Filosofia x filosofias

A filosofia ainda serve para entender o mundo? Descubra

Um professor de filosofia nem de longe é, necessariamente, um filósofo. A filosofia só se torna disciplina universitária pelos idos do século XVII. A filosofia surgiu, existiu e sobreviveu sem a tutela fixa do Estado por mais de 2.200 anos. E o que é a filosofia hoje?

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Poucas atividades humanas sofrem tanto com um problema de definição como a filosofia. Certamente toda defesa da filosofia, feita por um professor de filosofia, guarda alguma suspeição: “está apenas defendendo seu emprego”, podem dizer alguns. Ou vai se envolver na atual querela a respeito do financiamento
público da filosofia. Neste podcast, pelo menos, não se trata de nada disso.

Um professor de filosofia nem de longe é, necessariamente, um filósofo e qualquer um que conheça a história da filosofia e da vida intelectual ocidental sabe que ela só alcança o estado de disciplina universitária, no
sentido moderno de conferir um diploma ao estudante e este, supostamente, conceder no mínimo a titulação de especialista em filosofia, pelos idos do século XVII. Ou seja, a filosofia surgiu, existiu e sobreviveu sem a tutela fixa do Estado por mais de 2.200 anos.

Tampouco se trata de reforçar um famigerado clichê que certamente todos que tiveram a disciplina filosofia durante o ensino médio ouviram: a filosofia serve para oferecer “pensamento crítico”; visão atrelada ao
Iluminismo, ao criticismo kantiano e, posteriormente, à crítica negativa da Escola de Frankfurt.

Desnecessário dizer também que a filosofia, que sempre esteve associada à imagem de seus filósofos, tidos como lunáticos, esquecidos e destrambelhados, adjetivos que já eram atribuídos a Tales de Mileto e a Sócrates (conforme relatos de Aristófanes e Aristóteles), com a modernidade e a contemporaneidade a coisa não apenas não melhora como, na verdade, piora e muito. Atualmente o estudante de filosofia é associado à imagem do
bicho-grilo hippie, maconheiro, desocupado, desconstruído, estrogenado e que vive a afirmar que “a verdade não existe” e, portanto, mui justamente, não é levado a sério.

Ouça a explicação e análise de André Assi Barreto:

Para encontrar na sua plataforma favorita de podcast ou no Youtube, digite tudo junto: olivertalk. 

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