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Humor

Kim Kataguiri, o “líder mundial”, teve 2 votos para presidência da Câmara

Menino pernóstico que é marionete das velhas forças políticas, Kim Kataguiri, do MBL, diz que "ajudou a eleger Bolsonaro", mas ninguém tá nem aí pra ele

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Kim Kataguiri, que já foi considerado um dos maiores “líderes mundiais” pela revista Time (para você entender como são feitas tais listas), obteve vultuosos dois votos para a presidência da Câmara.

O líder do MBL, o movimento político mais ridículo do país, largou qualquer preocupação do povo brasileiro para se preocupar com seu próprio projeto de poder e o de seu grupo de maloqueiros.

Recentemente, foi elogiado por um palpiteiro que tem um histórico exatamente igual ao seu, Alexandre Borges, que também usou e abusou da direita e do conservadorismo para tentar emprego na grande mídia, hoje puxando saco de jornalistas da Folha e Globo – e, claro, sendo mentor “intelectual” dos adolescentes do MBL.

“Voa para seus 2 votos, garoto!”. Fonte: https://twitter.com/alex_borges/status/1354866651464945666

Kim Kataguiri hoje é piada para a esquerda, para a direita e para o centrão. E também para quem não tem posição política. E também para quem não sabe quem é Kim Kataguiri.

O seu MBL tem uma posição política que desagrada a gregos e troianos: acusa Bolsonaro de se aliar ao centrão, e depois diz que “a articulação” do governo é uma “catástrofe” (Alexandre Borges, quando contratado pela Jovem Pan pelo seu amiguinho Felipe Moura Brasil, a quem acusa de coisas feias em grupinhos de Facebook, fez sua segunda inserção dizendo “Melhor Jair articulando”). O próprio MBL dizia que tinha como grande aliado o centrão. Depois, acusa Bolsonaro de ser conivente com o centrão. Enquanto isso, o MBL faz carreata com Fernando Haddad e Guilherme Boulos, além de almoçar com Marcelo Freixo, ter grupo de Zap com Tabata Amaral e Alessandro Molon e outros líderes da extrema esquerda. E assim por diante.

Nos últimos dias, o MBL resolveu voltar às ruas para pedir impeachment – desta feita, de Bolsonaro. O objetivo era tratar o presidente como desgastado para emplacar os aliados de Maia na presidência da Câmara. Como todos sabem, o MBL hoje é unica e exclusivamente um puppet das velhas forças políticas do país: o PMDB e o DEM, sobretudo, além de serem, digamos, “alunos dedicados” de Gilmar Mendes, homem forte do tucanato no Judiciário. A carreata reuniu mais ou menos umas 20 pessoas no Pacaembu – a maioria petistas. Em Vinhedo, o protesto teve adesão de três pessoas (uma candidata do PSOL, seu vice e outra transeunte).

O estacionamento fica mais lotado em jogo da Portuguesa contra o Botafogo de Ribeirão Preto às 15h de quarta-feira.

Kim Kataguiri e o MBL dizem que “ajudaram a eleger Bolsonaro”. Assim que pisam fora da linha do que quer o país por um milímetro, são chamados de traidores e ninguém mais quer saber deles. Resta a grande dúvida: além do próprio Kim Kataguiri, quem teria votado no menino pernóstico? Temos medo de nós mesmos termos mais votos. E olha que nem somos deputados.

Já defendemos aqui, e agora fica ainda mais claro: é urgente criar uma CPI do MBL para a Operação Drain The Swamp que pode salvar o Brasil, finalmente. O MBL é o único fio condutor a unir 95% dos maiores inimigos do país: o Judiciário, a mídia, o lado podre da Câmara dos Deputados – além de ter como “guru” alguém com “incontáveis” vídeos que parecem ser de pornografia infantil. Com Arthur Lira na presidência da Câmara e Kim Kataguiri com 2 votos, a hora é agora. E é urgente.


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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record).

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