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Atletas trans não devem ser obrigadxs a reduzir testosterona, diz COI

Documento do Comitê Olímpico Internacional afirma que não há vantagem competitiva de mulheres trans, a não ser que "pesquisas robustas" provem o contrário

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O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou novas diretrizes para a participação de mulheres trans nos esportes olímpicos.

No documento, o COI afirma que não pode haver “presunção de vantagem” competitiva sobre mulheres biológicas e que as federações internacionais e organizações de esportes não devem pressionar mulheres trans a se submeterem a “tratamentos médicos desnecessários”.

Para o COI, caberá às federações internacionais de esportes, individualmente, definir os critérios para a participação de mulheres trans.

Entretanto, o documento frisa que qualquer impedimento à participação de mulheres trans deverá ser baseado em “robustas pesquisas revisadas por pares” que demonstrem vantagem ou risco à segurança física de outras atletas.

“O que estamos dizendo agora é que você não precisa usar testosterona de forma alguma”, disse o diretor Médico do COI, Richard Budgett. “Mas essa orientação não é uma regra absoluta. Portanto, não podemos dizer que as diretrizes de algum esporte em particular, como os do Atletismo, estejam realmente erradas.”

Embora ache positivo o esforço de inclusão do COI, a pesquisadora de desempenho atlético transgênero na Universidade de Loughborough, Joanna Harper, diz ser um erro minimizar as vantagens das mulheres transgêneros.

“É importante que o COI se pronuncie a favor da inclusão de atletas trans e intersex, mas acho que os itens cinco e seis do documento são problemáticos [veja quadro abaixo]”, disse Harper, que é uma mulher trans e também atleta de competição.

“As mulheres trans são, em média, mais altas, maiores e mais fortes do que as mulheres cis e isso é uma vantagem em muitos esportes. Também não é razoável pedir às federações esportivas que realizem pesquisas robustas e revisadas por pares antes de colocar restrições a atletas trans em esportes de elite. Essa pesquisa levará anos, senão décadas”, afirma a pesquisadora.

Trecho do documento “Diretrizes do COI sobre justiça, inclusão e não discriminação com base na identidade de gênero e variações de sexo”
Imagem: Fachada do COI em Lausanne, Suíça. Crédito: IOC/Greg Martin (Todos os direitos reservados)

Com informações de COI e The Guardian
Assuntos:
Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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