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Ato falho

Repórter da Globo se confunde e quase chama festa da “vitória” de Biden de aglomeração

Manual da ficção jornalística é bem claro: “só a direita aglomera”. Vírus chinês respeita protocolo de não contaminar ultra esquerdistas que saem às ruas

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Se ainda faltava algum resquício de credibilidade à mídia, algum lampejo de dignidade e respeito pela informação, o “corongavírus” e as eleições americanas trataram de sepultá-lo de vez. Nunca se viu uma torcida tão desabrida e até mesmo fanática por um lado da moeda. 

Depois do histórico “a gente virou!” dado pela jornalista da Globo News – que faria um Chico Lang* corar de vergonha da profissão  -, outro repórter da mesma emissora, em gaguejada igualmente histórica, quase chamou a ‘festa da “vitória” dos apoiadores de Joe Biden de aglomeração. Uma cena épica.

https://twitter.com/DOprimido/status/1325960878664060929

Os militantes de mídia deixaram de lado a máscara e foram bailar desnudos em pleno horário nobre. O que antes era meio escondido, dito de soslaio, com um certo pudor, foi escancarado e revelado ao grande público. A mídia desviou-se de sua função meramente informativa para ser parte essencial no jogo político, pervertendo a notícia a seu bel-prazer.

É o que Lorde Alcebíades, filósofo anônimo da renascença, costumava chamar de jornalismo de ficção. Gênero único nos grandes veículos de mídia, tal prática visa dar uma interpretação oposta à realidade pura. O agente, o jornalista profissional, toma posse de qualquer notícia e a distorce para levantar seu lado e diminuir o do adversário.

O jornalismo profissional, altamente defasado em relação aos fatos, não passa de superstição moderna. Está para a realidade assim como a leitura do futuro em borra de café está para a indústria automotiva. É um tributo desatualizado a uma época de ouro, em que jornalistas conseguiam emplacar uma fofoca sem contestação.

Rosenstock-Huessy, em A Origem da Linguagem, de 1981, disse que a reflexão acadêmica é incapaz de “acender a faísca entre o falante, o ouvinte e a verdade”. O jornalismo de hoje é um dos efeitos dessa investigação desalmada, é a corrupção última do ato de fé na linguagem. 

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* Chico Lang é um jornalista esportivo que nunca fez questão de esconder que era corintiano. Chico costumava palpitar sobre os jogos do Corinthians com resultados bem plausíveis como 8×0, 11×1, assim por diante. Mas jamais se prestaria a um vexame monumental como o da turma da Globo News. Grande Chico!


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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