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Vitória: MP aceita denúncia de Antonia Fontenelle contra livro de Felipe Neto

Livro de youtuber com público infantil faz jogo "casa, mata ou trepa" com uma menor de idade – e sem nenhuma indicação de conteúdo impróprio para crianças

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Antônia Fontenelle

O Ministério Público Federal acaba de aceitar a denúncia de Antonia Fontenelle contra o livro “Felipe Neto: A trajetória de um dos maiores youtubers do Brasil”. O procurador da República Felipe Fritz Braga entendeu que há indícios de crime, além da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que encaminhou documentos para análise pela Comissão da Infância e Juventude do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

O “livro” de Felipe Neto é vendido sem nenhuma indicação de ser impróprio para menores – pior, com o youtuber com cabelo colorido e cores infantis na capa –, mas contém o “jogo” chamado “Casa, Mata ou Trepa”, no qual o “leitor” escolhe se casa, mata ou “trepa” com um famoso. Uma das escolhas sugeridas por Felipe Neto é a youtuber menor de idade “Viih Tube”.

Felipe Neto em "Casa, Mata ou Trepa"

Nitidamente, não é exatamente um conteúdo adequado para crianças, embora o público-alvo de Felipe Neto seja infanto-juvenil, além de pessoas como Vera Magalhães, Rita Lisauskas, Rodrigo Maia, Luciano Huck e Sua Excelência ███ ███████ ███████, ministro do . Não há nenhuma indicação na capa do livro que há conteúdo impróprio interno.

O próprio Felipe Neto já admitiu a culpa ao mandar uma nota para a equipe do UOL afirmando que a página do “livro antigo” (sic) não deveria estar em circulação “há anos”.

A situação se torna ainda mais caso de lei por Felipe Neto sugerir “trepar” com uma menor de idade, mas preferir “matá-la”. É consabido que qualquer discordância de um ser humano é tratada pelo próprio Felipe Neto hoje como “discurso de ódio”. Felipe Neto também dá voz a tiranos censores como os fascistóides do “Sleeping Giants”, que consideram tudo o que não seja o seu pensamento como “discurso de ódio”, exigindo desmonetização (falência) de quem deles discorde.

Mas uma brincadeirinha sugerindo sexo ou morte com uma menor de idade é apenas uma “brincadeirinha” de um gênio adolescente de 31 anos, nunca algo como “discurso de ódio” que enseje levar seu autor à falência.

Antônia Fontenelle tem se engajado fortemente na campanha contra sexualização precoce, estimulada de maneira acentuada na internet. A atriz e apresentadora tem feito grandes entrevistas em seu canal Na Lata, como a chocante entrevista com o advogado Rogério Betin, que já ganhou processos contra Felipe Neto, na qual ele explica o conteúdo que havia em vídeos apagados de Felipe Neto e como foi que os irmãos Neto enriqueceram.

Hoje, Felipe Neto tem conseguido apoio de gigantes de tecnologia – aquilo que os americanos chamam de “Big Tech” – para censurar e derrubar qualquer conteúdo que cite trechos de seus vídeos com comentários de cunho sexual, alegando “direitos autorais”, mas tratando como “ataques” e “discurso de ódio” qualquer menção ao que ele próprio dizia em canais com público majoritariamente infantil. Foi assim que conseguiu exigir que a  própria Antônia Fontenelle tivesse de tirar um vídeo do ar.

A atriz também iniciou a Associação Mães do Brasil, como noticiamos. A iniciativa é urgente em tempos nos quais se ataca a família rotineiramente, e não havia uma associação jurídica que representasse os interesses das mães do país.

Ademais, trata-se talvez da primeira associação de mães do mundo que é respeitada pelos próprios filhos. Ou os jovens não irão preferir ter Antônia Fontenelle como modelo, ao invés de Felipe Neto?


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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record).

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