Folha-policia-14-de-junho

A Folha de S. Paulo é repudiada pela direita pelo montante de jornalistas favoráveis não apenas à esquerda, mas ao PT, que compõem os seus quadros. A Folha é repudiada pela esquerda por ser um jornal com notícias pontuais contrárias ao PT – diferentemente, por exemplo, de blogs como o Diário do C. do Mundo, que interpreta qualquer notícia desabonadora ao PT através da clave “é culpa do FHC” ou “com Aécio seria pior”.

Como o jornal, entupido de professores da USP entre seus jornalistas e colunistas, conseguiu perder tanta credibilidade?

A despeito de explicações mais conspiratórias, envolvendo partidos, projetos de poder e manipulação, há uma interpretação mais simples e, infelizmente, menos romântica, emocionante e chamativa para a situação desairosa da Folha.

Aprendemos com Evgeny Morozov a desconfiar do utopismo virtual, o que inclui também os planos de poder. Duas forças ainda são muito mais poderosas na humanidade: a ignorância e a incompetência.

Os jornais, anteriormente, possuíam linhas editoriais mais rígidas. Alguns assim permanecem. É possível fisgar uma média geral, algumas linhas limítrofes dentro das quais transita o pensamento de algumas redações. No lado liberal do espectro político, entre as grandes publicações, temos unicamente a Veja com uma política editorial clara, pública, honestamente exposta em seus editoriais e seguida pelo restante da revista, mesmo com pontuais divergências internas. Goste-se ou não da revista, é uma verdade sobre ela.

Carta-Capital-pererecaNa esquerda, as publicações são mais desabridas, embora sejam, via de regra, minoritárias ou mesmo minúsculas. A Carta Capital tem como linha editorial manter a crença no PT entre a esquerda: a cada escândalo, dar uma desculpa para seus leitores continuarem firmes na crença no projeto petista. Às vezes, desviando o assunto. Na semana em que os mensaleiros foram presos, e a revista ostentou em sua capa um assunto mais urgente: o risco de extinção de uma perereca, o que foi criticado até por uma personalidade contrária ao impeachment de Dilma Rousseff, o apresentador Marcelo Tas. Já a diminuta Caros Amigos pavoneia até em seu slogan sua linha editorial: “A primeira à esquerda”.

Grandes publicações como a Folha e o Globo, após a morte de seus fundadores e com a gerência sob os herdeiros, ficaram com um vácuo de idéias mestres.

Hoje, o principal é ter pessoas famosas, ou com algum apelo passado, ou nomes conhecidos entre os escrevedores de artigos e colunas de jornal, ou mesmo qualquer celebridade, muitas vezes de efeito periódico, em seus quadros. Seria como na década de 90 ter Thunderbird, Mara Maravilha e Paulo Coelho ladeados a Ivan Lessa e Paulo Francis. Mais ou menos como hoje a Folha tem colunas de Gregório Duvivier, Mônica Bergamo e Jânio de Freitas ombreados a João Pereira Coutinho e Reinaldo Azevedo.

Ter um núcleo de idéias não é uma tirania autoritária dos chefes de redação. Pelo contrário: é uma identidade do jornal, até mesmo uma marca de honestidade com o público (goste-se ou não de Veja ou de Carta Capital, ninguém pode acusar nenhuma das revistas de enganar seus leitores, fingindo defender uma coisa para vender outra).

Tanto jornalistas quanto o público se adequam às publicações. É o que acontece em todo lugar no mundo com uma imprensa livre, em que jornais e revistas com pensamentos mestres divergentes convivem pacificamente em uma banca de jornal.

Já em jornais como a Folha esta âncora foi perdida. Se antes a força de uma Folha de S. Paulo residia na defesa de suas idéias, na argumentação de seus colunistas, nas notícias divulgadas e na busca da formação de opinião através de um todo coerente, hoje sua busca é por pessoas que já sejam chamativas na mídia por representarem algo, escanteando o raciocínio para outra parte do jornal. Basta já ser uma defesa pronta de uma ideologia, como é o caso de Safatle ou Duvivier, e estão prontos o colunista e a coluna.

Em suma, antes a Folha era capaz de determinar tendências do país. Algo quase obrigatório para a sobrevivência de um jornal em fins de ditadura – ser a resistência, antever o futuro, criá-lo, prepará-lo. Ser como Prometeu, que vê antes. Ser a Cassandra, que os que só enxergam o presente tratam como louca.

Hoje, a Folha segue tendências. Ao invés de olhar para o futuro, prende-se à modinha do presente. Se o futuro é uma âncora, o presente eterno é sempre uma corrente em mar aberto, nunca nos levando a lugar nenhum.

Para seguir tendências, praticamente conta quantos jornalistas e colunistas vai ter de cada lado. Se a popularidade de Lula bateu o recorde mundial em 2010, atingindo a marca de 87%, bastava ter algo como 87% de jornalistas lulistas de estrelinha vermelha no peito para ser um jornal “representante” do país naquele tempo – e pouco conseguir “corrigir” logo depois.

Colocados no fundo da gaveta os futuros colunistas de direita como João Pereira Coutinho, Reinaldo Azevedo, Luiz Felipe Pondé (e hoje, Kim Kataguiri), dando algum espaço para algumas personalidades mais neutras, como Hélio Schwartsman, Demétrio Magnoli e Carlos Heitor Cony, o resto da redação é entupido não apenas de esquerdistas, mas de petistas puro-sangue, que nunca falarão um A contra o PT mesmo em caso de assassinato (como os de Celso Daniel e Toninho do PT).

Basta ver seu time de colunistas, majoritariamente petista, de professores da USP, “cientistas sociais”, celebridades do showbizz e mesmo os novos membros do palpitariado da internet, os famosos por serem famosos.

Dilma-Rousseff-selfie jornalistas_cafe-da-manhaAndré Singer, Clóvis Rossi, Delfim Neto, Dráuzio Varela, Elio Gaspari, Gregório Duvivier, Guilherme Boulos, Guilherme Wisnik, Jânio de Freitas, José Simão, Juca Kfouri, Laura Carvalho, Luís Francisco Carvalho Filho, Luli Radfahrer, Marcelo Freixo, Mario Sérgio Conti, Marta Suplicy, Mônica Bergamo, Paul Krugman, Raquel Rolnik, Vladimir Safatle, apenas para ficar em seus nomes mais óbvios. Tudo isso para umas quatro colunas críticas à esquerda por semana.

Tente-se imaginar uma verdadeira balança equilibrada no jornal, com economistas liberais como Hélio Beltrão como contraponto ao economista da ditadura adorado pelos petistas e colunista da Carta Capital Delfim Neto, com policiais em contrapeso ao ricaço invasor de terras Guilherme Boulos, com humoristas politicamente incorretos como Danilo Gentili frente ao humor a favor pasteurizado e corretinho de Duvivier e Simão, com um político do lado oposto do espectro da extrema-esquerda socialista de Freixo (por exemplo, Jair Bolsonaro, que não é 5% extremista do que Freixo é), com algum filósofo conservador que não defenda a violência como Safatle, como o antigo colunista da Folha Olavo de Carvalho.

É quase como imaginar a Folha do avesso.

A tentativa da Folha é emular o presente. Como o presente é inquieto e indócil, quem está no presente nunca se sente representado, buscando algo que olhe para o futuro. Até quem segue modas, como aqueles que compram a doutrina do MEC e o discurso moderninho progressista, querem se sentir críticos e não-conformistas.

A esquerda, que quer ainda uma dominação completa (odeia a resistência ao estatismo dos “coxinhas” e da “classe média”), critica o jornal por não ser igual a uma Carta Capital, um Tijolaço, um Blog da Socialista Morena, um Conversa Afiada, um Brasil 247.

Todos sentem que, se pode haver uma única crítica ao PT e a esquerda nas várias páginas da Folha, o jornal já é direitista, golpista, reacionário. Não serve aos propósitos do controle esquerdista.

A direita se sente mal representada, tendo apenas umas pontuais notícias críticas ao PT (perdidas entre notícias suspeitíssimas, modelo “80% aprovam ciclovias em São Paulo; sobe aprovação a Haddad”, ou “Ato anti-Dilma divide espaço com encontro de marombeiros em SP”) e uma coluna ou outra, dentre todas as páginas do jornal, 4 vezes por semana.

Confiar no presente é perigoso, pois o presente muda rapidamente. Basta-se pensar na onipotente popularidade de Lula antes de seu projeto polític0-econômico cobrar a farra de gastos com juros com a popularidade de Dilma de um único dígito, hoje.

Abdicar de defender idéias, preferindo tentar reproduzir a modinha do momento, é o que torna a Folha tão indesejável e fraca. Com o fito de representar a todos, ou a maioria, acaba desagradando a gregos e troianos. Almejando a pluralidade, consegue a unidade de descrédito. Para infelicidade dos bons jornalistas que trabalham no diário.

Tentando imitar o presente, consegue se tornar ultrapassada todo santo dia.

Para saber mais:








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  • Leone

    Folha não, Foice

  • Marcia Caetano

    Não só Falha, mas Globo, Estadão e Veja, sem contar os blog sujos. Não dá pra confiar em nenhum deles.

  • Tutameia

    o mais chato da Falha De S Paulo é a defesa intransigente de toda sorte bandido e malfeitor…parece querer dar razão ao desembargador que disse que a mídia é patrocinada pelo crime organizado.

  • Alex Esteves da Rocha Sousa

    A Folha é tendenciosa mesmo. Alguém precisava escrever sobre isso. Parabéns.

  • aparecido f.

    Jornalistas abestados não conseguem escolher as pessoas certas para opinar sobre os acontecimentos…primeiro foi a questão da água de SP com a FSP e o UOL dando voz a todos que absolutamente nada entendem de engenharia hidrológica, quando deveriam dar voz a quem entende do métier…depois foi a questão da lama das gerias…os rios do mundo jogam lama no mar há tres bilhões de anos.. mas a lama de Minas é especial segundo os entrevistados da FSP…Agora vem com o terrorismo sanitário do Zica virus…a receita para a credibilidade é simples…Perguntem aos expertises e mandem o resto calar a boca !!!!! simples assim…

  • Adriano de Oliveira

    Mas que modinha do momento é esta que a Folha segue? Quase ninguém no Brasil hoje compartilha com as idéias da esquerda, empurrada goela abaixo pela mídia e universidades. Pra mim, este jornal segue é uma estratégia Gramsciana claramente definida.

  • Rafael

    Dessa vez acho que viajaste, Morgen. O mecanismo que tu descreve sem dúvida seria um risco para qualquer jornal em um ambiente de normalidade e, por assim dizer, livre mercado de ideias, em que o interesse do público por uma ou outra corrente ideológica fizesse a menor diferença. No Brasil dos pixulecos oficiais de publicidade, em que o sistema de compra de consciências institucionalizado do governo federal dita o discurso público de cima para baixo sem dar a mínima para número de assinantes ou acessos, isso simplesmente não faz diferença. O caso da Folha é simples e nada conspiratória: os donos (e recentemente até os editores) do jornal o prostituíram a uma causa política, alinhando-se por grana aos mesmos a quem a redação já havia se vendido por ideologia. A meia dúzia de direitistas nas colunas é tão-somente o mínimo indispensável para que o Pravda de São Paulo sirva de veículo de desinformação, papel para o qual Carta Capital não serve, pelos motivos que citaste.

  • Adriano

    Creio que o jornal concede tanto espaço ao colunismo sabujamente petista como contraponto à realidade. Como as notícias objetivas não são favoráveis aos adeptos desta seita, o jornal tratou de rechear seu quadro de “formadores de opinião” com estas pessoas que não escondem sua preferência pelo partido.

  • Sílvio

    Folha de São Paulo? Obrigado, prefiro o papel Neve.

  • Oi Flávio, bom dia!

    Acesso seu site diariamente, em busca de um momento de ar puro nas leituras do cotidiano.

    No início do texto você escreve: “A despeito de explicações mais conspiratórias, envolvendo partidos, projetos de poder e manipulação, há uma interpretação mais simples e, infelizmente, menos romântica, emocionante e chamativa para a situação desairosa da Folha.

    Aprendemos com Evgeny Morozov a desconfiar do utopismo virtual, o que inclui também os planos de poder. Duas forças ainda são muito mais poderosas na humanidade: a ignorância e a incompetência.”

    Isto significa que você descarta a hipótese de infiltração na mídia (a tão falada “ocupação de espaços”, fruto da divulgação do Gramsci no Brasil dos anos 60, além da política da “panela de pressão” do gen. Golbery)?

    A pergunta é apenas a título de curiosidade. Achei muito interessante, uma novidade, você levantar a hipótese da “perda de sentido” da Folha, da mudança de “formador de opinião” para “seguidor de tendências”. Seria interessante você esboçar a CAUSA desta mudança de sentido nas grandes redações.

    Obrigado.

    • Flavio Morgenstern

      De forma alguma, ambos estão conjugados. A questão é que não existe uma onipotência gramscista que cuida de cada vírgula que sai num jornal: as redações hoje encontram espaço para se tornarem propaganda e militância justamente pelo vácuo de idéias. Por isso a Veja não é dominada pela esquerda, por exemplo.

  • Rose

    Ontem uma vendedora da folha ligou oferecendo 1 mês de assinatura e de presente, pasme, um relógio! Eles estão desesperados. Não têm mais leitores.

  • Flávio,
    Se a Folha buscasse seguir as tendências a proporção dos esquerdistas e pró-PT seria menor do que é, não?
    Afinal, no presente o anti-petismo é (felizmente) quase que unânime. E a simpatia pela esquerda está em franco declínio.
    Parece-me que ela busca sim ditar tendências, embora de forma incompetente e mais dissimulada do que o Diário do C* do Mundo e outros do tipo.
    Vejo a Folha com uma linha editorial bem definida, apenas maquiada com uma fina camada de suposta neutralidade.

    • Flavio Morgenstern

      Carlos, o que aponto é que ela tenta fazer isso. Obviamente ela não vai contratar ou demitir jornalistas de um lado ou de outro conforme a variação do Datafolha – daí que concluí que ela está sempre atrasada, pois o presente muda, e a Folha parece sempre anacrônica, parece ter um discurso com alguns anos de atraso. Não consigo enxergar uma linha editorial no jornal além de tentar agradar a Vila Madalena e dar um espaço ou outro para o contraditório.

  • Flavio mais uma vez brilhante, texto serve também para o Jornal O Globo, para um Fiuza, temos nove Blochs…

  • Luiz Ribeiro

    Folha? Prefiro ler o Olavo Pascucci.

  • Ivan Karamelozov

    Ótimo texto, Flávio. Pra variar, sobrou precisão e o que é realmente necessário ser discutido foi posto na mesa de maneira inteligente e acessível a todos.

    E Tiago, você está certo só num ponto: nenhum colunista que você citou é tão direitista quanto você gostaria. Mas lembre que defender valores tidos como de direita não é como defender uma religião. É saudável que haja discordâncias pontuais sobre temas diversos, pois caso contrário deixaremos de ser indivíduos para nos tornarmos adeptos da Religião da Direita.

  • Cara, João Pereira Coutinho, Reinaldo Azevedo, Luiz Felipe Pondé, Kim Kataguiri são oposição consentida. Nenhum deles é conservador de fato. O Reinaldo, se diz católico, mas é gayzista, e anti Bolsonaro além de defender o projeto criminoso do PT de repatriar dinheiro roubado, criticar Olavo de maneira tresloucada usando os termos que a esquerda usa.
    Pondé é o mais conservador ai, mas também gayzista, não é Cristão e um libertário quanto a moral sexual.
    Kim, se inspira em partidos de extrema esquerda, gayzista, abortista e a favor da liberação das drogas, sem falar que é responsável por minar as manifestaçoes com a ridícula marcha para Brasília, que poderia se chamar “devolvendo o protagonismo para os políticos.”
    Enfim, só escreve da Folha esse tipo de direita progressista, que é o plano do B do Foro.

    • Flavio Morgenstern

      Desculpe, Tiago, então não existe direitista no Brasil, só Olavo, Bolsonaro e você. O resto é gayzista, abortista, libertário e “devolve o protagonismo para políticos”. Mais uma vez, me desculpe.

      • Puta merda Flavio. Você é mais inteligente do que isso. Uma coisa é falar em termos de economia, outra em termos de valores. Economicamente somos todos liberais, e é isso que você chama de direita? Eu acredito que liberais podem ser centro-esquerda, como o PSDB.
        A maior parte dos brasileiros são conservadores, o que estou apontando é que não temos representação, seja na mídia, seja na política, com exceção de alguns, como Olavo, Marco Feliciano, Bolsonaro, Silas Malafaia, não sem sofrerem ataques de todos os lados e tentarem silencia-los. Ou você acha que a Folha daria voz para algum desses?
        Conservadores são a maioria da classe média, converse com pais de família e você vai ver que tenho razão. Não é a toa que por onde passa Bolsonaro é ovacionado.

        • Flavio Morgenstern

          Tiago, você acha que Marco Feliciano, que apoiou Dilma e descobriu o que é política conservadora anteontem, é conservador, enquanto Reinaldo não é de direita? Pare e reflita, esse joguinho de associações é tão averso a clareza de definições quanto o que a esquerda faz.

          • Feliciano apoiou Dilma por uma questão partidária, isso foi em 2010. De lá para ca ele melhorou muito, tem se educado, e desde que foi presidente da comissão de direitos humanos tem feito um trabalho digno, e sim conservador. Eu não disse que o Reinaldo não é de direita, releia meu post. Disse que é direita progressista, você tem alguma dúvida?
            Não estou fazendo nenhum joguinho, apenas definindo as pessoas pelo que elas são.
            Vamos falar do passado então? Lembro de você la trás, antes do livro, apareceu nos hangouts da vida se dizendo aluno do Olavo (citado no seu livro inclusive) citando Roger Scruton e tal, agora está falando mal do Olavo? Posso querer te cobrar a mesma coerência que você está cobrando do Feliciano, mas prefiro acreditar que as pessoas mudam.

          • Flavio Morgenstern

            No que estou falando mal do Olavo? Estou criticando a sua postura de tentar enxergar a realidade por rótulos e se considerar “melhor” do que outras pessoas, e até apoiando como “verdadeiro” um semi-analfabeto dilmista. Minha admiração pelas pessoas é pública, e estes rótulos são coisa de coletivista. E contraditórios, como seu comentário prova.

          • Você conhece a história de porque o Feliciano deixou a base aliada do PT, mesmo o seu partido continuando fazendo parte da mesma?
            Foi por um acordo que Dilma fez em 2010 com os líderes evangélicos sobre aborto, no qual ela quebrou a palavra. Procure saber antes de acusar.

          • Flavio Morgenstern

            Acusei Feliciano de fazer o que Feliciano fez. Period.

          • a) Feliciano não é semi-analfabeto e nem dilmista. Tem se educado bastante e é um dis líderes do movimento pró impeachment.
            b) em nenhum momento afirmei que conservadores são melhores que libertários, apesar de ambos serem chamados de direita ( oque não causa contradição portanto) apenas fiz uma distinção ideiológica entre os dois grupos, quem atribui juizo de valor no caso é você.
            c) Quando o rótulo vem de Reinaldo Azevedo, por exemplo, quando chama de fascistas os seguidores de Bolsonaro, ai pode? ai não é coletivista? mas quando chamo um libertário de libertário, ai não pode?
            A tal unidade da direita só serve para criticar os conservadores. Vamos nos unir em volta do Bolsonaro? Ai vocês não querem?

        • Rafael

          Porque repatriar dinheiro roubado é absurdo?

      • Me desculpe a indiscrição, mas você é a favor da legalização do aborto?

        • Flavio Morgenstern

          Não.

          • Pois então jamais te chamaria de abortista cara.

    • Lucas

      Desculpe-me, Tiago, mas dizer que Reinaldo Azevedo é “gayzista” é só uma mentira escandalosa. Procure os textos dele no blog da Veja para descobrir o que ele já escreveu sobre o fascismo dos movimentos gays organizados, utilizando para classificá-los, inclusive, o mesmo epíteto que você usou: “gayzistas”. Ele já criticou a postura do STF ao legislar em defesa da equiparação do casamento gay com a união entre homem e mulher, em desacordo com o que está definido pela Constituição.

      • Mentira. Reinaldo Azevedo sempre defendeu o casamento gay, ele criticou a maneira absurda como foi “canetado” pelo STF.

        • Lucas

          O fato de ele defender o casamento gay, ao contrário do você faz crer, não o torna um “gayzista” – que vem a ser, precisamente, o militante fanático da causa gay que o próprio Reinaldo já criticou diversas vezes. Cara, você está fazendo uma confusão dos diabos com esse termo.

          • Tiago

            Gayzista é qualquer um que eleve uma relação homossexual ao status de uma relação heterossexual. É qualquer um que acredite em casamento gay, pois isso é uma impossibilidade semântica além de abrir portas para gays criarem crianças. Ser gayzista é acreditar que pessoas do mesmo sexo constituem um casal dotado de direitos.

        • Lucas

          Neste mesmo texto ele critica o “sindicalismo gay”, que é o tal do “gayzismo”. Não há nenhuma incoerência aí e ele não é gayzista.

    • Fernando

      Tiago, Margaret Thatcher votou pela a lei de Leo Abse (descriminalização da homossexualidade masculina) e pela legalização do aborto
      Ela também é da direita progressista?

      • Confesso que desconheço essa parte da biografia dela, não sou nenhum expert no assunto, mas se sim, sim.

      • Li seu comentário de novo, eu tinha entendido que era sobre casamento gay, sobre descriminalizaçãoda da homossexualidade ela está certa, fez o que é evidentemente correto, homosseuxualismo nao é crime, ora.

        • Fernando

          E o aborto?Ela votou pela legalização do aborto.

          • Quem eleva Margaret Thatcher a status de santa sao os liberais. Se ela legalizou o aborto é uma aberraçao moral como todo abortista.

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