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Após uma polêmica artificial envolvendo as nomeações para ministérios pelo presidente Michel Temer, que não elencaram nenhuma mulher (apesar de Temer ter convidado Ellen Gracie, Renata Abreu, Mara Gabrilli e Ana Amélia Lemos, sendo que nenhuma aceitou), a narrativa de “machismo”, que foi da BBC ao New York Times, perdeu força com a indicação da professora Flávia Piovesan à Secretaria de Direitos Humanos.

 A Secretaria dos Direitos Humanos possuía status de ministério sob a gestão petista, tendo ficado famosa sob a gestão de Maria do Rosário. A petista gaúcha também era famosa por sua rusga com o deputado Jair Bolsonaro, defendendo teses do chamado abolicionismo penal, a atuação jurídica que visa o afrouxamento de penas até a inexistência de punições por crimes, advogando que são todos causados pelo capitalismo.

Quando a ex-presidente Dilma Rousseff indicou Maria do Rosário para a Secretaria de Direitos Humanos, era caso de se pensar que o Brasil pisaria fundo no caminho do caos urbano e da revolução. No mínimo, Maria do Rosário poderia promover políticas de favorecimento à bandidagem como nunca antes se viu no país.

Pelo contrário: ao invés de a gestão Rosário ser marcada como uma bomba-relógio rumo a no mínimo uma declaração bizarra por semana, foi o período em que menos se ouviu falar da petista. Seu ministério é uma decoração. Um puxadinho. Uma secretaria para se dizer que existe e que os governantes estão firmemente empenhados, desde antes do café da manhã até alta madrugada, na promoção dos direitos humanos no mundo, tendo seu sono invadido pelo pesadelo de humanos não tendo seus direitos respeitados no Brasil e no mundo.

Algo que não revela muito sobre Maria do Rosário, mas revela tudo o que precisamos saber sobre a pasta: tal Secretaria é para inglês ver. É um símbolo. Custa muito, mas não faz nada. Ficou infame uma frase que Dilma Rousseff teria dito a Maria do Rosário no auge da crise: “Cale sua boca. Você não entende disso. Só fala besteira”. Nunca os brasileiros concordaram tanto com a presidente.

Maria do Rosário estava finalmente na melhor posição que já ocupou: uma função meramente decorativa, que torra dinheiro do trabalhador, mas não serve para nada.

De todos os nove ministérios que Michel Temer acabou, este pode ter significado um tiro no pé: se tornando uma secretaria do Ministério da Justiça, ele ganha um poder que nunca teve. E agora nas mãos de alguém competente em promover agendas que mudem algo de fato: Flávia Piovesan não é qualquer Maria do Rosário. É uma Maria do Rosário que funciona.

O que são Direitos Humanos?

Direitos Humanos, por si, já pertencem a uma categoria límbica. Ninguém consegue definir exatamente o que são “Direitos Humanos”, mormente com a típica maiúscula burocrática. Fora o meio ambiente e os direitos dos animais, praticamente todo o sistema jurídico diz respeito a “direitos humanos”.

Quando a palavra tem significado tão diluído (pense-se em democracia ou feminismo), percebe-se que a palavra passou pelo filtro da ideologia: aquilo dá a uma palavra, termo ou expressão um nome fantasia para ser usado na praça e enganar a freguesia, enquanto sua verdadeira razão social é controlada por burocratas que cuidam de promover a ideologia diante de uma sociedade que a rejeitaria se soubesse o que está fazendo.

Direitos humanos, qualquer leitor ocasional de jornal bem o sabe, é expressão que é evocada unica e exclusivamente na defesa de punições mais brandas, mesmo para os bandidos mais violentos.

Desde a obra de Cesare Beccaria, Dos Delitos e das Penas, criou-se no imaginário coletivo do Direito Penal a visão de que a injustiça maior é quando o Estado possui penas rigorosas (termo já por si de viés negativo, hoje), considerando que justas são penas as mais brandas possíveis.

Beccaria escreveu contra o Absolutismo. Hoje, em que a situação em países como o Brasil é exatamente inversa (o maior risco de punição física severa é aleatoriamente ser assassinado nas ruas em troca de um celular), a visão estática da maioria dos penalistas mundiais ainda crê estar lutando contra as regras draconianas e muitas vezes arbitrárias de um absolutismo, sem perceber que a real injustiça é justamente a que promovem, dando incentivos ao crime e à matança de inocentes.

A arbitrariedade da violência, hoje, está quase integralmente na mão dos coitadistas penais. É apenas o coitadismo mais turrão e ultrapassando as raias da tolerância com o genocídio que é abrigado sob o rótulo “Direitos Humanos”.

No caso de outro Cesare, o Battisti, acusado de quatro assassinatos na Itália, quando entidades dos “Direitos Humanos” se manifestaram, foi a favor de alguma de suas quatro vítimas, das famílias que perderam um ente amado, ou foi para a imediata soltura do homicida, para que ele não tenha seu “direito humano” de assassinar, fugir da cadeia, mudar de país e viver tranqüilamente ferido?

felipe-caffe-liana-friedenbachNum dos casos mais violentos da história de São Paulo, o assassinato brutal do casal de adolescentes Felipe Caffé e Liana Friedenbach, em que o então adolescente Champinha seqüestrou os dois, mandou matar Felipe com um tiro de espingarda na nuca, estuprou com seus colegas Liana até destruir sua vagina, resolvendo por fim matá-la durante uma sessão de estupro e tortura no mato na madrugada, com facadas em suas coxas, costas, peito e pescoço, acabando por degolá-la e continuando o estupro – quem as entidades de “Direitos Humanos” acolheram, a família de Felipe e Liana, ou fazendo lobby para a “causa social” da sevícia?

Basta lembrar do que já disseram Túlio Vianna e Marilene Felinto sobre o caso. A discussão entre Maria do Rosário e Jair Bolsonaro, diga-se, começou quando Bolsonaro dava uma entrevista comentando o horror pelo qual passou Liana, ao que Maria do Rosário ralhou, invadindo a entrevista alheia, que Champinha era “uma criança”.

Alguma entidade de direitos humanos ou a tal Secretaria, criada em 1997 por FHC, alguma vez já ligou para a família de uma vítima de assassinato para perguntar se estavam bem, se precisavam de uma força, de um gole d’água?

Mesmo em casos flagrantes em que a classe falante é useira e vezeira de sacar a desculpa da “desigualdade social”, como o atropelamento de um ciclista pelo filho de Eike Batista, o “presidente dos pobres” Lula telefonou (em solidariedade) para o Eike. A família do ciclista não recebeu nem um bilhetinho com um “Meus sentimentos”.

Vale a pena ver o trailer mais pesado de um filme já feito: Silenciados, dos mesmos produtores de Reparação (é preciso ter nervos de aço):

Sob o tal rótulo de “direitos humanos” só se escoram as teses mais radicais da esquerda mais radical em seu caminho para uma revolução e o fim da propriedade e dos direitos individuais, substituídos por um Estado onipotente. Metralhando a moral individual (sobretudo religiosa) do povo, se confundem como vítimas e algozes à espera de um totalitarismo salvador que, quando se materializa, juram ser o oposto do que desejaram.

Foi o que escreveu Olavo de Carvalho num dos melhores textos da língua portuguesa, Bandidos e Letrados, de seu livro O Imbecil Coletivo: “Qual uma mulher estuprada, envergonha-se de seus sofrimento e absorve em si as culpas de seu agressor.” Quando a violência bate à porta, não há defesa dos Direitos Humanos que livre alguém de uma bala na testa.

E a polícia, a sociedade e o sistema, abstrações e coletivos tratados como portadores de todas as culpas que os indivíduos nunca poderiam possuir, fica de mãos atadas, promovendo ainda mais violência. Continua Olavo: “Afinal, é menos arriscado politicamente desagradar uma multidão de vítimas que gemem em segredo do que um punhado de intelectuais que vociferam em público”.

A tese ainda é retomada em outros artigos que valem mais do que doutorados em Marcuse, Hobsbawm, Foucault e Žižek, como Os gurus do crimePrimores da ternuraCoincidências As esquerdas e o crime organizado. O Brasil inteiro precisou da mente de Olavo de Carvalho para sair da gaiola do pensamento coletivo. Hoje é difícil respirar melhor sem flertar com seu pensamento – sempre chamado de “fanático” e “extremista” por quem segue o rebanhismo da coletividade falante.

Flávia Piovesan: um retrocesso

Se a palavra “retrocesso” virou moda e dog-whistle entre os petistas remanescentes, o termo caberia muito bem a Flávia Piovesan. Não pela falta de talento técnico: o problema é justamente sua presença, quando a Secretaria deixa de ser um mero simbolismo para manter ocupados e longe da realidade defensores de Direitos Humanos e passa a importar. Alguém com preparo para o cargo só pode significar um avanço efetivo dos Direitos Humanos. Notícia pior para os humanos regidos por tais direitos não há.

Escreveu Bene Barbosa, o maior especialista em segurança pública do Brasil, no Cada Minuto:

Flávia Piovesan é ideologicamente idêntica à Maria do Rosário, mas as semelhanças param aqui. Tida como referência mundial no que a esquerda padronizou como sendo “direitos humanos”, suas teses globalistas foram adotadas em vários tratados da União Europeia. De acordo com um amigo italiano, essas mesmas teses, foram consideradas radicais até mesmo pelo partido de extrema-esquerda Rifondazione Comunista, uma espécie de PSOL da Itália.

Assim que seu nome foi anunciado, pipocaram e-mails e mensagens. Todas alarmantes. Depois de sua entrevista para Rádio CBN, com a duração de apenas oito minutos, tudo foi confirmado pelas palavras da própria Secretária. Vai lutar contra o Estatuto da Família, em favor das políticas afirmativas, contra a aprovação do PL 3722 que chamou de retrocesso, afirmou que vai perseguir a punição dos “indiciados” pela Comissão da Verdade, afirmou que Jair Bolsonaro quebrou o decoro parlamentar por citar o coronel Ustra e, portanto, merece ser cassado. É a Maria do Rosário na versão “com mestrado”!

Na prática, se antes a Secretaria de Direitos Humanos servia apenas como conversa mole para boi dormir (algo quase defensável, se for para manter coitadistas ocupados ao invés de ensinando, pregando ou propondo e efetivando leis), Flávia Piovesan usará tudo aquilo que antes era simbólico como política de fato. Pior: com os holofotes favoráveis e sob os auspícios politicamente corretos de ser a primeira mulher indicada por Michel Temer para algo que não é, mas já teve status de Ministério.

flavia-piovesan-maria-rosarioSe toda a verborréia e os clichês que circundam a expressão “Direitos Humanos” antes eram apenas discurso, podem agora se tornar prática. A pauta inteira da esquerda ultra-radical encontra-se sob a égide dos “DH, sobretudo o que a a população normal, inclusive a parcela contaminada por doses mais homeopáticas de esquerda, rejeita: do aborto à dissolução local de poderes em nome da concentração em um “grande Estado” não-oficial gobal, contra o direito humano de se portar armas para se proteger de homicidas e a favor de penas mais brandas e perseguição apenas aos torturadores (e acusados de tortura) da ditadura, sem nenhum olhar de reprovação mais sério a assassinos de inocentes e terroristas da época da mesma ditadura.

Flávia Piovesan pode ter méritos, e este é seu maior problema. Nada de bom nunca surgiu dos tais Direitos Humanos. Estes mesmos direitos sendo cuidados por alguém eficiente só pode significar o “retrocesso” que Piovesan, seguindo exatamente a cartilha da sociedade de controle global, enxerga em qualquer um que tenha alguma liberdade individual perante o Leviatã da ONU.

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  • Essa Flávia foi entrevistada na GNews, tive uma péssima impressão das ideias apresentadas por ela como solução para o mundo… e agora, vc confirmou as minhas suspeitas. Daqui pra frente, irei repercutir posts e mais posts nas redes sociais alertando o perigo q essa esquerdofrênica representa. Deixa comigo,viu!

  • Celia

    “Direitos humanos”: essa distorção está no mesmo pacote do “politicamente correto”, “marxismo cultural”, “agenda gramsciana”, termos que eu desconhecia a importância até uns quatro anos atrás. E agora eles me assustam por trazerem um sentido esvaziamento de significados, de inversão de valores, e de impunidade para o crime e criminalização de atos inocentes, até o ponto de inibir o pensamento. São as ferramentas de controle da natureza humana, tão caras aos psicopatas no poder.

    O livro “A NOVA CLASSE”, de Milovan Djilas, tem uma passagem interessante no capítulo “Tirania do Espírito”, sobre a busca de uma IGUALDADE na visão de mundo e o controle insano da atividade do pensamento nas sociedades comunistas:

    “Por outro lado, a discriminação ideológica nos sistemas comunistas tem a finalidade de proibir outras idéias e de impor as suas. São duas surpreendentes formas de tirania inacreditável, total. O pensamento é a mais criadora das forças: descobre o que é novo. O homem não pode viver nem produzir se não pensar e meditar. Mesmo que possam negá-lo, os comunistas são forçados a aceitar, na prática, esta verdade. Por isso, procuram tornar impossível o predomínio de outro pensamento que não seja o deles. O homem pode renunciar a muitas coisas, mas tem necessidade de pensar e comunicar seus pensamentos. É um sofrimento profundo ser compelido a silenciar quando se tem necessidade de expressão. OBRIGAR O HOMEM A NÃO PENSAR, A EXPRESSAR PENSAMENTOS QUE NÃO SÃO OS SEUS, É A PIOR FORMA DE TIRANIA. A limitação da liberdade de pensamento não constitui apenas um ataque a direitos sociais e políticos específicos, mas também ao próprio ser humano como tal.”

    “A proposição de que o marxismo é um método universal, proposição que os comunistas têm obrigação de defender, leva na prática a uma tirania em todos os campos de atividade intelectual”. Milovan Djilas, in – “A Nova Classe”

  • Henry

    Você que pensa que maria do rosario não fez nada ! Ela destruiu a segurança publica do Brasil, botou medo nas ações policiais que não podiam nem mais revistar bandido em paz, hoje por causa dos direitos humanos as cadeias preferem soltar bandido e homicida menores do que deixarem numa prisão superlotada! hoje temos 60 mortes ano antes do pt assumir era 15 mil, são numero de paises em guerra , ela agiu na surdina! Direitos humanos devem ser extinto enquanto temos impunidade eles só servem para deixar bandido solto e protegido.

  • Pingback: MENTIRAS… MENTIRAS… não é de dar nojo mesmo? afff | Maryworks()

  • Necessito comprar livros de Direitos Humanos para um Concurso que irei fazer, entretanto, em virtude do conhecimento que tomei referente a Flávia Piovesan, não comprarei. Graças a Deus não tive aula com ela na PUC-SP.

  • danir

    Por falar em direitos humanos, o que estão fazendo com o Olavo de Carvalho é uma grande sacanagem. Ayan, Azevedo, pt, Antagonista (às vezes), daqui a pouco vão colocá-lo no lugar do FHC, como culpado de todas as coisas ruins que aconteceram nos últimos 13 anos. Falam de sua linguagem destemperada e substituem-na por linguagem venenosa, ao falar dele. Qual é o problema deste pessoal? Ego, “desinformatzsia” ou o que? Parece que ele é o inimigo e não a esquerda e os comunistas de plantão.

    • Cleide Fayad

      Pura inveja, dada a importância de Olavo, talvez o único intelectual deste tempo…E um homem generoso que é, ele mesmo, o que ele defende. A propósito, experimente perguntar a quem avacalha o Olavo se já leu algum livro dele. Verás, pela provável negativa, que o difamador é mais um ignorante, indo com a boiada…

      • danir

        Olá Cleyde Fayad. Uma vez fiz um comentário para o blog do ayan, sobre o que escrevera a respeito do Olavo de Carvalho, que ele se dignou a responder fazendo citações sobre cada parágrafo dos meus comentários. Li, achei no mínimo pernóstico e mandei a tréplica, com comentários sobre cada parágrafo, e como eu já suspeitava, não houve a publicação nem resposta. Isto, embora usasse uma linguagem absolutamente cordial e não ofensiva. Depois daqueles artigos deploráveis escritos pelo Reinaldo Azevedo, eu mandei um comentário, onde colocava meu pensamento sobre o valor do Olavo, o valor do próprio Reinaldo e com algumas críticas ao que colocara sobre o Olavo. Tambem não fui publicado. No passado já tomei as dores por assim dizer, quando pessoas a meu ver despreparadas fizeram comentários depreciativos sobre o Reinaldo Azevedo, sobre o Antagonista, e sobre o próprio Olavo. Não me coloco na categoria de olavete, ou de seguidor de nenhum blog ou articulista, sou um livre pensador e prezo muito isto. Comento quando penso que devo. Se percebo que cometi algum erro de avaliação ou de percepção lógica, eu assumo e revejo os meus pontos de vista. Sem remorços, sem pruridos nem lamentações. No caso dos dois nomes acima citados, no primeiro caso me pareceu um pomposo, que se descreve como um especialista na interpretação de textos e um teórico sobre as direitas, não me impressionou nem me comoveu, e a atitude em não prorrogar nossa conversa mostrou algo que eu já começara a perceber. No caso do Reinaldo, tambem fiquei chocado, pois apesar da atitude conciliadora de alguns comentários anteriores, onde de certa forma eu me incluo, ele insistiu em usar uma virulência e uma linguagem ofensiva, que não era necessária. Apesar de com certeza ser um homem muito bem informado, de uma cultura e memória invejável (segundo ele mesmo), conhecedor técnico da lingua portuguesa, ele pecou feio ao tentar usar uma linguagem parecida com a do Olavo de Carvalho. No Olavo, certas colocações mesmo quando contundentes ou chulas, que eu não usaria em um texto meu (recato?, vergonha?, costume?) soam naturais e muito menos ofensivas do que palavras ásperas vindas do Reinaldo Azevedo. Me parece que existe um duelo de egos e vaidades. Existem pessoas que merecem que o tratamento seja ofensivo, até mesmo para desmistificá-las. Lula, Dilma, Dirceu, a Lhama cocaleira, o Caduco de Cuba, o Visionario dos pajaritos, e muitos outros. Em nenhuma hipótese o Olavo de Carvalho se inclui nesta categoria. Grande injustiça do Reinaldo, que poderia discordar e até mesmo ironizar, sem perder a compostura. Quanto ao Ayan, não merece mais comentários. Parece que no caso do Reinaldo, o fato de citarem que ele estava de amores com os amadores do MBL, e que é um apologista do PSDB, feriu o seu ego. Muito pouco para alguem com o seu alcance perder a compostura. Se o Olavo é em algumas situações ferino, destemperado e agressivo, por estilo e impulso, o Reinaldo é totalmente calculista em suas ações. Continuo lendo os dois, pois me parecem ter algo ainda para dizer, mas no caso do Reinaldo minhas reservas aumentaram e no caso do Olavo eu começo a frequentar o seu curso. Quem sabe ainda não me dei conta que sou um olavete?

  • danir

    Penso que temos que nos movimentar para mostrar o nosso desagrado e desalojá-la de sua função deletéria (pressão, listas. critica, denúncia, vigilância, esclarecimento). Esta mudança de governo embora necessária, ainda não está concretizada, e é primordial que as pessoas, fiquem atentas. Eu digo que é o princípio do começo e muitas forças contrárias estão atuando aberta ou dissimuladamente. Não dá para aceitar simplesmente eventuais erros ou desvios de propósito. Temos que dar um crédito ao Temmer, mas isto não significa aprovação automática nem a desistência da crítica e cobrança. O Olavo de Carvalho tem razão quando cita que anos serão necessários para termos um pais enxuto e livre da ação destrutiva de esquerdistas comprometidos com a tomada definitiva do poder.

  • danir

    Olá Flavio. Foi bom ler o que você escreveu, pois concordo em número e gênero e não tenho o seu alcance midiático. Uma das razões da queda da máscara dos comunistas, disfarçados sob diversas denominações, é que intelectualmente estão cada vez mais fracos, fato este provocado pelo próprio veneno contido em suas políticas e ações efetivas. Uma jornada da escola de Frankfurt ao psol, sem escalas. Eu entendo que todas as discussões patrocinadas por esquerdistas sobre direitos humanos são viciadas, e quando sâo capitaneadas por pessoas mais competentes, são um perigo. Daí não concordar com a nomeação da Flávia Piovesan para a Secretaria dos Direitos Humanos, que nem deveria existir como organismo. Uma política de “direitos Humanos” tem que obrigatoriamente passar por uma base moral sadia, pelo respeito ao indivíduo, por um código civil equilibrado, por um governo mínimo, pela defesa da liberdade e renegar palavras de ordem e ideologias desagregadoras. Outro detalhe que não pode ser esquecido, é a diferenciação entre privilégios e direitos, matéria que causa muita confusão em mentes distorcidas por palavras de ordem e ideologias.

  • VALDER LUIZ PALOMBO ALBERTO

    Preciso. Brilhante. Não conheço o pensamento do Presidente interino sobre o tema, mas creio que esse foi um tiro que pegou os dois pés. Essa moça tem os contatos, os meios e a determinação de implantar tudo aquilo que o povo brasileiro detesta. Um FHC não faria mais pela agenda destruidora da família e do que é caro ao povo.

  • Como disse o Olavo dia desses: uma sociedade majoritariamente conservadora e cristã não pode ter um governo conservador (foi mais ou menos isso).
    Não dá para ir às ruas toda hora exigindo que os supostos representantes nos respeitem nas mínimas coisas. Burros não são. São mal intencionados.
    Que falta faz um franco atirador…

  • Gabriel

    Ontem, quando li o artigo do Benê, fui também tentar decifrar o que EXATAMENTE são os mencionados direitos humanos.

    Acredito que a definição mais precisa é a da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O grande problema, porém, é que o mero analisar, item a item, dessa declaração deve apresentar para um olhar mais aguçado uma infinitude de problemas seríssimos.

    Mas veja como a esquerda é sagaz em sua propagação ideológica, em seu uso de termos; agora, se opor a essa cartilha se torna se opor, necessariamente, ao “ser humano”, ao que é mais fundamental à existência daquilo que é o homem. “Como alguém em sã consciência poderia fazê-lo?” é a pergunta deles, um ataque velado no fim das contas.

    E como são ideológicos esses Direitos Declarados! Assumem inúmeras posturas filosóficas como verdades inquestionáveis, que devem ser acatadas. Me aprofundo.

    Logo no primeiro item, declara:
    “Todos os seres humanos nascem livres e
    iguais em dignidade e direitos. São dotados
    de razão e consciência e devem agir em
    relação uns aos outros com espírito de
    fraternidade.”

    “Todos seres humanos nascem livres.” Isso pressupõe uma certa interpretação de liberdade, como algo garantido, talvez até uma dádiva divina ou do universo. Mas podemos nos opor a essa – Nietzsche, por exemplo, declara liberdade como algo que pelo qual se luta, que deve ser CONQUISTADO, não um ponto de partida.

    “Iguais em dignidade e direitos”. Também pode ser infinitamente destrinchados. Se os direitos de um indivíduo se referem àqueles permitidos pelo Estado em que ele veio ao mundo, de acordo com leis regionais, é impossível que o direito de TODOS sejam iguais.Isso pra nem tocar no que, exatamente, é “dignidade” – também podemos ficar horas pensando sobre a definição.

    Mas acima de tudo, o que mais me incomoda nessa Declaração Universal é a pretensão, absolutamente tola, de listar uma série de pressupostos ao Homem, garantir-lhes direitos sem quaisquer deveres, e, acima de tudo, não mencionar COMO, exatamente, o Homem poderá combater o desrespeito a estes direitos; A única alternativa que parece implícita no documento é a de mera súplica às autoridades, para que estas façam valer os seus direitos fundamentais.

    Eu tenho problemas sérios com vários itens, sobretudo como eles são tomados como verdades axiomáticas, mas não acho que comentário é o lugar apropriado pra mencionar todas minhas objeções, mas tenho certeza que você deve partilhar de muitas.

    • O MESMO de SEMPRE

      Nessa questão de DIREITO há que se diferenciar a idéia real do que seja DIREITO da sua perversão sob a idéia do “DIREITO” POSITIVO.
      Direitom positivo é em si uma aberração. Contudo tal estupidez foi cunhada para dar ao Estado a absoluta hegemonia sobre tudo e todos, sob a alegação de ser o Estado a fonte-origem de que se estabeleça como DIREITO.

      Ou seja, na verdade o Estado se atribui o DIREITO da FORÇA, já que perpassa Rousseau ao conseguir SER SEMPRE O MAIS FORTE. Coisa que um príncipe ou indivíduo qualquer jamais conseguiria.

      Assim, o novo PRÍNCIPE maquiavélico não é um indivíduo, limitadíssimo, mas sim UMA ORGANIZAÇÃO que, SENDO MAIS FORTE que os indivíduos governados, IMPÕE SUA VONTADE COMO JUSTIÇA e assim todo DIREITO passa ser ARBITRADO pelo ESTADO que torna-se a sua origem.

      DAÍ o DIREITO POSITIVO como ESTRATÉGIA à lá SUN TZU para conceder a uns o direito sobre outros em interminável MOVIMENTO. Com isso conseguindo dividir a população e lançar uns contra os outros. Assim o Estado consegue derrotar e escravizar a sociedade produtiva sem enfrenta-la francamente. Um exercício da estratégia de SUN TZU. …dividir para dominar, fazer os indivíduos lutares uns contra os outros em benefício do Estado que INVENTA INIMIGOS PARA CONSEGUIR AMIGOS.

  • Uns 3 anos atrás eu voltei pro meu curso de psicologia na universidade, e pra minha surpresa, havia uma nova disciplina obrigatória (me disseram que era coisa do MEC, não sei se é verdade) chamada simplesmente de Direitos Humanos. Depois de um tempinho de aulas, a professora se mostra uma aguerrida defensora do regime chavista venezuelano. Acho que não preciso comentar mais nada…

    • Provavelmente ela era fã de Cuba também né?
      Como dizia Lula: “Excesso de democracia” nesses lugares. E pelo visto, “excesso de direitos humanos” também, que o digam os pobres venezuelanos tomando bala do governo quando criticam e precisando caçar até pombo na rua para comer.
      Essa gente na academia dos cursos de humanas é, salvo raríssimas excessões, uma piada.

  • Francisco

    Para manter o padrão de qualidade, mais um excelente texto vem à tona! De fato, o coitadismo penal é um dos filhos diletos (e, de longe, o mais daninho) do “canhotismo jurídico”. Muitas faculdades de Direito estão contaminadas pelo pensamento pervertido de gente como Alessandro Baratta, Eugenio Raúl Zaffaroni, Luiz Flávio Gomes et caterva. Se isso acontecesse só no Direito Penal, a ruína brasileira seria um tanto menos grave. No entanto, vê-se claramente que, em praticamente todos os sub-ramos jurídicos, vigora a obsessão dos juristas tupiniquins em tentar nos impingir o infame cabresto estatal. Resumindo: se dependermos dos bacharéis brasílicos para nos safar do Leviatã, estamos irremediavelmente fu…

  • David

    Direitos Humanos só serve pra bandido usar como defesa contra a Justiça, que por si só já é injusta. Retrocesso é lutar por “políticas afirmativas” para bandido e deixa homens, mulheres, crianças, idosos e todo resto da sociedade a mercê de um Estado que não pode proteger seus cidadãos, é dever, mas não pode (geralmente porque não tem recurso, mas quando tem é impedido por essas merdas esquerdistas).

    Por isso que precisamos de um Estado minimo, que o cidadão possa se defender e lutar por seus proprios interesses, o único dever do Estado é prover segurança, saúde e educação, mas como com um Estado aparelhado?

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