Fundo do poço

Imprensa culpa Bolsonaro por tiro dado em Cid Gomes

Colocar a culpa em Bolsonaro mostra que a inteligência dos jornalistas já foi terraplanada. Afinal, as pessoas precisam aprender a dialogar com quem tenta passar por cima delas com uma retroescavadeira

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Qual o limite da indecência jornalística? O empenho em auto destruir sua reputação parece não ter fim. A cada afetação de indignação com o governo Bolsonaro a mídia se desintegra no debate público. Será só burrice? 

Vejamos:

Sem a gorda mesada do governo petista, as empresas de mídia estão, mais do que nunca, a um passo da falência. O sucesso do governo Bolsonaro pode pôr fim a uma hegemonia de décadas. Os jornalistas, sempre muito próximos do poder central, perderam sua influência e viram suas reputações sendo esmigalhadas pela opinião pública.

As redes sociais expuseram a incultura monumental dos jornalistas. A grande maioria dos profissionais de hoje, nos melhores casos, moldou sua visão de mundo com novela da Globo e o Pica-Pau. Essa formação intelectual elevadíssima parece não dar muito resultado. Que o diga Eliane Cantanhêde, âncora da Globo News.

Ao tentar invadir um quartel com uma retroescavadeira (O Brasil é o máximo!), colocando em risco a vida de dezenas de pessoas, Cid Gomes foi alvejado pela polícia. Não custa repetir: ELE ESTAVA NUMA RETROESCAVADEIRA TENTANDO PASSAR POR CIMA DE PESSOAS. Para a genial jornalista do grupo Globo, a polícia, na iminência de ser esmagada, devia ter mirado na perna (PQP!) do senador cearense. 

Podiam também ter cantado Imagine ou lançado pombas brancas no céu azul de Sobral. A velha jornalista anda vendo muita S.W.A.T. O despreparo da polícia só não é maior que o despreparo de Eliane em articular algum pensamento. Mas Eliane não está sozinha nesse jogo.

 

Nas últimas semanas, a imprensa se esmera em desviar a atenção de uma das mais graves acusações contra um veículo jornalístico e uma de suas jornalistas. Até o momento nenhum dos grandes veículos de comunicação abordou a tentativa da Folha de S. Paulo, por meio de sua jornalista, Patrícia Campos Mello, de sabotar as eleições de 2018.

O Brasil só não se despedaçou de vez porque boa parte do povo que vive fora das capitais consegue manter um distanciamento saudável da classe falante. O que ele vê na tevê lhe parece demasiado irreal para que isso mexa com sua rotina diária. Intelectuais também não possuem muito prestígio entre o povão.

Quando um jornalista emite uma opinião sempre tenho a sensação que estou colocando o dedo numa tomada 110V. Não é dos piores choques, mas dá um susto. A inteligência plana de um jornalista pode colocar um país em crise. Por isso, é muito importante estar atento aos indivíduos em situação de imprensa. 

Vera Magalhães, por exemplo. Toda vez que a nossa rainha do nonsense visual e intelectual aparece sinto inevitável vontade de jejuar eternamente. Parece que nenhuma comida lhe cai bem. É um esgar de quem está o tempo todo com aqueles chicletes azedos na boca. Impossível não se entusiasmar com o fim do mundo depois de ler um tuíte seu. A cachopa, versada em Legião Urbana e Louro José, reduz o mundo com inigualável feiúra. 


Esse rancor contra tudo que não pareça uma calçada besuntada de cocô de passarinho não tem trazido bons frutos para a pobre jornalista. O tradicional programa Roda Viva, sob sua batuta, exibe picos de falta de audiência. R. R. Soares e Fala Que Eu Te Escuto parecem opções menos aperreantes para o telespectador.

Tudo isso cria uma personalidade destrutiva, empenhada em se vingar do mundo. E, no Brasil, muita gente sem talento e vingativa, que galgou sua carreira na conversa, tem o microfone à disposição na grande imprensa.

A elite falante está em desespero. Depois de mais de quarenta anos de idiotização em massa, os próprios jornalistas, depois de muito se informar, são incapazes de dizer como foi seu dia no zoológico. São incapazes até de diferenciar os bichos.

Que repousem em paz.

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