O ex-presidente americano Bill Clinton dormiu durante o discurso da sua própria mulher. Por que essas notícias não chegam ao Brasil?

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Para o leitor brasileiro interessado em política americana, raça que se proliferou na última década, acompanhar a eleição deste ano tem sido tão chato quanto os discursos de Hillary Clinton. Tudo muito óbvio, óbvio que demora para se oficializar. Bill Clinton que o diga.

Clinton, o Bill, seu ex-marido que a fez ter alguma carreira a ponto de ser quase a pessoa mais poderosa do mundo (porque feminismo e empoderamento da mulher, or something), acabar dormindo no discurso de sua própria esposa. No discurso que a oficializou como candidata do Partido Democrata.

Estava chato.

Sério.

Tim Kane, que estava do lado de Bill Clinton, percebeu a gafe e pensou nas opções que tinha: quem tem coragem de acordar um ex-presidente americano diante de câmeras? Esperto, ficou na frente das câmeras para “esconder” Bill, mais apartado de Hillary nesse momento do que na época Lewinsky.

Até aí, tudo normal para quem acompanha a política americana e, sobretudo, Hillary Clinton. Piadas inclusive de seus apoiadores mais abalizados sempre são feitas com sua falta de carisma, ainda mais comparando-se a seu ex-marido. Até o Saturday Night Live já deu suas espezinhadas.

Mas nada do assunto foi noticiado no Brasil. O único link em português encontrado a respeito é de um “Sputnik News” que, apesar do .br, escreve em português de Portugal.

Já os famosos analistas de eleições americanas brasileiros, responsáveis por tratar Hillary como uma deusa da inteligência e verdade e Donald Trump como um louco boquirroto, fanático e desmiolado, nem tocaram no assunto. Procurar por “Bill Clinton dorme” no Google só dá resultados de outras dormitadas antigas de Bill em outros discursos.

Já Caio Blinder reconhece o caráter meio insosso do discurso, mas também não comenta seu poder soporífero:

Será que o brasileiro não tem uma visão edulcorada de Hillary Clinton e uma visão catacômbica de Donald Trump por… bem, por não saber da verdade sobre nenhum dos dois?

Em compensação, até quando Donald Trump faz uma piada com um bebê chorando quando o carrega no colo, as notícias pululam no Brasil.

Será que pensamos o que pensamos sobre as eleições americanas porque somos muito mais inteligentes do que esses atrasados americanos preconceituosos, ou simplesmente sabemos menos do que eles?

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