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Millenials

Revista cultural critica “preconceito oculto das palavras cruzadas”

Coluna de Natan Last na prestigiada revista "The Atlantic" afirma que "cruzadinhas são escritas e editadas por homens brancos mais velhos"

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Revista cultural critica "preconceito oculto das palavras cruzadas"

Essa história de estudar, aprender um ofício, trabalhar e constituir família tá fora de moda. Sem uma prole para sustentar, os millenials são a geração que, não tendo problemas individuais e concretos, correm pra resolver os “problemas do mundo”.

O negócio agora é ser sustentado até o fim da faculdade pelos pais enquanto denuncia as injustiças tomando um mochaccino de 80 reais na coffee-shop mais cult da cidade. Todo dia um millenial encontra um problema social “estrutural” para resolver.

Natan Last, criador de palavras-cruzadas e estudante de Políticas Públicas da Universidade de Columbia, problematizou a cruzadinha.

Em um gigantesco ensaio para a prestigiada revista The Atlantic, desperdiçou 12 mil caracteres (e um tanto de tempo deste escriba) para reclamar do machismo nas editorias de palavras-cruzadas dos grandes jornais americanos.

“Os pilares das palavras cruzadas, como The New York Times, Los Angeles Times e The Wall Street Journal são amplamente escritos, editados, verificados e resolvidos por homens brancos mais velhos que ditam o que entra na grade 15×15 e o que é excluído”, denuncia o jovem estudante.

Cidadãos do mundo inteiro vêm sendo subjugados por governos em uma escala autoritária jamais vista no Ocidente moderno, usando saúde pública e falsa ciência como desculpa; há iminência de uma guerra de proporções inimagináveis entre blocos antagonistas que detém ogivas nucleares; um genocídio segue em curso na China.

Mas Natan Last, o millenial, acha mais importante resolver um problema – criado pela mente vazia da sua geração – revolucionando o conteúdo das cruzadinhas, passatempo que as pessoas costumam fazer enquanto se aliviam sentadas de manhã no vaso sanitário.

Jovens, envelheçam.


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Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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