Perseguição

China demite professores cristãos que não renunciarem sua religião

Partido Comunista Chinês com vários negócios com Doria também pressiona para que cristãos exijam que familiares abandonem a fé em Jesus

O portal Guia.me publicou no mês passado relatórios da agência Bitter Winter, que monitora a liberdade religiosa na China, descrevendo que professores cristãos no país estão sendo obrigados a abandonar a fé para continuar trabalhando no sistema de ensino.

“O controle do estado sobre a ideologia está se tornando cada vez mais rígido, particularmente no campo da educação. Se os professores mantêm crenças religiosas (…) isso se torna um problema político para o governo”, disse uma professora cristã à agência.

Segundo a Bitter Winter, a pressão aumentou depois que o ditador Xi Jiping, em 2018, disse que o objetivo da educação é criar os jovens para o socialismo.

“Uma escola na província de Heilongjiang, em junho do ano passado, ameaçou demitir uma professora depois de descobrir que ela também pregava em uma igreja doméstica. Ela recebeu a ordem de parar de fazer isso, ou o governo puniria a escola inteira”, relata a agência.

O Partido Comunista Chinês (PCC) está contratando funcionários para investigar se professores têm alguma crença cristã. Uma educadora, que era protestante, foi forçada a deixar o cargo em agosto do ano passado.

“As investigações sobre as professoras e seus familiares foram realizadas em segredo, sem abordá-las diretamente, apenas conversando com pelo menos cinco pessoas em seu local de trabalho, comunidade residencial ou escola”, informa o relatório.

Os professores também são orientados a denunciar ao PCC qualquer vestígio de cristianismo, seja na família, no trabalho ou entre alunos.

Obras literárias também são passíveis de investigação e censura – referências à fé cristã foram retiradas do livro Robinson Crusoé, de Daniel Defoe. O texto original diz:

“Também encontrei três Bíblias muito boas, (…) alguns livros em português também; e entre eles dois ou três livros de oração papistas, e vários outros livros que eu cuidadosamente guardei”.

No romance editado e publicado pelo PCC, o texto faz referência apenas aos livros portugueses.


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