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Uns mais iguais

Comerciantes ignoram medidas restritivas de governador que trancou a cidade e foi pra Miami

Comerciantes paulistas, uni-vos

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Aos poucos, bem aos pouquinhos mesmo, os comerciantes paulistanos estão acordando. Depois de ter que engolir quase um ano de medidas restritivas ineficazes – vamos só achatar a curva, diziam os cientistas de auditório -, alguns estabelecimentos começaram a desobedecer os arroubos lunáticos da calça skinny mais autoritária desde que o primeiro brim foi urdido para nos agasalhar.

Já faz tempo que os desmandos em nome de uma ciência de achismo da dupla Doria/Covas está incomodando a população de São Paulo. Depois de aglomerar na festa que confirmou Bruno Covas – que infelizes que somos! – como prefeito da capital paulista, o suéter rosa determinou que o vírus poderia sair à noite e regrediu a cidade para a tal “fase amarela”, reduzindo o horário de comércios e serviços.

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Em dezembro, Doria resolveu dar mais liberdade ainda ao vírus, colocou São Paulo na fase vermelha, proibindo a abertura do comércio, e foi pra Miami, afinal, salvar milhões de vidas cansa.

Bruno Covas, uma espécie de Mini-me de Doria, que anda fazendo figuração como prefeito da capital, achou que, mesmo com todo mundo trancado em casa, era seu direito ir ao Maracanã ver seu Santos ser derrotado pelo Palmeiras na final da Libertadores. Eu tiro o seu direito de ir e vir para fazer valer o meu. Quanta abnegação!

Enquanto isso, milhões de famílias não sabem o que serão das suas vidas nesse espetáculo circense de abre e fecha. Mas alguns resolveram peitar a ditadura do palpitariado científico e exercer seu direito de trabalhar honestamente (um crime gravíssimo no Brasil).

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Ponto Chic, La Borratxeria e Bongiorno Pizza & Pasta ignoraram o lockdown cênico da indumentária almofadinha mais descarada – desde que Fidel comprou seu primeiro Adidas – e abriram seus negócios, uma atitude digna dos maiores elogios.

Outros comércios precisam perder o medo, abrir as portas e só ceder à pressão mediante a comprovação científica da eficácia desse tipo de trancamento. 

São Paulo é o recordista de mortes, o que comprova a total falta de direção na contenção do vírus no estado. Nem governador nem prefeito acreditam nas suas próprias medidas. Ou ficariam em casa, como querem obrigar todos a fazer.

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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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