Cuidado com as manchetes: falam em "confronto" com grupo de "extrema-direita", mas houve um atentado à bomba contra manifestantes na Paulista.

Ontem, na Avenida Paulista, em São Paulo, um grupo se uniu para protestar contra a lei de imigração de autoria do chanceler Aloysio Nunes, do PSDB de SP e ex-motorista do terrorista Carlos Marighella. A lei causará uma hégira no Brasil. O protesto havia sido convocado pelas redes sociais e foi pacífico.

Um grupo de pessoas, entretanto, foi até o protesto para agredir os manifestantes. Entre eles, estava Hassan Zarif, imigrante de origem palestina, anti-semita e dono de um bar “revolucionário” no Bixiga chamado Al Janiah. Em seu bar, além de aulas de árabe, são ministradas palestras com temas como “Lei Antiterrorismo: O que ainda podemos fazer?” (sic).

Os eventos são sempre realizados em parceria com um assim chamado “Movimento Palestina Para Tod@s”, que gera uma estranha inquietação pelo uso da @ trans: o que aconteceria com um homossexual ou transexual na região da Palestina dominada pelo Hamas, com sua jihad para impor a shari’ah?

Em dado momento, conflagrando o segundo atentado terrorista islâmico em território nacional, felizmente falho, Hassan Zarif joga uma bomba na direção do grupo pacífico, que precisou correr para ninguém se ferir.

Hassan Zarif, então, foi preso, portando soco inglês e sendo visto e reconhecido em um vídeo atirando o artefato explosivo. Outro vídeo pode ser visto aqui.

Infowar: os pobres “refugiados” (com bar) contra a violentíssima “extrema-direita”

Destaca-se então a infowar, a guerra de narrativas da grande mídia para eufemizar um lado e hiperbolizar outro. De acordo com a grande mídia, um sírio, preso com um soco inglês, que levou uma bomba para um ato público e a atirou contra transeuntes pacíficos, foi apenas uma “confusão” com um “grupo de extrema direita” (sic) – grupo este que, sem destaque da imprensa, protestava pacificamente antes da chegada da turba de Hassan Zarif.

Juliana Arreguy - jornalista de O Globo, avatar do Facebook.Para O Globo, Um palestino e um sírio são detidos após confusão em marcha anti-imigração em SP, e ainda Presos após confronto com direita anti-imigração vão para audiência de custódia, depois trocado para “grupo anti-imigração” (o original permanece no link). A matéria é da jornalista Juliana Arreguy, cujo avatar no Facebook pode ser visto à esquerda. A Folha prefere escancarar os dois termos que, no imaginário coletivo deturpado, representam invertidamente o oprimido e o opressor: Palestinos são presos após confronto com direita anti-imigração em SP.

O Estadão, que nunca utiliza “esquerda” ou “extrema-esquerda” em seu texto, destaca não a bomba, não o risco de vida ao qual foram expostas pessoas pacíficas, mas o pensamento político das vítimas: Ativistas pró-imigração seguem presos após briga com grupo de direita, manchete que foi reproduzida ipsis litteris na Istoé.

As únicas publicações a lembrar do “detalhe” da bomba atirada contra pessoas, que se não tivessem corrido poderiam estar mortas, foram o blog de Rodrigo Constantino na Gazeta do Povo, que marcou Manifestantes de direita contra lei de imigração acusam islâmico de explodir bomba caseira em SP, além do chinês Epoch Times: Imigrantes explodem bomba em protesto contra Lei de Migração.

Já entre as publicações petistas que eram financiadas com dinheiro do pagador de impostos brasileiro, também chamada de “esgotosfera”, a situação é ainda mais drástica: para o Brasil de Fato, abaixo da cartola “Xenofobia”, a manchete é Refugiados palestinos são presos após conflito em manifestação antimigração (sic). Na Revista Forum, espécie de porta-voz unificador do discurso petista, Palestinos são agredidos e presos em manifestação de direita anti-imigração em São Paulo. Na Rede Brasil Atual, Palestinos são agredidos e presos em manifestação contra refugiados em São Paulo, com descrições como “Os palestinos estavam passando pela Avenida Paulista e pararam para ver a manifestação, e então foram xingados e ameaçados.” A cena mais comum da cidade de São Paulo, naturalmente.

https://twitter.com/TonhoDrinks/status/859863994185789444

Há uma gritante semelhança de tom e objetivo entre as manchetes, sejam de O Globo, Estadão, Folha ou Revista Forum e Brasil Atual, e ainda mais semelhante ausência de comentário sobre uma bomba atirada contra pessoas (repetindo: que se não tivessem corrido, poderiam estar mortas, e não foram atingidas por se moverem rapidamente).

Para a grande mídia, que chegará ao maior número de pessoas, tudo não passou de um “confronto”, uma “confusão”: de um lado, “refugiados”; de outro, um “grupo de extrema-direita”. Foi como a narrativa chegou a TV, até mesmo escolhendo vídeos infelizes na internet em que manifestantes “admitem que agrediram refugiados” (sic).

Fake News: Al Janiah e Hassan Zarif

Se jornalistas houvessem por fazer algo mais profundo do que enxergar um cenário de violência e dizer que há uma equalização de forças caso o fato não se coadune com a narrativa padrão “palestinos coitadinhos”, veriam que a verdade está exatamente na direção oposta do que escreveram.

O jornalista Marlos Apyus, ex-Antagonista e CEO do novo portal Politicas.Info, acabou sozinho investigando e descobrindo algumas verdades inconvenientes para a narrativa da mídia.

Por exemplo, o Boletim de Ocorrência lavrado contra Hassan Zarif desmente tudo o que foi colocado pela imprensa. No B. O., Hassan Zarif é reconhecido como o autor da bomba contra o povo que manifestava. Agrediu um policial, resistiu à prisão e foi detido com um soco inglês. Sua turba estava agredindo inclusive mulheres na manifestação (sendo pró-Palestina, não é exatamente algo a se estranhar).

O que é mais significativo: apesar de Hassan Zarif e seu bando apostarem na tese de que houve um “confronto” e de que foram “agredidos”, conforme repetiu a mídia, não há marcas de agressões em seus corpos, embora haja até vídeos de suas agressões contra outras pessoas.

Boletim de Ocorrência contra Hassan Zarif.Boletim de Ocorrência contra Hassan Zarif.Boletim de Ocorrência contra Hassan Zarif.

Boletim de Ocorrência contra Hassan Zarif.Soco inglês encontrado com Hassan Zarif

Como se vê, Marlos Apyus sozinho foi mais jornalista do que toda a imprensa brasileira, com exceção devida à Gazeta do Povo e Epoch Times.

Por outro lado, não é preciso ir muito atrás de documentos para ver o estado em que ficaram as vítimas deste atentado terrorista islâmico, como mostra a página Direita São Paulo:

David, agredido pela turba muçulmana de Hasan Zarif

David Alexander, autônomo, foi ferido pela bomba jogada por Hassan Zarif na Avenida Paulista.

Homem agredido pela turba muçulmana de Hasan Zarif.

Quando a imprensa prepara o caminho sentimental das pessoas, pode-se fazer o que bem se entende, sem esperar críticas, como quando se chama vítimas de “grupo de extrema-direita” e um verdadeiro atentado terrorista islâmico, felizmente sem nenhuma morte, de “conflito” com “refugiados” que teriam sido “agredidos” sem explicação (e corpo delito). Nem mesmo é preciso explicar o que um anti-semita que organiza palestras pensando no que fazer após a lei anti-terrorismo estaria fazendo “andando pacificamente” na Paulista com soco inglês e uma bomba.

Não à toa, a Istoé já fala que a Ouvidoria das Polícias do Estado “apura irregularidades em prisão de palestino em São Paulo” (onde está aquele chatérrimo “supostas” nessas horas?). Imagine-se se fosse um grupo de apoiadores de Doria ou Bolsonaro que jogasse uma bomba contra “refugiados”, como seriam as manchetes por meses a fio, incluindo ações no Congresso.

Sem surpresas também, descobriu-se que Hassan Zarif fez campanha para o PSOL, um dos partidos com mais flertes com o anti-semitismo do país. Logo depois, foi solto, com ajuda de Sâmia Bonfim, vereadora do PSOL. Sâmia Bonfim viu inúmeros entraves à prisão de quem solta uma bomba contra mulheres (a vereadora é, naturalmente, feminista), mas estava lá com o fito claro: reclamar que a polícia não prendeu quem respondeu com “discurso de ódio” à bomba de Hassan Zarif.

Não custa lembrar: este é o segundo atentado terrorista islâmico no Brasil. O primeiro ficou conhecido como Massacre de Realengo, quando Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, matou 12 jovens e feriu ainda 13. A maioria de seus alvos eram meninas, o que motivou a feminista radicalóide Lola Aronovich a contar o muçulmano entre “assassinos de mulheres e seus crimes de ódio silenciados”, sem uma única menção à religião do assassino, jogando à sua motivação o mero “machismo”. Como se faz em casos semelhantes, apelou-se à generalização: seria “o fanatismo religioso”, já que Wellington fora cristão. Não há palavra sobre a verdadeira motivação do assassino de Realengo: sua conversão ao islamismo.

Claro que seria muito mais fácil defender a lei da imigração se fosse para um país cercado em que Hassan Zarif e sua turba só se encontre com mulheres como Sâmia Bonfim e Lola Aronovich.

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