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Saúde

Cientistas encontram evidências de componentes químicos tóxicos em algumas máscaras faciais

"O que respiramos pela boca e pelo nariz é, na verdade, lixo perigoso" - Há alergênicos e substâncias cancerígenas. 85% das máscaras no mundo vêm da China

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Cientistas encontram evidências de componentes químicos tóxicos em algumas máscaras faciais

Cientistas encontraram evidências de que algumas máscaras faciais que estão à venda e sendo usadas pelo público em geral contêm produtos químicos tóxicos, informa o jornal britânico Daily Mail.

Testes preliminares revelaram traços de uma variedade de compostos fortemente restritos por razões ambientais e de saúde, incluindo-se o formaldeído, produto químico conhecido por causar sensação de queimação nos olhos, nariz e garganta, tosse, respiração ofegante e náuseas.

Os especialistas estão preocupados com o fato de que a presença desses produtos químicos em máscaras usadas por longos períodos de tempo pode causar problemas de saúde indesejados.

As evidências obtidas pela Ecotextile News revelam que, embora as máscaras faciais devam atender a padrões específicos, nem todas as fabricantes o fazem.

O professor Michael Braungart, diretor do Instituto Ambiental de Hamburgo, conduziu testes em máscaras que causaram erupções cutâneas nos usuários.

“O que respiramos pela boca e pelo nariz é, na verdade, lixo perigoso”, disse o professor Braungart.

Além do formaldeído, produto responsável pelo “cheiro limpo” quando uma nova embalagem de máscaras é aberta, Braungart também encontrou anilina, um conhecido agente cancerígeno.

“Encontramos formaldeído e até anilina e notamos que fragrâncias artificiais desconhecidas estavam sendo aplicadas para cobrir qualquer odor químico desagradável da máscara”, disse ele.

“No caso das máscaras cirúrgicas de cor azul, encontramos cobalto – que pode ser usado como corante azul.”

“Resumindo, temos um coquetel químico na frente do nariz e da boca que nunca foi testado para toxicidade ou quaisquer efeitos de longo prazo na saúde.”

Dr. Dieter Sedlak, diretor administrativo e cofundador da Modern Testing Services em Augsburg, encontrou outros produtos químicos com seu método de teste exclusivo.

Além de detectar o formaldeído, ele detectou evidências claras de fluorocarbonos (PFCs) perigosos, que são fortemente restritos.

Os fluorocarbonos são tóxicos para a saúde humana e os cientistas recentemente apelaram para que sejam proibidos para uso não essencial.

‘Honestamente, eu não esperava que PFCs fossem encontrados em uma máscara cirúrgica (…). Isto é um grande problema ‘, disse o Dr. Sedlak.

As concentrações de PFCs encontradas estão dentro do limite seguro de 16 mg/kg, descobriu o Dr. Sedlak, mas quando colocadas em uma máscara, a apenas alguns milímetros da boca de uma pessoa, o nível de exposição sobe além do limite seguro com o tempo.

Ambos os acadêmicos dizem que seus trabalhos não são suficientes para concluir que todas as máscaras cirúrgicas são perigosas ou comparáveis, mas acreditam que algumas máscaras em circulação são preocupantes.

“Com base na minha experiência prática, certamente há um risco elevado e irracional”, diz o Dr. Sedlak.

As coberturas faciais destinadas ao público não são classificadas oficialmente como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e, portanto, não estão sujeitas ao mesmo nível de escrutínio que aquelas destinadas ao uso por profissionais médicos.

A China era o principal fabricante de máscaras do mundo antes da pandemia e solidificou sua posição em meio ao surto de Covid-19, sendo responsável atualmente pela produção de 85% de máscaras produzidas no mundo.

Nos primeiros cinco meses de 2020, por exemplo, mais de 70.000 novas empresas se registraram para fabricar ou vender máscaras faciais na China, à medida que as empresas buscam lucrar com o vírus.

O boom na demanda por esses produtos gerou preocupações de que as máscaras estão sendo feitas de forma imprudente, e as cadeias de produção chinesas, famosas por um controle de qualidade duvidoso, aumentam ainda mais as preocupações.

As descobertas desses primeiros estudos surgem no momento em que a qualidade das máscaras usadas na Bélgica e no Canadá foi questionada, com contaminação por grafeno e íons metálicos.


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Assuntos:
Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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