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Revista Senso Incomum 4: Machista, homofóbico, racista, fascista: Como sobreviver ao novo dicionário político

Nossa revista exclusiva para patronos faz uma análise lingüística explicando como lidar com os termos da moda na política, que não são descritivos: são como códigos de uma seita

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Está no ar a revista do Senso Incomum número 4, que faz uma análise lingüística de como sobreviver ao novo vocabulário político dos dias que correm. Palavras como machista, homofóbico, racista e, claro, fascista são a tônica do discurso político atual. Na verdade, são palavras rigorosamente acreditadas. Exigem crença, e são adoradas e cultuadas por seus usuários. De fato, é possível mesmo traçar a visão e o voto de alguém simplesmente pelo uso (ou não) de tais vocábulos.

Exatamente por isso, o uso das palavras “machista, homofóbico, racista, fascista”, que sempre são usadas em conjunto, precisa ser tratado como se lida com uma religião, e não como um fenômeno descritivo, lógico ou mesmo político como está sendo feito.

De fato, estas palavras são fetiches. São adoradas (ainda que como anátemas e pragas rogadas contra um inimigo). São consideradas as questões mais importantes do Universo desde o Big Bang. Seu uso está mais próximo do gestual de uma pessoa religiosa ao fazer o sinal da cruz (ou melhor, de uma supersticiosa ao usar um pé de coelho) do que de procurar entender o que é o tal “patriarcado” ou “racismo estrutural”. E, claro, são sempre acompanhadas de comportamentos igualmente repetidos com rito de obediência, como dizer “vá estudar o feminismo”.

É este o tema da nossa análise em nossa revista, disponível para nossos assinantes no Patreon (a partir de US$1) ou Apoia.se (que aceita real e boleto). Basta ser nosso assinante para ter acesso a tudo o que já publicamos.

Este Senso Incomum sempre teve uma grande dificuldade: devemos nos focar em textos rápidos, comentando as notícias, para estar na linha de frente dos debates públicos e políticos brasileiros, garantindo a audiência, ou devemos nos focar em textos mais longos, elaborados, aprofundados, lidando com algumas questões de forma única, mas perdendo leitores? Esta revista, que pretende iniciar um ciclo de regularidade, vem como uma tentativa de permitir que ambos os modelos possam coexistir no mesmo portal.

Basta escolher o seu modelo para ser nosso patrono e ler nossa análise lingüística sobre as palavras que, ao que tudo indica, ainda dominarão o linguajar político nos próximos anos. Afinal, quem domina a linguagem domina o pensamento.

Assine pelo Patreon ou Apoia.se – incluindo boleto! Você pode ler a revista no computador ou em algum leitor de e-books como Kindle.

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