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Morreu, mas passa bem

Roda Viva da Vera Magalhães toma lavada de Augusto Nunes em seu programa de estréia

No YouTube, Direto ao Ponto estréia com bom desempenho enquanto programa ultra psdbista segue tombando na audiência

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Noite de segunda-feira, aquele momento precioso em que o primeiro dia útil da semana chega a seu fim, hora de procurar um bom programa para relaxar e curtir os suspiros finais do mais monótono dos dias. É o instante em que pouca gente quer gastar torturando-se.

Talvez por isso, a empreitada da TV Cultura, no já consagrado Roda Viva, tenha, com sua nova apresentadora, naufragado em ilha deserta. Servindo como uma carranca invertida, Vera afugenta os bons espíritos da audiência e amarga índices baixíssimos até para uma televisão estatal.

O kombismo cultural, fenômeno observado nas eleições de 2018, que juntou meia dúzia de gênios incompreendidos que apostaram no sucesso da campanha de Geraldo Alckmin, chegou ao seu ápice com a condução de Vera Magalhães, disparada a expoente mais carismática da trupe, ao comando do Roda Viva. 

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Mas a escolha dos entrevistados e da bancada parece não agradar ao público que, antes da estréia do programa de Augusto Nunes procurava algo mais elaborado para se entreter, como um torneio de Bocha nos canais Fox ou ver como gente pelada se vira no meio da floresta.

O carisma encantador de Vera não basta por si. E foi para aproveitar o vácuo deixado no horário noturno da segundona que Augusto Nunes, que já encabeçou o Roda Viva, foi escolhido para apresentar o Direto ao Ponto, pela Panflix, plataforma da Jovem Pan, programa muito similar – e exibido quase no mesmo horário – ao da TV Cultura.

Logo na estréia, teve uma ótima audiência, deixando sua primogênita estatal lá pra trás. Enquanto o Roda Viva fazia massagens cardíacas para ressuscitar FHC, o programa de Augusto Nunes convidou o vice-presidente Hamilton Mourão. Com uma equipe heterogênea, o Direto ao Ponto parece mais interessado no entrevistado do que com sua própria visão de mundo, mirada da janelinha traseira da kombi. 

É uma boa notícia para quem gosta de boas entrevistas, contrastando com o viés ultra psdbista do programa da Cultura, e porque tem dias que a gente se sente como quem já partiu ou morreu.


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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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