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Por que a mídia precisa de checadores?

Agências de “checagem de fatos” são a última esperança não sangrenta de pressão da imprensa mainstream contra quem está desmontando todas as suas falsas narrativas

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Lá em meados dos anos 2000 – mais ou menos na mesma idade de nossa autoridade teen Felipe Neto, eu, um jovem atabalhoado, testando minha habilidade na escrita, metendo-me em tudo que é emboscada para ouvir os titãs da nossa não literatura – escutei de um desses não escritores, altamente laureado por suas não obras literárias, que “não existem fatos, mas versões dos fatos”.

Lembro-me dos pelos eriçarem, o pensamento danar-se em mil desdobramentos. O que são fatos?, perguntava o Jean Baudrillard tupiniquim, enquanto eu me entorpecia diante daquela besteira monumental. Não preciso dizer que, na época, eu só conhecia gente de esquerda falando sobre literatura.

A frase, tosca como todo slogan, me parece uma das chaves para se entender como a mentalidade de esquerda compreende uma notícia. É uma batalha de versões. Quanto mais versões à esquerda melhor.

Ion Mihai Pacepa diz, no livro Desinformação, comentando o método utilizado pelas agências russas, que “o objetivo era manipular o futuro, não apenas aprender sobre o passado. Em específico, a idéia é fabricar um novo passado para alvos inimigos, de modo a alterar o modo como o mundo os percebe”. 

Desde a década de 60, a quase totalidade da imprensa, das universidades, da classe artística, está empenhada em fabricar esse novo passado, seguindo os ensinamentos deixados por Gramsci e pela Escola de Frankfurt. 

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Basta medir como a ditadura militar brasileira é retratada em relação às sanguinárias ditaduras de esquerda. Ou como um assassino confesso, inclusive de homossexuais, como Che Guevara é louvado enquanto um Reagan, cujo único crime foi expandir o capitalismo e melhorar o padrão de vida do norte-americano, é visto com esgares de nojinho.

Antes da Internet era fácil para a mídia mainstream impor sua versão dos fatos. Com a Internet e, sobretudo, com as redes sociais a versão oficial passou a ser contestada e desmentida. Os fatos voltaram a ter importância no debate, embora a imprensa faça de tudo para manter suas versões, inclusive normalizar a votação em extremistas de esquerda, como no print abaixo:

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Diversos canais mais à direita do espectro político da maioria dos jornalistas profissionais ganharam espaço. Com o programa True Outspeak no YouTube, Olavo ajudou a formar uma geração de boas cabeças, preocupadas em entender o fatos e deles extrair suas análises, não apenas “versões”.

A confrontação de idéias durou pouco. Acostumada a coquetéis e surubas de gente feia, guiadas por mestres doutores em samba-enredo e baile funk, a esquerda militante dos jornais ficou desamparada contra um adversário muito mais preparado. Era, na melhor das hipóteses, Pernalonga contra Platão. 

Mas ao invés de uma reeducação, a mídia dobrou a aposta e passou a mentir cada vez mais descaradamente. Os institutos de pesquisa, que outrora eram considerados verdadeiros guias das eleições – as edições com seus resultados eram esperados com ansiedade por milhões de pessoas – tentaram manipular eleições e hoje são tratados com desdém e meme. 

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Quando trump foi eleito em 2016, a mídia dava mais de 90% de chance a Hilary Clinton. Até hoje, a imagem dos jornalistas da GloboNews, abobados diante do resultado oficial nos enche de poesia a memória. O Datafolha previu que Bolsonaro perderia no segundo turno para todos os seus adversários. O termo “fake news” virou a coqueluche entre os esquerdistas, tudo para negar o fato de que suas narrativas não vingaram.

A ascensão do outro lado na disputa foi um golpe duro para a mídia, acostumada não só aos bilhões distribuídos pelos governos de esquerda, mas ao prestígio de ser o farol da sociedade. Em termos de prestígio, ser jornalista da Folha ou da Globo equivale, hoje, a ser flanelinha de porta de jogo de futebol ou balconista de banca de jogo do bicho. É algo que nenhuma família estruturada quer. 

Uma rápida olhada no Twitter mostra o engajamento das mídias de direita contra os tradicionais veículos que foram contaminados de ultra esquerdismo severo. Mas eles se valem das relações de prestígio – da ilusão de grandeza do grupo – e ainda possuem alguma força quando se juntam.

O dinheiro das entidades globalistas multi arqui trilhardárias substituíram o financiamento estatal. Os grandes grupos de mídia passaram a ser uma ferramenta de construção do poder por meio de narrativas, versões extensas dos fatos. Mas havia um empecilho: a credibilidade.

A democratização do debate de idéias nas redes sociais jogou pelo ralo a confiança que o indivíduo médio possuía na mídia. Ao respeitar os fatos, descrevê-los e analisá-los, a direita invadiu o terreno de uma imprensa jeca, auto-referente. Era necessário melar o debate. Para isso foram criadas as agências de checagem de fatos, que nada mais são do que o reforço da versão dos fatos da mídia tradicional ultra esquerdista globalista.

Elas agem como grupos de mapeamento, servindo a entidades obscuras de gigantes dorminhocos que visam constranger e minar as fontes de financiamento de seus adversários políticos. Não é por acaso que um dos primeiros alvos da milícia digital foi Olavo de Carvalho. Maior responsável pela dissolução da aura esquerdista, Olavo deve ser eliminado do debate a qualquer preço. 

Ao mesmo tempo, sob uma aparência de imparcialidade, as redes sociais, nas mãos dos mesmos agentes globalistas, desmonetizam e censuram conteúdos de direita. Tudo embelezado por slogans como “contra o discurso de ódio”, “pelo respeito à diversidade”.

O caminho não será fácil. As mídias independentes têm poucos recursos contra a montanha de dinheiro que jornalistas e checadores recebem. O empresariado brasileiro ainda se faz de desentendido, não percebendo que faz avançar aqueles que irão degluti-lo com farofa.

No mesmo livro Desinformação, Pacepa diz que “a mídia controlada pelo governo fez intensas campanhas de desinformação para persuadir a todos, pertencentes a quaisquer classes sociais, de que a Romênia poderia ser transformada em um país próspero pelo simples expediente de confiscar a riqueza da população”.

E continua: “O roubo se tornou política nacional no dia 30 de dezembro de 1948, quando o Reino da Romênia foi abolido e a República Popular da Romênia foi criada. O novo governo marxista confiscou a riqueza do rei, apropriou-se da terra que pertencia a romenos ricos, nacionalizou os bancos e as indústrias do país e enviou a maioria dos proprietários de terras para gulags. Então, em 1949, o governo marxista voltou os seus olhos cobiçosos na direção oposta, para as pessoas mais pobres do país. Forçando os camponeses a irem para fazendas coletivas, roubou-lhes sua terra, bem como seus animais e ferramentas de agricultura. Em poucos anos, praticamente toda a economia romena era gerada em propriedades roubadas”. 

Os países que avançam pautas de direita são os inimigos do grande capital que a tudo quer controlar. Deem uma olhada nos perfis dos funcionários das agências de checagem de fatos. Você não encontrará ninguém a direita de Mao Tse Tung, provavelmente. Ou abrimos os olhos e aprendemos com os erros do passado ou estaremos condenando milhões de pessoas comuns a uma vida miserável ou à vala comum.

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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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