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Bandidolatria

Morte de Lázaro gera comoção em… você sabe quem(s)

Assassinato de psicopata enche redes sociais de postagens indignadas com "brutalidade do estado contra negros e pobres". Nem um pio sobre dor das vítimas

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Morte de Lázaro gera comoção em… você sabe quem(s)

Era mais do que esperado. A turma dos indignados ficou em polvorosa depois do assassinato do psicopata Lázaro pela polícia do estado de GO, após 20 dias da perseguição que só não parou mais o Brasil porque ele já está parado por um punhado de governadores pró “fecha tudo”.

Abaixo, segue uma pequena amostra do que foi despejado nas redes. Note o discurso por trás:

Deputada Federal pelo PSOL, Vivi Reis postou (e depois, apagou) um tuíte lamentando que o psicopata não tenha sido “ouvido”. Discurso igual ao do repórter da Globo, Cauê Fabiano:

Fabiano foi cuidadoso. Postou um “criminoso da pior espécie”, pelo menos. Mas é da turma que acredita piamente que o sistema judiciário brasileiro é tão perfeito quanto o suíço. Exatamente como sua colega Rita Lisauskas, da CNN, Estadão e Rádio Eldorado:

Em resposta à jornalista, uma mulher tentou abrir os olhos de Lisauskas para a realidade:

A pessoa que tem por ofício RELATAR A REALIDADE tratou de mastigá-la, digeri-la e “devolvê-la ao ambiente” em forma de narrativa:

Bem, prezada colega… ele FOI preso. E fugiu. E matou e estuprou de novo. E foi preso de novo. E fugiu de novo e cometeu novos crimes. E foi preso novamente e foi liberado para regime semi-aberto pela própria justiça. Aliás, Lisauskas, dá uma lida nesta reportagem do G1.

Faça você, leitor, um teste e veja como a maré está favorável à narrativa: basta digitar Lázaro na ferramenta de busca do Twitter e puxar a tarrafa, como fez o jornalista Bernardo Küster.

O advogado Taiguara Fernandes fez um post em seu Instagram fazendo um paralelo entre a captura de Lázaro e o movimento americano Defund The Police. 

“O objetivo é extinguir as forças policiais vetando todos os investimentos financeiros que permitem sua existência — para acabar, dizem, com a ‘letalidade policial'”, explica o advogado.

No Brasil, esta narrativa ganhou, hoje, um tremendo reforço.


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Assuntos:
Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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