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China quer substituir o dólar como moeda de reserva mundial

País onde a pandemia se originou coincidentemente pretende definir sua própria moeda como valor de referência no mercado internacional, diz professor Di Dongsheng

Luigi Marnoto
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China quer substituir o dólar como moeda de reserva mundial

No mundo pós-pandemia, a China deve “decidir o valor de referência [no mercado mundial]”, disse Di Dongsheng (foto), professor da Escola de Estudos Internacionais da Universidade Renmin, em Pequim, referindo-se ao yuan, a moeda nacional chinesa.

Segundo Dongsheng, o regime comunista chinês está aumentando seus esforços para desafiar o domínio do dólar americano nos mercados globais e no comércio, aproveitando as mudanças econômicas causadas pela pandemia.

Em abril de 2020 o professor descreveu a pandemia como uma oportunidade “não vista em 100 anos” para o regime realizar sua meta de fazer “todos os sete bilhões de pessoas no mundo pagarem pela [China]”.

Se o yuan chinês alcançar a hegemonia global, Pequim estará em posição de imprimir mais dinheiro para diluir o valor da moeda em poder da população mundial – transferindo, assim, riqueza para a China, garante o professor.

Di ganhou notoriedade no final de 2020, quando um vídeo seu viralizou nos EUA, onde ele revela que o regime comunista chinês exerceu influência sobre a América nos últimos 30 anos, desde a eleição de Bill Clinton, por meio de seus “velhos amigos” de Wall Street.

Mas o esquema foi interrompido pela eleição do presidente Donald Trump em 2016. Com Biden na presidência, parece que o poderio futuro da China está mais seguro. Em uma declaração recente, o professor revelou:

“Mas agora, estamos vendo, Biden foi eleito. E a elite tradicional, a elite política, o establishment, todos são muito próximos de Wall Street. Trump falou outro dia que o filho de Biden tem uma fundação. Sim. E quem o ajudou a construir a fundação? Entenderam?”

De acordo com o currículo de Dongsheng, publicado no site da Universidade Renmin, o professor “contribui para a política econômica externa da China” participando regularmente de discussões políticas e visitas ao exterior com vários órgãos do regime chinês, tais como o Ministério das Relações Exteriores, a agência de planejamento estatal, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, e o International Liaison, departamento controlado pelo do Comitê Central do Partido Comunista Chinês.

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Luigi Marnoto é cozinheiro e só não foi guia de cego e bombeiro. Atualmente escreve no Senso em troca de uns caraminguas. É pai e avô quase exemplar e campeão de porrinha.

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