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O bebê Charlie Gard, alvo de uma disputa na Justiça para tentar um tratamento experimental na América, falece na Inglaterra.

O bebê Charlie Gard, que nasceu com uma doença mitocondrial rara, faleceu no dia de hoje aos 11 meses de idade na Inglaterra, de acordo com declaração de seus pais. Há 4 dias, o casal Gard havia declarado ter desistido da batalha judicial para levar o filho para um tratamento experimental na América.

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O presidente Donald Trump conferiu cidadania americana para Charlie Gard poder realizar o tratamento. O papa Francisco também concedeu passaporte do Vaticano para que Charlie Gard pudesse evitar as amarras da Justiça inglesa.

Entretanto, os médicos do Great Ormond Street Hospital haviam dado um parecer desfavorável a retirar o bebê para um tratamento experimental na América, o que foi interpretado pela Justiça inglesa como uma preferência para deixá-lo “morrer com dignidade”, inclusive desligando os aparelhos que o mantinham vivo.

No último momento, alguns dias de vida foram dados a mais para Charlie Gard, adicionados a um parecer do médico americano, doutor Michio Hirano, que analisou que o bebê poderia ter cerca de 11% a 56% de chance de recuperação. Pela estatística do tratamento, Charlie Gard já teria 10% de chance, o que é um percentual bastante elevado para tratamentos experimentais.

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Entretanto, no último exame, foi constatado dano cerebral irreversível. Os pais declararam que “tiveram uma chance, mas foram impedidos”. O bebê foi tratado como “prisioneiro de Estado” por quem acompanhou o caso.

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A família Gard declarou a desistência da batalha judicial, preferindo gastar os últimos 4 dias o máximo que podia com o bebê. Na sua última declaração, assinalaram que “o belo bebê Charlie Gard faleceu”.

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Que a alma do bebê Charlie Gard descanse em paz e seus pais consigam o conforto de que necessitam neste momento.

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  • Adriana De Albuquerque Maranhã

    Que porra é essa me desculpe o termo? Que porra é essa que não puderam tirar o nenem da Inglaterra? Que isso????????????????????????? Porque eles não aceitaram o passaporte do Vaticano a cidadania americana e tal e tal .. e porra é essa de morte digna? Me explica Flavio!

  • Raimundo Lulo

    nessas horas eu queria ter algum tipo de poder, só pra arrebentar com esses juízes ou com a inglaterra.. tipo ter uma empresa lá gerando 1 milhão de empregos e agora tirar

  • Leonardo Ferreira

    É a primeira vez que, com um texto tão pequeno me emociono tanto assim. Isso é muito triste!

  • Ilbirs

    Aqui é novamente mais um daqueles casos em que as pessoas não conseguem entender que se o Estado concede algum direito que não aquele que se sustenta por si só (vida, propriedade e liberdade), pode também tirá-lo, que foi o caso de Charlie Gard, que se fosse tratado e passasse a ter uma vida minimamente normal acabaria por gerar dúvidas sobre se o “sistema público e gratuito de saúde” é mesmo público e gratuito para todos os problemas de saúde e não algo que trata pessoas como gado e, assim tratando as pessoas, também descarta aquelas que demandam mais cuidados por não serem tão saudáveis assim.
    Gostei deste vídeo do Terça Livre sobre o assunto:

    Uma dos questionamentos de que mais gostei foi quando eles indagam ao público sobre se uma criança de rua gostaria de ser eutanasiada para que seu sofrimento se encerrasse. Também poderíamos estender essa mecânica e perguntar se alguém que nasceu com más formações gostaria de ter sua vida encerrada como forma de minorar o fardo que geram essas más formações em seu cotidiano. É claro que não e se começarmos a tratar pessoas que porventura não nasçam do jeito que gostaríamos que todos nascessem, daí para a eugenia é um pulinho daqueles, pulinho esse que já ocorre na Europa que liberou o aborto e que hoje em dia surpreende o cidadão que vem de um país com cultura ocidental menos danificada que a daquela parte do mundo e, ao ver as ruas, nota que pessoas com síndrome de Down são mais difíceis de serem vistas do que seriam em sua terra natal justamente porque por lá foram abortadas e em lugares como a França é proibido inclusive falar-se que podem ser pessoas com vida plena. Novamente lembro que a União Europeia está concretizando os sonhos de Adolfinho e Josephinho sem disparar um tiro.

  • Gabrieul ul

    Situação consternante para família.

  • Maria Augustina Deves

    Sem entrar no mérito sobre se os tratamentos experimentais valem a pena ou não, eu defendi que qualquer decisão desse tipo deve ter o parecer técnico médico mas a decisão final DEVE SER DOS PAIS. E se for adulto e consciente DEVE SER DA PESSOA. Jamais do Estado.

  • João Marcos

    Hoje é o dia mais triste do ano. Que seja lembrado como o dia da luta pela vida.
    Se Charlie fosse filho de islâmicos, seria tratado da mesma forma?

  • Renato Lorenzoni Perim

    E que a alma desses juízes e todos que colaboraram para o desfecho do caso arda no fogo do inferno.

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