Janaína Paschoal comenta o acidente que vitimou o ministro do Supremo Teori Zavascki, e sua necessidade premente de investigação.

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A regra de que acidentes aéreos devem ser investigados em sigilo se deve à ideia de que é melhor prestigiar a prevenção à punição. Mas essa regra vale para situações normais. Quando um Ministro do Supremo Tribunal Federal, responsável pela mais importante investigação policial do país, morre em queda de avião sabidamente seguro, a regra geral deve ser afastada. Faz-se necessário verificar se o acidente não fora provocado. O Brasil tem direito a acompanhar essa apuração. O trabalho do Ministro era parte do necessário processo de depuração, que o país está atravessando. E precisa continuar! Sinto por todas as vítimas e suas famílias e sinto pelo país.

  • Rafael Gasparotto

    Acho válido o argumento, principalmente para evitar o surgimento de teorias da conspiração a respeito. Como profissional da aviação, devo apontar que os acidentes que vitimaram políticos nesses últimos anos aconteceram em circunstâncias parecidas – arremetida em mau tempo. O fato é que um ato de sabotagem feito para acontecer justamente em uma arremetida é algo de extrema dificuldade para ser “sincronizado”, assim digamos, com esse momento exato da operação do avião. O que deve ser destacado é que as circunstâncias – aeroportos mal equipados para voos por instrumentos, voos feitos em condições marginais e às vezes fora dos limites legais de operação, pressão por cumprir agendas – são comuns a dezenas, senão centenas de acidentes de aviação geral no Brasil. Que tais eventos ocorram com autoridades públicas – costumazes utilizadores deste modal, por vezes de maneira não muito favorável ao interesse público, diga-se de passagem – tem portanto uma probabilidade muito maior de acontecer do que uma eventual sabotagem.

    Faço a ressalva que deve ser preservado a privacidade do profissional envolvido e de seus familiares. Sensacionalismos como divulgação de gritos desesperados registrados nos gravadores de voz (se é que esse King Air os tinha) em horário nobre não contribuem em NADA.

    Edit: último parágrafo

  • Ronald Tito Canto

    Pode ter sido atentado? Pode, tudo é possível.
    Mas, convenhamos, o assassino teria que ser um gênio, um
    007, pois adivinhar que o tempo estaria péssimo na hora do acidente e que a
    sabotagem iria funcionar justamente na hora da aterrissagem, durante uma
    arremetida, não é para qualquer terrorista de terceira.

    • Rob

      Não precisa ser tão gênio não.
      Com a frequência que esse pessoal viaja em aviões particulares e dar uma verificada nas previsões de tempo, não seria difícil acertar uma de várias tentativas.

  • Verônica Böhme

    Concordo totalmente: temos que colocar “luz” nessa investigação. Lembrar casos como o Prefeito de Campinas Toninho, 2001. Que fazia um trabalho de pesquisa…e justiça. Morreu! Brasilâsmico. Postei essa matéria e imagem no meu Blog: http://www.alegriaeabundanciablogspot.com (alcance no mundo todo desde 2009) – Verônica Böhme, física, escritora e poeta. Blog: http://www.alegriaeabundanciablogspot.com

  • Rosemeire Talarico Polichetti

    Pode ser doido de minha parte, mas…no acidente da Chapecó, onde iriam votar as 10 medidas/Lava-Jato, já fiquei com pé atrás, pois foi desviado e muito a atenção de todos.

  • Marcos Rodrigues

    Janaína Paschoal é uma mulher muito inteligente e não fica em cima do muro como quase todos os comentaristas do caso ficam. Claro que a primeira suspeita é de sabotagem, dadas as circunstâncias. Não é teoria da conspiração!

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