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O presidente Michel Temer está causando celeuma no país em seu primeiro dia de mandato oficial. Como o PT insistiu na narrativa exagerada e histérica de “golpe”, só tem como saída insistir na palavra gasta e esvaziada de significado, sem ter como refutar as denúncias criminais (até de crimes comuns) em matérias técnicas.

No seu primeiro dia como presidente de fato, Michel Temer já deve ter conseguido produzir mais matérias bizarras do que 5 anos de Dilma Rousseff e 8 de Lula. A imprensa, sempre dócil e submissa ao ponto da dependência do PT, finalmente virou oposição e faz jornalismo investigativo e contrário ao poder.

O bizarro da revolução é que, apesar de haver motivo para comemoração numa imprensa finalmente cumprindo o seu objetivo, toda a oposição ao governo não diz respeito ao seu governo, mas apenas a acusações genéricas e vazias para fazê-lo parecer ruim. Já até há quem fale em “desgoverno” na primeira hora de governo do novo presidente.

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Para quem passou os últimos anos gritando “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!”, repetindo o mote roboticamente como sinônimo de pensamento próprio, crítico, que não se deixa levar pelos outros e não cai em modinhas manipuladoras, o tilt dado no cérebro com a Globo criando manchetes tão toscas contra Temer, per fas et per nefas, apenas para tentar dar a entender que Temer é ruim, mesmo antes de governar, deveria ser o espasmo inicial para as pessoas se informarem melhor sobre suas premissas, quem está certo e quem está errado, se as pessoas que defendem ou criticam pensam mesmo o que julgamos que elas pensam.

É difícil imaginar uma manchete como “Lula tinha dificuldades em matemática” ou “Dilma tem dificuldade em completar frases com sujeito, verbo e predicado”. De repente, manchetes como essa surgem contra Michel Temer, o vice de Dilma, eleito pelos votos pró-Dilma, pululam nos jornais.

Quem não votou em Temer e é oposição a ele desde antes de ele ser eleito poderia até comemorar, se não fosse a verdade óbvia: o PT sofreu impeachment do Executivo, pode ter muitos presos no Legislativo e pode perder eleições futuras, mas ainda não sofreu nem um milímetro de impeachment na imprensa.

Lendo as entrelinhas, lemos nosso futuro.

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