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Superinteressante diz que autoritário não é o lockdown, é “desobediência civil”

Como se sabe desde que o termo foi cunhado por Thoreau, só autoritários praticam desobediência civil, como Gandhi, Martin Luther King e o Woodstock

A revista Super Interessante não conseguiu manter ares de pretensa imparcialidade científica sobre a declaração de Bolsonaro que alerta que um povo armado jamais será escravizado.

O colunista do artigo, Alexandre Versignassi, diz que armar a população para impedir uma ditadura seria estabelecer outra. Assim, sem pudor, comparou Bolsonaro a Hugo Chaves.

Hugo Chaves nunca pretendeu armar a população da Venezuela. Ao contrário, em junho de 2012, uma matéria da BBC mostrava como Chavez desarmou a população, permitindo o armamento apenas aos membros do governo.

O imaginário do autor sobre o assunto é fundamentado na velha cantilena infantil: “se liberar as armas isso aqui vai virar um faroeste“.

Na verdade, o velho oeste era mais seguro do que um país que tem quase 70 mil homicídios por ano, mas esse não é o ponto em questão. O que o colunista não percebe é que ter direito ao porte e posse de armas não é uma exibição gratuita de violência, mas um louvor a liberdade do cidadão.

Mas o autor sofisticado não para por aí. Versignassi diz adiante que uma “discussão sobre a imposição de lockdowns deve ficar exclusivamente entre as autoridades”. A frase é a afirmação mais anticientífica que poderia existir numa revista que se pretende científica.

A ideia de acabar com os isolamentos é estapafúrdia, anticientífica e aumenta o número de mortos“, disse Versignassi.

A simples constatação de que muitos governadores querem impor um lockdown ou qualquer espécie de isolamento não significa que estão do lado da ciência – o que estão fazendo é impor seus desmandos em nome da ciência. Versignassi transforma a ciência em ditadura de opinião… “científica”.

O que se vê é a absoluta falta de debate sobre o assunto. Burocratas políticos decidiram que o modelo do Imperial College é superior a outros métodos científicos discordantes e fim de papo – conforme apontou o prêmio Nobel, Michael Levitt:

“Acho que lockdown não salvou vidas. Eu acho que pode ter custado vidas. Ele salvou algumas vidas de acidentes de trânsito, coisas assim, mas os danos sociais – abuso doméstico, divórcios, alcoolismo – foram extremos.”


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