia, por oferecer terapias de “reversão” sexual. Teve o registro cassado. A missionária chegou a afirmar que considerava a homossexualidade um distúrbio e que conseguiu aliviar o sofrimento de inúmeras pessoas. Rozângela é a figura de maior destaque no grupo do qual Adriano faz parte e que entrou na Justiça com a ação popular contra o CFP.

      Nada a ver com preconceito

      Mesmo me considerando antiético, doutor Adriano Lima propôs que eu o entrevistasse em uma segunda visita. Agora, o homossexual seria jornalista. A propósito, Adriano acredita na possibilidade de fatiar os vários aspectos que compõem a personalidade de um indivíduo. Por exemplo, ele afirma que a parte de um homossexual que não se aceita pode estar desvinculada da parte do mesmo homossexual que convive em sociedade. “Ele está infeliz, mas não por sofrer preconceito, bullying, pressão social, nada disso. Ele simplesmente não se sente confortável.” Nesses casos, o homossexual recorre ao grupo de psicólogos de Adriano com a demanda da reorientação.

      É o que ele chama de paciente egodistônico. Esse indivíduo sofre, do nada, de uma distonia que o faz rejeitar o próprio desejo. “Eu vou acolher o paciente no sofrimento psíquico dele”, afirma Adriano. “Vou dar a ele capacidade de autonomia para tomar a decisão (entre se reorientar ou não). É ele que vai decidir.” Pensei: como reorientar um desejo?

      E o que seria “capacidade de autonomia”? O que ela envolve? Como um psicólogo fornece isso ao analisando? “Depende. Existem pacientes com as mais variadas demandas. Tudo é possível no ser humano”, afirma ele, tomando fôlego. A essa atura, Adriano já caiu em diversas contradições. Diz que nunca considerou a homossexualidade um distúrbio, como Rozângela, sua parceira na ação contra o CFP, nem jamais cogitou curar gays, como ela já garantiu ter acontecido muitas vezes. Mas não nega fazer parte do mesmo grupo da missionária.

      Reversão de heterossexual

      Entre as “mais variadas demandas” dos pacientes, pergunto se já houve heterossexual querendo se reorientar. “Nunca tive um caso de pessoa que quisesse isso.” Seria realmente complicado, já que quando Adriano fala de reorientação sexual usa a palavra “retorno”. Para onde o heterossexual retornaria? Para que fornecer “capacidade de autonomia” a alguém que não precisa retornar?

      A questão remete à chamada heteronormatização, palavra que o leva a fazer uma careta de desprezo. Trata-se de tomar a heterossexualidade como norma de orientação sexual, desconsiderando as outras. “Chegamos a um ponto que e estão institucionalizando a homossexualidade e patologizando a heterossexualidade”, acredita Adriano, que é declaradamente contrário ao “movimento”. É assim que ele chama qualquer ação promovida por homossexuais. “Respeito o que as pessoas fazem entre quatro paredes, mas posso não concordar.”

      Homossexualidade, pedofilia, zoofilia…

      Quando afirma que é contra a parada LGBT, alega que o “movimento usa crianças nessas manifestações”. Adriano se refere aos adultos que levam filhos, enteados, sobrinhos, amigos etc para assistir. Indignado, ele pergunta: “Que referência essas crianças vão ter na formação da própria sexualidade? E qual o dano? Não só psicológico, mas enquanto cidadãos??”; E então, ele passa a atacar a pedofilia, e daí para chegar na zoofilia é um pulo.

      Cita exemplos radicais, para mostrar que não pode aceitar determinadas demandas (variadas) em seu consultório. Ele agora fala mais alto: “Pedofilia é crime!! Se chegar aqui no consultório um homem de 40 anos dizendo que está se relacionando, digamos, com uma menina de 7, eu denuncio!! Entrego ao juizado! Tem gente no “movimento” que defende a autonomia sexual de crianças!! E o que você acha de gente que se relaciona com animais??”

      Sinto que ele está tentando colocar tudo no mesmo balaio. Peço para retornarmos à estrada.

      Algumas das causas que podem levar à homossexualidade, segundo Adriano e Rozângela, são traumas de infância, condução inadequada na formação dos filhos e abusos. “É preciso verificar o grau de proximidade de quem comete o abuso, a intensidade e a recorrência”, afirma ele, que diz fazer pesquisas sobre sexualidade há quatro anos.

      Por amor… gratidão

      Adriano Lima atende em uma sala de aproximadamente 8 metros quadrados na Avenida Paulista, região central de São Paulo, onde há duas cadeiras e um divã bege puxado pro marrom. O divã é decorado com duas almofadas rosa pink e uma manta com franjas da mesma cor. Uma tela branca com manchas num estilo, digamos, expressionista abstrato, está pendurada na parede acima do divã. No banheiro, encabeçando uma solicitação para não jogar papel no vaso, lê-se “Por amor”; e, finalizando: “Gratidão”.

      Alto, 1,85 m, magro, Adriano conserva na aparência uma certa consonância com a alegada rigidez de seus princípios. Na primeira visita do blog, ele combinava a camisa social branca (pra dentro da calça jeans) com cinto branco e tênis Lacoste branco. Na segunda, o tênis New Balance era bordô, da mesma cor da malha. Estava com uma echarpe xadrez enrolada no pescoço. Reclamou de um resfriado. Pernambucano, ele conta que foi criado pelas duas avós, porque seus pais eram separados. “Não tive uma estrutura familiar ideal”, acredita. Diz que não está namorando no momento.

      Político x religioso

      Adriano acredita que “os psicólogos do CFP estão deixando o viés científico pelo político-partidário: muito são do PSOL, PT, de esquerda”. Pergunto se ele pode informar quantos, dos mais de 300 mil psicólogos inscritos no conselho, estão ligados a esses partidos. Ele faz um muxoxo mal humorado e diz: “Ah, esses que falam aí.” Por sua vez, o CPF critica o grupo de Adriano e Rozângela por estar esquecendo o viés científico para atuar sob o viés religioso. Ele diz que jamais mistura sua religião com a ciência.

      Ao defender o fatiamento do seus lados religioso e científico, ele afirma que “não há como negar a biologia”: “Se quer viver sua homossexualidade, que viva. Tem plena liberdade!”, diz, como quem esconjura. “Mas hoje já se sabre que o xy define o sexo masculino, e o xx, o feminino. Uma das funções da diferença é a procriação.”

      Sinto que não vou dar conta de me reorientar. Começo a sentir uma certa desorientação. Por sorte, o psicólogo olha para o relógio e informa que não lhe resta muito tempo. “Você já tem bastante material”, afirma, apontando para minhas anotações. Concordo, me despeço.

      Vamos dizer que isso feito por Paulo Sampaio é uma versão mais sofisticada daquilo que o Brasileiro de Aço destrinchou em seu vídeo mais recente:

      Observe que a mecânica é a mesma de “tomar dipiroca”: criar algo bem ridículo para desacreditar algo. O psicólogo em si demonstrou estar atento àquilo que hoje em dia significa ser jornalista quando o assunto é egodistonia e pôs o tal ativista de imprensa contra a parede até que ele se revelasse jornalista, talvez já alertado pela colega Rozângela Justino. Aliás, quem for ao perfil de Adriano Lima irá encontrar este comentário cuja imagem repasso abaixo:

      https://uploads.disquscdn.com/images/8b28897b8613e5cf04ae99e08cef65c91aa3e92d9187212ad1073b31141cb499.png

      Bem como já fez um vídeo a respeito:

      https://www.facebook.com/adriano.jose.7777/videos/1539070356130866/

      Diz ele que tem a íntegra do áudio da entrevista e acho isso correto. Seria bom que ele publicasse a tal íntegra até para que o pessoal soubesse o que Paulo Sampaio de fato falou na entrevista, a exemplo do que fez Danilo Gentili com Diego Bargas.
      Como análise da matéria, eis que temos uma tentativa de insinuar coisas sobre Adriano Lima à base do “acuse-os do que você faz e xingue-os , como se pode observar por esta parte do texto:

      Por amor… gratidão

      Adriano Lima atende em uma sala de aproximadamente 8 metros quadrados na Avenida Paulista, região central de São Paulo, onde há duas cadeiras e um divã bege puxado pro marrom. O divã é decorado com duas almofadas rosa pink e uma manta com franjas da mesma cor. Uma tela branca com manchas num estilo, digamos, expressionista abstrato, está pendurada na parede acima do divã. No banheiro, encabeçando uma solicitação para não jogar papel no vaso, lê-se “Por amor”; e, finalizando: “Gratidão”.

      Alto, 1,85 m, magro, Adriano conserva na aparência uma certa consonância com a alegada rigidez de seus princípios. Na primeira visita do blog, ele combinava a camisa social branca (pra dentro da calça jeans) com cinto branco e tênis Lacoste branco. Na segunda, o tênis New Balance era bordô, da mesma cor da malha. Estava com uma echarpe xadrez enrolada no pescoço. Reclamou de um resfriado. Pernambucano, ele conta que foi criado pelas duas avós, porque seus pais eram separados. “Não tive uma estrutura familiar ideal”, acredita. Diz que não está namorando no momento.

      Observe-se que aqui não se usou o termo “bege escuro”, mas sim “bege puxado pro marrom”, o mesmo valendo para “duas almofadas rosa pink e uma manta com franjas da mesma cor”. Observe-se aqui novamente a tentativa de Paulo Sampaio de se pôr como um boi preto que reconhece o outro e querendo imputar que este usaria os mesmos termos para definir almofadas e manta que no máximo o psicólogo pode ter optado pela cor como forma de o impacto cromático gerar um determinado conforto. Fui pesquisar em que lugar da avenida Paulista atende Adriano Lima e temos este cartão de visitas disponível na própria fanpage do profissional:

      https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/13723949_294998864183484_1041379676623325259_o.jpg?oh=e6851a857663a045a17ef4574700061f&oe=5A7F1FF8

      Pelo que se fala na matéria, tudo indica ser o mesmo endereço. Se procurarmos na internet pelo tal número na Paulista e o referido conjunto, veremos que é uma clínica psicológica chamada Escolha Ser, cujo espaço pelo visto é usado pontualmente por outros psicólogos caso o necessitem. Quem toca a Escolha Ser? Vanessa Portes e, portanto, creio que a decoração interna está a seu gosto e os psicólogos que utilizam o mesmo espaço sabem que estão em casa de terceiro e não podem fazer muitas coisas.
      Outras manobras também podem ser vistas na história de descrever as roupas do entrevistado, a criação pelas avós e estar sem uma namorada no presente momento, com “não está namorando no presente momento” ser um jogo em cima da indefinição. Portanto, como se pode observar, se você é um heterossexual que por um acaso tem vida discreta, não namora por namorar, sabe que as pessoas normais trepam por muito menos tempo no dia, na semana, no mês e no ano do que a mídia quer fazer supor e, mais ainda, não subscreve agenda esquerdista identitária, corre o risco de ser escarafunchado por aquilo que veste e o modo como se veste, a decoração do ambiente em que se encontra e outras tantas coisas. Aliás, apesar de não ter pesquisado sobre a decoração da clínica em questão, tenho a nítida impressão de que Paulo Sampaio pesquisou o perfil de Adriano Lima e notou que o cara é conservador e evangélico, pelo que vi da Assembleia de Deus, e jogando em cima disso foi já com a pauta pronta para pegar apenas uns depoimentos, mais ou menos como ocorreu com outro jornalista dentro do complexo Folha/UOL que se ferrou ao entrevistar Danilo Gentili.

      Enfim, como se pode observar, fica claro que o que a militância gay não conseguiu nos tribunais está querendo conseguir pela via midiática.

  • fabricio, eu te apontei os estudos, você ignorou. Você disse que os links vieram de sites de direita, eu te mostrei que estão em sites de esquerda. Eu sei que é da Pew, eu te mostrei o que está por trás do desejo dos muçulmanos: você ignorou de novo. Se você não sabe o que é hégira, você aposta DE NOVO no seu único “argumento” aqui, o ad ignorantiam: se você não estudou e não sabe o que é, diz que não existe. E repete o já refutado, jogando Malafaia onde ele não foi chamado e falando em “preconceito contra homossexuais” (você, cientistaço anti-religião, deveria ser o primeiro a procurar saber o MÉTODO da pesquisa, antes de regurgitar o seu suposto resultado, colocado em manchete sensacionalista, que nada tem a ver com a verdade sobre muçulmanos ou evangélicos). E sua frase sobre crescimento populacional, sério, não faz o MENOR sentido, você tenta refutar algo que passou longe, MUITO longe do que eu disse.

    Sério, com seu entendimento de lógica, não surpreende que você seja mais um dos “cientistinhas” que acreditam em “estudos” que nunca leu: só leu as manchetes. A Superinteressante é um lugar mais adequado para você se informar, pois já vi que tem aversão a conhecimento.

  • fabricio, se você acha que Psicologia é ciência, sinto muito, você não sabe o que é Psicologia e, pelo seus argumentos aqui, muito menos ainda o que é ciência. Como se psicanálise, por exemplo, tivesse, como é, “respaldo científico”.

  • Teo, você acredita que algum psicólogo pode forçar qualquer tratamento? Não dá pra fazer isso direito nem com depressão profunda. Sério. Tem mil normas. Essa é uma viagem que só existe na internet, por quem não sabe como funciona a Psicologia.

  • Pobretano

    Agora sério, sobre a “cura gay”, quem é bissexual toma meio comprimido?

    Deve ser eletrochoque de 55 volts 🙂

  • Silva1983

    Flávio, a comentarista Fabi foi muito correta ao apontar para o grande “elefante no meio da sala” dessas falsas polêmicas: aqueles (incluo-me nessa) que consideram o homossexualismo intrinsecamente mau, comportamento que tem um impacto ruim na vida do indivíduo. E nem entro em detalhes sobre a espantosa questão de saúde pública: https://www.cnsnews.com/news/article/michael-w-chapman/cdc-gay-men-2-population-67-all-new-hiv-cases

    Deixo aqui alguns vídeos que considero muito bons sobre o assunto (são em inglês, sem legendas):

  • Rach

    O conselho não precisava nem de uma resolução tratando desta questão em específico. Porque ele já tem o poder de abrir processo disciplinar e cassar o registro dos psicólogos que utilizem práticas não comprovadas cientificamente. Que nem receitar floral de Bach ou oferecer serviço de psicoterapia usando mapa astral. Claro que fizeram a resolução para marcar posição, um ato político. A resolução escrita de forma genérica (sempre é né) que poderia ser interpretada como proibição ao estudo do campo ou mesmo a proibição do acolhimento de pacientes que CHEGUEM com esta queixa. Regulamentação do que é dito dentro do setting. Esse é o MAIOR perigo e, por isso, a decisão do juiz é acertada, sim.

  • Ana clara Amaral

    Gente, OMS publicou o porque da homossexualidade NÃO ser doença? Uai o negocio funciona a base de provas e pesquisas concretas. Eles mostrando as pesquisas detalhadamente e explicar direito, essa bagunça acaba logoo e essa porra de cura gay também.

    • Rach

      a oms é muito menos pautada por ‘ciência’ do que a gente gosta de acreditar.

  • Patricia Abrao

    Esse texto combate a fake news com uma fake news, surreal, meu caro

  • Renata Ferrante

    seria bom dar uma olhada em artigos menos tenciosos então se você já vai procurando um que sabe que vai falar o que você quer ouvir, pra pelo menos tentar entender o lado dos que estão criticando em vez de acreditar que quem não concorda com você é burro.

    • Bruno Goudet

      E onde estariam os artigos “menos tendenciosos”?

      • André Domingos

        Pois é? Outro lugar além do Senso Incomum é difícil de encontrar.

  • Não leu o texto, ou leu e não entendeu?

  • Renata Ferrante

    o que seria um culto ao homossexualismo? e o termo certo é homossexualidade. a única coisa que o pessoal lgbt+ faz é tentar conquistar direitos que eles já deveriam ter e eliminar o preconceito que leva algumas pessoas a acharem que tem algo errado com elas. além disso, que plano da criação? nem todo mundo tem a mesma religião que você e o estado é laico.

  • Caetes

    ‘Cura gay’: o que de fato disse o juiz que causou uma onda de indignação
    Juiz Waldemar Cláudio de Carvalho abre brecha para que psicólogos ofereçam tratamento

    https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/19/politica/1505853454_712122.html

    • R3

      Eu também concordava que era uma atrocidade. Mas ver a opinião mais aberta do Flavio me iluminou. para qualquer imperativo questionador como você e eu… não há vergonha nenhuma em estar errado. Admito… Flavio está certo, bem embasado. Se tu se importa com a vida de pessoas abusadas (muitas vezes por religiosos e padres tmb), com transtornos e duvidas internas, mirando o SUICIDIO.. dê AMOR, não ódio. Estenda a mão. Paz. Ouça o que o Flavio disse…. #AMORNÃOODIO

  • Marcos Basan
  • Robson Rossi

    Veio com um texto-modelo cheio de espaços em branco, para preencher, antes mesmo de ler o que o Flávio escreveu. Aquela sequencia de ler->interpretar->refletir->contra-argumentar, no seu caso ficou assim: contra-argumentar->ler a própria contra-argumentação->pescar alguma coisa no texto do Flávio->postar->achar que lacrou atacando moinhos de vento confundindo-os com gigantes.

    A parte “Será que o autor desse texto consegue achar um, ou só consegue citar psicólogos pops do século passado?” é só uma amostra de como o grande fabricio em letras minúsculas leu nada do texto, só pescou algumas palavrinhas, pois estava já com o texto lacrador pronto (deve ser um daqueles adeptos de leitura dinâmica onde se lê uma palavra a cada linha). Vou desenhar para você: Flávio citou psicólogos do século passado que não só são referências da própria psicologia como são cânones, são a base teórica, são a leitura recomendada, são os temas de seminários e outras coisas mais dos cursos de psicologia e afins.

    Não é o Flávio que gosta dos psicólogos pops do século passado, são as ementas dos cursos de psicologia mundo afora que gosta deles e o Flávio deixa esse fato bem explicito, fabricio em letrinhas minusculas!

    Leia, depois tente escrever seu texto lacrador!

    • fabricio

      Ambos psicólogos são importantes, mas nenhum psicanalista (ou psicólogo) segue a risca tudo o que disseram. Isso é óbvio, e todo profissional sabe que Freud tem tais opiniões sobre homossexuais. Mas citar eles é como citar Newton para atacar físicos atuais, ou Darwin para biólogos, etc. São importantes, mas é atacar um espantalho e não tratar da realidade atual.

      • Rach

        Freud e Reich eram psicanalistas. na verdade, primeiro eram médicos e se tornaram psicanalistas depois. O Freud pq inventou a psicanálise, o Reich pq foi discípulo, sim, mas rompeu com Freud bem cedo, seguindo seu trabalho sem reconhecimento da comunidade psicanalítica. não dá pra chamar a teoria dele de psicanálise. mas é verdade que ambos estão presentes nos cursos de graduação de psicologia, o Freud muito mais.

        Estou falando disso pq tem tudo a ver com a questão da resolução do conselho de PSICOLOGIA. Eu vi um monte de prints de cursos e palestras oferecendo a tal da ‘cura gay’ rolando na internet, servindo de ilustração pro ‘grande mal a ser combatido’ mas em muitos deles não havia psicólogos envolvidos (pelo menos na comunicação). Ou seja, algo que foge da cobertura do CFP e tb não caracteriza exercício ilegal da profissão uma vez que não prometem psicoterapia. Pra variar rola uma gritaria ai-meu-deus-que-absurdo.

        Sempre gosto de lembrar que psicanalistas, por exemplo, não estão sob a coerção do CFP uma vez que a profissão não é regulamentada e não precisa ser psicólogo para exercê-la.

    • R3

      Fabricio, para qualquer questionador não há vergonha nenhuma em estar errado. Admita, Flavio está certo, bem embasado. Se tu se importa com a vida de pessoas abusadas, com transtornos, mirando o SUICIDIO.. dê AMOR, não ódio. Estenda a mão. Paz. Ouça o que o Flavio disse…. #AMORNÃOODIO

  • zanpas

    O mais incrível é que a própria justificativa de tudo estava em várias das notícias, mas só leram (e entenderam como quiseram) as manchetes.

  • Pobretano

    É interessante também notar que esse mesmo povo que paga de “pró-ciência” é incapaz de adotar uma postura minimamente cética sobre o assunto. “A ciência disse, então acabou a discussão”.

  • fabricio, reparou que, a despeito de todo esse julgamento (“se alguém é de direita, não é científico”), seu último parágrafo contradisse completamente o primeiro? Ora, ambas são organizações progressistas, e ninguém quer o “realinhamento forçado da orientação sexual”. Logo, você está atacando um espantalho. No mais, o restante do artigo, que você nitidamente não leu, analisa ponto a ponto o que você diz.

    • fabricio

      Eu dei um exemplo rebatendo o seu ponto da “OMS ser globalista e instituições progressistas”. O problema não é o pesquisador ser de esquerda, direita, ou um abacaxi, é trazer o viés religioso para a ciência, como claramente o site que você citou faz e a Marisa Lobo faz, a não ser que você seja a favor de existir uma psicologia cristã com credencial científico. Novamente, você acha que o artigo que citou passaria em algum journal de psiquiatria ou psicologia grande? Se passaria, ou se existir algum, por que não citou para embasar melhor seu argumento? Afinal, o artigo dali vale tanto cientificamente quanto um que sai na Carta Capital, no Antagonista, ou aqui.

      Eu consegui citar, dada a precaução das Associações. E você? Já leu?

      Muitos querem, ou você tem um desconhecimento gigante do viés de certa parte religiosa da população, que tratam ser homossexual como problema, e usar isso como base. Todos tem problemas se tratando da sua sexualidade e isso já é abordado por psicólogos (tornando a decisão desnecessária, e, no minimo, suspeita), mas diferente de AIDS ou timidez (rs), o problema costuma muito ser não da sexualidade da pessoa, mas como o redor dela a trata e costuma ser um obstáculo-lo a isso.

      • fabricio, eu e todo mundo já notamos que você tem problemas com religiosos. Também já fui assim, com leituras adequadas essa monomania passa. Não sei o que Marisa Lobo, de quem discordo em trocentos pontos, está fazendo aqui de novo. Só pra te lembrar, eu citei UM artigo que você reclama, e LOGO ABAIXO, citei outros, e até mostrei que até o site do PSTU trata o caso com mais rigor do que você.

        Se a população tem problema, o problema é da população. Dá pra ser mais óbvio? Não se pode impedir tratamento a personalidades egodistônicas, por exemplo, porque você tem problema com evangélicos. Resolva o SEU problema. Com alguma terapia, talvez. E saiba que linhas como psicanálise ou a linha sócio-histórica, permitidas pelo CFP, são tão “científicas” quanto um livro de auto-ajuda.

        • fabricio

          Não há necessidade de psicoanalisar ou interpretar erroneamente o que eu digo, mesmo sabendo que faz isso constantemente quando suas idéias são contestadas. Parece feminista quando começa-se a falar de diferenças entre os sexos.

          Pessoas religiosas são diferentes de trazer vies religioso para assuntos científicos atuais. E não sei de onde você tirou evangélicos; quando eu me refiro pessoas mais religiosas, eu digo tanto católicos, umbandistas, evangélicos e muçulmanos (acho que assim você iria gostar né?); isso é tirado de muitos censo de pesquisas, onde percebe-se certo tipo de preconceito da população, cada vez mais diminuindo. Até o último censo nos EUA, pela Pew Research, a população muçulmana americana está menos preconceituosa que a evangélica. (Fonte: http://reason.com/blog/2016/06/13/in-america-muslims-are-more-likely-to-su) Evidências!

          Não citei o caso do artigo do PSTU (surpreso que cita não artigo científico, mas artigo do PSTU?! É sério?!) pelo fato de realinhamento de orientação sexual não está lá, mas sobre transgêneros, assunto totalmente diferente. E, sério, psicanálise ou linha socio-histórica tem base científica quanto o que esse juiz queria fazer.

          No mais, cadê o artigo científico sobre reorientação da sexualidade que a ata do juiz defende?

          • fabricio, pra alguém desses tão anti-religiosos viciadinhos em “estudos” (o velho apontaestudismo de quem se formou lendo Superinteressante), você deveria ser mais cético. O estudo que a Reason mostra tem como “EVIDÊNCIAS!!!!!!!!!!1111” que muçulmanos são mais a favor do casamento gay… de americanos. Sabendo o que é uma hégira, isso é prova de ser uma população “menos preconceituosa” ou de ter a diminuição da população adversária como método de conquista?

            E citei o PSTU justamente pra mostrar que não tem nada de “ah, é estudo da direita católica”. Tão somente por isso. E o site deles tem link pra outros estudos.

            É pra ver como você faz uma leitura selecionada de trechos só pra ser desesperadoramente anti-religioso. No fim, acaba se cegando pra verdade. Não é só fanático religioso que é cego à evidências factuais, não.

    • Muito bem colocado.

  • Lucília Simões

    Não digo a maioria, mas a esmagadora maioria, quase 100% é o que vc disse: gente pautada pelas manchetes da mídia com ares professorais e condenatórios fazendo um berreiro dos infernos sem escutar nada além do próprio caos interior. Sabe aqueles programas “10 anos mais jovem”? Devia existir um “dez anos mais inteligente”, mas não ia ter público.

  • Ana

    Tenho um parente esquizofrênico com traços de F66.0 e F66.2. Ele tem piorado muito com o passar dos anos (principalmente porque mantém um lado consciente ativo, e por isso se sente um fracassado) e boa culpa disso foi a abordagem inadequada dos tratamentos psicológicos e psiquiátricos ao longo de sua vida vida. Como você já deve imaginar, tratamentos de ordem mental são longos, complicados e nem sempre você pode trocar o paciente de profissional com a rapidez que gostaria, até mesmo por resistência do próprio paciente. Sou a favor dos direitos dos LGBTs e vi a liminar como vitória. Só quem lida diretamente com uma pessoa com um problema psiquiátrico real sabe o quanto é necessário abrir o leque e abordar até mesmo aquilo que soa extremamente desconfortável. Inclusive, achei risíveis as afirmações de que “agora gays serão internados compulsoriamente”. Sequer consigo uma internação para meu parente com esquizofrenia quando ele está em momentos de surto (ele fica insuportável, agressivo e perigoso)… as pessoas acham que a vida real é um filme com Jack Nicholson, só pode.

  • Felicio Arsuffi

    Perfeito!

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