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shortinho revolução

Nosso amigo Guy Franco já escreveu que o mundo está perigosamente no processo de transformação em uma esquete de Monty Python. Analisando as notícias recentes do Brasil, percebemos uma ameaça ainda mais fatal: estamos nos transformando numa reprise infinita das cenas de Malhação.

A crise de saúde no Rio de Janeiro, com hospitais em greve e sem medicamentos necessários para combate ao câncer, chegou à educação, com escolas caindo aos pedaços sem merenda (foi cogitado um dia de merenda fria). Tudo sob gestão do governador peemedebista mais alinhado ao governo federal (e mais aferrado especificamente a Dilma Rousseff): Luiz Fernando Pezão.

No mesmo dia, foi revelada pesquisa mostrando que apenas 8% dos brasileiros dominam os fundamentos do Português e Matemática.

A notícia que mais teve respaldo e gerou memes e discussões nas redes sociais (e, portanto, nos portais de notícia) a respeito da educação brasileira nesta semana: alunas do colégio Anchieta, um dos mais antigos (e caros) de Porto Alegre, fizeram uma mobilização, com ato, demonstração e petição online, pelo direito de usar shortinho quando forem para as aulas.

shortinho meninos feministasO colégio é gerido pela Igreja. Os pais de alunos (e os alunos que desejam ter aquela educação) assinam um contrato que prevê as normas de conduta do colégio. Todas as salas de aula possuem ar condicionado. Não mais que de repente, as alunas se revoltam com o código de vestimenta sugerido por 99 em cada 100 escolas e exigem um passe livre para se vestirem “como quiserem”. Dez meninos também aderiram à campanha, e fizeram também um ato de shortinho em apoio às meninas de shortinho, o que foi fato sobejante para nova notícia. Seu argumento era de que “Isso mostra que por trás de toda questão do shorts tem muitas outras, como a luta pela igualdade de gênero e os direitos das pessoas, em usar o que bem entenderem”. Não foram vistos meninos usando fio-dental no cofrinho em apoio às meninas, mas talvez não se deva esperar que isto não aconteça.

As moças das pernocas de fora ganharam o noticiário nacional. A merenda às vezes é comentada en passant. O resultado pífio em Português e Matemática, praticamente nunca.

shortinho juntasO evento das pernas, chamado de “Vai ter shortinho, sim”, disfarça pouco em sua página o seu viés político. O Canal da Direita mostrou que a principal articuladora do grupo faz parte do Juntos!, o “coletivo” de atuação pré-adolescente do PSOL, e atuou com afinco na campanha de Luciana Genro. Por que isto não surpreende ninguém, e por que há a necessidade de sempre haver um partido socialista em qualquer algazarra e ziriguidum por mero prazer neste país?

O linguajar do evento é de um pobrismo repapagaiador de todos os clichês que possam caber em um cartaz e num par de pernas juvenis. Fala-se, obviamente, em “machismo”, em “respeito” a roupas (um conceito difícil de ser trabalhado pela metafísica ocidental), em não culpar as mulheres por estupros, em dizer que se alguém deseja as pernas de uma mulher, é um pensamento “machista”.

Já analisamos como estes pensamentos prontos são pré-lingüísticos, símbolos de obediência imediata no falar corrente de uma época (se a palavra “machismo” assusta, basta-se pensar em “nazismo”, “câncer” ou “ditadura”, ou em palavras que já tiveram peso semelhante no passado, como “comunismo”, “AIDS” ou “lepra”).

Se a moda suprema, a forte corrente a levar a multidão irracionalmente hoje é o feminismo, apenas a idéia de associar algo a feminismo gera adesão imediata e pré-consciente, tal como associar qualquer coisa a machismo torna aquilo tão execrável que qualquer forma de repúdio, a mais revolucionária, irrefletida, violenta ou desequilibrada se torna válida, justa e desejável – os argumentos virão a posteriori.

https://www.facebook.com/marcela.jardine/posts/993833174037930

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É este hoje o grande dilema do Ocidente: não mais enfrentar o Exército Vermelho e seus estupros, não ser um dos povos europeus ou americanos a enfrentar o nazismo mesmo não sendo judeus, não enfrentar fome, frio terrível, derrubar lenha, caçar o próprio alimento, enfrentar bárbaros e bandoleiros.

Somos já uma civilização assentada – tão assentada e tão opulenta com a produção de riqueza capitalista para as massas que já ignoramos os fundamentos dessa própria civilização. Cremos que tudo o que é civilizacional é natural – a geladeira, o alimento pronto, o ar condicionado, os prédios, a internet, a polícia e as viagens transcontinentais.

Somos o que Ortega y Gasset, no indispensável A Rebelião das Massas, chama de homem-massa: homens divorciados de alguma noção de continuidade histórica que, independentemente de sua “classe” social, acreditam que um computador ou um carro são objetos da natureza que surgem das árvores, e seu grande heroísmo é apenas exigi-los de alguém.

O homem-massa é, por definição, um ser urbano, das cidades cheias, apinhadas. É nelas em que a civilização atinge seu zênite: há não apenas casas e prédios, mas shoppings, museus, escolas, policiais e toda uma infra-estrutura desenhada por outros homens para satisfazer e deleitar seus moradores – o que Olivier Mongin já tão bem definiu em seu ensaio A Condição Urbana.

shortinho feministasSem nenhuma aventura violenta cotidiana, exigindo ritos de passagem e valores como virilidade e força física a separar futuros sobreviventes das presas fáceis do ambiente, resta ao homem-massa, que pode ser um sindicalista ou um médico, um intelectual doutor ou meninas adolescentes de shortinho, apenas sair exigindo “direitos” e vociferando slogans feitos para serem repetidos roboticamente em massa (anteriormente de megafones, hoje de blogs, páginas de Facebook e coletivos do PSOL).

Mesmo um pobre urbano hoje desfruta de luxos, confortos e estofamentos da civilização que um rei ou nobre de poucos séculos atrás não poderia nem imaginar (estude-se a história das privadas).

Para disfarçar este comodismo, o herói adolescente e o intelectual de 140 caracteres fazem analogias, considerando que o uniforme do colégio é o equivalente aos porões da ditadura, que fazer uma página na internet e receber xingamentos é equiparável a enfrentar as tropas nazistas, que segurar um cartaz e “exigir seus direitos” de usar uma roupa curta para paquerar os meninos num colégio caríssimo é o mesmo que vencer o Estado Islâmico.

E, rapidamente, passam a crer que a analogia não é mais analogia, mas que existem mesmo ditadores, nazistas e terroristas ao nosso redor, e estes carrascos é que impedem nosso hedonismo adolescente. Pergunte à Márcia Tiburi.

Esta é a tal “geração Z”, de que falou recentemente a revista Veja em sua capa: uma geração que não tem mais o que fazer. Não tem contra o que lutar. Não lhes falta nada em suas economias. Não são sequer feios, pobres ou “oprimidos” e “explorados”. É uma geração tão almofadada pela civilização que até quando caía de bicicleta ao redor da piscina no condomínio era curada com Merthiolate que não arde.

Que heroísmo, que conquista individual, que missão e vocação podem ter estas pós-crianças? O melhor é apelar para abstrações de definições escorregadias como “machismo”, e ter como causa, como Leitmotiv da primeira fama da vida, uma briguinha para poder mostrar as pernas e xingar de machista o colégio católico em que estudam e seus pais pagam uma fortuna para tal.

malhaçãoA geração Z é uma vida a passeio. Uma vida sem glórias além de conflitos tão profundos, existenciais e exigentes quanto os diálogos de Malhação. É apenas busca por prazer, sem ter nada com que se preocupar. Uma êta vida besta, meu Deus, que trata o hedonismo, o jardim de Epicuro e a banalidade como questão mais urgente da vida e da realidade.

É uma vida de luxo e conforto nunca antes visto na história mundial, mas que precisa se escorar em bodes expiatórios como chamar de “imposição machista da sociedade patriarcal” a proibição de shortinhos curtos num ambiente escolar. Ou tanta macaqueação com “minorias” como transexuais (que não representam 1% da população). As escolas sem merenda, novamente, só merecem atenção quando forem geridas por adversários do PSOL.

A escola dos shortinhos é aquela caríssima, diferente das estatais caindo aos pedaços. É a escola onde estas filhas da elite estão por preparação para uma vida mais confortável ainda, como futuras advogadas, médicas, economistas. Nenhuma profissão com o “direito” de se vestir “como quiser”. A única profissão em que isto é liberado não é exatamente o sonho de nenhuma delas.

Tudo o que as abstrações do PSOL compradas pela geração Z (como mostra a Revolta do Shortinho, rigorosamente indiscerníveis dos conflitos profundos do elenco de Malhação) conseguem fazer é transformar uma birra adolescente, um detalhe chato da vida, numa discussão bizantina sobre “não se julgar o caráter pela roupa” ou as velhas e nonagenárias analogias com estupro.

A geração Z é a geração que ficou mais fanática do que nossas vovós. Com a proposta de “respeito”, só quer impor hedonismo oco de significado além de firula adolescente. Com a proposta de “diversidade”, só quer que todos pensem igualmente, sem discordância para não “ofender”. Com a proposta de “progresso”, só destrói tudo o que garante seu conforto em troca de um prazerzinho momentâneo, sem nunca atentar para o quanto fazem os pais chorarem no banho enquanto se tornam pessoas sem futuro.

 Pior: ao crer ser revoltada e futurista, apenas repete um discurso comodista e mais cafona do que uma pochete. Ao crer provocar polêmica e discussão, apenas ativa tédio e bocejos. É a reprise do Mocotó.

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  • José Antonio Lacerda

    Custa-me crer que entre essa suposta maioria defensora dos shortinhos não houvesse muitas meninas contrárias ao seu uso. Caberia ao jornalismo sério, se é que ele existe, procurar no meio dessa garotada aquelas que provavelmente tiveram seu pudor violentado pela uso impositivo da peça, mesmo que por violência psicológica velada.

  • Larissa

    Nunca li tanta ignorância junta.

    • Davi

      Cadê a ignorância? Faláxia ad hominem, ao invés de rebater o argumento faz é tentar desqualificar o argumentador

  • Emerson

    Uma geração que não está muito a fim de pensar e acaba achando mais fácil se escorar em “causas sociais (?)” fúteis como essa.
    Parabéns pelo texto!

  • Holly

    Chora mais que tá pouco! Os jovens vão mudar o seu mundo e você vai ficar assistindo. Essa tal geração metiolathe vai virar o seu mundo de pernas pro ar! Pra quem você vai chorar?

    • Flavio Morgenstern

      Agora fiquei com medo.

  • Vitor Montenegro

    É sério mesmo que o cara disse que escolas católicas formam conservadores?
    Os colégios Marista e o São José aqui da minha cidade são entupidos de neo-ateus cientificistas-materialistas e de maconheiros revoltadinhos. By the way, os gestores da escolas são quase todos ligados à teologia da libertação.

  • Texto e discurso altamente opressores. Em primeiro lugar, quem gabaritou quem aqui para legitimar a luta dos outros? É muita prepotência pessoas vomitando regras e querendo decidir pelo que é digno de se lutar em um movimento que não tem nada a ver com as vontades delas. Deslegitimar um movimento e dizer que ele é fútil, só porque ele questiona “um código de vestimenta sugerido por 99 em cada 100 escolas”, é absurdo. O fato de a maioria acatar a uma regra não é abono de que ela seja justa e decente (veja-se o regime escravocrata no Brasil.) Padrões sociais (sobretudo, os opressores) devem ser questionados, SIM!, o tempo todo e por todo o mundo.

    • E #VaiTerShortinhoSim

    • Davi

      “É muita prepotência pessoas vomitando regras e querendo decidir pelo que é digno de se lutar em um movimento que não tem nada a ver com as vontades delas. em um movimento que não tem nada a ver com as vontades delas.”

      Acuse-os do que fazemos?
      Descreveste a esquerda quando falou isso ” É muita prepotência pessoas vomitando regras e querendo decidir pelo que é digno de se lutar em um movimento que não tem nada a ver com as vontades delas”

    • Davi

      Por que o texto e o discurso são altamente opressores? Cadê a opressão? O que fizeram com Maria Corina Machado não é opressão? E o pedófilo Eduardo Gavievski? E os menores que estupram mulheres e que a esquerda e a extrema esquerda defende que eles continuem estuprando? E as mulheres estupradas em Colônia devido a imigração sem restrições feita pela esquerda?

    • Davi

      “Deslegitimar um movimento e dizer que ele é fútil, só porque ele questiona “um código de vestimenta sugerido por 99 em cada 100 escolas”, é absurdo.”

      Absurdo é você ser desonesto, e também fingiu não ler isso ” Deslegitimar um movimento e dizer que ele é fútil, só porque ele questiona “um código de vestimenta sugerido por 99 em cada 100 escolas”, é absurdo.”

    • Davi

      “O fato de a maioria acatar a uma regra não é abono de que ela seja justa e decente (veja-se o regime escravocrata no Brasil.)”

      Aqui a ausencia deliberada de senso de proporções onde quer colocar na mesma coisa uma lei onde a pessoa fazia trabalhos forçados e com menos direitos com uma que fala de roupa em ambiente privado e com ensino, por acaso a escola escraviza pessoas? Ela tortura pessoas?

      “Padrões sociais (sobretudo, os opressores) devem ser questionados, SIM!, o tempo todo e por todo o mundo.”

      Então por que você não questiona a esquerda que causou genocídios graças ao poder absoluto do estado inchado?

    • Davi

      O que seriam esses padrões sociais opressores?

    • Davi

      A e a onda de estupros graças a imigração sem restrições feita pela esquerda na Europa?

    • Davi

      Lógica de dalby:
      Se a pessoa citar Steve Jobs para tentar validar um projeto novo, dizendo que no passado pessoas discordaram do projeto de Jobs, mas futuramente ele se mostrou um sucesso. Logo, alguém deve apoiar o projeto desta pessoa. Sendo o projeto da outra pessoa nada tem a ver com o de Jobs e pode ser um fracasso

      • Davi

        Flávio, o que achaste de minhas respostas?

  • Apesar das boas referências citadas no texto (quase sempre em forma de analogia), os argumentos não são nada empíricos e quase totalmente especulativos.
    Grande parte, provavelmente a maioria, dessa geração Z é formada por gente conservadora. São filhos de gente conservadora, estudam em um colégio conservador onde tem colegas igualmente conservadores. Essas pessoas (tanto a maioria conservadora quando aqueles que não o são), de fato, não compreendem nada do contexto histórico onde estão inseridos.
    Esta “geração Z” não é a primeira geração sem ter pelo que lutar: A ditadura, a última “luta” importante do Brasil acabou há 30 anos! Além disso, para muita gente (uma grande maioria) ela não teve, na vida pessoal, a relevância que teve na história do país.
    Quando eu estudei em um colégio jesuíta em 2006 as meninas fizeram um pequeno protesto para poder usar short meramente porque queriam poder usar short. Pelo conforto, creio. Não porque foram criadas em um apartamento com ar condicionado, não porque o pai delas passou mercúrio ao invés de mertiolate. É um absurdo tirar o direito a argumentação de uma pessoa devido o conforto com o qual ela viveu. Antigamente usava-se punição física no colégio (e muitas vezes em casa), isso forja uma geração decente?
    Estou certo de que partidos políticos podem se aproveitar de situações como essa (tal qual o PSOL fez), mas tenho certeza que há uma inocência grande na ação das meninas. Elas querem usar shorts!
    Uma coisa é fato: Mulheres (e nisso incluo meninas a partir de 12 anos – pelo menos) sofrem assédio diariamente, e esse tipo de discussão é importante. É importante fugir da superficialidade de um: “não quer ser assediada, não use shortinho”.
    E se alguém no ano de 2016 com um mínimo conhecimento sobre educação ainda pensa que “COLÉGIO É PRA ESTUDAR”, é um ser humano que teve uma péssima vivência colegial.
    Um abraço

    • Flavio Morgenstern

      Dizer que escolas católicas formam “conservadores” só por serem católicas chega a ser meio chocante. Você parece um bom exemplum in contrarium, não? Vivi em escolas católicas e me formei em rebeldia – sobretudo contra a Igreja Católica, que só fui entender com 3 décadas de vida. No mais, ninguém tirou o direito a argumentação de ninguém – apenas não vimos nenhum argumento além de gritarem a palavra “machismo!”.

    • zeca

      A veja sempre inventa “gerações” “x”, “y” agora “Z”. engraçado que essas gerações duram sempre menos que 10 anos. Vão ter que recomeçar o alfabeto…
      Acho que o autor não deve ser lembrar das escolas ocupadas em SP reivindicando a melhoria no ensino e o não fechamento das mesmas, e isso, feito por adolescentes… Se os partidos vieram a reboque DEPOIS, azar dos partidos… O que essas meninas estão pedindo não é simplesmente “não passar calor fora do ar condicionado” é não ter o seu corpo sendo tratado como objeto por estar com roupas mais curtas. Alguns garotos, pelas fotos, já entenderam isso… que bom! E não pense o senhor que essa geração está chegando. Ela já foi…

  • Lembram-me da França de 1968 “é proibido proibir”, só não sabiam o que…………

  • Joao

    Excelente! Essa era a minha tese sobre tanta besteira surgida no Ocidente nos últimos 150 anos. Seu texto me lembrou muito alguns escritos do Pondé.

  • Lumi Priscila

    Parabéns pela perfeita colocação, Flávio! Essa inversão de valores insuflada pela ditadura de saia vermelha quer minar com o progresso intelectual dos jovens que são mais fáceis de serem manipulados. Torcem pela desordem, que é onde eles se criam.

  • Rodrigo

    É assim que os partidos socialistas cooptam militância juvenil. Depois de um protesto como este, esses imbecis juvenis vão querer continuar o sentimento de pertença a algo maior que eles e logo ingressam num coletivo esquerdista qualquer.

  • KLEBER

    Excelente análise, Flávio. Obrigado pelo texto esta e pela indicação do A Rebelião das Massas que colhi no seu livro. Realmente é indispensável essa obra de Ortega y Gasset para entender os nossos tempos. Abraço.

  • Marcos Paulo

    Um dado interessante que entre em ressonância com o título do texto é que o Merthiolate que ardia continha mercúrio e a pazinha utilizada aumentava o risco de infecções por passar bactérias de uma ferida para outra. Ou seja, ainda bem que ocorreu, pois a racionalidade venceu o senso comum de que “Quando arde é porque tá fazendo efeito.

    É preciso saber que a questão das merendas, tanto no Rio quanto em SP não ganham a merecida atenção em grande arte por conta da forma com que se interseccionou mídia+entertenimento+jornalismo. Se a culpa é de alguém é da imprensa.

    O mundo está ficando cada vez melhor, isso é fato, e isso acaba alimentando valores pós-materiais. Isso é um ganho, e com o tempo o ajuste fino irá manter as reclamações prudentes e soterrar as imprudentes. Quem não consegue conviver com a mudança só resta a reclamação mesmo.

    Mas a geração não está tão perdida assim. Costuma-se confundir a facilidade com que lembramos de um evento a frequência com que ele realmente acontece (Referência: Rápido e Divagar: Duas formas de pensar). Ora, quem está no Facebook é em sua maioria os adolescentes e encontraram aí uma forma de dizer o que pensam, que como foi com todo adolescente, está limitado a certas vivências da infância.

    Sobre a frase:

    “A escola dos shortinhos é aquela caríssima, diferente das estatais caindo aos pedaços. É a escola onde estas filhas da elite estão por preparação para uma vida mais confortável ainda, como futuras advogadas, médicas, economistas. Nenhuma profissão com o “direito” de se vestir “como quiser”. A única profissão em que isto é liberado não é exatamente o sonho de nenhuma delas.”

    Só resta perder a compostura com uma frase tão míope. A associação da vestimenta com a prostituição só pode ter a ver com sua dificuldade de dissociar forma de conteúdo, priorizando a primeira em detrimento da segunda. Nem preciso dizer que as profissões citadas são só o sonho molhado dos pais mais do que das crianças, como que estilistas, publicitárias, designers, diretoras de cinema, escritoras, videomakers, empresárias… Todas profissões que a pessoa pode vestir-se como quiserem.

    • Joao

      “O mundo está ficando cada vez melhor, isso é fato,”

      Melhor em qual aspecto? Há um certo consenso (com a exceção solene de alguns liberais e libertários) de que o mundo não está cada vez melhor, aliás, não se sabe se existe mesmo uma tendência na História humana.

      Os romanos estavam super bem, obrigado. Em 100 anos o império virou um caos até ser dissolvido pelos germânicos.

      Sugiro a leitura de alguns “pessimistas”: o Pondé, o Darymple e o Scruton. Materialmente o mundo vai bem, mas é ingenuidade dissociar o aspecto econômico/técnico do aspecto cultural, político e social. Estes sempre acabam ditando os rumos daqueles.

  • Moises Fernandes

    O que esperar de uma geração que ouve “Funk”?

  • Marcelo

    Deixa as meninas, usem o que quiserem gurias, só não vem reclamar depois que aparecerem tarados e estupradores pegando vocês por aí… pois é o que mais tem nesse planeta, usar esse tipo de roupa curta instiga mais a vontade deles de pegar vocês … depois vai fazer protesto para pedir mais apoio à policia …

    • GP

      Só para entender sua posição, você está defendo estupradores e tarados ou as meninas ?

      • Matheus

        Agora porque ele não defende um bando de garotas mimadas e está defendendo estupradores? pfvr, não tem relação alguma.

  • JJotaC

    não tem nada de melhor a oferecer tem mesmo é que treinar pra prostituição mesmo kkkkkkkkk

  • Edu Porto

    Esse episódio do shortinho parece um tweet da zambininha de tão idiota que é.

  • Nada contra as ideologias pão com ovo que esses coletivos tanto reivindicam, mas… Convide uma ”Menina” dessas e pergunte a origem do feminismo e quais os seus fundamentos, aguarde 3 segundos e caso não venha uma resposta… deixe o local, antes que você seja enxotado por ser machista 😉

      • Flavio Morgenstern

        Quer me parecer que você não sabe o que é homeschooling…

      • A ideia do Homeschooling leva em conta pais responsáveis e certificadores confiáveis, elementos que faltam na maioria dos serviços públicos e privados destinados à educação no país.

  • Mateus Schaffer

    Vamos falar em bom Português? Estamos falando de uma geração de bunda moles. Uma geração que mal sabe articular a língua materna (e falo também dos que são matriculados na rede particular). É patético esse tipo de esforço em prol de uma peça de roupa. Fazer um grupo para levar um sopão aos famintos das ruas? “Mó chato”… Ficar uma semana na fila pra assistir ao One Direction? “Mó vibe” … Perder a hora no ENEM? Acontece… São os FDP que fecham o portão na hora. E assim construímos o futuro de um país que preocupa. Ainda vem que há casos de adorável exceção. Que se transformem em maioria.

  • Marta

    Não sei por que essas gordas branquelas insistem em exibir essas pelancas. Ninguém quer ver essa carne molenga mal-definida.

  • lutero renato

    Mais esta. Será que eu endoidei, ou estou realmente lendo esta matéria? Ou será que eu envelheci a um ponto em que não consigo mais entender o que significa disciplina em nossos dias?
    Mas eu tenho um sugestão para os diretores e coordenadores. Que tal permitir o uso do shortinho e transforma-lo em uma obrigatoriedade durante TODO O ANO? Mesmo no inverno portoalegrense? Seria uma liberdade bastante interessante se considerar que fica desde já proibido o uso de meias longas.
    Por outro lado, onde estão pais e responsáveis por estas menininhas? Deixo que meus amigos comentem a respeito.

  • Como assim “a única profissão em que isto é liberado não é exatamente o sonho de nenhuma delas”?

    Em wue mundo vc vive?

    As garotas da classe média estão se prostituindo a rodo. A não ser que vc não considere garotas de programa como prostitutas ou que ” serviço de acompanhante” nao seja prostituição mas empreendedorismo privado. Estão oferecendo o rabo a torto e a direito. O capitalismo não está dando muitas outras ofertas de emprego para as garotas da classe media, mesmo para as mais estudadas.

    Ademais, sem esse espirito rebelde, as meninas ainda estariam estudando separadas dos meninos. E com uns saiões deste tamanho. Esse seu pensamento se consolidou msis para as bandas do Oriente Médio.

  • Elias diaz

    A cada dia que passa, essa juventude decepciona cada vez mais. Porque não fazem manifesto pelas reais necessidades que o Pais precisa? Se preocupar com shortinho? trinta centavos na passagem? sendo que a realidade é outra. Um monte de Partidos repletos de bandidos e ladrões. E disso que precisamos, os caras pintadas do passado que peçam a punição e cassação de todos esses politicos e partidos e que devolvam tudo o que nos foi roubado.

  • Fernando

    Quanta asneira no mesmo artigo. A penúria da educação fornecida pelo estado não justifica o massacre de uma reinvindicação que esconde muito mais que o shortinho. Vê se que há muitos que perpetuarão qualquer mazela social em nome dos menos favorecidos.É mais fácil a demagogia sem o incomodo de se expor. Assim caminha nosso estado. Justificando uma desgraça por outra.

  • Leitura esclarecedora em que evidência uma pseudo luta por direitos, como se essa geração não sofresse justamente do oposto, o excesso deles

  • Apenas lembrando que os da geração z são filhos dos de 30 e poucos (não sei que letra representa essa geração) que por tantas vezes foram e continuam sendo tão estúpidos, vazios e superficiais quanto suas crias.

    • Flavio Morgenstern

      Mostre onde está escrito que alguém deve ser exterminado no texto e obedeceremos ao seu chilique – que só confirma que aos desprovidos intelectualmente que acreditam na esquerda só resta mesmo fazer analogias com nazismo – ou com a Grécia Antiga. Obrigado pela confirmação de nossa tese! 🙂

      • Edu Porto

        Mais um exemplo de que brasileiro não consegue ler o que está escrito e sim ficar imaginando o que o autor queria dizer. Tá foda esse país.

    • Bruno Duarte

      Interpretação jovem… Interpretação. Sei que o texto está um pouquinho denso para muitos brasileiros (Eu mesmo re-li algumas partes mais de uma vez). Mas faça um esforço.

    • Carlos Renato

      chupa essa esquerdoso!!! Podia dormir sem levar essa!!

  • No meu tempo de adolescência os velhos olhavam pra gente e diziam com alegria e esperança “vocês são o futuro da nação”. Hoje em dia essa frase dá até medo.

    • Flavio Morgenstern

      “Os jovens são o futuro do país – a não ser que façamos alguma coisa.”
      – Homer J. Simpson

  • Cláudia Barbosa

    Sabe o que mais me incomoda? Os pais destes alunos estão compactuando com tudo isso, senão isso não ocorreria. Logo, não é a geração”Z” e sim a geração “X” que não soube educar os filhos e ainda concorda com qualquer atitude deles! ABSURDO!

  • Muito bom o texto. Uma juventude desprovida de sonhos sonham com superficialidade.

  • Felipe

    Achei o texto bem prolixo, e não digo isto por discordar do juízo de valor transmitido

  • Mara Parlow

    Texto excelente? Me economizem! Texto adultocêntrico e desconhecedor da complexidade de nosso tempo: dissiparam-se fronteiras ideológicas e a mescla de intenções inaugura a impossibilidade de leituras deterministas de fatos, de pensamentos e de tudo mais. Os motivos adolescentes são MOTIVOS ADOLESCENTES. Respeitemos alteridades, sem nos arrogarmos o direito de leituras a partir de nosso ponto de vista de “gente crescida e madura”. Afinal, nosso modus operandi adulto não está tão organizado, coerente e saudável assim…

    • Flavio Morgenstern

      Como identificar o leitor de revista Cult em 2 segundos.

    • Respeitemos alteridades que são respeitáveis, dona, não todas as alteridades do mundo. E outra, melhor um texto “adultocêntrico” (duvido, aliás, que a senhorita adoraria viver em um mundo de imaturos “adolescentecêntricos”, mas isso é outro papo) do que esse teu blá-blá-blá “nonsense”.

    • Carlos Renato

      hehehe como indentificar leitora da Cult em 5 segundos!!! hheheheheh

  • Christian Neves

    Excelente comentatario, só a questão das associaçoes/insinuações politica q não precisava. Isto e mais uma questão cultural criada em parte massivamente por nossos meios de comunicação, q associar o governo do “Pezão com o governo federal”. Associar a crise política deste país achei meio oportunista!

    • Flavio Morgenstern

      Como “não precisava”? A organizadora está com camiseta do partido e não se pode falar o nome do partido? O Pezão gerencia os serviços públicos do Rio e não recebe o ódio da esquerda por ser de esquerda e não podemos dizer isso? Já reparou que é isso que faz o país regredir, enquanto outros avançam?

  • Lila Nabuco

    Um dos piores textos que li recentemente.
    Primeiro sugeriu que roubar merenda é só coisa de aliado da Dilma, quando o Alckimin está envolvido num escândalo do tipo (roubar merenda é coisa de aliado da Dilma, sim, mas não só. A Dilma não é o mal do mundo nem do país).
    Depois diz que, para as meninas da manifestação, um cara desejar a perna delas é machismo. Se você faz parte dos 92% que não tem conceitos básicos de português e matemática, explico: machismo é penalizar as meninas pelo desejo dos meninos.
    Por fim, me põe o texto horrível da menina do “canaval de jeba”. Deixa eu te dizer uma coisa: eu passei em medicina em três federais nesse ano e acho válida a luta. O protesto pelo shortinho não exclui o protesto por uma educação de qualidade gratuita. Não é coisa de vadia sem conteúdo. Me poupe.
    Parei de ler aí. Porra, cara. Acho que talvez fosse interessante ler mais coisas de opiniões contrárias a sua. Tenho a impressão de que você está mais agindo como um torcedor que como um cara racional que debate política.

    • Flavio Morgenstern

      Não sugerimos nada disso. Como se vê, para a esquerda, só se pode fazer alguma manifestação se falar do Alckmin também (que é de um partido de esquerda, que todos nós odiamos – exatamente a tese de um dos “piores textos que leu recentemente”).
      Se dissemos que “para as meninas da manifestação, um cara desejar a perna delas é machismo” é porque uma das meninas da manifestação disse exatamente isso. Que culpa temos? A propósito do feminismo, ler: http://sensoincomum.org/2016/01/18/feminismo-repudiar-estupro-a-nao-ser-que-goste-estuprador/
      Se o protesto do shortinho não exclui o protesto pela educação, por que só existe um? Aí você vai entender rapidamente como você mesma caiu no que o “pior texto que leu recentemente” fala sobre o argumento vir depois – os adversários do PSOL virem primeiro.
      Talvez seja o caso de ler mais coisas de opiniões contrárias a sua. No meu caso, tenho as opiniões contrárias às minhas citadas e linkadas no texto. 😉

  • Ótimo texto, sábias palavras. Realmente, o método usado para mascarar a crise econômica e política no Brasil, tem se mostrado um sucesso. O incrível disso tudo, é que mesmo todos sofrendo e vendo tudo isso, se permitem apoiar tais causas vãs, causas irreais. Tudo isso começou com a lei da palmada…

  • Daniele Carneiro

    Texto maravilhoso, retrata bem a nossa triste realidade.

  • flavia

    Bando de acéfalas que não devem nem lavar as calcinhas que usam. O país a Beira do abismo e essa mocidade cabeça de vento protestando pra andar igual prostituta. Quantos jovens pobres que conheço que dariam tudo para estudar em um Colégio como esse, que além de ser católico, e um dos mas caro. Usariam até uma burca pela simples oportunidade de aprender. Aí vem essas minis feministas bancando analfabetas políticas querendo o direito de sujar o nome dá escola e mas ainda do país que é conhecido por sua sensualidade e prostituição. Tinham que ser oprimidas com uma pia de louçã suja. Se fossem minhas filhas iam receber tratamento de choque dentro de uma favela, para verem como estão sendo burras e influeciadas por uma política sem moral e suja.

  • Estava pensando escrever um texto abordando essa idiotice chamada de “protesto”, mas ao ler seu texto tive a felicidade de ver a expressão de ver tudo o que gostaria de dizer, com detalhes e fundamento. Um EXCELENTE texto, que apesar de sua clareza lógica, é lamentável saber que poucos tem a disposição de ler e refletir o suficiente, motivo pelo qual, também, vemos proliferada essa geração “Z”. Meu caro, peço sua autorização para reproduzir seu texto no meu blog. Meu email está disponível. Abraço.

  • Essas coisas dão medo. Medo de ter um filho e colocar ele numa escola dessas onde não há garantia de ter uma real formação do aluno. Passamos por um emburrecimento da população, com ideologias sendo propagadas por todos os lados, e mesmo que um jovem tenha uma boa base familiar, pode ser corrompido por tais ideologias. E é de irritar essa ideologia marxista tomando conta de tudo. Um mal que já ocorreu se repetindo, mas parece que o povo não aprende que isso não vai levar a nada e dá atenção pra isso.

  • Marcos Luiz

    O resumo da geração atual, ótimo texto

  • José Cícero Honorato

    A Educação no Mundo Comunista

    Como se não bastasse falsificar o passado para produzir o futuro, a sanha comunista tem a pretensão de começar o pensamento a partir do zero, ou seja, tudo ou quase tudo que a humanidade produziu de conhecimento até hoje, nada vale e por isso deve ser destruído. A cultura judaico-cristã, a cultura greco-romana, isto é, as religiões cristãs, a filosofia, o Direito, o Estado, tudo isso deve desaparecer. Toda cultura ocidental deve ser destruída, aliás, o que no mundo comunista não deve ser destruído?
    Para os revolucionários o ensino precisa ser igualmente revolucionário. E assim dá-se ao educando uma doutrinação ideológica no lugar de uma verdadeira formação do indivíduo. O que é perfeitamente coerente com o fato dos adeptos desta ideologia pregarem a eliminação de pessoa por conta de sua religião, de sua classe social e do modo de pensa. Como dizia Lenin: o que seria uma revolução sem pelotão de fuzilamento?
    A educação comunista na China de Mao-Tsé-tung:

    Em 1966, Mao lançou a Revolução Cultural. Tratava-se de eliminar os vestígios do passado, de eliminar tudo quanto falasse da alma espiritual ou evocasse a beleza. Os cenários e guarda-roupas da Ópera de Pequim foram queimados. Tentou-se demolir a Grande Muralha, e os tijolos arrancados serviram para construir chiqueiros! Era proibido possuir gatos, aves ou flores!
    À palavra intelectual acrescentava-se sempre o qualificativo fedorento. Os professores deviam desfilar por ruas e praças em posições grotescas, latindo como cães, usando orelhas de burro, se autodenunciando como inimigos de classe. Alguns, sobretudo diretores de colégio, foram mortos e comidos. Templos, bibliotecas, museus, pinturas, porcelanas viraram cacos ou cinzas.
    A atual educação no Brasil:
    Em abril de 2012, a presidente comunista do Brasil Dilma Rousseff, através da lei Nº 12.612 declarou o “educador” Paulo Freira como Patrono da Educação Brasileira.
    Mas quem foi este Senhor amado pelos comunistas? O Marxista pedagogo brasileiro. Um charlatão da educação.
    Foi um doutrinador marxista desavergonhado e por isso é muito bem lembrado por governos traidores das nações que detestam povo que pensa, mas adoram incutir o ódio, a inveja, o ressentimento. Adoram dividir a sociedade em ricos e pobres, brancos e negros, homens e mulheres, homossexual e hetoro, filhos e pais, colocam índios contra brancos e negros, norte e sul e tudo que divide a sociedade, pois isso facilita a dominação.
    Mas voltando ao “Patrono da Educação Brasileira” dos comunistas.
    Quem conhece uma nação bem sucedida em educação pelo método de Paulo Freire? Ou mesmo um médico, um engenheiro, um jurista, um escritor? Não se conhece nenhum.
    A fama deste homem deve-se à propaganda do meio comunista interessado em destruir o ensino e implantar goela abaixo da sociedade a doutrinação revolucionária marxista como já ocorre e ainda pode piorar. O país já alcança os piores rankings mundiais em educação em todos os níveis.
    Na verdade, neste país ainda não houve um ensino comprometido com a formação do individuo verdadeiramente. Sempre se estudou para algo fora do educando, nunca para formá-lo, para saber fazer suas escolhas, etc. E quem apresentar alguma ideia honesta de educação neste sentido é bem possível que não logre êxito via Estado. O Estado quando resolveu intervir na educação logo matou Sócrates.

    • Junior França

      Excelente abordagem.
      Me pergunto onde estão os pseudo-intelectuais de esquerda a favor do digníssimo movimento para jogarem a verborreia aqui.

    • Gilmar

      Excelente este comentário.

  • Bom texto. O que se entende sobre ele é o dress code, código de vestimenta que todos devem seguir. O vestuário feminino é muito mais dinâmico que o masculino, nem deveriam reclamar de machismo, como nem um homem reclama de ter de usar calça e camisa.
    .
    Lógico que é uma aberração reclamar do short da Laura em Street Fighter V e louvar adolescentes com trajes ginecológicos em escolas católicas (como a medusa dantesca da Luciana Genro faz). Alguns desses shorts, inclusive, podem causar doenças, de tão entranhados que ficam: fungos, bactérias etc se proliferam em ambientes confinados.

    • Flavio Morgenstern

      Só faço uma correção ao seu comentário: eu reclamo loucamente do código de vestimenta masculina, só não invento um -ismo e saio por aí desfraldando bandeiras. Apenas invento uma profissão em que não preciso usar gravata e sapato. 🙂
      (ok, tô só enchendo)

  • Alex Esteves da Rocha Sousa

    A esquerda sempre se “renova” por se aproveitar da ingenuidade e do inconformismo próprio da juventude. Agora, eu fui jovem – ainda sou, oras – mas não era idiota.

  • Lucas

    O Colégio Anchieta é o púlpito gaúcho da teologia da libertação e do construtivismo na educação. Tudo é questão de tempo naquele antro.

  • Acredito que este “protesto” é apenas uma sombra de algo muito pior, pois o pensamento político deste tipo de jovem “geração Z” caminha para o profético “Idiocracia”, de 2006, onde no futuro a humanidade se tornou estúpida e “anti-intelectual”, as plantações são regadas com isotônicos e decisões são tomadas em reality shows. Uma curiosidade é que a novelinha “malhação” reencena nesta semana de maneira glamourosa e “projacesca” as ocupações, onde o grupo dos bem nascidos atores ocupam uma escola pública de cenário para salva-la da ganância do governo, e revemos todos os bordões de “escola é nossa” que encantou a Folha e tantos outros apoiadores da mídia. Quando vi a tal cena, parei por cinco minutos e parecia uma sensação de dejà vu sobre as notícias do final do ano passado, e se não me engano, a escolinha da ficção tem o nome de “Fernão” – o mesmo nome da escola líder absoluta da moda politica-esquerdóide e símbolo dos ocupas-mirins de 2015, além de grande inspiradora de novos protestos tão coerentes e necessários para a educação do jovem brasileiro, como a revolta do shortinho. Problemas sérios e reais, como o fundo do poço da saúde e educação, não afetam o cotidiano desta nova geração, nem mesmo o esgoto a céu aberto da política e seu lamaçal de corrupção não tem nenhum impacto na vida real deste grupo – só irá fazer sentido quando não terão mais condições de comprar o shortinho no shopping ou o moletom original GAP no free shop, quando voltarem da Disney ou do intercâmbio nas férias.

  • Aprendiz

    E, antes que eu me esqueça, meu especial agradecimento aos pais das meninas, por tão cedo inserirem suas filhotas nas lutas coletivas bem animadas.

  • Aprendiz

    Ah, sim, uma ou duas integrarão o elenco da peça “macaquinhos”. Certamente reconhecerão a convergência de suas lutas coletivas na “arte” engajada ora em voga.

  • Aprendiz

    Parabéns ao autor, pelo belo texto. Parabéns ao Claiton, pelo comentário certeiro (“bezerros nos currais”). Parabéns às garotas do colégio de playboy, pelas belas pernas. Enfim, a Revolta do Shortinho é um símbolo do nosso tempo. É o vazio, frio, do espírito e da mente. Aquelas belas moças realmente não encontraram nada melhor e mais significativo para fazer. Assim, iniciam suas trajetórias pessoais e sociais. 95% se sentirão completas retardadas em cinco ou oito anos. 5% ainda terão algum orgulho estúpido por terem feito parte desse pastelão (lembrarão desse dia com olhinho vermelho, entre um baseado e outro, no comitê da filha do Tarso Genro. Não poderão mais usar shortinho sem que reparem em seus pelos das pernas). Acredito que algumas dezenas dessas moças já se arrependem muito de terem feito esse papel de palhaças do PSOL. Ah, mas o Diabo gosta…

  • O texto sugere que prostitutas podem se vestir como quiserem. Errado. Elas precisam expor seus corpos mesmo quando não querem faze-lo, para vencer a concorrência. Uma prostituta que queira vestir-se confortavelmente, sem passar frios e nem expor a maior parte de seu corpo a picadas de insetos não pode faze-lo.
    E será que essas meninas lutariam, por exemplo, pelo direito de alguma coleguinha ir à escola de burca? Acho difícil.
    O que elas querem é serem obrigadas a se vestirem como prostitutas. É terem a liberdade de entrar o mais cedo possível numa competição sem qualquer limite por aceitação através do sexo. O que as horroriza é a idéia de que elas não poderão competir com as mulheres que seus amiguinhos vêem na rua, sem as restrições de vestuário às quais elas estão submetidas. Creem estar lutando pela sua liberdade, mas estão apenas lutando por vagas na senzala.
    O que mais esperar de uma geração que foi educada por pais que tem entre seus mais altos valores a plena satisfação sexual, sem qualquer limite, mesmo que isso signifique destruir a possibilidade de uma vida familiar plena a seus filhos?

  • Excelente texto, parabéns!

  • Claiton

    A Esquerda está mirando nos estudantes do Ensino Médio a fim de recriar sua militância. Só assim ela se esquiva da mentira de que não está suja de petróleo depois do Mensalão e Petrolão. Em suma: estão colocando o gado no curral enquanto ainda são bezerros.

    • marcelo

      Perfeito… ainda mais numa molecada que nem sabe direito as coisas, ta com a mente ”limpa”… é mais fácil de ser manipulada. Os canalhas são muito espertos mesmo.Vão no que pode ser facilmente manipulado

  • Análise perfeita. Parabéns Flavio, estamos fartos de amanha boçalidade.