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20 anos depois

Bush compara invasão ao Capitólio com 11 de setembro

Responsável pela ocupação no Afeganistão, ex-presidente discursa em memorial do 11/09: "Há pouca diferença entre extremistas no exterior e extremistas domésticos"

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Bush chama americanos de terroristas em discurso sobre 11/09

O ex-presidente, George W. Bush, ocupava a Casa Branca há meros nove meses quando os EUA sofreram o maior ataque terrorista registrado na história do Ocidente. Responsável pela invasão das forças americanas no Afeganistão, Bush fez um discurso na cerimônia do memorial de 11 de setembro para o Voo 93, na Pensilvânia, dizendo que a futura ameaça terrorista no país pode vir “não apenas através das fronteiras, mas também pela violência que se acumula entre nós.”

Aludindo aos cidadãos americanos que invadiram o Capitólio para protestar contra a eleição de 2020, o ex-presidente afirmou:

“Há pouca diferença cultural entre extremistas violentos no exterior e extremistas violentos domésticos. Mas em seu pluralismo desdenhoso, em seu desprezo pela vida humana, em sua determinação de contaminar os símbolos nacionais, eles são filhos do mesmo espírito perverso e é nosso dever contínuo enfrentá-los”, disse o ex-presidente.

O discurso gerou reações indignadas nas redes sociais:

“Não há comparação entre o 06/01 e o 11/09. George W. Bush é um imbecil”, tuitou a organização ACT For America, movimento popular de preservação da cultura, soberania e segurança dos EUA.

“O único lugar onde Bush deveria estar no 11 de setembro é respondendo ao povo americano por todas as suas mentiras”, escreveu o candidato ao Congresso de Washington e subtenente aposentado das Forças Especiais do Exército, Joe Kent. 

“Em vez disso, ele apenas nos mostra que um governo não é apenas um partido, é uma classe dominante que nos despreza e não para de nos explorar”, acrescentou.

“George Bush é uma fraude!” declarou o comediante conservador Terrence K. Williams.

“Este palhaço comparou o dia 6 de janeiro com o 11 de setembro”, acrescentou. “Que insulto. Não chega nem perto.”

“Bush está comparando publicamente o 11 de setembro com o dia 6 de janeiro”, escreveu ele em outro tweet. “Eles querem que os apoiadores de Trump sejam tratados como jihadistas”, publicou o comentarista político Jack Posobiec.

https://twitter.com/JackPosobiec/status/1436718256245678084?s=20

“Eu pessoalmente deixei passar muitas coisas do ex-presidente George W. Bush, mas sua comparação entre os eleitores de Trump e os jihadistas de 11 de setembro é uma vergonha absoluta”, escreveu o coronel aposentado da Força Aérea dos Estados Unidos, Rob Maness.

“(…) inacreditável”, ele continuou, após um palavrão, acrescentando a hashtag #neverforget.

https://twitter.com/RobManess/status/1436717418378842123?s=20

“Quanto mais ouço de George W. Bush, mais eu percebo que nunca houve realmente uma escolha nas eleições presidenciais em minha vida até 2016”, escreveu o colunista e quadrinista, Tim Young.

Enquanto Republicanos criticavam o discurso de Bush, Democratas elogiavam o ex-presidente, apesar de seu antigo desdém por ele.

De acordo com o jornalista Glenn Greenwald, os esquerdistas ficaram caidinhos pelo ex-presidente porque querem sua própria guerra contra o terrorismo, mas uma guerra interna, contra seus oponentes políticos.

Ele também afirmou que ouvir Bush “relacionar o 11 de setembro com 1/6” foi um “êxtase” para o progressismo.

O presidente Joe Biden chamou o discurso de Bush de “muito bom” e o ex-presidente Bill Clinton agradeceu a Bush por seu discurso “poderoso”.

“Obrigado, meu amigo”, disse Clinton, “por suas palavras poderosas e tão necessárias neste dia difícil.”

Com informações de Breitbart News


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Assuntos:
Leonardo Trielli

Leonardo Trielli não é escritor, não é palestrante, não é intelectual. Também não é bombeiro, nem frentista, não é formado em economia e nem ciências políticas. Nunca trabalhou como mecânico e nem bilheteiro de circo. Twitter: @leotrielli

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