Preconceito

Chineses hostilizam estrangeiros por medo de novo surto de COVID-19

Meses depois de Milão organizar a campanha "Abrace um chinês", taxistas chineses se recusam a atender estrangeiros

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Expatriados que vivem na China estão enfrentando preconceito por parte dos chineses, segundo matéria publicada na última segunda-feira, 30, na Revista Época.

Próximos de alcançar a contenção do coronavírus, os chineses temem que estrangeiros possam trazer o vírus novamente ao país.

O comportamento hostil aumentou após a decisão do governo chinês de suspender a entrada de estrangeiros em todo território nacional.

Um estudante sérvio que reside no Centro de Xangai disse à reportagem que ficou surpreso ao ver um comunicado de proibição de estrangeiros em um bar de Xangai que frequentava:

“Quando vi não acreditei. Eu e meus amigos somos clientes fiéis de lá, o saguão sempre lota de gente de fora. Achei um tiro no próprio pé”.

Uma brasileira que vive em Changchun, na região central da China, espantou-se ao ver em um aviso que estrangeiros não poderiam mais frequentar uma rede de academias na região: “o estabelecimento permanece aberto, mas apenas para os chineses”, informou o cartaz na academia.

Uma russa disse que foi cliente por muitos anos de uma manicure que não a atende mais.

Ana Nasguewitz, outra brasileira que vive em Hohhot, região Norte da China, contou que pessoas de uma comunidade de expatriados foram expulsas de taxis. Disse que nesses seis anos que reside na China, antes do coronavírus, nunca viu ou ouviu história de preconceito por parte dos chineses.

“No último domingo, fui visitar um templo e um senhor local começou a tentar conversar comigo de longe. Como não entendia perfeitamente o que ele falava, comecei a me aproximar. A partir do momento em que ele me viu andando em sua direção, pediu para eu não me mexer mais e começou a se afastar de mim.”

Um estudante italiano que residia nas moradias estudantis da universidade de Xangai, afirmou que precisou voltar para a sua terra natal para não dormir na rua:

“Decidi um dia sair para tomar um café e comer algo diferente e, quando retornei, fui impedido de entrar no meu próprio dormitório. Optei por acatar porque não quero problemas”, disse ele à revista ÉPOCA.


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