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Manhattan Connection sai da Globo e pessoas se lembram que o Manhattan Connection existe

Sem fôlego para se manter na Disneylândia progressista, programa passa a integrar o parquinho de diversões ideológicas do estado de São Paulo

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O Woody Allen diz que “na Califórnia não se joga o lixo fora. Eles o reciclam na forma de programas de TV”. No Brasil,  não se dão nem ao trabalho de reciclar: o lixo vai pro ar ainda inviolado. Desde Malhação, passando pelas Pegadinhas do Malandro, Mulheres Ricas, Domingão do Faustão e desembocando no aterro chamado Esquenta, a televisão brasileira despejou toneladas e toneladas de lixo íntegro, o mais tóxico possível.

Uma das raras exceções foi o Manhattan Connection durante a estada na bancada do saudoso Paulo Francis. O velho jornalista contrastava com um bando de bananas abobalhados que lhe enchiam de perguntas e tentavam lhe tirar a paciência. Assim que Francis saiu, o programa cumpriu o que prometia: ser uma espécie de teletubbies para adultos encantados com a América.

Tipos ainda mais piegas foram integrados ao programa, que apostou suas fichas, como um cego marcando os números do bingo na cartela, no antipetismo criador do colunista da Veja, Diogo Mainardi, para fazer as vezes do grande Francis. Deu ruim, diria Platão. Era como assistir senhorinhas viúvas discutindo sobre echarpes numa rotisserie. 

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Após o longo coma, o programa muda de canal. Deixa a Disneylândia progressista, a Rede Globo – pode chamar de Piscinão de Ramos também -, para ser um gira-gira no parquinho estatal de aberrações ideológicas. Na TV Cultura o Manhattan tem a árdua tarefa de  preencher uma programação que conta em sua grade com o Paulistão Feminino e Vamos Pedalar.

A fundação faria melhor se lançasse o Teófilo Otoni Connection, com Rolando Boldrin e Falcão no comando, mas prefere, ao invés de gente espirituosa, os velhos espíritos decadentes que conseguiram acabar até com um patrimônio cultural nacional: O Roda Viva.  

Abaixo, vemos a foto da reunião de pauta de despedida do programa na Globo News (CONTÉM IRONIA):

Manhattan pauta

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Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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