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Revolta contra o Homem

Fecal Matter, uma estética fecal

Moda entre os millennials, a geração mais inútil da história, nova estética desconstrói os padrões de gênero e torna todo mundo igual. Claro que a esquerda amou

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Eis que surge no limbo daquilo que convencionou-se chamar “meio cultural”, mais precisamente num dos mais profundos e degradantes círculos do inferno artístico (a moda), uma estética precisamente batizada de “fecal”.

O nome vem da dupla canadense “Fecal Matter” (matéria fecal), formada em 2016 pelos millennials Hannah Rose Dalton (24) e Steven Raj Bhaskaran (26), um dos representantes mais famosos desse estilo.

De família rica e alunos de colégios particulares, os jovens formaram o que chamam de “coletivo” (bem ao gosto da militância do identitarismo reivindicatório atual) enquanto cursavam o último ano da faculdade de moda em Montreal, buscando desconstruir (repare nos termos caros ao marxismo) os padrões de gênero.

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Segundo Genesis Fawn, representante irlandesa do estilo, tal estética seria um “pós-humanismo, uma reação contrária à geração atual”.

Para tanto, os influencers (sic) manipulam as fotos no Photoshop, retirando qualquer traço que defina o gênero e acrescentando efeitos, roupas, acessórios e maquiagens pesadas (todos vendidos a preço de ouro na internet, é claro).

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Na história da arte, a neutralização e ambivalência dos gêneros (androginia) não é nenhuma novidade. Encontramos representações andróginas na Grécia Antiga e na Idade Média. A própria expressão vem do grego: Andros (a entidade masculina) e Gynos (a feminina). Na cultura pop temos vários exemplos de artistas andróginos, como Ney Matogrosso, David Bowie, Marilyn Manson, Boy George etc.

Apesar da intenção (ou do discurso) de se buscar desconstruir os gêneros masculino e feminino, o que a estética fecal realiza de fato é a negação de tudo aquilo que nos torna humanos, apagando em si qualquer traço de humanidade.

Ao rejeitar as diferenças de gênero e as características que nos distinguem enquanto seres humanos, surge a monotonia absoluta. Sob o pretexto de defender a diversidade, ironicamente, acabaram tornando-se todos iguais. E, ao contrário do que dizem, tal estilo não é a “reação contrária à geração atual”, mas a representação perfeita dessa mesma geração: vazia, amorfa, influenciável, vitimista, mimada, diabólica e sem perspectivas.

Claro que, ao adotar duas das narrativas mais apreciadas pela modernidade: a ideologia de gênero e o anticristianismo, a estética fecal caiu no gosto da militância. Além disso, há a chancela da mídia e da academia (o berço de tudo isso), além dos preceitos arbitrários que, de certa forma, autenticam o que deve ser arte desde a pós-modernidade, como a idéia de que a arte é para chocar ou para “fomentar o senso crítico” (que de crítico não tem nada), a negação da beleza, o culto ao grotesco e a idéia de que tudo que é antigo deve ser desprezado – o fetichismo com o “novo” (que de novo também não tem nada).

Assumidamente ou não, goste ou não, certamente há uma inspiração satanista nessa estética. É inegável que há representações demoníacas (como chifres, garras e presas) em muitas das figuras retratadas pelos fecais, além de elementos que remetem ao aborto, ao niilismo, à pornografia e à blasfêmia.

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De fato, se o Homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, negar os aspectos que nos humanizam é, no fim das contas, negar a Deus. E negar aquilo que nos diferencia uns dos outros é matar o que essa mesma militância tanto diz valorizar: a diversidade.

Se considerarmos que o marxismo, que tanto apregoa (da boca para fora) a liberdade e a justiça social, só tenha gerado miséria, censura e genocídio, faz sentido que o marxismo 2.0, que tanto alardeia defender as riquezas da diversidade, gere apenas uma homogeneidade artificial, monótona e niilista.

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Tom Martins

Tom Martins é maestro e compositor.

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