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Guten Morgen 102: Por uma CPI do MBL

Depois de buscas e apreensões que revelaram de suspeitas de fraude a pornografia infantil, importa agora investigar as ligações do MBL com altas esferas do poder: de ministros de tribunal a jornalistas, presidentes e governadores. Ouça no seu podcast preferido

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Guten Morgen 102 - CPI do MBL

Guten Morgen, Brasilien! Após longas férias, o seu podcast preferido está de volta, chutando bundas e pronto para te tornar uma pessoa mais inteligente e te fazer perder mais amigos! E desta vez, aprofundará a perda de amigos que caíram no isentismo (o centrão gourmet) e que, em tempos recentes, se mostraram uma ameaça à liberdade no Brasil ainda pior do que os arroubos do PT. E vamos propor de cara a única coisa que enxergamos que pode melhorar o país: uma CPI do MBL.

Membros do MBL, o Movimento Brasil Livre, foram alvos de busca e apreensão recentemente, mostrando que o Ministério Público estava de olho e bastante desconfiando de um movimento que, supostamente, não tem fins lucrativos, mas recebe doações intermitentes de Alessander Mônaco por superchat de maneira estranha, e tem movimentações financeiras não-declaradas, na melhor das hipóteses, suspeitas. Alessander Mônaco recebia quase R$ 90 mil mensais de sua empresa, mas fez concurso para uma vaga que rendia apenas R$ 6 mil, e doava praticamente o salário inteiro para o MBL. Ainda por cima: trabalhava destruindo arquivos de Estado…

Mas mais do que qualquer erro com a infernal burocracia brasileira, parece haver um modus operandi no MBL, que se assemelha perigosamente com o método de lavagem de dinheiro de muitos criminosos financeiros. O MBL, afinal, se recusa a abrir suas contas e foge dessa questão como o diabo da cruz. Por que o MBL tem tanto medo de revelar suas movimentações e doações?

E é aqui que podemos responder a pergunta: o que isso tem a ver com a liberdade no país? Ora, quem sabe não acabemos descobrindo não quanto dinheiro o MBL movimenta – que pode nem ser muito – mas também quem está pagando o movimento?

Desde a sua tenra criação, vimos Kim Kataguiri, seu principal porta-voz, saindo do ABC e indo ter aulas numa das mais caras faculdades de Direito do país, gerida por um ministro de um certo tribunal em Brasília cujo nome não pode ser citado em 2020. Vimos um então advogado do MBL, Tiago Pavinatto, lançar um livro que ninguém vai ler com prefácio do mesmo ministro.

Também vimos o MBL fazer evento com João Doria. Com ministro de Michel Temer. Com jornalistas e amigos de jornalistas que subiram a carreira com a gestão de João Doria. E com o próprio Michel Temer!

Entendeu agora que o problema do MBL está muito além de zoar e fazer memes com suas figuras mais esteticamente ridículas (todas), e sim mostrar as conexões do MBL, o que ninguém fez, e só pode ser feito por uma CPI para investigar se há algo errado (porque suspeito certamente há) com o movimento?

Isso sem falar na figura emblemática do MBL: Carlos Afonso, o “Luciano Ayan”. Foi nosso herói Afonso que produziu relatórios que, como ele se jacta, foram usados na CPMI das Fake News para perseguir adversários, ensejando buscas e apreensões e até prisões de pessoas que cometeram o crime de serem amigas umas das outras e não gostarem do Afonso.

Preso na mesma operação que prendeu Alessander Mônaco, “Luciano Ayan”, além de movimentar quase um milhão sem declarar, é o criador da teoria da conspiração de que existiria um “gabinete do ódio”, ou “milícias virtuais” ou uma “seita política” ou coisas do tipo, que foram tratadas como a maior verdade factual do planeta, sendo acreditada e espalhada por jornalistas como José Fucs e Felipe Moura Brasil.

É por isso que existe inquérito no STF (compre o livro Inquérito do fim do mundo – O apagar das luzes do Direito Brasileiro). É por isso que existe CPMI das Fake News, para perseguir opiniões políticas. É por isso que criam mecanismos de controle em redes sociais. E, conforme revelamos com exclusividade, após sua prisão e busca e apreensão em sua residência, O Ministério Público pediu instauração de Inquérito Policial para investigar possível posse de material com “incontáveis” cenas de sexo explícito que podem ser pornografia infantil.

Afonso “Luciano Ayan” fez relatórios para a CPMI das Fake News que foram usados pelo ex-ator pornográfico Alexandre Frota, que recomendou filmes pornográficos e espalhou fake news sobre Olavo ed Carvalho na própria CPMI. Quer mais motivo para outra CPI ou CPMI para investigar o MBL e, sobretudo, os seus tentáculos e influência?

A produção é de Felipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência Pier. Não se esqueça de comprar o livro Inquérito do fim do mundo – O apagar das luzes do Direito Brasileiro, de nos apoiar no Patreon ou Apoia.se e de se filiar ao Brasil Parelelo!


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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Seu trabalho tem foco nas relações entre linguagem e poder e em construções de narrativas. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs" (ed. Record).

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