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O fim

Como as esquerdas do Ocidente estão preparando sua própria cova

A iminente derrota moral e espiritual da civilização ocidental entregará o mundo de bandeja nas mãos de uma elite global sedenta por controle, se dermos sorte

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O século XXI já cumpriu um quinto de sua existência e o cerco à inteligência está cada vez mais pesado. Tudo porque a ideologia mais assassina da história conseguiu desestabilizar todas as relações do homem com seu meio e seu semelhante.

James Burnham, no livro O Suicídio do Ocidente, diz que “foi com a Rússia que começou o processo de desintegração política e geográfica do Ocidente”. Algo observável quando se entende que a composição gira em torno de certas crenças, valores e concepções da realidade e do homem.

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Ele diz que a contração do Ocidente não se deve a nenhuma falta de recursos físicos ou de poder, mas “internas e não-quantitativas: abrangiam mudanças estruturais ou fatores intelectuais, morais e espirituais”.

Operações que eram corriqueiras para um homem da idade da pedra, como despelar um cervo, se agasalhar ou cuidar da sua família – e que asseguraram a continuação da espécie – foram questionadas, tratadas como souvenirs de um breve momento da história que durou até, digamos, uns 70 anos atrás.

Michael Walsh disse: “é necessário um Pai da Mentira para convencer os outros a se rebelarem contra a evidência de seus corações e sentidos”.

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Destruir as bases da civilização ocidental estava nos planos felizes de todos aqueles teóricos que se debruçaram sobre o marxismo e não viam nele saída a não ser mentindo. 

De Frankfurt às atuais bestas quadradas do pensamento de esquerda, como Felipe Neto e Anitta, passando pelos verdadeiros teóricos do caos: Sartre, Foucault, Derrida, Gramsci, as relações mais sutis do homem com seu meio foram desfeitas.

A obra de arte, o amor, a sexualidade, o estudo, a cor da pele, o corpo, a alma, a alimentação, a loucura, o desejo, a tristeza, a cobiça, a moda, o Minecraft, transformaram-se num jogo entre oprimido e opressor, sintetizado no slogan: tudo é política.

Para demonstrar esse retrocesso, um batalhão de sumidades no engenho de fazer as pessoas de idiota ganhou destaque na mídia, na arte e nas universidades – o chamado intelectual orgânico de Gramsci. 

Era preciso deixar claro que todas as bases da cultura foram edificadas por meio da dominação de um grupo pelo outro (a luta de classes), demonstrando que tudo o que não fosse revolucionário (que não rompesse com a ordem pré-estabelecida), desde viver o amor livre até matar bebês ou fazê-los mudar de sexo, não passava de conservadorismo arcaico e ultrapassado.

Ter uma família, amá-la e trabalhar para sustentá-la passou a ser o estereótipo dos vilões mais cruéis. O futuro é de quem dilacera bebês, muda de sexo ou deforma o próprio corpo, tudo contra a opressão da imagem e da responsabilidade: que vitória da humanidade! 

A universidade se tornou um laboratório de experimentos sociais com o único objetivo de desmontar a lógica da realidade, que é a lógica de Deus, do impulso moral em direção à justiça. 

Um estudante de sociologia, que destruiu sua inteligência na faculdade, acha que até uma espreguiçada pela manhã é política: ele peida politicamente, caga um toroço ideológico depois de um café crítico. Seu oritimbó, seu mangalho, suas madeixas, viraram objetos políticos. 

Quando sua vida política entra em choque ele arruma alguma justificativa. É a teoria da dissonância cognitiva. Desse modo, não é estranho que diga que o mundo deu errado, dentro do seu quarto, num condomínio de luxo bancado pelo pai, numa rede social, usando seu iPhone.

Essa dissonância tem sido levada às altas esferas da política, que cria leis cada vez mais absurdas para que nenhum jovem desorientado se sinta desconfortável com o mundo ao seu redor. 

Se dermos sorte, o futuro nos reservará uma sociedade altamente vigiada, pronta a coibir o menor indício de ação individual, preservando direitos para determinadas coletividades ou minorias enquanto outras, acusadas de ter se beneficiado ao longo da história, terão de assistir quietas a derrocada total de suas aspirações.

Esse projeto tende a implodir à medida que ditaduras vigorosas e totalitárias assumem o comando das relações que foram deixadas em aberto porque o Ocidente é careta demais. A China, por exemplo, vem ganhando força, negando direitos básicos a seus cidadãos, utilizando trabalho escravo e lucrando muito com isso.

Em breve, o Ocidente estará de joelhos ante a sanha sanguinária dos piores assassinos da história humana. E aceitará seu destino como um cordeiro diante do facão, em completo silêncio.

Resta saber quem empunhará a adaga: russos, chineses ou muçulmanos. 


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Assuntos:
Carlos de Freitas

Carlos de Freitas é o pseudônimo de Carlos de Freitas, redator e escritor (embora nunca tenha publicado uma oração coordenada assindética conclusiva). Diretor do núcleo de projetos culturais da Panela Produtora e editor do Senso Incomum. Cutuca as pessoas pelas costas e depois finge que não foi ele. Contraiu malária numa viagem que fez aos Alpes Suiços. Não fuma. Twitter: @CFreitasR

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