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Poço sem fundo

Jornalismo profissional ignora coronavírus e pergunta sobre arrependimento em coletiva de Bolsonaro

Sem nenhum interesse em esclarecer a população, jornalistas profissionais usam coletiva sobre pandemia global para questionar como o presidente coloca a máscara

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A histeria criada na imprensa em torno da atitude do presidente no último domingo tem um foco claro: desestabilizar o país. A prova disso se deu na última coletiva de Bolsonaro. Ao invés de perguntas que ajudassem a esclarecer a situação e orientar as pessoas para não gerar pânico desnecessário, a mídia preferiu lacrar.

Os jornalistas, que demonstraram não ter nenhum interesse em esclarecer a população, voltaram sua atenção ao presidente, questionando-o sobre seus cumprimentos na manifestação.

A pandemia de burrice do jornalismo profissional já não tem mais como ser contida. Foi alastrada há mais de trinta anos pelas universidades do país. Hoje, no Brasil, não há uma classe tão corporativista e tão descolada da realidade como a jornalística.

Chamam qualquer crítica que se faça de ataque. A autolatria cobra seu preço. A medida que aumentam a gritaria em torno dos supostos ataques mais expõem sua desconexão com o mundo a sua volta.

Numa hora como essa, o que se espera de jornalistas experientes é que ignorem as diferenças com o governo e façam perguntas que ajudem a esclarecer sobre o coronavírus. 

A população é que paga pela falta de compromisso com a informação e o excesso de preocupação com seus egos feridos. A porta-voz da histeria jornalística, Vera Magalhães, cada vez mais afunda a moral do jornalismo, transformando a si mesma em vítima de uma perseguição imaginária.

O absurdo vai tão longe que tem jornalista profissional implicando com a forma que o presidente americano, Donald Trump, outro odiado pela mídia, se refere ao coronavírus.

Os jornalistas, se lhes resta alguma dignidade, deveriam voltar algumas casas, parar de achar que são guias morais da nação e focar nos fatos, nas informações coletadas, no cenário real. A divergência de opiniões é saudável desde que se esteja discutindo com alguém honesto. Não há, hoje, maneira sadia de discutir com a classe dos profissionais do jornalismo.

A assessoria do PT tem feito seu trabalho de sempre também.

Parafraseando o Woody Allen: mais do que nunca na história, o jornalismo está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero e à absoluta falta de esperança. O outro, ao protagonismo de tipos como Monica Bergamo e Vera Magalhães, ou seja, à extinção total. Vamos rezar para escolherem corretamente.

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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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