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Kim Kataguiri discute “perdão do PT” com Marcelo Freixo (sério)

Líder do MBL avalia cenário: "Qualquer outra liderança de esquerda que surge, eles já atacam como inimigos: Marina Silva, Ciro Gomes... a criação do PSOL foi assim" 

A revista Época publicou hoje uma entrevista com Kim Kataguiri, deputado e coordenador do MBL, e com o parlamentar Marcelo Freixo (PSOL) sobre a condução do Brasil na era petista.

A certa altura, o jornalista Paulo Cappelli perguntou se o “PT merece perdão” – expressão que vem circulando por vários espectros políticos. Kim disse que antes de receber o perdão, o partido precisaria assumir seus erros. Freixo argumentou que o perdão é um elemento da esfera religiosa e que a existência do partido é importante para o restabelecimento da democracia brasileira que no momento está sob ameaça.

Cappeli questionou se o partido já conseguiu se livrar da imagem de corrupção, Kataguiri afirmou que “ainda não”, pois o PT não reconhece os erros e tem Lula, o condenado, como personalidade principal. O psolista respondeu que o partido está fazendo uma auto-crítica e ressalta: “o PT fez coisas que, se chegasse hoje ao governo, não faria igual.”

Ao serem questionados se o “perdão” ao PT diminuiria o clima de polarização, o deputado do DEM disse que só diminuiria se surgissem novas lideranças no partido, pois Lula não aceita “abrir mão de espaço de poder”. Para Freixo, o atual governo é o responsável por gerar o ambiente agressivo ao atacar as instituições: “quem olha para o adversário como inimigo é Bolsonaro”.

Cappeli indaga por qual motivo o PT não quer fazer alianças com outros partidos. Para Kim, a culpa é do pensamento hegemônico petista que considera qualquer outro líder de esquerda como adversário: “Marina Silva, Ciro Gomes… a criação do PSOL foi assim”. Já o psolista afirmou que o partido precisa ouvir outras lideranças e exalta a força da legenda: “O PT foi para o segundo turno da eleição. Ele não desapareceu”.

Vários partidos são corruptos, diz o entrevistador, mas só o PT ficou com a imagem de corrupto. Kataguiri argumenta que o partido governou por treze anos e os “escândalos maiores ocorrem no âmbito do governo federal”. Freixo concorda com seu amigo deputado e acrescenta que a Lava Jato tentou destruir o PT, mas o partido resistiu e irá se reestruturar para o bem da democracia.


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