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Depois das desculpas para pinturas, calam-se com a manipulação de adultos nus por crianças: não tentem mais negar que não é arte, é apologia.

Depois do Queermuseu do Santander, com suas obras “retratando” pedofilia e zoofilia, suspendido pelo próprio Santander por um boicote, foi a vez de uma nova “performance”, desta feita financiada pelo Itaú, com uma cena chocante de uma menina manipulando um homem nu no MAM. A “performance” do “cenógrafo” Wagner Schwartz, pelado por uma hora e dez para ser tocado por adultos e crianças, também já foi apresentada no Goethe Institut de São Paulo e da Bahia.

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Em um primeiro momento, apologéticos da pedofilia tentaram tratar tal ação como “arte”, alegando que arte não pode ser “censurada”, do contrário seria nazismo e Inquisição. Curiosamente, em seu pensamento analógico, tais progressistas nunca fazem um paralelo com o controle soviético que fuzilava até artistas favoráveis ao regime – o que já é exageradamente revelador do que está de fato em jogo.

Logo entra uma enxurrada de tergiversações da parte da apologia: o modelo de discussão “não é bem assim”, onde se ataca as supostas intenções ocultas de quem nota a apologia da pedofilia: são “intolerantes”, “fanáticos religiosos”, “obscurantistas”, “não entendem a arte” e, imediatamente, segue-se uma comparação ao nazismo e à Inquisição.

Pode-se usar o vocabulário acadêmico chic (e, na verdade, kitsch) que for preciso para fingir que há complexidade em algo simples, mas a coisa continua simples. Ce n’est pas une œuvre d’art.

Suas definições de arte foram atualizadas

Se é para se discutir o que é a arte, devemos voltar aos gregos, os primeiros a teorizarem o assunto. A arte é mimesis, aquilo que os latinos traduziram como imitatio: não propriamente o que entendemos por “imitação”, mas um segmento do real, emulado em outra linguagem.

O pôr-do-sol no Pireu ou em Copacabana, os Alpes ou a aurora boreal são lindos, mas não são arte, mimesis: são a própria natureza. O Templo de Ártemis, a Antígona e uma música à lira são arte, seja boa ou ruim: fazem um recorte e não apenas imitam algo da realidade, como uma onomatopéia, mas demoram-se em regras, possuem uma unidade de sentido, atingem uma significação perceptível tanto pelos sentidos quanto pela intelecção humana.

Pode-se não apreender imediatamente as equações geométricas que davam beleza ao Templo de Ártemis, mas era possível apreender sua beleza imediatamente. A unidade de sentido da Antígona, que faz a peça não ser um monte de palavras, nem um documento e nem uma notícia de jornal, é estudada por milênios. A estrutura musical, o que o Quadrivium classificou como a organização temporal da matemática, é percebida mesmo numa música ruim. A mimesis o que diferencia um bloco de concreto de um bloco de concreto quebrado em alguns pontos do Moisés de Michelangelo, tão avançado na imitatio que seu próprio autor, vendo a estátua de mármore, teria exclamado: “Parla!”

MimesisDesde pelo menos Platão tal obviedade é conhecida até por intelectuais – a classe de seres humanos mais incapaz de perceber obviedades, mesmo que lhes caia na moringa. A mimesis é o que permite separar um documento histórico de um poema como a Odisséia (não são os ciclopes nem as sereias, inexistentes n’A Montanha Mágica ou Em Busca do Tempo Perdido), ou um poema de um bilhete ou de uma lista de compras. Absolutamente simples: em pouco mais de uma década lendo da Poética de Aristóteles até Anatomia da Crítica de Northrop Frye e já teremos dominado quase 70% do conceito.

Um homem pelado não é arte. Não está imitando nada. Criando nada. Na verdade, não está sequer fazendo algo. Não possui unidade de sentido. Não significa nada, ainda que abstratamente ou incocebível de ser colocado em palavras pelo logos – como um filme de David Lynch ou um poema de Georg Trakl.

Isto não é uma definição modelo “Essa é sua concepção de arte, e arte não pode ser censurada” – isto foi o que disseram todos os artistas e teóricos da arte até o mictório de Duchamp. Que era para ser um chiste: suas formas, afinal, não são simples, e têm geometria. Duchamp apenas mostra se tal tékhne (palavra traduzida menos como “técnica” e mais como “arte”) usada para sua estruturação não seria apreciada em um museu.

Local de fala, local de culto, local de trosoba

Apesar da brincadeira com um local de apreciação em comparação a um de excreção, falta ainda muito para um mictório ser arte. A definição de Oscar Wilde é sobejante: toda arte é necessariamente inútil. Um mictório não é. Até para limpar a retaguarda há uma diferença entre um papel macio folha dupla e a Monalisa, com uma vantagem chocante para o primeiro.

Mas foi justamente a inutilidade que os seguidores de Duchamp, os derridadaístas, como são chamados os pós-modernos (conceito engraçado por si), mais quiseram apresentar como arte. O problema não é que a arte conceitual é “inútil”: é apenas que ela não tem mimesis. É o que diferencia uma arte ruim de uma não-arte. Como Victor Grinbaum escreveu, “por trás de toda arte contemporânea existe uma figura oculta, que é o urinol de Duchamp”.

Não adianta pegar um aspecto não apenas superficial e exterior da arte (como “ser exibida num museu”), além de francamente acessório, não-definidor, acidental e pueril, e usá-lo para definir agora o que é arte e o que não é, seguido, roteiro repetido, de comparações com cenários sanguinários, com carnificina, crianças peladas (até anjos) e amoralidade retratados por Caravaggio, Bosch e afins: é como comparar borboletas com motores de Porsche. Não são objetos com muitos elementos em comum.

Pichação sobre negros na UFABCUma pichação em que se lê “Feminismo é coisa de gorda” ou “Petista não toma banho” não será considerada “arte” (a ausência de mimesis é apreendida instintivamente, e ainda mais rapidamente quando não gostamos do resultado). Não adianta colocá-la em um museu, e usar algum linguajar de curador para falar em “criticar valores”, “trazer reflexão” ou “levantar questões sobre as minorias” (e olha que as questões levantadas estão mais próximas do Bom, do Belo e do Verdadeiro do que muito da “arte” aventada alhures). Nem um poema são, mesmo colocado com rimas (seguindo as regras da prosódia, unidade de sentido e criação de sentido pelo significante que todas as culturas, inclusive as mais ágrafas, conheceram). Por que as exposições com crianças próximas a genitálias seriam arte, e não pedofilia, enquanto ninguém em sã consciência e que não estudou com professores pós-modernos trataria tais atos como algo além de apologia?

Ao trocar o local (mais do que o espaço) do homem nu, de um quarto aliciando crianças para um museu onde mães modernosas levam suas filhas livremente, não se está criando mimesis ou demorando-se nas regras da arte (muito mais dificilmente definida entre arte boa e ruim do que facilmente definida entre o que é arte e o que é o extintor de incêndio do museu).

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Pior do que no caso do urinol de Duchamp: aqui a platéia é agredida, e sem a catarse que Aristófanes causava ao formalmente indigitar pessoas na platéia em suas peças para caçoar de sua imoralidade, de sua feiúra, de sua inverdade. Aqui, há tão somente menina e trosoba, inocente e culpado, a criança e o fazedor de crianças.

https://twitter.com/odiodobem/status/913566294817087488

A própria forma e a qualidade da arte, portanto, definem o que é arte a ser defendida como arte e o que é pura vontade de aparecer de alguém que só pode ser chamado de charlatão, estelionatário, louco, tarado ou psicopata. A arte, afinal, possui regras. É a diferença entre a sangrenta flegelação de Cristo por Peter Paul Rubens e uma propaganda de absorvente, entre O Caso dos Dez Negrinhos e uma apologia do assassinato pelo PCC.

Casos como o do Queermuseu do Santander parecem ser mais complexos, mas não o são. São obviamente simples. Chatos, até. O quadro de Adriana Varejão, onde se viam cenas de zoofilia, por exemplo, é apresentado como um compêndio sobre comportamentos típicos na colonização (aquilo que já transborda tanta ideologia em uma descrição simples que precisamos nos limpar com um Big Mac). Apresente um comportamento típico da alt-right na internet ou de piadas sobre feministas para ver se Adriana Varejão considerará arte ou se aí se torna “discurso de ódio”, não importando a qualidade da mimesis.

Criança viada - Queermuseu do SantanderO caso da Criança Viada é ainda mais duchampiano: retiraram imagens de um Tumblr onde se fazia piadas na internet com crianças que pareciam afeminadas (nestas horas, está liberado chamar de “viado”: qualquer preocupação com a sexualidade infantil é ganho para a esquerda) e as colocaram como objeto de admiração em um museu.

“Arte”? Bem, uma publicação de Tumblr, apesar de nunca nos importarmos com isso, segue padrões que protegem a imagem. Há limite de idade nunca respeitado para coisas como o Facebook, por exemplo. Tirá-las de um lugar onde se fazia piadas (sem mimesis, apenas se ria) para um museu não torna algo que era pra ser uma não-tão-inocente brincadeira com as características alheias em algo inocente, artístico e “válido”, como se fosse pura liberdade individual (o indivíduo é outro, só para avisar).

Aqui, é apologia pura: algo que nasceu como virulência e puro bullying como todos fazemos e sofremos em quantidades indo do obrigatório para ser saudável até o causador de suicídio, ao ser trocado de lugar, vira objeto de adoração. No dizer de Max Scheler, “O Homem possui ou um Deus ou um ídolo”. Ao invés de uma ordenação do que é, por exemplo, uma “crítica” (que não é função primordial da arte, mas por acaso o artista quis “criticar” a viadagem da criança?), sem mimesis, tem-se puramente o deslocamento do Tumblr para o museu: a única mensagem, o único sentido discernível no artefato é a mensagem de que crianças com sexualidade homossexual prematura são uma coisa positiva. Pode-se oferecer dinheiro para se encontrar outra explicação e não haverá nenhuma. Apologia, and nothing more.

Algo pode ser mais claro como apologia do que isto? Sim: um galalau andar pelado, com catramelo à mostra, com crianças. Quem deu voltas e voltas para disfarçar a apologia à pedofilia no Queermuseu teve tão somente de disfarçar o que via e apelar para ataques à religiosidade alheia ou ao “moralismo” (oh, horror! hoje encontrei dois seres morais! onde este mundo vai parar?!) de quem primeiro denunciou. O que já mostra o que as pessoas que não olham com olhos “moralistas” pensam sobre um varapau com mastruço à mostra diante de crianças. Ou, como dizíamos, é, sim, apologia à pedofilia, e nada mais.

A nova forma de apologia trata-se apenas de uma tentativa de normalização do anormal trocando-se o local onde algo é feito, à guisa de Duchamp: um galalau pelado com uma criança num quarto é pedofilia, em um museu seria “arte”. Tão somente pela troca de local. “Esquecem-se” de que a mesma troca inclui também a troca do significado do ato: em um quarto é reprovável, em um museu só se torna algo não-adorável se produzir catarse. 

Édipo arrancando os próprios olhos causa catarse; Hyeronimous Bosch idem: e ainda retratando algo histórico. Jogos Mortais produz horror; os cabritos enrabados de Adriana Varejão, até pela falta de perícia na mimesis, só são capazes de produzir nojinho como um menino criando esculturas com meleca do nariz, ou de serem tratados como tentativas de normalização, de considerar aquilo bonito, tolerável, até apreciável – e definitivamente normal. Até o nome, Queermuseu, não inclui a normalização de uma palavra que era para ser ofensiva?

É o famoso (ao menos para o público que lê algo além de “discussões sobre arte” na Folha Ilustrada e no New York Times) desejo mimético de que fala René Girard: desejamos aquilo que outros desejam. O desejo, muito antes de individual, possui uma estrutura triangular. A “criança viada” ou o marmanjo com a jeba de fora, ao serem colocados como normais, são pura apologia da pedofilia: viraram ídolos, como disse Max Scheler.

Já condenaram um parlamentar por dizer que não estupraria uma mulher (pelo crime de apologia do estupro). Quem odeia o parlamentar, ainda que discordando da decisão, sempre cita o caso dizendo que o que ele disse foi um absurdo. E que tal imagens glorificando a pedofilia, a zoofilia e até mesmo colocando diretamente crianças em contato com a nudez diante de genitálias?

Como definiu Henry Miller, diante da perspectiva do Apocalipse nuclear no século passado, “Colocamos a nossa fé na bomba, e é ela quem atenderá as nossas preces.” Os ídolos do século XXI envolvem outras violências sacrificiais contra inocentes.

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  • Marcio Oliveira

    Vai crescer…perfil com desenho animado não é coisa de homem…

  • Rick Sanchez

    Quanta bobagem. Vocês é que são psicóticos com essa ladainha pseudomoralista. Duvido que vocês falariam a mesma coisa se fosse uma velhinha com seus 80 anos pelada, interagindo com crianças. Só porque é um homem adulto, pronto, é pedofilia… Povinho cabeça de bagre.

    • Gustavo Tramontini

      e se fosse o bolsonaro no lugar hein? kkkk
      tira essa imagem do rick que vc não é digno de usá-la

    • Antonio Silva

      Bunda mole.

  • Newton (ArkAngel)

    A mesma situação em outra circunstância seria o quê então?

    E se o seu namorado/marido pegar nas tetas de outra mulher, sem problema? Afinal, “é só uma teta”.

    Já que as relações sexuais existem, e não vamos negar isso, vamos exibir filmes pornográficos para crianças, afinal, nada melhor do que assistir coisas feitas por profissionais; além disso, várias imagens dizem mais do que mil palavras.

    Hipocrisia? Poe acaso aqui há algum pedófilo? Pode ser que sim, mas a princípio todos somos inocentes até prova ao contrário.

  • Borost Tuber

  • Pereira S. Cezar Pereira

    CORRUPÇÃO: Como se tratava o estupro em 1833 SENTENÇA JUDICIAL DE 1833
    Como se tratava o estupro em 1833.
    Leia e veja porque havia menos estupros naquele tempo…
    ‘Ipsis litteris, ipsis verbis’ – TRATA-SE DE LINGUA PORTUGUESA ARCAICA
    SENTENÇA JUDICIAL DATADA DE 1833 – PROVÍNCIA DE SERGIPE
    PROVÍNCIA DE SERGIPE
    O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant’Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.
    CONSIDERO:
    QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar , porque casados pelo regime da Santa Igreja Católica Romana;
    QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante debochado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quis também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;
    QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.
    CONDENO:
    O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.
    Nomeio carrasco o carcereiro.
    Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.
    Manoel Fernandes dos Santos
    Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe, 15 de Outubro de 1833.
    Fonte: Instituto Histórico de Alagoas

  • pássaro trovão

    Tomou hein queridona! é assim, fala o que quer, e escuta o que não quer.

  • Minha Sincera Opinião!

    Já podemos começar a queimar os livroos???????????? Ou até mesmo vestir uma cueca no David de Michelangelo

    E arte sim e chega de mimimi https://uploads.disquscdn.com/images/2197aa793573615b2d5d5fed36970a4a8aaef5eaf1411c975cc6f65143ade6ae.jpg

  • leonardolnm

    Que maluquice. E se naquele alvoroço todo a criança vai ficar mexendo no cara e ele começa a se animar ali, ter uma ereção. Como é que fica? Que coisa mais podre. Nego perdeu a noção das coisas.

  • Na verdade, belo artigo. Clarividente.

  • Evandro Silva

    PEDOFILIA NÃO É ARTE, É CRIME!

  • Evandro Silva

    MUITO OBRIGADO!

  • Ilbirs

    Acrescento também a parte humorística à coisa, a começar pelo Spacca e sua primeira charge sobre o assunto, cujo texto explicativo também vale a pena ser lido:

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/22141159_10154956076557584_3922022523549302026_n.jpg?oh=593fc2ebf0a08bbd27b4c40794373242&oe=5A4B8568

    OS FLAUTISTAS DE PEDOFILIN
    Enquanto isso, no Museu de Arte e Baderna, os encantadores de crianças inventam novos meios de entortar pepinos enquanto são pequeninos…
    #spacca #ManifestoCartunista #HUMORPHOBIA

    Depois disso o cartunista soltou outra preciosa, com direito a um traço inspirado em Henfil no quarto quadrinho:

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/22141079_10154960643577584_6221625166877099967_n.jpg?oh=05ee6bf3fb5a5b5c8a4c16096b3b5922&oe=5A419782

    E que também terá a descrição passada abaixo:

    A VIDA NUMA SOCIEDADE MACHISTA, PATRIARCAL E FALOCRATA QUE SÓ PENSA NAQUILO
    Mas resta um lugar puro e inocente, em que um homem nu é apenas um homem nu 😀
    #spacca #ManifestoCartunista #HUMORPHOBIA

    Porém, outros cartuns de espectro conservador ou liberal clássico também têm seu espaço aqui. Eu mesmo fiquei esperando ansiosamente pela tira do Afonsinho e eis que ela saiu:

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/22136900_131689104147163_7909454042035960295_o.jpg?oh=351b41594eebc9f2f70e81054a2e74d8&oe=5A7B4B48

    Sabendo-se de quem ele é sátira, eis que marchei pelas linhas inimigas e trago-lhes uma tirinha que se não fala diretamente sobre o ocorrido pode ser considerada como querendo imputar às pessoas que viram problema em essa exposição e o Queermuseu terem sido vistas por crianças a pecha de que seriam fanáticos religiosos objetivando no mínimo um Estado confessional e no máximo uma teocracia, que sabemos ser expediente xingamentício useiro e vezeiro entre os que idolatram uma foice e um martelo e acreditam que um alemão barbudo é o messias:

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/22195517_1697123026999663_8816996837300200333_n.png?oh=ffbfe7d88e9590ac13f979241aca88e2&oe=5A810F9F

    Quem for olhar os comentários da tirinha notará que muita gente já sacou o que se estava querendo dizer na realidade. Por fim, a mais conhecida das tirinhas, a do Gadú Ananauê, que dispensa apresentações:

    https://scontent.fcgh11-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/22195694_1970166799939096_4079410355339597677_n.jpg?oh=cd74b53228793b695f9d39a47ae0f1b5&oe=5A84F373

  • kawasaki

    Ah e sobre a sua visão de abusadores serem normalmentente homens, ela não é uma mentira, mas é uma visão preconceituosa que impossibilita as pessoas de obter informações amplas e portanto, mais realistas. Por que se formos tomar como base apenas as estatísticas de maioria tenderemos a descredibilizar os outros tipos de casos por simples “cacoete social” desestimulando a discussão e deixando impune outros perfis, como já ocorre especialmente com abusadoras mulheres e adolescentes.

    Não existe um perfil que identifique o indivíduo que abusa sexualmente de crianças ou adolescentes. Os abusadores podem ser pais, mães, padrastos ou madrastas, avós, tios, primos e etc. Podem ser também vizinhos, babás, líderes religiosos, professores ou treinadores. Pertencem a todas as classes sociais, raças, orientações religiosas ou nenhuma e podem ser homo ou heterossexuais. Alguns deles têm relações sexuais com outros adultos e não são unicamente interessados em crianças. Mais de um terço daqueles que buscam atividades sexuais com crianças e adolescentes são, eles também, menores de 18 anos. Em muitos casos, o menor abusador pode não entender que suas ações contra outra criança são danosas. É importante também lembrar que muitos termos usados para descrever pessoas que abusam sexualmente de crianças e adolescentes, como “pedófilos”, “predadores de garotos” ou “monstros”, são frequentemente aplicados de modo equivocado de acordo com as definições clínicas ou legais. E o estereótipo divulgado pela mídia torna ainda mais difícil identificar ou reconhecer
    comportamentos inapropriados em pessoas que estão ao nosso redor.

    Parte das informações aqui foram adaptadas de sites que informam sobre abusadores.

  • André Domingos

    Que bela merda também essa coisa. Mas pelo menos não tem trosoba

  • kawasaki

    Opa certeiro! Isso está longe de progresso, é retrocesso! Não faz muito tempo na história que se conquistou o direito da criança e do adolescente, de viver no seu tempo, ou seja, de não ser obrigado a se inserir no mundo adulto se forma precoce e brusca com casamentos infantis, trabalho, ou a inserção de criança e pre adolescente em ambiente adulto para ” virar homem” ou ” ver a realidade”.
    Muito recentemente nos descobrimos como funciona o cérebro de crianças e adolescentes e apartir daí, passamos a aplicar uma didática para ensinar as coisas, uma didática que amadurece conforme a criança amadurece, tudo isso para voltarmos à estaca zero com os ditos progressistas?

  • Crianças ficam nuas com seus pais em um ambiente mais controlado do que uma praia normal. Homens solteiros não entram nesses lugares, nem eles se sentiriam satisfeitos com a possibilidade de serem acusados de pedofilia (ou estupro) em um ambiente familiar.

    E, em tempo: seu pai é um provável estuprador? Diga isso na cara dele, sem pensar duas vezes. Não me espantaria se sua mãe lhe meter a mão na cara, ou lhe dar uma surra, como deveria ser para alguém que insinua o que deveria ser resolvido na Justiça.

  • O que teve de babaquice sendo escrita para justificar essa obra não estava no mapa…

    “Ah, mas na época da loira do Tchan ninguém reclamava”

    … amigo, pai que era pai naquela época mandava desligar a TV ASSIM QUE CHEGAVA a baixaria da “Companhia do Pagode”, sem choro, nem vela. A classificação indicativa foi regulamentada justamente para mandar essa baixaria para os horários mais distantes, no domingo.

    Só sobrou, de fato, o “Cine Privé”, devidamente encerrado quando o XVideos se tornou mais interessante para os adolescentes que a n-ésima reprise de “Emmanuelle” – que já estava bem gasta.

    “Ah, mas os índios andam nus…”

    … gente, tenha dó. Hoje nenhum índio aculturado anda pelado sempre – e ainda assim só o pessoal da FUNAI acha isso uma coisa perfeitamente normal.

    “Ah, mas as praias de nudismo…”

    … que tem fiscalização pesada, de todos, e onde homem solteiro não entra em área de família. NUNCA.

    “Ah, mas é arte…”

    Bom, essa todo mundo já falou. Passo!

  • Ah, então tocou só o pé e a mão, ao contrário do que NINGUÉM disse! E é normal um galalau apresentar a trolha para uma criança, quem discorda é que tem trauma sexual!

    Tabu existe justamente pra proteger criança, não pra me proteger. E se você sabe que estupro de criança acontece o tempo todo, “todo homem é estuprador em potencial” (já estou vendo o clichê vindo), por que facilita que uma criança tenha acesso a um corpo nu e trate com a naturalidade que um pedófilo quer tratar? Sua sorte é que você foi educada por gente mais “retrógrada”, senão sua infância teria histórias terríveis para você contar agora.

    • Quando todos são potenciais estupradores, ninguém é.

    • Flavio De Oliveira Filho

      O que me dá “um pouco” de esperança é perceber que os conservadores crescem em número e não têm mais “vergonha” de se assumirem conservadores!! E não ficam mais calados, partem para o ataque!! Entretanto, a histeria dos “progressistas, globalistas, marxistas culturais, esquerdistas em geral” também têm aumentado. O que isso significa? Temos que nos preparar. A guerra é inevitável!! Lutar pelo porte de armas. Fazer cursos de tiro. Aprender a manusear uma arma. Coisas que deveriam ter sido aprendidas por todo homem ao completar 18 anos e servir às forças armadas, mas que a esquerda tirou a obrigatoriedade. Flavio, xará, você é um cara admirável!! Dá a cara a tapa!! Além de ser um estudioso, sabe muito bem o que fala!! Não podemos nos acovardar!! Temos que enfrentar essa agenda nefasta com todas as nossas forças e os recursos que estiveram à disposição!! Já fui um esquerdista quando mais jovem, fruto da doutrinação dos meus professores de humanas!! Sei muitíssimo bem como pensam, e sei que o lado que hoje escolhi é o certo, que se sustenta nos valores e pilares da civilização ocidental, da qual fazemos parte!! E que civilização!! Onde o resto do mundo todo toma como referência!! Devemos nos orgulhar de onde viemos e o que somos!! Vou lutar sempre contra os que querem destruir ou desconstruir a nossa civilização e nossos valores primordiais!! Abraço e boa semana!!

  • Muito obrigado, Arthur! Só aviso que no caso específico do Quadrivium, é quase como um livro de história de como era ensinado, não o ensino em si. Já o Trivium da Irmã Miriam Joseph é a melhor introdução ao estudo do Trivium que vi modernamente.

  • Está nos planos, Henrique!

  • PSA

    Pra completar o Itaú abraçou a agenda pró pedofilia do Santander e no desaforo dos banqueiros deu um passo ainda mais ousado pra afrontar toda a sociedade. Depois da cartilha gay nas escolas eu já esperava mais ofensivas contra as crianças mas me causa total espanto quando grupos tão poderosos declaram abertamente o desprezo que tem pelo gado que pasta nos verdes campos de sua propriedade.

  • Detalhe: se calaram apenas o tempo suficiente para alinharem o discurso.

    Desde ontem à tarde as notícias sobre o assunto já estavam cheias de depravados defendendo abertamente essa imundície pró-pedofilia criminosa.

  • Essa turminha de sempre é como o Quixote: locos sí, pero no tontos. Nesse sentido, o título está parcialmente errado: eles NÃO são burros e percebem, SIM, o que fazem.

    É assim que devemos enxergá-los de agora em diante.

  • Arthur, muito obrigado! Na verdade, a música, por não envolver a articulação verbal, segue as regras do Quadrivium, não do Trivium. São regras matemáticas, mas que ainda assim envolvem emoções (o som de uma escala maior x o som de uma escala menor, por exemplo), disposição das notas, pergunta e reposta etc. Músicas como o jazz trocaram as regras da música tonal, mas ainda possuem regras de segmentação da realidade muito claras: uma nota fora da escala no jazz e o músico é vaiado imediatamente.

  • Carla Oliveira

    Sensacional. Que texto incrível. Muita lucidez!!

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