O maior pensador brasileiro faz 70 anos – mas ainda há quem tenha nojinho de Olavo sem ler seus livros por boatinho de internet. #Olavo70anos

Só há um jeito de não gostar de Olavo de Carvalho: nunca o ler – ou, ainda melhor, só ler seus comentários de internet retirados de contexto e raramente ultrapassando as 3 linhas. O maior filósofo do Brasil completa hoje 70 anos de profunda atividade intelectual, sem encontrar quem o ombreie em profundidade e altitude intelectual – muito menos entre seus adversários.

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Seus livros estão entre os maiores achados da língua portuguesa atual. Olavo já analisou o tempo verbal de línguas como latim, grego e árabe para encontrar em Aristóteles uma chave de leitura praticamente inédita, mostrando uma hierarquia despercebida entre a poética, a retórica, a dialética e a analítica ou lógica (Aristóteles em Nova Perspectiva: Introdução à Teoria dos Quatro Discursos).

Ou como uma interpretação falseada da ciência ultra-moderna e do pensamento tradicional chinês de Fritjof Capra, aliada ao pensamento político neomaquiavélico de Antonio Gramsci abriu caminho para uma visão cultural new age, floreada em um ecumenismo que da verdade dos povos não pega emprestado senão sua casca para vender mentiras (A Nova Era e a Revolução Cultural. Fritjof Capra e Antonio Gramsci).

Falando em Maquiavel, é de Olavo um dos melhores estudos sobre a vida e obra (e sua intercomunicação) do pensador florentino, visto pela história como “um clássico da filosofia política” (seja lá o que isso significa, se a política só piorou e ficou mais violenta desde então), sem que se note como o aclamado “Renascimento”, que teve Maquiavel como um de seus motores políticos, além de um momento de bizarras superstições, foi também o começo de uma contradição ontológica entre o discurso e a posição do sujeito que profere o discurso – a chamada paralaxe cognitiva, cuja análise é uma das marcas mais características da filosofia de Olavo de Carvalho.

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Ora, Maquiavel, um puxa-saco de Príncipes, confunde em sua própria filosofia o que é descrição com o que é prescrição, em sua cisão absoluta entre moral e práxis, além de tentar justificar sua própria posição de capachão, escondendo-a sob camadas de arrogância pouco convincente, abrindo espaço para o morticínio político que marcaria os séculos vindouros (o livrinho Maquiavel ou a Confusão Demoníaca, um dos mais importantes textos sobre a violência política no mundo).

O mesmo procedimento foi aplicado depois a René Descartes, o “homem do racionalismo” que, bem ao contrário do que a curiosa crença na razão moderna (e, também, modernista), teve todo seu vislumbre de “De omnibus dubitandum est” de um sonho com o demônio, e cria todo um sistema “racionalista” que inaugura o esquematismo mental moderno, em que a realidade é a última coisa a pertencer à dita “razão” esquemática. (Visões de Descartes).

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Tais livros são “capítulos” que se tornaram livros à parte de um livro seu que desmembrou: O Olho do Sol, que acabou se tornando uma coleção de livros sobre a mentalidade revolucionária, a marca da modernidade, onde agir pensando em um futuro utópico, com o homem sendo uma peça a ser movida ou retornada de um modelo esquemático mental, direcionado a um futuro tratado como o fim da existência.

Olavo também já analisou o grosso da situação dos intelectuais brasileiros, sempre confusos entre seu discurso e o próprio ato de proferi-los – via de regra, imbuídos de uma retórica coitadista, como se fossem excluídos do meio acadêmico e jornalístico, sempre como se fossem a única voz a nadar contra a corrente, como se fossem uma resistência esquerdista sem espaço na grande mídia, tratando Folha e Globo como jornais ultra-conservadores, quase como defensores de Donald Trump, de George W. Bush, do Tea Party e da Segunda Emenda. É mais paralaxe cognitiva em ação: seu próprio ato de falar contradiz o que é falado. É a falta de um Dasein intelectual brasileiro: e bem das pessoas que hoje externalizam conceitos como “lugar de fala”… (O Futuro do Pensamento Brasileiro. Estudos Sobre o Nosso Lugar no Mundo)

A capacidade intelectual, e de escrita incrivelmente engraçada de Olavo, também se mostrou em um de seus livros mais clássicos: O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras, em que as falhas intelectuais de personas variando entre Charles Sanders Peirce e Emir Sader (data venia, data maxima venia…) são comparadas à tradição, a grandes nomes (sejam Aristóteles ou Arnold Toynbee) e o resultado, inevitavelmente, não é apenas uma surra intelectual com nocaute nos primeiros 3 segundos de luta: é algo ridículo, que se torna mais engraçado do que qualquer livro de humor. O livro, coletânea de artigos de jornal de quando assuntos elevados havia na imprensa brasileira (antes de uma coluna do Gregório Duvivier), ainda teve uma continuação, O Imbecil Coletivo II: A Longa Marcha Da Vaca Para O Brejo.

Olavo ainda escreveu sobre a geopolítica americana frente a um mundo não mais bipolarizado, mas tripolarizado, tendo um eixo de entidades globalistas (termo introduzido no Brasil por ele) no Ocidente, o complexo russo-chinês no Oriente e, hoje, a ummah, a comunidade mundial muçulmana, como terceiro pólo. Foi, na verdade, um debate com ninguém menos do que Alexandr Dugin, o “cérebro de Putin”, o filósofo mais perigoso do mundo”, o novo “Rasputin” do presidente russo Vladimir Putin, que, apostando no esquema bipolar, admitiu que perdeu o debate (Os EUA e a Nova Ordem Mundial. Um Debate Entre Alexandre Dugin e Olavo de Carvalho).

Enfim, alguém que domina tão vastos assuntos, que não consegue deixar de ser reconhecido pela sua assombrosa erudição nem pelos seus mais ferrenhos inimigos, alguém que é verdadeiro patrimônio cultural brasileiro (e entendido assim pelo governo americano), simplesmente precisa ser lido neste país, hoje envenenado por pessoas do escol de Leandro Karnal a PC Siqueira (o youtuber é hoje editor de uma revista “científica”). A contemplar quais são os gatekeepers a “organizar” o que deve ser lido pela massa da população (do povão ao estudante da USP), os Emires Saders e Leandros Konders, que tanta vergonha passam nas páginas d’O Imbecil Coletivo, soam quase geniais diante de uma geração que não sabe pensar em mais do que 140 caracteres.

Entretanto, ao invés de estar sendo disputado a tapa por todos os jornais, revistas e publicações digitais (este Senso Incomum certamente o está), Olavo de Carvalho é preterido por qualquer youtuber que conte piadas adolescentes para adultos adolescentizados.

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Pior (o que é pior do que a geração youtuber?): Olavo de Carvalho é criticado. Não por erros em seus livros, que não são lidos (enquanto Olavo deve ser o único ser humano a ter terminado livros como A Nervura do Real, de Marilena Chaui), mas por boatos criados por adolescentes na internet.

Olavo é acusado de não ter diploma de filosofia – acusação assaz estranha, para quem tanto critica a falta de filosofia nos cursos de filosofia (vide seu incrível A Filosofia e seu Inverso) – ou de ter sido astrólogo – basta ver sua análise filosófica sobre os símbolos da astrologia, base cosmológica e antropológica de qualquer civilização, para se entender que Olavo não fez nada diferente do que T. S. Eliot, Carl Jung – e incrivelmente mais elevada do que o ministro da Educação de Dilma, Renato Janine Ribeiro – o fizeram.

Também o criticam por ter “tentado refutar Isaac Newton” (o mesmo que Goethe, Schopenhauer, Husserl e Einstein disseram sobre Newton, já refutado em vida pelo gênio da lógica matemática  Gottfried Leibniz). Não há entre seus críticos quem perceba que a crítica de Olavo não é sobre a lei da gravidade (e há quem realmente acredite que Olavo ache que os corpos não cairão se soltos da mão), e sim sobre o mecanicismo, filosofia reducionista de Newton (comungada por Descartes) que crê ridiculamente que até mesmo as sinapses do cérebro são movimentos mecânicos (Descartes costumava dissecar ratos vivos, crendo que seus gritos de dor eram puramente “ar passando por dutos”; Olavo de Carvalho, caçador de ursos, não é considerado um defensor dos direitos dos animais por seus detratores).

Muito menos quem perceba que Olavo critica em Newton sua crença na alquimia: não a simbologia e base cosmológica da astrologia, mas uma superstição de achar a “pedra filosofal” para transformar ferro em ouro, que Newton tanto acreditava. E “não-científico” é Olavo, e não os guris de redes sociais o chamando de “astrólogo” como xingamento oco…

Para uma população com bibliofobia, a aversão a livros com os quais já não concorde de antemão (o que mostra bem qual o conteúdo que consegue apreender dos 3 livros por ano que de fato lêem), resta coroar o bolo cerejosamente com o boato de que Olavo de Carvalho acredita que há fetos abortados na Pepsi, graças a um comentário que fez rapidamente em seu antigo podcast, o True Outspeak, comentando uma notícia de que a Pepsi estava fazendo pesquisas com um adoçante que usava células de bebês abortados.

Ao contrário da boataria de adolescentes nas redes sociais, de fato a Pepsi fez um contrato de US$ 30 milhões com a Senomyx, que desenvolvia pesquisas para gostos artificiais com a linha celular HEK-293, com rins de bebês abortados.

Ou seja, de todo o complexo diploma-Newton-astrologia-Pepsi com que tentam pechar Olavo de Carvalho de farsante, para não ter de refutar o que vai escrito em seus livros, é apenas um embuste de memes feitos por crianças intelectuais. E são estes memes que são levados pela nossa “imprensa séria”, que prefere discutir pela milésima vez se precisamos dar o benefício da dúvida ao PT e sobre os direitos dos ofendidos com piadas na internet do que em ler o arcabouço da civilização ocidental com quem está nele interessado.

Olavo de Carvalho formou sozinho a maior geração de intelectuais do país desde a morte de Mário Ferreira dos Santos, Vicente Ferreira da Silva e Bruno Tolentino, os maiores filósofos e pensadores do país antes de sua estréia intelectual.

É simplesmente impossível ler os formados (para rir dos diplomófilos) por Olavo, como o crítico literário Rodrigo Gurgel, o cientista político Bruno Garschagen, o analista político Filipe Martins, o advogado Taiguara Fernandes, a analista Bruna Luiza, o escritor Paulo Briguet, o comentarista Silvio Grimaldo, o cinegrafista Josias Teófilo, o escritor Yuri Vieira, o teatrólogo Roberto Mallet, a professora Henriete Fonseca, o músico Filipe Trielli, o jornalista Felipe Moura Brasil, o cinegrafista Mauro Ventura, a jornalista Rachel Sheherazade, o antropólogo Flávio Gordon, a jornalista Joice Hasselmann, o engenheiro Flavio Quintela, o analista Alexandre Borges, a professora Fernanda Takitani, o editor César Kyn d’Ávila, o teólogo Mateus de Castro, o advogado Bene Barbosa, a musicista Stella Caimmy, o humorista Danilo Gentili, e tantos outros (vários orgulhosamente neste Senso Incomum), nem que sejam 10 páginas por dia, e ler 10 páginas por dia de suas Nêmesis no campo das análises da realidade: o “humorista” Gregório Duvivier, o crítico de cinema Pablo Villaça, a feminista Lola Aronovich, o jornalista Paulo Henrique Amorim, a professora Marilena Chaui, o blogueiro Xico Sá, a adolescente Jout Jout, o youtuber P C Siqueira, os blogueiros do Anticast, o colecionador de carros Flavio Gomes, a jornalista Cynara Menezes, o prestador de esclarecimentos para a Polícia Federal Breno Altman, o vocalista do Detonautas Tico Santa Cruz, o blogueiro Paulo Nogueira, a revoltada Heloísa Helena, o assessor de tirano Alexandr Dugin (com o perdão do desnível), e concluir que, definitivamente, quem mais compreende da estrutura da realidade é a esquerda, ao contrário dessa lunática, atrasada, ultrapassada, preconceituosa e aristotélica direita.

De fato, ao invés de argumentos, a esquerda só possui como resposta ao “olavismo” forçar seus acólitos a não ler Olavo de Carvalho de jeito nenhum, do contrário, acabarão por deixar de ser de esquerda (caminho trilhado por vários olavetes, mostrando que só se passa da esquerda para a defesa de Olavo, nunca o caminho contrário). É como tentar criar uma casca sobre seus escritos, ao invés de enfrentar o núcleo de seu pensamento, sob qualquer pele postiça.

De fato, só há um caminho para os anti-olavetes do país: enfiar a cabeça num buraco, expondo a rabadilha ao público que poderá rir do quanto precisaram se negar a enfrentar a realidade para continuar acreditando em suas crenças, acusando todos os outros de crenças ultrapassadas.

Olavo de Carvalho completa 70 anos com uma coragem rara no mundo: ser o que é, sem aderir a modismos e sem o aplauso fácil de agradar às multidões. Curiosamente, mesmo em nosso país, sua “minoria silenciosa” é que faz a real diferença: basta lembrar de quantos cartazes onde se lia “Olavo tem razão” foram vistos nos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff no país.

Sua defesa da consciência individual na era do pensamento coletivo (eufemismo para modismo) é o que salvou tantos intelectuais de uma inanição, em um país que não podia dialogar com Chesterton, Voegelin, Horowitz, Santayana ou Huizinga. É por isto que um portal, olavetemente inspirado para ser batizado como Senso Incomum, não poderia ser uma âncora contra a corrente de insultos fáceis da grande mídia e dos grandes adolescentes de redes sociais para lembrar que apenas quem acertou algo nos últimos anos foram os olavetes e aqueles que, de alguma forma, pensam como Olavo de Carvalho, não importa quanto digam que somos “extremistas” ou “conspiratórios” por defender a consciência da realidade.

Parabéns por tudo o que fez por nós, Olavo – afinal, o presente é sempre nosso! E a você que ainda tem nojinho de Olavo, e conseqüentemente nunca o leu, perca as amarras do pensamento de grupinho e ganhe consciência de si mesmo. Do Oráculo de Delfos a Olavo de Carvalho, parece a lição que a coletividade mais quer destruir em nome da glória fácil de uma coluna na Folha de S. Paulo e uma conversinha de boteco achando que são os únicos contra tudo isso que está aí, lendo e concordando exatamente com tudo isso que está aí.

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  • Edimar Dias

    Não é curioso que fãs idolatrem seus ídolos. Assim é na arte, música literatura e filosofia. Já li vários livros do Olavo. Gosto muito de sua linha de raciocínio, onde desconfia de tudo e faz ligações que a maioria dos autores/filósofos não fazem. O problema é que ate na filosofia parece haver uma polarização, o que é natural. Devemos temer os homens de um livro só, seja ele qual for. No caso os homens de um autor só!

    • Felipe Martins

      Eu acho que são coisas bem dissonantes. Se Olavo segue a linha da desconfiança, tem algo errado quando ninguém desconfia dele. Só acho.

      • Edimar Dias

        Concordo com você. Mas muitos desconfiam dele, apenas os fãs o idolatram.

  • “O Mínimo” serve exatamente para isso. Mas vários dos seus livros são compilados de artigos, e todos são acessíveis de se ler. Mas corra para o Mínimo então:

    https://www.amazon.com.br/gp/product/B00EPFVY1U/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl?ie=UTF8&tag=flavmorgpag02-20&camp=1789&creative=9325&linkCode=as2&creativeASIN=B00EPFVY1U&linkId=168af533c1a152e6d3977300b1bda34a

  • Vinicius Dias

    Tenho algumas críticas ao Olavo e já li 8 livros dele e fiz 94 aulas de cof.

    A razão pela qual eu parei momentaneamente de fazer o curso dele, é a minha conversão ao catolicismo. Passei a ver, que apesar da sua contribuição ressuscitando alguns dos maiores autores do catolicismo, por outro lado, ele trouxe um monte de coisa ruim para o Brasil. Os perenialistas são um exemplo. E ele não cita René Guénon para ser refutado, mas como se fosse um grande gênio da qual se pudesse aprender muito.

    A questão da astrologia, do ponto de vista citado no texto, realmente não é um mal. Muitos cientistas do passado foram astrólogos. Mas e o perigo da astrologia para a alma? Muitos falam de Santo Alberto Magno, mas sinceramente é uma amostragem bem pequena. Alguns falam de astrologia cristã, mas a maioria dos astrólogos cristãos eram hereges. Do jeito que o Olavo fala da astrologia, até parece que a Igreja declinou por não dar sequência à astrologia, e já vi alguns alunos defendendo seriamente essa tese.

    Sem contar que grande parte desse conhecimento astrológico do Olavo vem do islamismo. Esse estudo de astrologia pode ser uma porta de entrada ao islã.

    Nisso chegamos a um outro ponto. Olavo também foi um grande difusor do islamismo no Brasil. Ao que parece, o filho dele tem até mesmo uma tariqa em SP.

    Em alguns pontos da fé ele não manda bem também. Ele diz que os pecados sexuais não são graves. Claro que são graves e sem confissão, dão inferno. Fora os grandes males espirituais da vida sexual desregrada.

    Enfim, esses pontos que relatei são pequenas coisas que acabam formando um forte caso cumulativo contra o Olavo. Na verdade existem muitas outras coisas que poderia dizer, mas dizer uma a uma e dizê-las em um blog não compensaria.

    Depois de ser olavete por tanto tempo, vi que havia mesmo uma certa idolatria a ele. Os alunos se fazem de cegos em alguns aspectos polêmicos como os que citei.

    Enfim, o Olavo é um grande intelectual, disso eu não discordo, mas ele é uma figura profundamente ambígua. Um dia até pretendo voltar a fazer um COF, mas pensando pelo lado católico, é bom tomar certo cuidado com ele.

  • Alexandre Vieira

    Olavo e companhia ilimitada debulham !

  • kaio vinicius mecenas

    É engraçado o sr Felipe,leu quase nada do Olavo e ainda quer emitir opnião,o engraçado é que todo cara como vc que vai debater com Olavo de Carvalho se sai mal muitas vezes atropelado,não se trata de botar o Olavo como um Deus,mas reconhecer e dar todos os créditos que merece e reconhecer que ele é genial .

    • Felipe Martins

      Mas é por isso que é uma opinião, não uma crítica elaborada ou um parecer. Não sei se você sabe, mas as pessoas emitem opiniões e não precisam ser peritas num assunto para opinar sobre ele. Agora, realmente, eu não tenho 1% da capacidade do Morgenstern de falar sobre Olavo e assumo isso, por isso eu só opinei, não tentei dar uma aula sobre isso. E assumo que li quase nada do Olavo e, reitero, o que eu li não é genial. É bem escrito e bem elaborado, mas genial?

  • matheuscello

    Muito bom!
    Me senti prestigiado por ler os “formados” pelo Olavo. Só preciso começar agora a ler o próprio Olavo.

  • Diego Araujo

    Acho q quem endeusa o Olavo não o entendeu bem.

    • Felipe Martins

      Concordo. Mas tem bastante gente que o faz…

  • Árthur Phelipe Novacosque Guer

    “Ora porra”, que homenagem!!!

  • Felipe, não sei, mas já vi o Olavo falando italiano. De toda forma, as traduções de Gramsci não são criticadas, ele inclusive é mais aplicado aqui do na Itália.

    • Felipe Martins

      Não duvido que Olavo seja poliglota ou que tenha lido o material original, só gostaria de saber mesmo, pois, diferente do que você diz, as traduções são criticadas sim e sequer toda a obra foi traduzida. A editora Boitempo que é marxista está traduzindo e reeditando algumas obras em parceria com um instituto gramsciano, não por um acaso, italiano. Mas as pessoas insistem em dizer que temos uma nação de mestres e doutores em Gramsci… Não, as pessoas não conhecem a obra de Gramsci.

      Isso muda todo o panorama porque teremos então uma legião de pessoas falando daquilo que não leu e não entende. Igual acontece com as pessoas que chamam Olavo de embusteiro e charlatão sem nunca ter lido nada do cara, percebe?

      Ademais, quando alguém afirma peremptoriamente que Gramsci é “aplicado”, eu realmente tenho dificuldade em aceitar isso. Se eu pesquisar quem sabe definir o que é um intelectual orgânico, poucos saberão conceituar corretamente e todos serão acadêmicos.

      • Felipe, a diferença é que a própria idéia de intelectual orgânico é transformar cada varredor de rua em um “intelectual” sem saber, bastando que para isso aceite a hegemonia do pensamento pró-partido. Assistir ao Brasil falando em “homofobia, racismo, machismo, fascismo” para qualquer coisa é a própria aplicação de Gramsci. Como sempre digo, o melhor jeito de ser gramscista é justamente nunca o tendo lido.

        • Alexandre

          Pois é, Flávio, não é preciso que o intelectual seja de fato intelectual ou mesmo que perceba ser “orgânico”. Trata-se de um processo que se retroalimenta. O sujeito não precisa perceber que passou a ser um agente para o senso comum, já que ele é produto do próprio. Vejam este caso a respeito dos “orgânicos” do cinema:

          https://oglobo.globo.com/opiniao/um-filme-que-nao-deveria-existir-21344192#ixzz4hFcL76p3

        • Felipe Martins

          Mas, Flavio, eu duvido muito que as coisas aconteçam na base do “sem saber”, na base do “nunca ter lido” – isso quando a intenção é atribuir algo muito bem pensado por uma pessoa que sequer é lida ou citada. A totalidade dos movimentos brasileiros pró-feminismo, anti-racismo, e tal, são apenas uma reverberação atrasada de coisas que estão em curso nos EUA há anos. Não é algo tão difícil assim de se constatar. A minha humilde opinião é que estão usando movimentos brasileiros surgidos no embalo de outros e atribuindo responsabilidade àquilo que não se gosta. Equivale a dizer que a culpa de famílias desestruturadas, ou com mães solteiras, é do feminismo – mas e todas as outras famílias desestruturadas e com mães solteiras da história? Era culpa de quem? Entende?

  • É uma análise bem profunda para quem leu apenas uma coletânea de ensaios de Olavo.

  • O gozado — e triste — disso tudo é que até gente do porte de Janer Cristaldo cai no eixo diploma-Newton-astrologia-Pepsi pra dizer que não gosta do Olavo. É muito difícil encontrar críticas bem fundamentadas (como encontrei aqui nestes comentários) a ele.

    Em tempo: ele precisa desistir urgentemente de tentar ser uma espécie de “Alborghetti erudito” nas redes sociais. Aliás, ele nem precisa disso.

  • Grande Flávio! Que pedrada…

  • Cesar Henrique

    Excelente texto mesmo!!! Com certeza o homem mais odiado pela esquerda. Vida longa Professor

  • Olavo de CARVALHO é um tipo intelectual em extinção que um saber e uma obra que fala de quase todos os temas filosóficos possíveis (tal como Mário F. dos Santos, mas sem a sistematicidade desse) à luta político-ideológica. Muitos reclamam que ele escreve sobre tudo, mas não é assim um filósofo verdade? Não foram assim Platão, Aristóteles, Hegel? Hoje o que se entende por filósofo sério é um tipo especialista em minúcias de erudição sem qualquer impacto na realidade concreta. Cansei de ouvir essa crítica, principalmente daquele sujeito que escrevia na extinta Dicta e Contradicta e que posta nudes acadêmicos no facebook, Julio LEMOS, ou de Francisco RAZZO(que desperdiçou seu tempo e papel de editora escrevendo um livro abordando um tema sobre o qual Olavo já escreveu tudo e muito melhor).

    O especialista vence na acuidade da observação do detalhe, o generalista (que trata de assuntos que vão do alfa ao ômega) na capacidade de visão de conjunto, o que é muito óbvio. A maioria das críticas à obra de Olavo de Carvalho que vemos por aí se detêm em detalhes como esse em torno da correção do uso do termo spoudaios. Ocorre que toda a obra dele, parece-me, se dedica ao que poderíamos chamar de “visões de conjunto” ou abordagens globais. A própria tese sobre Aristóteles, parece-me, arrisca-se a compreender a obra de Aristóteles como um todo, captar a sua forma geral, por assim dizer. A teoria exposta n`Os Jardins das Aflições sobre a constância da ideia de império no
    Ocidente também tem esse perfil. Pois bem, toda visão de conjunto é esquemática e toda generalização está sujeita a exceções. Além disto, as visões de conjunto são perspectivas, ou seja, é possível formar inúmeras visões de conjunto, sob perspectivas diversas da realidade, igualmente válidas e coexistentes, desde que bem fundamentadas. Por isso, a crítica de detalhes da obra dele não pode desbancá-la, afinal é possível que ela se apóie em inúmeros outros detalhes corretos que a ratificam. Para desbancá-la como um todo seria preciso demonstrar que a visão de conjunto não tem pé nem cabeça, que a maior parte ou a parte essencial dos argumentos que a apóiam não tem o menor fundamento. Mas isso não pode ser feito atacando apenas um detalhe, um argumento da obra.

    Como leitor, observo que os acadêmicos, super-especializados que são, são bons em detalhes técnicos de erudição, detalhes filológicos, históricos, etc., mas são incapazes de produzir boas visões de conjunto, panoramas gerais, etc, não sei se por achar que há um limite epistemológico que não permita a eles fazer este tipo de abordagem com segurança. A obra de Olavo de Carvalho não é de detalhes técnicos de erudição, mas visa produzir (ou reproduzir) realmente estas visões de conjunto, panoramas gerais, etc., que possam ser retratos o mai fidedigno possível da realidade, lastreando-se em fatos mais ou menos comprovados. Obviamente, está sujeita a todo tipo de erro e imprecisões de detalhe.

    Aí entram os acadêmicos e começam a roer como traças os equívocos de detalhe dos livros do Olavo. Não destroem a visão de conjunto geral. Deixam os livros dele intactos, conservando sua
    unidade, mas cheios de buraquinhos da saliva erudita corrosiva de competentíssimas traças acadêmicas roedoras de imprecisões históricas, telológicas, etc.

  • Rafael Santos

    O grande problema com Olavo de Carvalho, e a razão pela qual esse artigo não o percebe, não é a falta de erudição do sujeito. Pelo contrário – paradoxalmente – o problema é a existência da mesma em grande quantidade. Justamente por Olavo ser um indivíduo mais erudito que a grande maioria de seus críticos, quem o procura acaba adotando um excesso de “humildade intelectual” que faz com que se curve a argumentos falaciosos mais pelo receio de “ser desmascarado como alguém que não leu o original em grego”, ou algo do tipo, do que realmente pelo convencimento intelectual.

    Entretanto, usando a psicologia (e não o latim clássico, como seus defensores insistem) é relativamente fácil de ver que Olavo é, em sua essência, um escravo de seu enorme ego – e por conseqüência de racionalizações constantes que usa como instrumentos para protegê-lo.

    Alguns exemplos para que possam entender o que digo:

    Olavo gosta de cigarro. Gosta por quê? Ora, pelo motivo que todos os fumantes apreciam: estão viciados na substância. Não há virtudes no cigarro, apenas mau-hálito e pigarro, na melhor das hipóteses. Entretanto é impossível para Olavo admitir essa “falha de caráter” de apreciar algo ruim. Então o que ele faz? Racionaliza esse gosto procurando razões intelectuais para uma vontade que é essencialmente emocional. Vide vídeo no YouTube “Olavo de Carvalho – Cigarro, armas, ou médicos. Quem é mais perigoso?”

    Olavo tornou-se católico. Por quê? Pelo mesmo motivo que todos aderem à uma religião: pela fé. O próprio Jesus disse: “a fé os libertará” jamais clamou motivos “científicos” para seguir sua igreja. Entretanto, para Olavo é difícil admitir essa outra “falha intelectual” que representaria a crença em uma instituição que, ao longo de seus vários séculos de existência, teve fases ruins. Então o que ele faz? Racionaliza, como sempre. A Inquisição é um mito, como diz em outro vídeo entitulado “Mito da Inquisição e a Igreja de Constantino – Prof. Olavo de Carvalho”. Os males da igreja TÊM de ser um mito, pois uma fé que não foi sempre perfeita não seria digna de ser seguida por Olavo.

    Mas não confiem em mim ou meus argumentos curtos acima. Façam uma análise por si próprios, comparando o histórico de vida de Olavo e seus escritos/vídeos e certamente chegarão na mesma conclusão sobre a racionalização compulsiva ser a força motriz de Olavo. Foi comunista, de 66 até 68, e em determinado ponto sentiu-se traído pelo movimento – aí então vieram suas inúmeras teses de como o comunismo está por trás de tudo que há de errado e ruim no mundo. Olavo foi da seita muçulmana de Omar Ali-Shah, escrevia longos tratados sobre a importância do esoterismo no estudo da Ciência. Largou a seita… Bem, subitamente os muçulmanos viraram o 2o maior mal na história humanidade, logo após os comunistas.

    Olavo gosta de algo, esse algo tem de, forçosamente, tornar-se lógico e racional. Olavo não nutre simpatia por outro algo, esse algo obrigatoriamente deve ser maligno e irracional.

    O padrão é SEMPRE o mesmo. Primeiro as teses chegam a Olavo pelo coração, pelos sentimentos. Aí então ele procura razões intelectuais para chancelar ou desacreditar esse algo. Suas conclusões não vêm de análises. Ele primeiro chega à conclusão e então procura uma análise que a dê suporte. Mas como suas pesquisas são geralmente amplas e bem-feitas e o sujeito é, de fato, extremamente culto, as pessoas se curvam a sua superioridade intelectual e caem em seu “canto de sereia mental”.

    • Godofredo Guilherme de Leibniz

      Não foi “o Olavo” que disse que a Inquisição (leia-se: a Inquisição como ela é vista na cultura popular) é um mito, foram os livros de estudiosos dos assunto: Agostino Borromeo e Henry Kamen. Quando você se deparar com uma afirmação que contraria o seu senso comum, procure saber se existe alguma fundamentação por trás dela, ao invés de pressupor dogmaticamente que o sujeito está simplesmente inventando coisas. Você pode aprender muito fazendo isso.

      • Rafael Santos

        Meu ponto não é discutir se houve ou não houve Inquisição. Meu ponto é mostrar que *depois* que Olavo virou católico, ele saiu correndo atrás de justificativas intelectuais pra essa sua nova fé.

        Da mesma fora, quando era de uma seita islâmica, aquilo era o certo. E se algum dia abraçar a cientologia então- a posteriori – “cavocará” 500 fontes em aramaico pra embasar a decisão já tomada.

    • Tiraste as palavras da minha boca e mais um pouco.

    • Diego Araujo

      Acho que vc está certo quanto ao Olavo, mas isso n quer dizer q as racionalizações sejam incorretas. Aliás, vc já viu alguém que entende algo completamente e concorda com o que entendeu que não sentiu que o objeto da concordância era correto antes de tê-lo entendido completamente? Eu acho que se eu explicar-lhe algo corretamente é normal que vc sinta que o que eu expliquei é certo(ou não) antes do fim da explicação.

    • Vinicius Dias

      Concordo um pouco com a sua análise. Quem conhece o Olavo há longo prazo sabe que ele tem certos cacoetes que defende irracionalmente, um deles é o cigarro. Os palavrões são outro cacoete que ele defende irracionalmente.

      Não achei o exemplo do catolicismo correto, pois Olavo cita muitos bons argumentos a favor do cristianismo. A conversão ao islã também não significou que ele tenha se tornado anticristão ou anticatólico. A tariqa e o perenialismo é uma tentativa de misturar religiões. Com certeza é um pecado muito grave se tornar um tariqueiro, mas não quer dizer necessariamente que tenha passado a condenar as teses católicas. Uma das malandragens do perenialismo é dizer que alguns místicos católicos estão certos, mas que estão debaixo de algo maior.

      O Olavo uma vez disse que os tariqueiros tentam enganar católicos se passando por mais ortodoxos por eles, então acabam por tragá-los ao seu movimento. Acho que os próprios tariqueiros dizem que a inquisição é mito.

      Apesar de inúmeras birras, tiques, manias e cacoetes, eu não acho que ele tenha ficado com uma visão reducionista, acho que ele foi ampliando a sua visão ao longo do tempo.

  • Rafael Santos

    O grande problema com Olavo de Carvalho, e a razão pela qual esse artigo não o percebe, não é a falta de erudição do sujeito. Pelo contrário – paradoxalmente – o problema é a existência da mesma em grande quantidade. Justamente por Olavo ser um indivíduo mais erudito que a grande maioria de seus críticos, quem o procura acaba adotando um excesso de “humildade intelectual” que faz com que se curve a argumentos falaciosos mais pelo receio de “ser desmascarado como alguém que não leu o original em grego”, ou algo do tipo, do que realmente pelo convencimento intelectual.

    Entretanto, usando a psicologia (e não o latim clássico, como seus defensores insistem) é relativamente fácil de ver que Olavo é, em sua essência, um escravo de seu enorme ego – e por conseqüência de racionalizações constantes que usa como instrumentos para protegê-lo.

    Alguns exemplos para que possam entender o que digo:

    Olavo gosta de cigarro. Gosta por quê? Ora, pelo motivo que todos os fumantes apreciam: estão viciados na substância. Não há virtudes no cigarro, apenas mau-hálito e pigarro, na melhor das hipóteses. Entretanto é impossível para Olavo admitir essa “falha de caráter” de apreciar algo ruim. Então o que ele faz? Racionaliza esse gosto procurando razões intelectuais para uma vontade que é essencialmente emocional. Vide vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=iEsvY7adpns

    Olavo tornou-se católico. Por quê? Pelo mesmo motivo que todos aderem à uma religião: pela fé. O próprio Jesus disse: “a fé os libertará” jamais clamou motivos “científicos” para seguir sua igreja. Entretanto, para Olavo é difícil admitir essa outra “falha intelectual” que representaria a crença em uma instituição que, ao longo de seus vários séculos de existência, teve fases ruins. Então o que ele faz? Racionaliza, como sempre. A Inquisição é um mito, como diz em outro vídeo que coloco a seguir. Os males da igreja TÊM de ser um mito, pois uma fé que não foi sempre perfeita não seria digna de ser seguida por Olavo: https://www.youtube.com/watch?v=eDQLsHFCA6U

    Mas não confiem em mim ou meus argumentos curtos acima. Façam uma análise por si próprios, comparando o histórico de vida de Olavo e seus escritos/vídeos e certamente chegarão na mesma conclusão sobre a racionalização compulsiva ser a força motriz de Olavo. Foi comunista, de 66 até 68, e em determinado ponto sentiu-se traído pelo movimento – aí então vieram suas inúmeras teses de como o comunismo está por trás de tudo que há de errado e ruim no mundo. Olavo foi da seita muçulmana de Omar Ali-Shah, escrevia longos tratados sobre a importância do esoterismo no estudo da Ciência. Largou a seita… Bem, subitamente os muçulmanos viraram o 2o maior mal na história humanidade, logo após os comunistas.

    Olavo gosta de algo, esse algo tem de, forçosamente, tornar-se lógico e racional. Olavo não nutre simpatia por outro algo, esse algo obrigatoriamente deve ser maligno e irracional.

    O padrão é SEMPRE o mesmo. Primeiro as teses chegam a Olavo pelo coração, pelos sentimentos. Aí então ele procura razões intelectuais para chancelar ou desacreditar esse algo. Suas conclusões não vêm de análises. Ele primeiro chega à conclusão e então procura uma análise que a dê suporte. Mas como suas pesquisas são geralmente amplas e bem-feitas e o sujeito é, de fato, extremamente culto, as pessoas se curvam a sua superioridade intelectual e caem em seu “canto de sereia mental”.

  • Índio Valdemar

    Confesso que li pouca coisa do Olavo, apesar de conhecer o seu trabalho desde 2005. Mas o pouco que li foi o suficiente para abrir a minha mente sobre certas coisas que eu desconfiava, mas não entendia o porquê. Especialmente em relação a uma certa ojeriza que eu tinha do pensamento (aff…) esquerdista. Ainda hoje o velho louco de Virginia me surpreende. E ler os seus textos, mesmo os das redes sociais, é quase uma necessidade diária. Acompanhar o trabalho dos seus discípulos também tem sido muito enriquecedor. Longa vida a Olavo!

  • Olavo Carneiro Jr.

    Devo muito ao mestre Olavo de Carvalho, meu xará, todo conhecimento que acumulei sobre política e cultura, desde quando tomei contato com os textos do Olavo na década de 90 quando ele desbancou Marilena Chauí num texto da “Foice de São Paulo”, reduzindo a filósofa a pó de traque. Imediatamente comprei o Imbecil Coletivo e não parei mais de acompanhá-lo ao longo desses anos. Vida longa ao Olavão, que Deus o abençõe.

  • Pedro Santos

    Acho que alguém gosta de F1 e não engole as besteiras que o Flávio Gomes escreve.

  • WillMDias

    Flávio,
    Ótimo texto/homenagem.

    Meu campo de visão geopolítica, cresceu de forma absurda quando passei a ler este maravilhoso site.

    Agradeço demais pelo esforço de vocês.

    Aqui as análises são feitas, não vejo torcida ou posições sem críticas.

    Parabéns para o Olavo.

    Ele realmente tem razão.

  • Nelson Novaes

    Brilhante. Conseguiu resumir todo o trabalho do professor e dar-nos a noção de sua importância. Vida longa ao Olavo.

  • Joaninha Gama

    Boa descrição do pensamento e personalidades olavianos. Só achei que não ficou bom você dizer que a paralaxe cognitiva é “uma das marcas mais características da filosofia de Olavo de Carvalho”. Sei o que você quis dizer (que ele é o inventor do conceito), mas para quem não conhece o homem, passou a impressão de que ele incorre na tal paralaxe.

    • Pãtz… Essa foi imperdoável! Um “cujo” antes resolveu o problema, obrigado pelo aviso!

  • Luciano silva

    Olavo é a pedra no meio do caminho. Não querem olhá-la, preferem desviar-se dela.
    Belo artigo, Flávio. Homenagem merecida.
    Parabéns véio (“Véio é o caraio!!!”).

  • Luciano silva

    Parabéns Olavo

  • Odilon Rocha

    Parabéns ao nosso grande Professor e Mestre Olavo de Carvalho!
    A nossa gratidão ao seu trabalho e “guerra” de ‘destotaliritação’ do mundo, detonando o politicamente correto e seus embusteiros.

  • Klebson Teseu

    Eu adquiri alguns livros do autor – apesar do espanto de meus colegas da federal(haha). Argumentei que era necessário, antes da crítica, ter um pouco de conhecimento do alvo da mesma. Eles me olharam como um cego que passou a enxergar repentinamente, e ficaram pensativos.Pois bem, este é o paradoxo infeliz de ter de explicar coisas básicas para a geração do “tudo fácil”; sina horrível destes tempos.

    Ps:Seus textos deram uma maneirada.Gostava mais deles na época dourada do “Marx de c*…”. Aposto que não lembra de mim, mas, saca só, dá uma “espiadela”: “Alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado…”

    Hahahaha.O que o contato com grandes escritores e milhares de livros depois não fazem com uma pessoa, né?Grande abraço, chatão.0/

    • Quem é vivo sempre aparece… E dessa vez renovado! Bom ver o efeito que o tempo faz em algumas pessoas. 😀

      • Klebson Teseu

        Tem notícias do trotskista do Bruno?Juro que, por um pentelhonésimo de segundo, pensei que ele estaria publicando textos aqui. rs

        Ps:Sou assinante do seu podcast também, e acho fundamental as suas provocações num tempo de “politicamente correto”Gosto muito das análises lá proferidas, e penso ser uma boa escola para essa direita paleolítica, pois a impressão que dá é que só existe gente pensante e engajada no lado dos esquerdistas.Enfim, continue o bom trabalho, e, caso queira, adiciona-me lá no Facebook; já sigo o senso incomum mas não achei o seu perfil.Até mais!

  • Matheus Galletti

    No penúltimo parágrafo acho que a palavra seria âncora, não?

  • Paulo

    Excelente e esclarecedor texto sobre Olavo de Carvalho. Parabéns Morgenstern, como beneficiado agradeço também pelo seu trabalho e pelo de todos nomes citados.

  • David Kesller

    Muito bom!

  • biancavani

    Parabéns, professor Olavo. Sou-lhe imensa e eternamente grata por ter iluminado a cabeça de tanta gente – eu, inclusive – já quase apodrecida pela doutrinação e imersão cultural na esquerdopatia.
    E congrats também, Flávio, pela belíssima homenagem e muito acurada apresentação do trabalho do Olavo.

  • Paulo Henrique

    Engraçado que pessoas como Ciro Gomes, Jorge Amado, Roberto Campos e até mesmo José Sarney já reconheceram a erudição e a importância de Olavo e de sua obra para o pensamento brasileiro, enquanto que uma pequena trupe de jovens “intelectuais”, por simples divergências e, em muitos casos, preconceitos, insiste em transformá-lo em uma figura exótica, lida por meia dúzia de reacionários caipiras e, como se isso fosse demérito, religiosos.

    A minha dúvida atroz é: o que faz esta meia dúzia de gatos pingados pensar que Jorge Amado, Roberto Campos e Ciro Gomes – que, mesmo discordando, reconhecem a importância de Olavo – estão errados, enquanto que sujeitos como PC Siqueira et caterva – cujo nome eu nem sequer me lembro, e que provavelmente nunca leram nada com mais de 100 páginas, a não ser livros de youtubers – estão certos?

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